Independência
Decida o que eu posso ver Decida o deus a se cultuar Decida a cor a nos vestir Decida quais promessas ceder ao amor
Tão órfão de orfanato Tão órfão de si mesmo Tão aclamada beleza bélica Vês, és o admirável deus Cólera em vida
O entreter interveio em teu caso, Tua saudação, era bandeira dois Apesar de tuas nobres intenções Teus atos, figuram o mais temível dos infernos
Nas areias de tanto medo, esta a razão soterrada Os fantasmas histéricos, alimenta-se de carcaças Transmutam-se nas interpretações publicitárias diárias Onde tudo que convém, fora confeccionado de imediato
O começo, mudara no meio O fim, são palavras escorridas E figuradas no pretérito A intenção é a obediência
Não há conflito algum Se meus monumentos turísticos não ruírem Se queres guerra, primeiro, crie o campo neutro E espere pela armada dos meus mil anjos caídos
A vingança virá como ceifeiro, A desforra virá dos dedos de Gaia Insidiosamente, enquanto se ameaçam Aos poucos são incendiados por seus próprios feitos
Inocência insípida, o perdão entre lágrima Exclamação e atuação digna de Daniel O sangue desbotado como ferrugem Assobiado de teus lábios, diz-no ferida coagulada...













