Como peixe na água
Hei-de encontrar nova cor
Nas coisas que ele me fala
Nos olhos do meu amor
Vou-me acostumar
A tudo o que já mudou
Ao bem que me faz o meu amor
Luís Severo dá a conhecer mais uma música, que segue a estreia da canção “Cedo ou Tarde”. O novo single “Incerteza”, sobre o “amor em tom de indagação” está disponível em todas as plataformas.
Luís Severo dá a conhecer mais uma música, que segue a estreia da canção “Cedo ou Tarde”. O novo single “Incerteza”, sobre o “amor em tom de indagação” está disponível em todas as plataformas.
Anunciado o adiamento do lançamento do álbum Cedo ou Tarde, inicialmente previsto para este ano, para 19 de janeiro de 2024, Luís Severo dá a conhecer mais uma música, que segue a estreia da canção “Cedo ou…
Severo na genialidade e fofura – a crónica da première de novas canções | Reportagem Completa
Braga assistiu à estreia de novas canções de Luís Severo | mais fotos clicar aqui
Luís Severo é um dos mais prezados cantautores da praça nacional. Faz jus a tal com um percurso musical alicerçado em canções de belíssimo efeito, tais como “Cara d’Anjo” (tema que dá nome ao seu álbum de 2015), “Boa Companhia” ou “Primavera”.
Desde que descobri este artista português, algures por volta de 2017, tenho-o seguido avidamente. Já assisti alguns concertos seus, sempre pelo norte de Portugal, quer a solo quer com suporte de outros músicos. Essa atuação com banda teve lugar no Primavera Sound do Porto em 2018. A primeira vez que o vi foi surpreendente, foi numa performance a solo e registou-se umas semanas antes. Aconteceu no Walk & Dance, festival que acontece em Freamunde. A reportagem dessa ocasião pode ser consultada aqui.
Luís Severo munido da sua voz e das suas duas guitarras | mais fotos clicar aqui
Está na calha, ainda sem data oficial, o sucessor do álbum ‘O Sol Voltou’ editado em 2019. Apesar de não ter visto pontinha de sol durante o dia, rumei nesta última sexta-feira (10/11/23) até Braga por entre pingos insistentes de uma chuva que não despega. A blackbox do gnration foi o local aonde tive um gostinho muito bom daquilo que o artista está prestes a editar para o mundo de forma pública.
“Cedo Ou Tarde” é o recente single de Luís Severo. Esta é faixa que dará o título à próxima edição discográfica do músico cujaedição ficará a cargo da Cuca Monga.
O “som sujo” da adolescência de Luís já tem os seus tempos contados, encerrados no passado tal como o epíteto O Cão da Morte. A vida com o seu amigo Coelho Radioactivo como Flamingos ficou igualmente algures perdida pelo caminho. Agora as canções de amor e de trovador lusitanos são o seu mote, canção a canção, álbum após álbum.
Este concerto do gnration estava já esgotado há algumas (longas) semanas, alguns sortudos conseguiram bilhetes libertados à última hora. A expetativa não era mesmo nada ao de leve. Este foi o retorno aquele espaço bracarense depois de outra lotação esgotada registada em 2019 aquando da apresentação de 'O Sol Voltou'.
Luís Severo um dos incríveis cantautores nacionais | mais fotos clicar aqui
No regresso de Luís Severo “à casa certa” a “uma casa onde me sinto muito bem”, como prontamente afirmou, iniciou a sua performance com as cantigas “Ainda É Cedo”, “Primavera” e "O Sol Voltou" numa fase simplesmente brutal em que o público presenteou o artista com um silêncio fadista. Apesar de se dizer “fanhoso” por causa do seu imenso carinho que fornece ao seu gato, tal não se fez propriamente notar. Pelo menos pelo lado menos positivo. Ele que não oferecia um concerto há cerca de 1 ano.
Antes da “secção novidade” Severo interpretou “Olho de Lince”. No arranque para esta parte intermédia o artista disse que ia tocar alguns temas novos. Pediu para ninguém filmar essas “7 ou 8” canções novas, algo a que o público aderiu sem dificuldade. Aliás, apesar da juventude das pessoas presentes, público feminino em maior número, o uso dos smartphones foi epicamente do moderado ao inexistente. Algo já algo raro em concertos.
Luís Severo um dos incríveis cantautores nacionais | mais fotos clicar aqui
Em palco a solo fazendo uso de uma guitarra clássica e outra elétrica, Luís Severo apresentou em première nacional vários temas novos. Foram criados durante a pandemia. As temáticas são abrangentes, desde a mais básica sobre apaixonar-se por alguém próximo, à tentativa do controlo dos dias até ao tema “Insónia” (o nome já diz tudo) deu para ter um gostinho muito doce deste novo álbum, como já referi anteriormente.
Finda a “secção novidade” tivemos direito a “Planície (tudo igual)”, ao tema natalício “Videmonte” e “Amor e Verdade”. Contribuíram para uma maior satisfação do público, de si já rendido à belíssima atuação.
A atuação Luís Severo foi deveras fantástica | mais fotos clicar aqui
Mais uma vez houve “discos pedidos”, algo habitual nos concertos do artista, para término da atuação no qual foram concedidos 2 pedidos. Luís cedeu a “Joãozinho”, apesar do receio em não conseguir interpretar totalmente bem o tema, e para fecho total veio “Boa Companhia”. Em ambas o artista reiniciou a interpretação. A simplicidade como Severo encara a situação é desarmante, tal como foi a sua postura durante toda a performance. A comunicação (e comunhão também), o modo singelo e fofo como se dirige ao público revelam um forte traço e imutável da sua personalidade. Faz sê-lo um artista genuinamente único, referenciado e bastante acarinhado. Genuinamente confessou a falta que sentia por não tocar ao vivo bem como ter público a vê-lo.
A atuação durou cerca de hora e meia e foi extraordinária. Luís Severo tem uma pose impecável em palco, possui uma naturalidade que assenta-lhe particularmente bem. Realmente foi uma noite de luxo, ouvir em primeira mão algumas das novas canções. Os fãs que tiveram a sorte de presenciar o concerto certamente adoraram o momento.
Reportagem fotográfica completa: Clicar Aqui
Promete bastante o novo álbum de Luís Severo, ao vivo soou maravilhoso | mais fotos clicar aqui
"Cedo ou Tarde" anuncia o novo disco de Luís Severo
"Cedo ou Tarde" anuncia o novo disco de Luís Severo
Luís Severo acaba de mostrar um novo tema, que anuncia o regresso aos álbuns.
O novo registo vai ser lançado ainda este ano e a primeira canção revelada é “Cedo Ou Tarde”, um single que Severo diz ser uma «reflexão sobre o tempo, em que me apercebi que durante anos achei que era cedo para tudo, mas que cheguei a um momento em que já é tarde para muitas coisas. É estranho porque nem se percebe…
Na enigmática sala de estar das Pinehouse Concerts, com: Luís Severo | Reportagem
“Era início de dezembro quando, misteriosamente, surgiu um vídeo de uma performance do artista brasileiro Tim Bernardes num canal de YouTube até então desconhecido, intitulado de Pinehouse Concerts.” Escrevemos estas palavras após sermos convidados à casa deste projeto. Enigmático e sempre sem revelar muito a sua “identidade”, despoletou muitas questões: Onde se situa este cenário? Será que é possível assistir a estas íntimas performances? Quem será o próximo nome?
No dia 17 de Junho, após o fecho da 1ª temporada das Pinehouse Concerts, o ciclo de concertos abriu as suas portas e revelou um pouco do seu bonito trabalho. Luís Severo foi o nome convidado para dar forma e corpo, logo com dois concertos, ambos esgotados.
21h e lá estávamos nós a entrar pelo CCOP adentro, bonito, antigo e intemporal edifício perto das Fontainhas, no Porto. À porta estavam as duas caras simpáticas que fizeram este projeto possível. Victor Butuc e a Catarina Soares, iam recebendo todos os convidados que entravam no auditório, fazendo cada um sentir-se em casa, como qualquer bom anfitrião. À nossa frente estendia-se a tal sala de estar que íamos vendo episodio após episodio.
O cenário montado remeteu-nos ao bonito estúdio, como se realmente lá estivéssemos. A poltrona imponente de pele servia de suporte a um dos muitos dos quadros renascentistas (talvez?) tão característico do habitat natural da casa das Pinehouse Concerts. Do seu lado direito encontrava-se um pequeno baú com um candeeiro de mesa e um metrónomo, pronto a ditar o ritmo da festa. Entre eles subia uma pequena árvore que nos fazia envolver ainda mais naquele ambiente. Do outro lado do palco encontrava-se uma bonita cómoda à anos 60s, dando suporte a uma pequena planta que se debruçava sobre o mesmo e com mais um quadro, dando ainda mais ênfase a uma das imagens fortes do estúdio portuense.
Pouco passava da hora marcada, quando Luís Severo subia à tal sala de estar. O artista serviu-se de um teclado, enquanto suportava um Manejo Neko dourado, e um par de guitarras. Sob uma enorme chuva de aplausos, o artista lisboeta ia agradecendo, acenando com um envergonhado abanar de cabeça. Após uma entrada em falso soltando alguns sorrisos, lá veio ele numa segunda tentativa , recebida pela segunda vaga de aplausos, ainda mais intensificados.. “Amor e Verdade” foi o tema com que iniciou este agradável serão, numa noite que viajou por toda a sua discografia.
É à segunda música que o artista começa a dissecar cada tema que vai tocando, envolvendo-nos ainda mais na sua lírica. “Joãozinho” foi uma das canções que compôs quando soube que ia ser tio, escrevendo essa bonita música para que o seu sobrinho pudesse ser o que bem quisesse ser, sem preconceitos nem influencias que pudesse vir a ter. Segue-se, à terceira música, um dos momentos mais tocantes e íntimos. Voltando a tocar do seu disco mais recente, ‘O Sol Voltou’, Luís Severo começa a dedilhar “Acácia”, uma canção pesada e que escreveu após a perda de uma pessoa próxima, e como nós sentimos cada nota…
Sem querer “tornar o concerto muito pesado”, e em tom de brincadeira, o artista lisboeta, vai alternando os momentos festivos com os momentos mais introspetivos. Recua assim a 2017 para tocar “Cabeça de Vento”, pedindo desculpa à sua mãe por:
Oh! Mãe
Desculpa ser cabeça de vento
Um dia hei-de ser alguém
Hei-de arranjar sustento
De uma forma descontraída e descomprometida, Luís Severo abandona o palco por breves momentos, voltando pouco tempo depois para se sentar ao piano. “Raramente toco esta música ao vivo”, deixando todos que assistiam num pequeno borbulhar de emoção. “Vida de Escorpião”, faixa do seu disco de estreia de 2015, saiu das teclas pisadas pelos seus dedos, tendo sido respondido por muitos aplausos vindos da plateia esgotada. Numa transição suave e sem parar, começa a tocar os irreconhecíveis acordes de “Cara D’Anjo”. As máscaras usadas por todos em nosso redor, não foram o suficiente para impedir as letras debitadas por todos os presentes, e nesta, isso foi bem audível.
“Quem me Espera” (2019)
“Planície (Tudo Igual)” (2017)
“Última Canção” (2019)
“Domingo” (2019)
Deixando os teclados e guitarras e até o microfone para trás, Luís Severo chega-se à frente do público e, como se tivesse numa interpretação cinematográfica, começa a cantar à capella, “Rapaz”. Foi apenas um dos primeiros momentos especiais que este concerto nos trouxe. O seguinte veio logo a seguir, largando o seu egocentrismo, como ele lhe chamou, e invocando o nome de Filipe Sambado, começa a tocar uma das faixas do aclamado disco, ‘Vida Salgado’.
Um dos pontos mais cantados em uníssono, veio com o regresso da guitarra elétrica e com o dedilhar de “Primavera”, o single do seu mais recente disco de 2019.
Já se começava a prever o final deste bonito concerto. Na setlist ainda tivemos direito a “Coelho”, música de 2014 escrita e tocada com Coelho Radioativo e “Maio”, tocando assim, praticamente na integra, ‘O Sol Voltou’. Antes de terminar, Luís Severo passa o poder de decisão para nós, público, e pergunta qual será a próxima faixa a tocar. Os pedidos saíram imediatamente disparados, sendo que “Meu Amor” foi o mais audível, e assim o pedido foi aceite.
Este serão agradável na sala de estar das Pinehouse Concerts e com banda sonora a cargo de Luís Severo, acabou em “Boa Companhia”. Apenas com a guitarra sobre os seus braços, já sem ligação aos amplificadores e entregando-se apenas à sua projeção vocal, chegou-se para bem mais perto de nós, e num último ato, encanta-nos com o seu timbre, as suas cordas e a sua poesia.