O famoso "Castelinho da Rua Apa" em fotografia noturna tirada do Elevado João Goulart
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O famoso "Castelinho da Rua Apa" em fotografia noturna tirada do Elevado João Goulart
Olá , desculpa incomodar, estou construindo meu lar e gostaria da sua ajuda na divulgação do insta. Posso contar com vocês? É de grande importância para nós, se nos ajudar, irei te agradecer muito. O nome do insta é @n.castelinho , se puder divulgar também pra ta dando uma força, seria ótimo, se não puder, tudo bem, te agradeço da mesma forma, gratidão pelo seu tempo. Tenha um dia lindo, amoras e amores. <3
Segunda parte da publicação sobre rodas. Talvez pela facilidade de instalação, ou por ser a cereja do bolo de qualquer projeto de personalização, as rodas são uma paixão para a maior parte de nós. Neste post, mais algumas das rodas dos carros do Máfia Boxer. Por coluna, Sprint Star 5×205, Five-Spoke 5×205, Italmagnésio Castelinho 5×205, Rodão R-500 4×130, Rodão Orion 4×130, Italmagnésio Chromium 4×130 e Sprint Star 4×130. Se quiser ver outras fotos destes carros, dos outros carros do Máfia Boxer e outras milhares de fotografia sobre o universo Volks, acesse nossa página: www.facebook.com/mafia.boxer #4X130 #5X205 #5Spoke #AirCooled #Brasília #Bus #Castelinho #Chromium #Italmagnesio #FiveSpoke #Fusca #Kafer #Kombi #MafiaBoxer #Orion #Rodão #SprintStar #Typ1 #Volks #Volkswagen #VW #VWBeetle #VWFusca #VWKombi
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O Castelinho do Estoril
O litoral que se estende de Lisboa a Cascais é um reino de luz, com praias douradas e o bulício de uma vida faustosa, um lugar onde o sol parece afugentar as sombras mais persistentes da alma. Mas, desafiando este brilho, como um dente cariado num sorriso perfeito, ergue-se o Castelinho de São João do Estoril, também conhecido como Castelo de Nossa Senhora de Fátima, encavalitado num rochedo onde o Atlântico bate furiosamente. Com a sua arquitetura romântica, que evoca contos de fadas distorcidos, o castelinho é um marco icónico que esconde uma lenda soturna, um conto gótico que resiste ao sol da Riviera portuguesa com a teimosia de uma mancha de bolor. A história, uma das mais famosas de Portugal, não é de nobres ou piratas, mas de uma menina cega, de um acidente trágico nas arribas e de uma presença fantasmagórica que, dizem, ainda se manifesta nas falésias e na janela do castelo, um espectro que a luz do dia não consegue dissipar.
Mariana era uma menina de sete anos, filha única e adorada do rico proprietário do castelinho no início do século XX. Era uma criança de uma beleza etérea, com longos cabelos loiros e feições delicadas, mas os seus olhos, de um azul profundo, não viam. Eram espelhos opacos, janelas fechadas para um mundo que ela sentia, mas que nunca vira. Era cega desde o nascimento, um fado que a prendia a um mundo de sons e cheiros. A sua vida, embora faustosa, era uma prisão sensorial, um castelo que ela sentia, mas que nunca vira, uma fortaleza de ecos e solidão. Por trás da opulência, pairava a melancolia, um véu de tristeza que envolvia a criança como um sudário.
A mãe de Mariana morrera jovem, e o pai, um homem consumido pela dor e pelo trabalho, raramente estava presente, um fantasma que habitava os corredores do castelo, mais preocupado com os mortos do que com os vivos. Mariana cresceu com a ama, uma mulher bondosa, mas que não conseguia preencher o vazio deixado pela ausência dos pais. A menina encontrou consolo na janela do seu quarto, a janela do castelinho que dava para o mar e para a linha de comboio. Era o seu ponto de observação do mundo, um mundo que ela imaginava através do som do mar a bater, do apito dos comboios, do cheiro a maresia e do toque do vento salgado no rosto. O seu único guia, o seu companheiro constante, era o seu cão, um setter irlandês leal, cujo olfato e audição aguçados compensavam a cegueira da menina, um anjo da guarda de quatro patas.
Tinha por hábito passear nas arribas, nas falésias escarpadas perto da casa, guiada apenas pelo som do mar e pelo seu cão fiel. O cão era o seu anjo da guarda, sempre a ladrar avisos, sempre a empurrá-la para longe do precipício, um guardião incansável. Mariana sentia-se livre naquelas arribas, sentia o vento no rosto e sonhava com cores e formas que lhe eram negadas. Era uma criança solitária, presa na sua torre de marfim, o castelinho, que era mais uma prisão do que um lar, um lugar de ecos e solidão, onde o riso era uma moeda rara e a tristeza era a moeda corrente. A sua imaginação, liberta da tirania da visão, criava monstros e maravilhas, um mundo interior tão vasto e assustador como o oceano que se estendia a seus pés.
A tragédia abateu-se sobre o castelinho numa tarde de outono, com o mar revolto e o vento a uivar, um prenúncio de desgraça. O nevoeiro cerrado, comum na costa, envolvia o castelo num manto branco, um véu fúnebre que escondia o precipício. A ama, exausta, adormecera na sala, vencida pelo peso da sua própria negligência. Mariana, na sua solidão habitual, decidira aventurar-se sozinha nas arribas, o seu cão, por razões que ninguém compreendeu, não estava com ela naquele momento fatídico, talvez distraído por algum cheiro ou som, ou talvez a tragédia fosse inevitável, um destino selado pelas forças sombrias que habitavam o castelo.
Num momento de descuido ou talvez de desespero infantil, atraída pelo som das ondas, que parecia chamar o seu nome com a voz de uma sereia macabra, Mariana aproximou-se demasiado da beira do precipício. O terreno, húmido e escorregadio devido ao nevoeiro, cedeu sob os seus pés. Mariana caiu das arribas, um grito silencioso que se perdeu no bramido do oceano.
O pai, ao regressar a casa, encontrou o castelinho em alvoroço. O desespero da ama, a ausência da filha, a janela aberta. O seu mundo desabou, a dor que o consumia transformou-se em puro terror. Procuraram o corpo de Mariana durante dias, mas nunca o encontraram, engolido pelo mar impiedoso. Apenas o seu ursinho de peluche foi encontrado na praia, encharcado e gasto, um testemunho silencioso da tragédia, um símbolo da inocência perdida.
Desolado com a perda da filha, o pai, em sua memória, terá alegadamente oferecido a propriedade à Santa Casa da Misericórdia, com a condição de que fosse transformada numa instituição de apoio a crianças cegas, o que de facto aconteceu durante cerca de dez anos, num esforço derradeiro para dar um propósito à vida e à morte de Mariana, um ato de penitência.
O castelinho, outrora um símbolo de opulência, tornou-se um monumento à dor e à perda. O pai, consumido pela culpa e pelo desespero, morreu pouco tempo depois, um homem quebrado, assombrado pelo fantasma da filha que ele tinha abandonado, a sua alma atormentada incapaz de encontrar descanso.
A história ganhou contornos assustadores quando as pessoas que passavam pelo castelinho, especialmente nas noites de nevoeiro cerrado e tempestade, com o vento a uivar e o mar a bater, começaram a relatar visões perturbadoras. A lenda urbana mais persistente é que o espírito da menina nunca abandonou o local.
Muitas pessoas que passaram pela casa ao longo dos anos, incluindo potenciais compradores e residentes temporários, relataram ter visto o vulto de uma menina a vaguear pelos jardins, junto às falésias e, mais notoriamente, a aparecer à janela do castelo, o local da sua vigília em vida. A aparição é efémera, desaparecendo num piscar de olhos, deixando apenas um arrepio e a sensação de uma melancolia profunda, um rasto de tristeza que se agarra à alma.
Apesar do seu aspeto de conto de fadas, o Castelinho é hoje em dia mais conhecido pela sua aura de mistério e pela lenda da menina cega, sendo considerado por muitos a casa assombrada mais famosa de Portugal, um ícone do macabro português, um lugar onde a luz do sol da Riviera não consegue penetrar as sombras do passado. O edifício, que se destaca pela sua arquitetura peculiar e localização na Avenida Marginal, é um marco local conhecido pelas suas histórias de terror e mistério, para além do seu charme arquitetónico.
A lenda diz que o fantasma de Mariana ainda espera. Espera o regresso do pai, espera a sua mãe, espera uma vida que lhe foi negada, uma infância que lhe foi roubada pela cegueira e pela negligência. O seu olhar perdido na janela é um lembrete gótico de que, mesmo nos locais mais soalheiros e belos, a tragédia e a morte espreitam, e que as almas penadas encontram o seu descanso nos locais onde a sua vida foi interrompida de forma brutal e injusta. A sua cegueira em vida transformou-se numa visão espectral após a morte, um paradoxo macabro que assombra o castelinho, os seus olhos vazios a verem finalmente o mundo, um mundo feito de dor e saudade.
Hoje, o Castelinho de São João do Estoril é um local de uma beleza assombrosa, uma atração turística que todos fotografam. Mas se, numa noite escura e solitária, olharem para a janela do castelinho, e sentirem um arrepio invulgar, ou virem uma sombra que não devia estar lá, é bom que se lembrem da história de Mariana, a menina do olhar perdido, que ainda hoje assombra o local, à espera de companhia na sua solidão sem fim, um grito silencioso que ecoa nas arribas e se perde no mar.
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