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Kate e Ed: estes “Cool Kids” mimaram fãs portuenses com uma noite intimista e sentimental | Reportagem Completa
Catarina Salinas a incrível voz dos Best Youth | mais fotos clicar aqui 27 de março de 2015 é a data oficial da edição discográfica de ‘Highway Moon’ pelos Best Youth. A dupla portuense regressou aos palcos neste final do ano para a comemoração dos 10 anos desse lançamento e pensou em diversas vertentes. Uma delas trata-se do novo feitio físico deste álbum, agora surge em vinil pela primeira vez. Esta reedição esteve à venda no concerto portuense e teve bastante saída, vários fãs levaram embora uma recordação extra com dedicatórias bonitas e personalizadas.
Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves prepararam também concertos especiais para as duas metrópoles lusitanas. Estive no primeiro deles na sala do CCOP - Círculo Católico dos Operários do Porto localizado na Rua do Duque de Loulé, bem pertinho da Batalha. Este concerto aconteceu na última quinta-feira dia 4 de dezembro. O anúncio de sala esgotada surgiu a pouco mais de 30 minutos da hora aprazada para o início do concerto mesmo quando dei entrada para o hall do CCOP. Sem dúvida algo merecido para o duo em noite de celebração caseira.
Catarina e Ed, o duo Best Youth | mais fotos clicar aqui A publicação de ‘Highway Moon’, na altura da sua estreia, mereceu um feedback extremamente positivo, inclusive além-fronteiras. Agora, com toda a propriedade, resolveram tocá-lo na íntegra dando aos temas uma roupagem fresca, fazendo jus aos originais o que permite que se mantenham essenciais e intemporais. Tal como referiu Ed durante o concerto fizeram uma adaptação à forma como tocam hoje em dia.
A dream pop dos Best Youth advém de uma confluência de indie com sonoridades eletrónicas com um sui generis toque retro aonde a voz de Catarina mantém-se sempre resplandecente sendo sensual, irresistível e impecável. Já Ed é o maestro: compõe e produz imaginando a voz de Kate. Em palco ele toca guitarra e trata dos sintetizadores. Catarina mais do lado esquerdo, às vezes serpenteava o palco. Já Ed quando tocava guitarra ficava ao lado da sua parceira, mudava de posto quando fazia as necessárias incursões para trás até local aonde estavam os sintetizadores.
Gonçalves extremamente bem aprumado com um fato negro, por dentro uma camisa branca e com uns sapatos esmerados. Já Salinas com um vestido num tom branco sujo e uma gargantilha a dar-lhe aquele toque essencial de realce.
Catarina na voz Ed nos sintetizadores | mais fotos clicar aqui Primeiros temas interpretados de forma suave, num debute bem consistente e plenamente intimista: as primeiras três foram “Sunbird”, “Fanatic” e “Melt”. As primeiras palmas mais efusivas surgiram ao quarto tema “Black Eyes”.
Noite lotada em que houve crianças com os seus pais, pelo menos uma delas bem na frente. Já o restante público era bem heterogéneo demonstrando que a música dos Best Youth é ouvida e apreciada por diferentes faixas etárias. Fãs que fizeram questão de mostrar o carinho pela banda durante a performance.
Uma noite em que tiveram muitos amigos e “muitas caras conhecidas” na plateia, por exemplo, João Salcedo e Nena d’ Os Azeitonas ou Jorge Romão dos GNR. Estas são três caras conhecidas do público geral contudo a noite foi familiar pois eles também contaram com amigos anónimos. Realmente foi mesmo isso, uma noite intimista, sentimental e familiar. Uma noite saborosa.
Ed na guitarra e voz | mais fotos clicar aqui
Um dos momentos mais intimistas entre o duo e deles com o público aconteceu em "Infinite Stare". Já em “Red Diamond” a decoração luminosa esteve a preceito. Abanamos a anca em “Renaissance” com Catarina e a primeira parte do concerto terminou com a fantástica “Mirrorball”. Estava assim fechada a comemoração de 10 anos de ‘Highway Moon’ com agradecimento especial às pessoas responsáveis pelo disco, muitas das quais presentes.
"Está a ficar calor" dizia Kate. Estava um calorzinho bom na sala como complemento delicioso à vibe que sentíamos emanada do palco e pelo feeling caloroso que os temas nos faziam sentir.
Salinas fez questão de referir que nunca tinham tocado ao vivo a maioria das canções de‘Highway Moon’, o que acrescentou uma camada extra de novidade a esta apresentação.
Durante alguns momentos eles saíram e voltaram com a questão "Vamos continuar a dançar?". Foi mesmo uma pergunta retórica, todos queríamos mais. Foi então altura para a secção “Best Of” numa fase em que estávamos em fase “Out of Time”. Podíamos estar ali até altas horas da madrugada a desfrutar da discografia dos Best Youth. Outro dos temas destacados nesta fase, "Midnight Rain", claramente.
A postura sensual de Catarina | mais fotos clicar aqui A curveball da noite surgiu antes do momento da "fantochada de sair". A pedido de uma pessoa do público, Catarina acedeu a tocarem um pouco de “Last Page”. Apesar de Ed ter ficado um pouco surpreendido, saiu-se de forma positiva na sua guitarra elétrica.
Para o encore foram interpretadas as inevitáveis “Cool Kids” e “Nightfalls” num fecho perfeito de noite.
Salinas e Gonçalves com a sua postura em palco deixam transpor e “transpirar” na interpretação dos temas uma onda sensual, são uma espécie de inevitável pitada de sal. O sorriso bem largo de satisfação de Catarina e a coolness de Ed ao fazer com que tudo corra pelo melhor faz ter um respeito ainda maior por eles.
Oxalá que a dream pop destes dois “Cool Kids” continue em modo de reinvenção sempre com o alto astral que nos têm proporcionado durante a sua carreira.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
A intimidade e à vontade de Ed e Catarina em palco | mais fotos clicar aqui Texto: Edgar Silva
Fotografia: Nuno Coelho @ iam_noizze (Instagram)
The Murder Capital num CCOP esgotado: A Capital do norte demonstrou toda a sua paixão e reverência por estes 5 incríveis irlandeses | Reportagem Completa
James McGovern, vocalista dos The Murder Capital | mais fotos clicar aqui A última noite de quarta-feira, de 30 de abril, serviu para fazer uma incursão ao Auditório CCOP situado no edifício do Circulo Católico de Operários do Porto, na zona da Batalha no Porto. Esta sala de espetáculos foi remodelada e reaberta em 2018 com novas facilidades tecnológicas e as devidas comodidades para o público. Após a pandemia foi a primeira vez que entrei no Auditório CCOP. Efetivamente foi o “tiro certeiro” para este regresso.
Tinha muita curiosidade em ver os The Murder Capital numa atuação em nome próprio. Gostei imenso da atuação deles no Vodafone Paredes de Coura em 2022 numa atuação poderosa no palco secundário daquele festival minhoto. Vi-os também no Primavera Sound Porto em 2023.
Agora, pela primeira vez, tocaram a solo no nosso país pela mão da Pic-Nic. Antes do concerto portuense, a banda esteve na sala 2 do Lisboa ao Vivo. Com estas duas recentes performances, passam a ser cinco atuações em Portugal, incluindo uma em 2024 numa primeira parte de Nick Cave na MEO Arena.
As primeiras pessoas que acederam à sala foram uma mistura de fãs lusitanos e estrangeiros, de várias nacionalidades, da banda irlandesa. Aqueles que realmente queriam estar lá na frontline. Tivemos todos a sorte de nosso lado, tivemos de aguardar na rua enquanto não estava tudo pronto para aceder ao interior do edifício. Num dia pleno de chuva, pareceu bom presságio não ter chovido durante aqueles minutos.
Hex Girlfriend no CCOP | Foto: Rafael Faria @ rafaelfilipefarias / Pic Nic Produções Os britânicos Hex Girlfriend trataram de animar as hostes numa primeira parte de apresentação do seu projeto. Eles são uma dupla oriunda de Londres composta por Noah Yorke (voz e bateria)e James Knott (voz, baixo e eletrónica). Entraram um minuto depois das 20:30h, hora aprazada para o arranque da sua atuação.
Ambos vestidos com batas brancas, causaram logo esse primeiro impacto visual. O projeto experimental destes rapazes britânicos assenta num mix de eletrónica (com sons pré-gravados e disponibilizados pela indispensável “máquina de sons”) e do manejo de dois instrumentos: a bateria e o baixo. Estes contribuíram com uma espécie sonoridade industrial num regime ligeiramente agressivo. As vozes também foram um recurso, fantasiadas pelos já famosos efeitos de reverb. As influências rock e punk estão lá bem perceptíveis.
Hex Girlfriend em estreia no Porto | Foto: Rafael Faria @ rafaelfilipefarias / Pic Nic Produções Não estiveram assim tantas pessoas a vê-los, as pessoas iam acedendo ao espaço consoante o aproximar da principal atuação da noite. Apesar disso, quem estava lá, pareceu focado nos Hex Girlfriend, deu-lhes força e desfrutou.
Noah foi o mais expansivo, até deixou a bateria e circulou por entre o público a cantar num claro gesto de“incendiar” os ânimos. Ele que também foi o primeiro, logo ao terceiro tema, a abandonar a bata tal era o calor e vigor da atuação. James esteve igualmente expressivo, sobretudo quando empunhava o baixo.
Ambos estiveram focado e sincronizados, notou-se que queriam dar o melhor de si apesar de terem acordado às 5h da manhã. Foram 30 minutos engraçados de uns Hex Girlfriend com potencial para algo num nível superior.
Quinteto The Murder Capital em estreia no CCOP | mais fotos clicar aqui Igualmente um minuto depois da hora aprazada, 21:30h, os The Murder Capital surgiram em palco para delírio de um Auditório CCOP lotado. Os bilhetes já tinham esgotado há alguns dias.
‘Blindness’, o mais recente trabalho discográfico editado no passado mês de fevereiro, é o motivo para a banda estar em tournée mundial. As canções deste disco foram obviamente o concreto destaque da noite. ‘When I Have Fears’ de 2019 e ‘Gigi’s Recovery’ de 2023, discos reconhecidamente de grande qualidade, foram também abordados.
As datas portuguesas surgiram no debute da fase dos concertos pela Europa continental.
James McGovern sempre muito interventivo | mais fotos clicar aqui Nos minutos antecedentes ao início da atuação fomos entretidos com temas rockeiros como, por exemplo, “Mayonaise” dos The Smashing Pumpkins. O som ambiente é sempre uma “arma” que ajuda a criar a vibe certa. Definitivamente este foi o caso.
Oriundos de Dublin na República da Irlanda, os The Murder Capital são um quinteto composto por James McGovern (vocalista), Damien Tuit (guitarrista), Cathal Roper (guitarrista e teclista), Gabriel Paschal Blake (baixista) e Diarmuid Brennan (baterista).
Logo no tema de abertura, em “The Fall”, o vocalista McGovern pede para “abrir alas” e os fãs sedentos acedem ao pedido. A palavra certa é mesmo esta, para definir a maioria do público: fãs à séria. O ambiente aqueceu rapidamente, literalmente e figurativamente.
Visão da frontline | mais fotos clicar aqui Já em “More Is Less”, segunda canção interpretada, já se cantava em uníssono. Os fãs lá iam devorando as letras na frontline bem defronte a McGovern.
Uma plateia com um público misto, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. O Porto também já é uma cidade de “melting pot” à boa medida de uma Nações Unidas realmente universal.
Damien e Cathal Roper envergaram as suas guitarras de forma enérgica e incentivaram o público em diversas ocasiões. Eles que tinham à sua disposição “mesas” de pedais bastante extensas.
Energia abundante com fãs "colados" ao palco | mais fotos clicar aqui Diarmuid demonstrou-se uma máquina ininterrupta na bateria e Gabriel foi um baixista deveras primoroso. Já James, na sua posição de frontman, teve também uma performance vocal incrível e uma interação em simbiose com os fãs. Ele que atuou com óculos de sol nos primeiros temas sendo que os retirou mais tarde.
A banda demonstrou-se solta e sorridente.
Deu para notar no microfone de McGovern fitas adesivas com as cores da banda da República da Irlanda. O jogo de luzes também foi bastante concentrado a três: recurso a muito amarelo e vermelho com algum azul em determinados momentos.
Gabriel Paschal Blake, o baixista | mais fotos clicar aqui Houve vários momentos curiosos durante o concerto. Um deles foi quando James entregou o seu copo com cerveja a uma fã, de cabelos loiros, mesmo situada à sua frente. Isto aconteceu em “That Feeling”, um dos temas onde mais se sentiu mais intensamente o modo elétrico com que foi vivido todo esta performance.
Durante “Moonshot” e “Don’t Cling To Life” sentimos literalmente o chão de madeira a vibrar devido aos intensos pulos e ao moche que ia acontecendo. Dois temas que antecederam o encore.
60 segundos depois seguiu-se o encore e o arranque foi arrebatador com “Ethel”. A boa disposição continuava e um dos fãs, em modo eufórico, pedia que tocassem “Green & Blue”. Após uma troca de palavras com James subiu ao palco em tronco nu e até tirou foto com o vocalista. Amavelmente a banda fez-lhe a vontade.
Diarmuid Brennan, o baterista| mais fotos clicar aqui Cathal demonstrava também uma vibe divertida. Pegou no smartphone de um fã tendo-o colocado no bolso da sua camisa enquanto continuava a gravar vídeo.
O momento político da noite foi quando James McGovern entoou “Free Palestine” tendo o público pegado na deixa. Uma bandeira da Palestina estava bem visível num dos amplificadores.
Para encerramento de festa ficou "Love of Country" cuja interpretação em modo solene teve vários momentos com os fãs em suspense e em silêncio pleno. Foi um momento fantástico, arrepiante e entusiasmante.
James McGovern numa performance incrível | mais fotos clicar aqui O pós-punk dos The Murder Capital permanece em estado evolutivo. Os estados de alma têm uma verificação contemplativa extremamente profunda através de letras bem afiançadas. Não é possível ficarmos indiferentes se prestarmos aquela devida atenção.
Esta atuação dos The Murder Capital deixou-me rendido e se ainda não me identificava a 100% como fã incondicional, este concerto no CCOP no Porto foi a ocasião que permitiu selar de modo definitivo essa condição. Tratou-se de uma atuação brutal e arrasadora. Estes irlandeses prometem subir de cotação.
Reportagem Fotográfica completa: Clicar Aqui
Ambiente efervescente sem barreiras | mais fotos clicar aqui Texto: Edgar Silva Fotografia: Nuno Coelho @ nunomscoelho (Instagram)
Peito para fora, músculos fletidos, ancas soltas e dançar com strongboi | Reportagem Completa
Alice Phoebe Lou ao vivo no CCOP | mais fotos clicar aqui Decorria o ano de 2021 quando me desloquei a Guimarães, ao bonito e único Centro Cultural Vilar Flor para assistir pela primeira vez Alice Phoebe Lou. No final a artista esteve a vender merchandise e a falar com alguns fãs. Eu fui um deles e na altura recordo-me de lhe ter perguntado para quando o disco de estreia do seu side project, strongboi. Ela riu-se e responde-me que para muito brevemente. Na altura tinham apenas dois singles editados e apenas passado estes anos todos podemos escutar finalmente o seu auto-intitulado disco de estreia ‘strongboi’.
Foi então que recebemos com muito agrado, e talvez até surpresa, a estreia desta dupla em Portugal naquela que é a sua primeira tour, ainda por cima numa sala tão intimista e bonita como o CCOP, no Porto.
Toda a banda em palco | mais fotos clicar aqui Ziv Yamin, o companheiro de estrada de longa data e amigo de Alice Phoebe Lou fecha assim esta dupla que tem começado a conquistar a Europa com a sua primeira curta tour de apenas 7 datas, contemplando Portugal com duas datas.
As portas do bonito edifício e sala icónica da cidade do Porto abriram por volta das 21h00, mas a verdade é que quando chegamos lá muito perto dessa hora, já umas pequenas dezenas de pessoas faziam fila não querendo perder a linha da frente, mostrando bem a popularidade da artista residente em Berlim. Subindo as bonitas escadarias do CCOP e já com o nosso bilhete ‘à moda antiga’ na mão (mimo que a promotora Crowdmusic, organizadora do evento, contemplou a todos os que assistiram), encontramos uma sala ainda bastante despida de corpos, mas já com uma linha bem definida bem colado ao palco.
Alice Phoebe Lou a voz dos strongboi | mais fotos clicar aqui Os minutos foram passando e as pessoas chegavam em grande cadência, e entre conversas, dei-me inundado por uma sala completamente cheia, chegando mesmo a Crowdmusic a anunciar lotação esgotada.
Pouco passava da hora anunciada, 21h30, quando a dupla entrou em palco acompanhada de mais 4 elementos, preenchendo praticamente por completo o pequeno palco, tornado ainda mais bonito todo aquele momento. Sem demoras, sem palavras e apenas com um rasgado sorriso, começaram os teclados de Ziv Yamin a debitar “fool around” faixa que abriu a estreia de strongboi em Portugal mas também o seu disco de estreia editado em 2023.
Sempre com o seu sorriso inocente, um ar angelical e apenas com umas meias às riscas nos pés, Alice Phoebe Lou foi encantando a sala fazendo-se apenas munir com o microfone deixando todos os outros instrumentos à conta da banda e de Ziv. Seguindo o mesmo alinhamento do seu disco ‘strongboi’, eis que a bateria marca o compasso para “ugi”, segunda música do seu menu musical que nos apresentava naquela bela noite de fevereiro. Foram cada vez mais se acomodando perto do palco as centenas de pessoas que encheram o CCOP, para sentir aquele lado mais funky mesclado com jazz e sintetizadores bem ao estilo dos 90s, do projeto da arista sul-africana.
Ziv Yamin na mestria dos teclados | mais fotos clicar aqui Seguiram-se “cold” (coincidência ou não, 3ª faixa do seu disco seguindo a ordem exata do seu disco) e “tuff girl”, datado de 2020, ano em que a dupla deu à luz o seu projeto. De seguida a banda trouxe duas surpresas: “special” e “magic”, duas novas músicas ainda não editadas, sendo o público português dos primeiros a ouvi-las, dado que aquele concerto no Porto era apenas o 2º concerto da sua primeira tour, de sempre.
A cumplicidade entre os 6 elementos da banda era bem visível, olhando uns para os outros, trocando sorrisos e cruzando olhares, como um verdadeiro grupo de amigos que fazem música juntos. O momento seguinte veio frisar este momento de harmonia com “Bound”, cover da banda The Ponderosa Twins Plus One, mais conhecida por ter sido samplada por Kanye West na incrível “Bound 2”, arrancando movimentos dos lábios da plateia - “Bound, Bound, Bound to fall in love”.
Seguiu-se “Unconditional” e “Honey Things” com esta última a arrancar a primeira grande agitação na sala, não fosse esta o 1º single da banda e um dos mais ouvidos da dupla. “Spooky” foi a 3ª nova música que strongboi nos presenteou, e prova viva disso foi Alice Phoebe Lou ter-se se esquecido da letra a meio arrancando sorrisos da plateia, mas acima de tudo uma onda de amor desvalorizando aquele momento tornando-o ainda mais especial.
Faltavam apenas duas faixas para o seu disco de 2023 ‘strongboi’ fosse tocado na integra… e foi o que se seguiu com "meilia" e "flame", estas bem dançáveis a arrancando aqui e ali uns passos de dança tímidos. Após ter percorrido praticamente toda a sua curta discografia (e ainda 3 novos temas) proclamaram que iam terminar com “Free” de Deniece Williams, música que curiosamente pode ser encontrada numa das playlists pessoais do Spotify de Alice Phoebe Lou.
Sem disfarçarem muito para o que viria a seguir, eis que veio o encore (se poderemos chamar assim,dado que nem uma saída do palco digna de encore tivemos) com “strongboi” acabando com as centenas de pessoas um pouco mais desinibidas a dançar acabando em modo festivo e com muitos sorrisos rasgados na cara após praticamente uma hora de concerto.
A estreia de Ziv Yamin e Alice Phoebe Lou como strongboi foi aconchegante, intimista, foi sedutora e calorosa numa sala que proporcionou e elevou este ambiente com uma casa completamente lotada.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Alice Phoebe Lou e Ziv Yamin a "darem cartas" como strongboi | mais fotos clicar aqui Texto: Luís Silva Fotografia: Jorge Resende
Fun run Sunday with the Convertible Cars of the Philippines group. #slk #ccop #topdown #r170 #convertibles (at Crosswinds Tagaytay) https://www.instagram.com/p/CWQnXr7vS62/?utm_medium=tumblr
Carrie Lam has warned the territory's top legal bodies that ties will be cut if they pursue political paths. Civic and legal organizations are facing increased political pressure.
Glockenwise atuam em Julho no Porto e em Lisboa
Glockenwise atuam em Julho no Porto e em Lisboa
2021 é um ano em que se encerra um ciclo da banda de Barcelos, podendo os fãs finalmente desfrutar do aclamado disco PLÁSTICO em vinil azul, numa versão limitada que contará com a faixa extra CALOR – canção que resultou da colaboração da banda com Rui Reininho em 2020. Para celebrar o final de ciclo e a chegada do vinil, a banda estará no Auditório CCOP no Porto no dia 16 de Julho (20:30) e no…
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Na enigmática sala de estar das Pinehouse Concerts, com: Luís Severo | Reportagem
“Era início de dezembro quando, misteriosamente, surgiu um vídeo de uma performance do artista brasileiro Tim Bernardes num canal de YouTube até então desconhecido, intitulado de Pinehouse Concerts.” Escrevemos estas palavras após sermos convidados à casa deste projeto. Enigmático e sempre sem revelar muito a sua “identidade”, despoletou muitas questões: Onde se situa este cenário? Será que é possível assistir a estas íntimas performances? Quem será o próximo nome?
No dia 17 de Junho, após o fecho da 1ª temporada das Pinehouse Concerts, o ciclo de concertos abriu as suas portas e revelou um pouco do seu bonito trabalho. Luís Severo foi o nome convidado para dar forma e corpo, logo com dois concertos, ambos esgotados.
21h e lá estávamos nós a entrar pelo CCOP adentro, bonito, antigo e intemporal edifício perto das Fontainhas, no Porto. À porta estavam as duas caras simpáticas que fizeram este projeto possível. Victor Butuc e a Catarina Soares, iam recebendo todos os convidados que entravam no auditório, fazendo cada um sentir-se em casa, como qualquer bom anfitrião. À nossa frente estendia-se a tal sala de estar que íamos vendo episodio após episodio.
O cenário montado remeteu-nos ao bonito estúdio, como se realmente lá estivéssemos. A poltrona imponente de pele servia de suporte a um dos muitos dos quadros renascentistas (talvez?) tão característico do habitat natural da casa das Pinehouse Concerts. Do seu lado direito encontrava-se um pequeno baú com um candeeiro de mesa e um metrónomo, pronto a ditar o ritmo da festa. Entre eles subia uma pequena árvore que nos fazia envolver ainda mais naquele ambiente. Do outro lado do palco encontrava-se uma bonita cómoda à anos 60s, dando suporte a uma pequena planta que se debruçava sobre o mesmo e com mais um quadro, dando ainda mais ênfase a uma das imagens fortes do estúdio portuense.
Pouco passava da hora marcada, quando Luís Severo subia à tal sala de estar. O artista serviu-se de um teclado, enquanto suportava um Manejo Neko dourado, e um par de guitarras. Sob uma enorme chuva de aplausos, o artista lisboeta ia agradecendo, acenando com um envergonhado abanar de cabeça. Após uma entrada em falso soltando alguns sorrisos, lá veio ele numa segunda tentativa , recebida pela segunda vaga de aplausos, ainda mais intensificados.. “Amor e Verdade” foi o tema com que iniciou este agradável serão, numa noite que viajou por toda a sua discografia.
É à segunda música que o artista começa a dissecar cada tema que vai tocando, envolvendo-nos ainda mais na sua lírica. “Joãozinho” foi uma das canções que compôs quando soube que ia ser tio, escrevendo essa bonita música para que o seu sobrinho pudesse ser o que bem quisesse ser, sem preconceitos nem influencias que pudesse vir a ter. Segue-se, à terceira música, um dos momentos mais tocantes e íntimos. Voltando a tocar do seu disco mais recente, ‘O Sol Voltou’, Luís Severo começa a dedilhar “Acácia”, uma canção pesada e que escreveu após a perda de uma pessoa próxima, e como nós sentimos cada nota…
Sem querer “tornar o concerto muito pesado”, e em tom de brincadeira, o artista lisboeta, vai alternando os momentos festivos com os momentos mais introspetivos. Recua assim a 2017 para tocar “Cabeça de Vento”, pedindo desculpa à sua mãe por:
Oh! Mãe Desculpa ser cabeça de vento Um dia hei-de ser alguém Hei-de arranjar sustento
De uma forma descontraída e descomprometida, Luís Severo abandona o palco por breves momentos, voltando pouco tempo depois para se sentar ao piano. “Raramente toco esta música ao vivo”, deixando todos que assistiam num pequeno borbulhar de emoção. “Vida de Escorpião”, faixa do seu disco de estreia de 2015, saiu das teclas pisadas pelos seus dedos, tendo sido respondido por muitos aplausos vindos da plateia esgotada. Numa transição suave e sem parar, começa a tocar os irreconhecíveis acordes de “Cara D’Anjo”. As máscaras usadas por todos em nosso redor, não foram o suficiente para impedir as letras debitadas por todos os presentes, e nesta, isso foi bem audível.
“Quem me Espera” (2019)
“Planície (Tudo Igual)” (2017)
“Última Canção” (2019)
“Domingo” (2019)
Deixando os teclados e guitarras e até o microfone para trás, Luís Severo chega-se à frente do público e, como se tivesse numa interpretação cinematográfica, começa a cantar à capella, “Rapaz”. Foi apenas um dos primeiros momentos especiais que este concerto nos trouxe. O seguinte veio logo a seguir, largando o seu egocentrismo, como ele lhe chamou, e invocando o nome de Filipe Sambado, começa a tocar uma das faixas do aclamado disco, ‘Vida Salgado’.
Um dos pontos mais cantados em uníssono, veio com o regresso da guitarra elétrica e com o dedilhar de “Primavera”, o single do seu mais recente disco de 2019.
Já se começava a prever o final deste bonito concerto. Na setlist ainda tivemos direito a “Coelho”, música de 2014 escrita e tocada com Coelho Radioativo e “Maio”, tocando assim, praticamente na integra, ‘O Sol Voltou’. Antes de terminar, Luís Severo passa o poder de decisão para nós, público, e pergunta qual será a próxima faixa a tocar. Os pedidos saíram imediatamente disparados, sendo que “Meu Amor” foi o mais audível, e assim o pedido foi aceite.
Este serão agradável na sala de estar das Pinehouse Concerts e com banda sonora a cargo de Luís Severo, acabou em “Boa Companhia”. Apenas com a guitarra sobre os seus braços, já sem ligação aos amplificadores e entregando-se apenas à sua projeção vocal, chegou-se para bem mais perto de nós, e num último ato, encanta-nos com o seu timbre, as suas cordas e a sua poesia.
Texto: Luís Silva Fotografia: Cláudia Bandeira







