Almanaque Kitembo
Já à venda nesse link https://editora-kitembo.lojaintegrada.com.br/almanaque-kitembo-2k22-quadrinhos-afrofuturistas

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Almanaque Kitembo
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Mr. Big - To Be With You
CELEBRATION por Madonna
Hung Up = 100
Music = 100
Vogue = 100
4 Minutes = 80
Holiday = 100
Everybody = 60
Like a Virgin = 100
Into the Groove = 100
Like a Prayer = 100
Ray of Light = 80
Sorry = 100
Express Yourself = 100
Open Your Heart = 100
Borderline = 70
Secret = 80
Erotica = 80
Justify My Love = 78
Revolver = 100
Dress You Up = 80
Material Girl = 80
La Isla Bonita = 100
Papa Don’t Preach = 100
Lucky Star = 78
Burning Up = 60
Crazy for You = 70
Who’s That Girl = 70
Frozen = 90
Miles Away = 100
Take a Bow = 100
Live to Tell = 70
Beautiful Stranger = 80
Hollywood = 75
Die Another Day = 78
Don’t Tell Me = 80
Cherish = 90
Celebration = 90
Celebration (Benny Benassi Remix Edit) = 100
It’s so Cool = 100
Melhores Faixas: Hung Up, Holiday, Like a Prayer, Open Your Heart, Revolver, La Isla Bonita, Take a Bow e Celebration (Benny Benassi Remix Edit)
Média: 90
Coleção CHUPA MANGA ZINE em pré-venda!
COMPRE AQUI
A Chupa Manga não dorme no ponto, mas pra quem dormiu e perdeu, lançamos agora uma compilação com as últimas 8 edições do nosso zine, na íntegra! Complete sua coleção! São 220 páginas de textos, ensaios, entrevistas, resenhas, transcrições e quadrinhos sobre música, daquele jeito eclético que só um selo underground e desconhecido como este poderia correr o risco mercadológico de lançar.
Olá, olá! Depois de muito mais tempo do que eu gostaria, cá estou eu com a proposta do nosso próximo evento! ヽ(・∀・)ノ
Para este evento, o tema será… Mitologia! Sinceramente, considero este tema bem complicado e, por isso, fiquei quebrando a cabeça essa última semana, tentando descobrir como eu poderia abrir um pouco mais o leque de opções. Foi difícil, mas acho que consegui deixar as coisas bem mais abrangentes e interessantes.
A proposta desta nossa segunda coletânea vai ser a criação de narrativas que buscam adaptar mitos já existentes. A história por detrás do mito deve ser mantida, sua base, sua “alma”. Porém, as interpretações dos trechos são livres, e devem ser adaptadas para condizer com os personagens.
Para exemplificar… Olhemos para o mito “Os doze trabalhos de Hércules”.
Resumindo bem o que acontece no mito, Hércules realiza doze trabalhos sob as ordens de Euristeu, a quem serviu como punição por ter matado a própria mulher e filhos em um ataque de fúria. Para a adaptação, você deve pegar os personagens de YoI e inserí-los no lugar dos personagens do mito. O desafio é descobrir como trabalhá-los apropriadamente, levando em consideração suas personalidades, para que eles sigam de certa forma o enredo.
Por exemplo, ainda no caso de “Os doze trabalhos de Hércules”, você poderia escrever que Yuuri havia matado sua família e que, como punição, estava tendo que servir Victor, que o puniu a realizar os doze trabalhos especificados no mito. A questão é: Como Yuuri realizaria esses trabalhos? Como estaria sua mentalidade perante toda essa situação? Por que Victor mandou Yuuri realizar esses doze trabalhos? Essas perguntas e muitas outras, grande parte a respeito de detalhes que não são abordados no mito, devem ser desenvolvidas nas oneshots.
O segredo deste evento é se aproveitar de todas as “brechas” presentes nos mitos. Um certo trecho não foi devidamente especificado? Sinta-se à vontade para escrever da forma que desejar! O que foi especificado, mas não é a alma do mito, pode ser modificado desde que não cause drásticas mudanças no enredo original. Por exemplo, voltando novamente ao caso de Hércules, você poderia falar que Yuuri matou seus pais ao invés de sua mulher e filhos, pois isso não muda o fundamento do mito, que seriam os doze trabalhos. ^^
Agora, eu gostaria de apresentar a vocês a definição de mito, segundo a filosofia: “Discurso propositalmente poético ou narrativo, cujo objetivo é transmitir uma doutrina, por meio de uma representação simbólica.” Em outras palavras, um mito não é necessariamente romano ou grego, e eu gostaria muito que vocês se aventurassem a conhecer culturas diferentes, ou até mesmo explorar o nosso folclore. Tenho certeza de que, assim, você encontrará temas muito interessantes para escrever a respeito. Ao final do post, deixarei disponível alguns sites interessantes que achei, onde vocês podem ler mais a respeito. Para este evento, pesquisa será essencial, então nada de preguiça!
Mas só para vocês terem uma ideia do que eu estava falando no último parágrafo, segue um exemplo de alguns tipos de mito:
Mitos cosmogônicos: São os mitos de criação. Nesse tipo de mito encontramos a figura do criador ou criadores. Eles explicam como o mundo foi criado. Geralmente esses mitos mencionam uma matéria já existente a toda a criação: o oceano, o caos ou a terra.
Mitos escatológicos: São mitos que apresentam o enigma da morte. Sua origem, para onde vamos após a morte, o fim do mundo.
Mitos fundadores: São aqueles que narram à origem de uma nação, cidade, crença, rito.
.Mitos soteriológicos: Apresenta o universo da iniciação e dos mistérios, dos rituais, dos percursos purificadores. São os mitos dos salvadores, dos heróis.
Mitos teogónicos: São mitos que relatam o nascimento dos deuses, as suas genealogias e seus parentescos.
Mitos naturalistas: Esses mitos apresentam uma justificação mítica para os fenômenos naturais, telúricos, astrais e atmosféricos. Comum na Mitologia Iorubá. Eles explicam de onde surgiu a chuva, os raios, o oceano, etc.
Mitos heróicos: Comum nas mitologias gregas e romanas, narram as atividades e ações dos heróis (ou semideuses, filhos de humanos com deuses).
Agora, falemos sobre as regras. Já que desta vez também estou incluindo fanarts desde o começo (não como uma decisão de última hora, como da última vez), tentei criar algumas regras para dar ordem às coisas. Mas, sinceramente, eu não entendo muito de fanarts, por isso não sei se só essas regras são suficientes (estou até considerando arrumar um ajudante para lidar com essa parte mais adequadamente, mas esse é um assunto para depois).
ONESHOTS
Apenas textos em formato de prosa serão aceitos. Roteiros e poemas não serão permitidos.
A fanfic deverá ter entre 5 e 40 páginas, usando a fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento de 1,15.
A sua one-shot deverá ter um título, que não pode ser apelativo ou genérico. Ou seja, nada de “Yuri on Ice – Victuri” ou coisas do tipo.
É obrigatório escrever uma sinopse para acompanhar a sua história, e ela deverá ser clara e concisa.
Você pode incluir OCs na sua história, mas eles não podem ser o protagonista ou fazer parte do par romântico principal (se houver).
O texto deve estar de acordo com a gramática normativa. Se você não se sente confiante em suas próprias habilidades, procure alguém para ser seu beta reader.
Duplas são permitidas e incentivadas.
A história deve ser uma one-shot. Ou seja, o texto apresentado para a coletânea deve possuir começo, meio e fim.
E agora a regra mais importante de todas. Tão importante que vou até destacar: NÃO POSTE A SUA FANFIC ANTES DO LANÇAMENTO DA COLETÂNEA!! Esse é sinceramente um ponto muito importante, e que espero que seja respeitado. Caso alguém quebre essa regra, não terei opção além de expulsar a pessoa da coletânea. Depois que a coletânea for publicada, porém, todos poderão postar onde quiserem.
FANARTS
Sua fanart deve estar em boa qualidade e não ser demasiadamente pequena, pois quando eu for colocar na coletânea vou aumentá-la o máximo possível para que ela ocupe a maior parte da página e isso poderia deformá-la um pouco. Preferencialmente, eu preferiria que já me mandassem em um tamanho um pouco menor que uma página A4, deixando de 2 a 4 linhas abaixo da imagem para eu poder inserir a legenda posteriormente.
A fanart não pode ser NSFW (not safe for work). Pode ter nudez parcial, mas nada muito explícito.
Sua fanart deve ter um título não apelativo e, se quiser, também uma pequena descrição de até 2 linhas.
Não deve ter texto na imagem.
E agora a regra mais importante de todas. Tão importante que vou até destacar: NÃO POSTE A SUA FANART ANTES DO LANÇAMENTO DA COLETÂNEA!! Esse é sinceramente um ponto muito importante, e que espero que seja respeitado. Caso alguém quebre essa regra, não terei opção além de expulsar a pessoa da coletânea. Depois que a coletânea for publicada, porém, todos poderão postar onde quiserem.
A pessoa pode participar em ambas as categorias e com quantos textos desejar. Porém, tentem ser realistas. Não vão ficar reservando temas que vocês não tem certeza que conseguirão levar adiante, pois isso prejudica os demais.
E, agora, eu gostaria de falar dos prazos. Vocês terão até o final do mês de agosto para se inscrever e o prazo para entregar os trabalhos também será bem generoso. Bastante tempo para vocês pesquisarem, organizarem-se e escreverem uma história que esteja de acordo com as especificações informadas.
Prazo para inscrição: 31 de agosto de 2018
Prazo para entrega do trabalho finalizado: 31 de janeiro de 2019
Como viram, bastante tempo. Claro que você pode entregar antes. Você pode me mandar o texto assim que terminar de escrever, na verdade. Inclusive, isso ajudaria bastante, pois tenho que revisar todos os textos, para ter certeza de que todos estão no formato correto, e editar a coletânea inteira. O prazo final também pode ser estendido um pouco, caso eu sinta que seja necessário.
Novamente, eu não tenho como dar uma data de lançamento da coletânea, porque não tenho ideia da quantidade de pessoas que estarão participando, mas eu vou avisando conforme eu ir ajeitando o pdf.
Inclusive, acho meio desnecessário dizer isso (porque acho óbvio), mas gostaria de deixar claro que todos receberão seus devidos créditos por seus respectivos trabalhos.
Com isso, encerro por aqui. Acho que eu falei tudo que eu tinha para dizer.
Para se inscrever, mande-me uma MP com as seguintes informações:
Seu pseudônimo (nome associado à história).
Mito escolhido, acompanhado de uma referência. Caso duas pessoas escolham um mesmo mito, a preferência será dada para quem se pronunciou primeiro.
Uma forma para eu te contatar, de preferência um email, mas também pode ser sua conta no SocialSpirit ou Nyah!Fanfiction.
O número mínimo de participantes para eu levar este projeto adiante será 10. Se menos de dez pessoas se inscreverem até o final de agosto, serei obrigada a abandonar esta coletânea.
Você se inscreveu, com toda a intenção de participar, mas sua vida não permitiu que você se dedicasse à finalização da sua história? Sem problemas. Desistências são permitidas a qualquer momento, apenas, por favor, avisem. Você desistir é um problema menor do que você não me avisar. Eu juro que não mordo, e que sou muito compreensiva. Não há sequer a necessidade de se explicar, apenas não me deixem esperando eternamente.
Quer muito participar, mas perdeu a data de inscrição? Sinceramente, eu sou muito compreensível no quesito prazo. Minha tolerância é de, mais ou menos, um mês. Então, manda uma mensagem e a gente conversa.
Estava escrevendo com todo seu amor e dedicação, mas é impossível terminar no prazo final. Também, entre em contato e a gente conversa.
Não tenham medo de trazer suas dúvidas e dificuldades. Juntos, tenho certeza de que podemos resolver praticamente qualquer tipo de complicação!
Estou esperançosa de que este evento dará tão certo quanto o primeiro, e espero conseguir atrair ainda mais pessoas para o projeto. ٩(◕‿◕)۶
E se tiver algum artista que gostaria de fazer uma fanart (seguindo a temática dos mitos) para servir de capa para a coletânea, isso seria mágico e eu amaria essa pessoa eternamente.
Obrigada pela atenção e desculpe pelo texto grande. Sintam-se à vontade para entrar em contato comigo para tirar dúvidas que o FAQ não tenha sido capaz de responder, pedir por mais informações e para se inscrever. Você pode me encontrar no SocialSpirit, no Nyah!Fanfiction e no Tumblr sob o username Nekoclair.
Abaixo, seguem os links para alguns sites que achei interessantes, que falam sobre alguns tipos de mitos, mas sintam-se à vontade para procurar em outras fontes.
https://www.horoscopovirtual.com.br/mitologia-e-conto-de-fadas/tipos-de-mitologias
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/protagoras/links/mito.htm
http://terceirocrondon.blogspot.com.br/
https://www.todamateria.com.br/o-mito-e-a-filosofia/
https://historiadigital.org/curiosidades/10-mitos-de-criacao-da-vida-e-humana/
http://filosofiaemalbergaria.blogspot.com.br
https://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/3558659
https://mitologiagrega.net.br/outras-mitologias/
https://mitologiagrega.net.br/
COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Oi, mundo. Algumas pessoas entraram em contato e disseram que acharam que o tema estava muito restrito, então eu tentei liberar algumas situações, que serão descritas abaixo. Porém, eu gostaria de reforçar que o foco ainda é a “adaptação de mitos”, e que eu não pretendo abrir mão dessa parte. Se o evento floppar, sad, é a vida. O jeito é aceitar, dar um tempo e tentar de novo com outro tema. ¯\_(ツ)_/¯
Mas, enfim, vamos lá...
Recapitulando, este evento busca adaptar mitos já existentes das mais diferentes mitologias, trazendo histórias que apresentem a “alma” (vulgo, os pontos principais) do mito escolhido.
Originalmente, a ideia era apenas se aproveitar das brechas presentes nos mitos, mantendo o contexto, mas decidi abrir mão desse ponto. Agora, você pode mudar a contextualização em sua oneshot e adaptar a narrativa do mito para condizer com o seu novo contexto. Ainda é importante seguir o que conta no mito, porém, você pode substituir um acontecimento por outro equivalente. Por exemplo, no caso de Hércules, você poderia fazer que os doze trabalhos eram, na verdade, algum tipo de atividade cotidiana, mas ainda desafiadora, que ele foi ordenado a realizar por alguém de posição superior a dele, a quem ele não poderia desobedecer (um chefe dentro de uma empresa, um professor...). Com a possibilidade de trazer o mito para uma nova realidade, espero dar mais espaço para os participantes poderem se expressar.
Outro parênteses que decidi abrir foi o de que não é necessário seguir o mito 100%. Você pode focar sua história em um ponto específico desde que apresente o restante do mito através de explicações dentro da narrativa. Usando novamente do meu exemplo, você poderia focar toda a oneshot em um dos trabalhos apenas, desde que você explique que há mais a serem realizados, e as razões deles estarem sendo feitos em primeiro lugar. Você não precisa se aprofundar nesses outros pontos, mas é importante mencioná-los!
E, por último, vou liberar escrever o mito sob outra perspectiva. Para exemplificar, seria como escrever sobre “Os doze trabalhos de Hércules” não sob o ponto de vista de Hércules, mas de Euristeus ou Hera, apresentando uma nova visão dos acontecimentos do mito.
E basicamente isso é tudo que consegui pensar. Sinto muito se o tema não agradar ainda assim, juro que estou tentando. ^^’ Se alguém tiver mais alguma sugestão, é só entrar em contato. Eu quero muito fazer esse evento dar certo, então não há razão para eu recusar sugestões, desde que ela esteja dentro dos limites da minha teimosia (que é em manter a “adaptação de mitos”).
Por enquanto é só.
Pra quem tá cansado de 2017, vem dar um pulinho em 1967 <3
Sabe quem é esta? (foto meramente ilustrativa)
Eu pausando meu Black Rebel Motorcycle Club para não só falar, ouvir como DESTACAR algumas faixas da coletânea “Verão do Amor” que a Joy, do blog Cansei do Mainstream, outra embaixagata, lançou ontem.
Esta é a Joy:
Não que seja da conta de alguém, mas as fotos são de uma festinha meio delirante que a gente fez, por isso as legendas absurdas.
Não vou explicar tudo, vcs que vão lá no blog da Joy pq, pelamor de deus, 4h da manhã e eu tô com 2 textos atrasados, nem tinha que tá aqui, mas tava a fim de ouvir 60′s e quis unir o útil ao minimamente responsável.
Também não vou falar de todo mundo. São 46 fucking bandas independentes, e vai ter um monte de coisa hippie que eu não tô disposta, e se você quer ver trabalho bem feito e profissional, vai lá pro Hits Perdidos, aqui é só confusão, gritaria, discórdia e ofensa gratuita. (dsclp, mores, nem o diabo agradou td mundo).
Dito isso:
Gente, que gracinha de arte <3. É do Berg Jumper. (Seja lá o que isso signifique)
Pra ser minimamente decente, vale dizer que a coletânea contaa com 5 bandas estrangeiras: Blve Hills (Canadá), Peter Paul and Sarah(Inglaterra), Alex Gavaghan (Inglaterra), Three Minute Margin (Inglaterra) e Pete Bentham & The Dinner Ladies (Inglaterra).
Daqui, temos: Marcelo Gross (RS), Beach Combers (RJ), The Ash Tre (AP), General Sade (SP), 3Cruzeiros (SP), Dum Brothers (SP), Color For Shane (SP), Maru (SP), &Caiman (SP), Eu, Julio Victor (RJ), The Wax (SP), Early Morning Sky (SP), Wabi Sabi (SP), Ozdois (SP), Nameless Society (SP), Fagaraz (SP), Ted Marengos (SP), Kanduras(SP), Léo Fazio (Molodoys) (SP), SixKicks (SP), Porno Massacre (SP), Leela (RJ), Antiprisma (SP), Roger Alex (SP), The Raulis (PE), Cigana (SP), Cortiço (SP), Tess (SP), Stone House On Fire (RJ), Os Estilhaços (SP), Pedro Salvador (AL), Britônicos(SP), Pin Ups (SP), Jei Silvanno (RS), Letty (SP), Las Courtney Lovers (PR), Wallacy Williams (SP), O Bardo e o Banjo (SP), e Relespública (PR).
Caso eu tenha esquecido alguém: ¯\_(ツ)_/¯
Eu não vou conseguir embedar direitinho porque o tumblr é um lugar horrível e eu não sou a melhor pessoa do mundo pra decifrar esse inferno então vocês vão ter que fazer o terrível esforço de - isso mesmo - CLICAR NO LINK (espero que todo mundo fique bem).
VAMOS LÁ?
Este é o disco 1
https://soundcloud.com/o-verao-do-amor-1
Este é o disco 2
https://soundcloud.com/o-verao-do-amor-2
TÁ TODO MUNDO BEM DEPOIS DESSE ESFORÇO COLOSSAL?
Ótimo, sigamos.
Disco 1:
Os Beach Combers fizeram uma releitura instrumental de I Can See for Miles do The Who, colocando toda aquela ~~~~onda~~~~ de road trip eterna do trio sem tirar a grandeza e significância do Who. Amo releituras em que você ouve duas bandas ao mesmo tempo.
Electricity (Captain Beefheart) - The Ash Tre: estou até desnorteada depois de ouvir essa música, inclusive arrependida de me propor a fazer esse post pq eu nem consegui digerir direito. Quero essa música nas minhas playlists, nas minhas discotecagens, nas pqp tudo. O mocinho que é de um talento imenso, trouxe a música pra 2020 e para as pistas de dança. Parabéns, ainda estou impactada.
Heroin (Velvet Underground) - Color For Shane: Uma das coisas que mais gosto do Color são as letras. Traduz umas três e leva pra um psiquiatra que você sai de lá direto pro eletrochoque. E o que eu achei mais legal da versão deles é que não se importaram muito com a parte instrumental, e sim com os efeitos das vozes, tentando passar toda a loucura, angústia e doidera que essa música de fato é, chegando a um ponto de parecer vozes na sua cabeça (parabéns, Rafa). Estou ouvindo pela terceira vez a inda me entendendo com ela, porém fascinada com a proposta.
R.E.S.P.E.C.T. (Aretha Franklyn) - Maru: Eu tendo a achar essa música em vocais masculinos algo sexista, mas nessa versão, especificamente, a forma em que a harmonia foi trabalhada, ficou irresistível. Quero essa música na minha mesa imediatamente pra soltar nas pistas.
Femme Fatale (Velvet Underground) - Early Morning Sky: Uma versão SHOEGAZE RAIZ de Femme Fatale, eu estou GRITANDO. Ficou PERFEITO. E mindfucking. De todas que ouvi até agora foi a única que me fez olhar de novo e me perguntar “WTF IS HAPPENING HERE?”. Aproveitando que já estou aqui, vale mencionar que o Early Morning Sky é uma banda de shoegaze que meio que apareceu agora, mas legal pra caralho. Vale muito colar no show, vai na minha ;)
Dirty Old Man (The Sonics) - P.Massacre: Mexer com (os meus) Sonics sem ficar parecendo um cover igualzinho e sem estragar é por si só um grande mérito. Gostei também da produção dos vocais que ficaram com um ar de terror music maravilhoso. Mandou demais, General Sade.
Leela ft. Fausto Fawcett pegaram a 2000 years from home dos Rolling Stones. Fausto é autor da lenda urbana brasileira, Kátia Flávia. Eu não quero mexer com essas coisa agora, pode afetar minha percepção pro segundo disco.
Disco 2:
Venus in Furs (The Velvet Underground) Antiprisma: ~Ain pq 67 foi o verão do amor que não sei q, q não sei que lá, e eu já estou na TERCEIRA do Velvet que eram da sarjeta, podridão, niilismo do caraio, lixo marginalizado, alma obscura acorrentada `a própria angústia do peso da existência, flower power my ass, e coração só se for pra tacar na parede, tirar uma foto e chamar de arte. MAS QUEM SOU EU PRA DIZER ALGUMA COISA, foi só uma estatística aqui que botei reparo aqui, inclusive manda mais velvet, taca velvet em tudo. Mas sobre a versão da música. Ao contrário do Color que deixou Heroin ainda mais perturbadora, o duo Antiprisma que tem uma pegada mais folk, morning person, trabalharam os vocais de uma forma tão leve, doce e sensível, que faz uma música sobre sadomasoquismo parecer algo sobre rolar na grama, sentir o sol bater no rosto, e bater um papo sobre as coisas que a natureza dão. Musicalmente a estrutura ficou bem parecida (um pouco menos agressiva talvez), mas vale lembrar que reflete a proposta da banda and são duas pessoas fazendo o trampo de um velvet underground & nico e galera dos chicotes inteiro. Parabeins.
Pipe Dream (The Blues Magoos) - Os Estilhaços: Vocais femininos, teclado psicodélico, som garage, não tem erro. Curto demais a banda e antes mesmo de dar o play sabia que não teria erro.
Call Any Vegetable (Frank Zappa) - Pedro Salvador: Uma versão meus deus do céu, que doidera do caralho é essa, que que tá acontecendo maravilhosa. Pedro pegou a música e bateu no tanque junto com a psicodelia-70-Brasil-pós-Mutantes. Quando começarem as treta de natal durante a ceia, só solta esse som que a glr vai esquecer e sair curtindo. Tenho CTZ.
Sunday Morning (The Velvet Underground) - Pin Ups: Não falo mais nada. Versão ficou linda, ainda mais com vocal feminino <3
Waiting For The Man (The Velvet Underground) - The Courtney Lovers: O nome da banda é incrível, vamo começar daí. Aí que as meninas fizeram a releitura em português, sob a perspectiva do DEALER, e eu nunca mais vou parar de rir. Ficou mto maravilhoso, amei demais.
***
Chega que eu não aguento mais. Pras versões que eu gostei porém não comentei, vou fazer um programa Debbie Records essa semana com minhas favoritas. Mas parabém pra todo mundo que participou minimamente disso tudo aí. A parte mais legal desse projeto todo é que agora a gente pode dar surra de link quando algum imbecil falar que ~~~~~não tem banda boa no brasil~~~~~~ :)
Lucius Malfoy - Paternidade.
Nascimento.
Lucius Malfoy andava de um lado para o outro, sentindo que a qualquer momento suas pernas iriam parar de funcionar e ele despencaria sobre o carpete caro da sala. Não era um homem nervoso, muito pelo contrário. Uma arrogante calmaria eternamente preenchia seus olhos cinzas. Naquele dia, contudo, ele sentia-se a beira de um ataque de nervos.
Tudo isso porque sua esposa estava na sala ao lado, aos berros, dando à luz aos seus primeiros filhos. Após sofrer dois abortos espontâneos e ter uma criança natimorta, não era para menos que ele sentia-se tão preocupado. Os curandeiros não lhe deixaram ficar lá dentro, tendo o expulsado minutos depois que chegaram.
Aquilo era uma tortura, ouvir Narcissa sofrer tanto e saber que nada poderia fazer além de esperar. Cada berro seu era um aperto mais forte em seu coração.
Ele sabia que um parto não era fácil, ter gêmeos deveria ser ainda mais difícil. E de tal maneira, não conseguia conter sua empolgação. E seu medo.
Haviam descoberto há pouquíssimos meses que ela esperava um casal. Primeiramente, sentiu-se extremamente feliz e orgulhoso. Teria seu herdeiro, o nome Malfoy continuaria como deveria e um garoto correndo pela casa era exatamente o que Lucius queria.
Depois, um desespero tão grande que pensou que desmaiaria. Teria uma garota também. Uma menina que, céus o ajude, provavelmente puxaria a beleza e graça da mãe. Uma jovem que ele teria que educar, criar e proteger de todas as inúmeras maldades que, ele bem sabia, o mundo poderia cometer contra ela.
Lucius Malfoy definitivamente não estava pronto para ser pai de uma menina.
Abraxas estava na sala também, ao lado do melhor amigo de seu filho, Anthony Fimmel. Os dois observavam o homem em silêncio, sendo que a esposa de Anthony, Elia (que também esperava uma criança, um menino que não demoraria mais que poucas semanas para nascer) havia entrado para ajudar a amiga. Eles seriam padrinhos de sua filha, enquanto Snape seria do garoto. Infelizmente, Severo não havia conseguido sair da escola para estar presente.
Ambos continham o riso, nunca haviam visto o Malfoy tão preocupado.
A única da família que não estava presente era Bellatrix, também com uma gravidez avançada. Rodolphus, seu marido, havia dito através do pó de flu, que a mesma tentou lhe azarar diversas vezes, por não deixa-la sair de casa, devido aos riscos e ordenou que lhe avisassem assim que as crianças nascessem ou nenhuma gravidez lhe impediria de ir até lá e amaldiçoar Lucius.
A sua maneira, ela se preocupava com a irmã. Afinal, era a única família que ainda possuía.
E o mundo pareceu sumir diante dele, quando um choro infantil preencheu o local, seguido por mais gritos de Narcissa. Os minutos que se passaram foram uma verdadeira tortura, até que um segundo choro pode ser ouvido e a mulher se calou.
Por mais aterrorizante que fossem seus gritos, o silêncio era ainda pior, pensou Lucius, encarando fixamente a porta de mogno que os separava.
Não aguentou esperar os curandeiros lhe chamarem, nem Elia vir lhe trazer notícias. Em poucos segundo abria a porta violentamente e ninguém ousaria colocar-se no caminho entre ele, sua esposa e filhos.
Narcissa estava deitada na imensa cama no centro da sala, parecendo exausta, enquanto Elia colocava delicadamente dois embrulhos em seu colo.
— Parabéns, Lucius. — Ela sussurrou, antes de sair, sendo seguida pelos outros curandeiros.
Ele se aproximou com cuidado, sentando-se na cama com a maior delicadeza que o mundo poderia permitir. Não queria machucar Cissa ou assustar as crianças. Quando olhou para baixo, sentiu que todo o ar de seus pulmões sumia.
Dois pares de olhos cinzas se dividiam entre encarar os pais, curiosos com todo o mundo novo ao seu redor. A mão de um deles se erguia, tentando agarrar um dos fios loiros da mãe que escapavam pelo seu rosto.
— Eles são lindos. — Lucius sussurrou, com um braço ao redor da esposa e a abraçando. — Obrigada, Cissa. — Ele jamais seria capaz de expressar a ela o quão grato era por ter lhe dado aquelas duas pequenas criaturas, que, para os pais, eram as mais belas do mundo.
— Precisamos decidir os nomes. — Ela disse, balançando-os com delicadeza. — Quero seguir a tradição da minha família.
Lucius sabia sobre a tradição dos Black, de nomeares suas crianças a partir de estrelas e constelações. Narcissa havia sido a única a fugir à regra.
— Bem, para o garoto eu gosto de Draco. — Disse, quando ela lhe indicou qual era o menino, que estava enrolado na manta mais escura. — Draco Lucius Malfoy.
— Soa maravilhoso. — Narcissa respondeu, enquanto lhe entregava a garotinha nos braços, estava exausta demais para conseguir carregar ambos. — Para ela, Áquila Lucrétia Malfoy. Como a avó.
Os olhos de Lucius brilharam. Ele não sabia se era pela sensação de carregar sua filha pela primeira vez ou pela singela homenagem de Narcissa. Havia perdido a mãe muito cedo e nomear sua filha como ela era realmente algo belo de se fazer.
Apertou delicadamente Áquila em seus braços, enquanto ela lhe observava com olhos iguais aos seus. Naquele momento, Lucius jurou que não deixaria nada machucar seus filhos.
(...)
Pavões.
Lucius queria realmente entender onde estava com a cabeça quando concordou em sair com ambos os filhos, Anthony e o afilhado. Era óbvio que alguma coisa daria errada. Felizmente, Lyra havia decidido ficar em casa, com a tia.
Os gêmeos já tinham 3 anos, assim como Charles. Os dois garotos seguravam firme as mãos de seus pais, embora vez ou outra tentassem escapar para entrar em uma das diversas lojas do Beco Diagonal. Áquila, entretanto, permanecia em seu colo, agarrada em seu pescoço e, graças a Merlin, segura.
Eles andavam pela rua cheia de pessoas, buscando comprar todos os itens da longa lista de Elia e Narcissa. Era final de semana, por tanto o Beco estava lotado e ele agarrava com força a mão de Draco, sabendo que se perdesse-o, Cissa era capaz de assassina-lo com as próprias mãos.
— Papai, olha! — O garotinho berrou, apontando energeticamente para uma vitrine. Ah não, pensou, novamente arrependido.
Nela, estava exposto quatro enormes pavões albinos, que se exibiam para todos que passavam, abrindo sua longa calda. Eram lindos, sem dúvidas, e Draco parecia muito interessado neles.
— Vamos Draco, ainda temos que comprar mais coisas. — Disse, puxando o menino para longe da loja.
— Mas pai... — Ele choramingou, sem querer sair do lugar. Lucius virou-se para Anthony, tentando encontrar um pouco de ajuda, mas o mesmo apenas ria da situação, ao ver que Charles havia se juntado ao amigo, igualmente interessado nos animais.
— Draco, vamos. — Repetiu, tentando puxa-lo novamente.
— Papai, eu quero ver os pássaros. — Áquila disse, puxando de leve seu cabelo para chamar sua atenção. Ele não havia percebido que ela, como o irmão, encara fixamente os pavões.
— Áquila, querida, nós temos que comprar as coisas da sua mãe. — Ele resmungou, sabendo que logo as lojas iriam fechar e o tempo deles estava acabando.
— Ora Lucius, para de ser chato com as crianças. — Anthony se juntou a eles, rindo. O Malfoy olhou novamente para a filha, que tinha agora os olhos aguados e uma cara de quem começaria a chorar a qualquer momento.
— Tá bom, tá bom, nós vamos ver os pavões. — Ele se rendeu, deixando que Draco o arrastasse.
— Ela aprendeu direitinho com Narcissa. — O Fimmel sussurrou, já dentro da loja, enquanto as três crianças se entretinham em discutir qual nome daria aos animais.
No final, eles voltaram para casa com quatro pavões albinos e uma lista incompleta de compras, mas Áquila e Draco pareciam bem satisfeitos ao mostrar a mãe Chuck, Morgana, Brutus e Cissa (a última, em homenagem a Narcissa, segundo eles).
(...)
Primeiro beijo.
Quando os gêmeos tinham 5 anos, foi quando Lucius achou que iria enfartar pela primeira vez na vida. Estava na sala principal de sua casa, sentado confortavelmente em um sofá ao lado de Narcissa, enquanto Anthony e Elia estavam na sua frente.
Era uma sexta-feira e todos decidiram jantar na mansão Malfoy. Tudo estava muito bem, com as crianças brincando no tapete. Draco e Lyra se divertiam-se em correr um atrás do outro ao redor dos sofás, enquanto Áquila e Charles pareciam bastante entretidos em conversar em sussurros.
Eles mal perceberam quando o pequeno Fimmel saiu da sala, indo para o jardim. Áquila permaneceu sentada, como se esperasse algo. Elia, quando notou, foi atrás do filho e ficou surpresa ao encontra-lo bastante concentrado encarando o pavão Chuck, que passeava alegre por entre as flores muito bem cuidadas.
Lucius não prestou muita atenção neles. Estava envolvido em uma séria discussão política com Anthony, enquanto Narcissa cuidava para que nem Lyra e nem Draco se machucassem em sua brincadeira.
Entretanto, não demorou para que Elia e Charles voltassem, o último muito alegre, carregando uma pena branca em suas mãos.
— Elia, isso é dos meus pavões?! — Lucius perguntou, assim que os viu, alarmado.
— Talvez.... — Ela riu, enquanto o garotinho sentava ao lado de Áquila. — Mas eu retirei com magia, ele não sentiu nada. E foi sua filha quem pediu.
Ele encarou a garota, surpreso. Às vezes seus filhos tinham ideias absurdas! Mas foi com mais temor ainda, que ele notou Charles entregando a ela a pena, deixando-a com um sorriso totalmente alegre.
— Obrigada, Char! — Áquila disse e, para o terror de seu pai, se inclinou para frente, depositando um breve selinho nos lábios do garoto.
— ÁQUILA! — Ele gritou, já sentindo a vermelhidão subir pelo seu pescoço. Narcissa e Elia soltavam gritinhos, achando a cena a coisa mais linda do mundo, enquanto Anthony ria escandalosamente, Draco e Lyra faziam caretas de nojo para os dois.
— O que foi? — A menina perguntou, assustada.
— Por que você beijou ele?! — Lucius questionou, a pegando no colo e a afastando do garoto, que olhava para a mãe com um sorriso bobo.
— Mamãe sempre beija você quando ela ganha um presente. E ela disse que faz isso porque gosta de você. Eu fiquei feliz com a pena e eu gosto do Charles — A criança respondeu, em sua lógica infantil. Lucius a encarou ainda mais abismado, enquanto Narcissa a tomava de seus braços, animada.
Céus, sua garotinha, sua princesa, havia beijado o Fimmel! Ele olhou com raiva para o garoto, que agora se juntava a brincadeira de Draco e Lyra.
— Narcissa, eu acho que vou enfartar. — Sussurrou, ao ver Áquila se unir a eles, segurando a mão de Charles para brincar. A mesma o ignorou, animada demais em sua conversa com Elia.
Aquele, era seu pior pesadelo tomando forma.
(...)
Magia.
Conforme o tempo passava, Lucius notou que os gêmeos possuíam uma conexão que ninguém, nem mesmo seus pais, poderia entender. Se comunicavam com olhares, inventavam brincadeiras que ninguém mais poderia participar e raramente se separavam.
Entretanto, até mesmo eles arrumavam brigas por motivos estúpidos. A primeira foi quando tinham 8 anos e Draco havia quebrado a boneca favorita da irmã, que veio correndo para o pai. Narcissa, infelizmente, havia saído comprar roupas com Lyra.
— Draco, peça desculpas. — Ele ordenou, enquanto procurava a varinha para concertar o brinquedo.
— Mas foi sem querer! — O garoto reclamou, se recusando a fazer o que o pai mandava. Ele lhe olhou severamente.
— Não foi não! — Áquila reclamou, irritada. Sempre havia tido uma personalidade parecida demais com a de Narcissa.
— Áquila, eu só puxei ela, não tenho culpa se caiu. E você que não queria ir brincar comigo! — Ele respondeu, como se isso justificasse totalmente suas atitudes.
— E agora que quero menos ainda! — A garota exclamou, totalmente irritada.
— Parem vocês dois. — Lucius se colocou entre ambos, visto que a filha parecia prestes a voar para cima do irmão. Os dois pareceram se acalmar um pouco, embora Áquila ainda o fulminasse com o olhar. — Áquila, eu vou arrumar sua boneca e Draco, pela última vez, pede desculpas para sua irmã.
Foi apenas ele se virar de costas para apanhar a varinha, que um grito de Draco pode ser ouvido.
— PAI! — Ele berrou, nervoso. — Olha ela!
Lucius se virou, assustado. Uma pequena nuvem flutuava em cima de Draco, fazendo inúmeros flocos de neve caírem em sua cabeça, tomando conta de todo seu cabelo platinado. O garoto odiava neve. Com assombro, ele notou que era Áquila quem fazia aquilo.
E, antes que pudesse parar a pequena demonstração de magia, o menino olhou profundamente irritado para a irmã, que teve o cabelo totalmente bagunçado por um forte vento que veio absolutamente do nada.
— Pai! — Ela berrou também, correndo para se esconder atrás dele. Lucius, rapidamente, cessou ambos os feitiços com um aceno de varinha.
— Olha aqui vocês dois. — Começou, puxando ambos pelo os braços e fazendo com que parassem a sua frente, lado a lado. — Eu sei que não controlam isso ainda, mas não podem ficar usando a magia um contra o outro, estamos entendidos?
Os dois concordaram com a cabeça, também assustados com o que haviam feito. Era a primeira demonstração de magia dos dois.
— Ótimo. Toma sua boneca, Áquila. E deixa sua irmã em paz. — Ele disse, olhando irritado para Draco, que rapidamente consentiu.
Horas depois, quando Narcissa chegou e eles foram procurar as crianças, ambos brincavam juntos no balanço que havia nos jardins, como se briga nenhuma tivesse ocorrido.
Lucius jamais entenderia seus filhos.
(...)
Hogwarts.
As três cartas de Hogwarts chegaram juntas, para as três crianças da mansão. Eles estavam no café da manhã, quando uma bela coruja branca atravessou a janela e deixou cair os envelopes sobre a mesa. Lyra e Draco foram os primeiros a abrir e lendo em voz alta. Ambos saíram correndo pela casa, comemorando e já planejando as aventuras que teriam.
Áquila, entretanto, permaneceu em seu lugar, parecendo mais infeliz que os dois. Ela nem ao menos havia aberto seu envelope.
— Filha, tudo bem? — Narcissa perguntou, olhando preocupada para ela.
— Claro, mamãe. — Respondeu e continuou tomando seu suco, como se nada tivesse acontecido. Lucius e Cissa se encararam, alguma coisa estava errada.
Horas mais tarde, já ao anoitecer, Lucius passou em seu quarto, para lhe dar boa-noite e encontrou a menina chorando sobre a cama, abraçada em um pequeno urso de pelúcia que havia ganhado da madrinha, meses atrás.
— Áquila, o que aconteceu? — Perguntou, sentando-se ao seu lado na cama. A mesma levantou o rosto, se agarrando ao pai, que passou as mãos em seu longo cabelo loiro, tentando lhe acalmar. — Alguém te machucou? Por que você está chorando?
— Eu não quero ir para Hogwarts. — Ela disse, com o rosto enterrado seu peito, as lágrimas manchavam sua camisa, mas naquele momento, ele não se importou.
— Por quê? — Questionou, visivelmente confuso. Todas as crianças que conhecia amavam aquele lugar.
— Porque você e a mamãe vão esquecer de mim. — Áquila disse, levantando o rosto e o encarando com seus olhos cinzas brilhando de lágrimas. — E eu não quero ficar longe de vocês.
Lucius ficou sério e a ajeitou em seu colo, secando o rosto dela delicadamente com as mãos.
— Áq, meu amor, você é nossa filha, eu e sua mãe jamais nos esqueceríamos de você ou do seu irmão, não importa quanto tempo passe, eu prometo isso para você. — Ele disse, passando firmeza em suas palavras. — E você vai adorar Hogwarts, além disso pode vir para casa em todos os feriados e as férias são longas, você não vai ficar longe de nós.
— Mas eu não vou conhecer ninguém lá, e se não gostarem de mim? — Ela perguntou, agora mais calma.
— Você vai ter seu irmão, sua prima e Charles lá, não vai ficar sozinha. Além disso, é impossível não gostar de você. — Lucius respondeu, colocando atrás de sua orelha uma mecha de cabelo que insistia em cair sobre seu rosto. — Você é uma Malfoy, Áquila, todos naquele lugar vão querer ser seus amigos.
— E você e a mamãe vão me escrever sempre? — Ela ainda se sentia insegura, afinal, nunca havia ficado longe dos pais.
— Sempre. — Prometeu, enquanto a mesma lhe abraçava com toda sua força de criança.
No outro dia, Áquila estava mais calma e parecia verdadeiramente animada em começar a preparar as coisas junto com Lyra. Ela nem havia ido, mas Lucius já sentia sua falta.
(...)
Meninas.
Lucius estranhou quando, aos 13 anos, seu filho estava visivelmente desanimado, em suas férias. Ele andava pelos cantos, sempre cabisbaixo e se recusando a sair com a irmã e a prima.
— Draco, está acontecendo algo? — Perguntou, o chamando para seu escritório em uma tarde, poucas semanas antes do mesmo voltar a Hogwarts.
— Não. — Ele rapidamente negou, já se preparando para sair.
— Draco.... — Repetiu, erguendo uma sobrancelha para o mesmo, que parecia estar envergonhado. — Pode me falar o que quer que esteja acontecendo.
— É uma menina, pai. — Ele rapidamente desabafou, deixando Lucius surpreso e levemente despreparado. Merlin, havia chegado o dia de realmente ter aquela conversa com seu filho.
— Que menina? — Perguntou, tossindo para limpar a garganta e tentando evitar mostrar o desconforto.
— Uma das amigas da Áquila, Pansy.... — Respondeu, evitando encarar o pai, olhando diretamente para o tapete verde escuro.
— Hm, e você gosta dela? — Não sabia ao certo qual era a melhor maneira de abordar a situação com ele, visto o desconforto do garoto.
— Acho que sim. — Seu rosto ficou rapidamente vermelho, como se tivesse contado a Lucius o maior de todos os seus segredos.
— E qual o problema nisso, filho? — Não entendia ao certo porque tal situação parecia deixar Draco tão triste.
— Eu acho que ela não gosta de mim, pai. Não sei, pensei em pedir para Áquila perguntar a ela, mas não acho que seria a melhor solução. — Explicou, gesticulando nervosamente enquanto falava.
— Por que ela não gostaria de você? — Perguntou, surpreso. Draco era um ótimo aluno e muito parecido consigo mesmo, era impossível qualquer garota não gostasse dele.
— Não sei. — Deu de ombros, confuso. — Muitas meninas preferem o Potter — disse o nome com desgosto — e se ela não for diferente?
— Qualquer garota seria doida de preferir o Potter. — Lucius respondeu, tranquilizando o filho. — Mas você nunca vai saber se não tentar.... Sabe Draco, na sua idade, eu também gostava de uma garota que não sabia se gostava de mim...
E ele contou toda a história para o filho, passando a tarde tendo a conversa que tanto havia temido. Seu garoto estava realmente crescendo.
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Namoro.
Lucius correu pelas escadas que levavam a sala de estar com maior pressa do que achava possível e praticamente se jogou em direção a lareira, procurando pela caixa em que guardavam o pó de flu. Precisava ir para Hogwarts imediatamente.
— O que você pensa que está fazendo? — Narcissa perguntou, descendo, com uma calma e elegância bem superior à dele naquele momento, as escadas. Estava enrolada em um robe, tendo acabado de acordar.
— Indo para Hogwarts. — Ele respondeu, ainda procurando a caixa e xingando baixinho.
— Por que? — Cissa questionou, sentando-se calmamente na poltrona dele, o observando risonha em toda sua afobação.
— Porque eu preciso falar com Áquila. Você viu a carta que ela me mandou?! — Questionou, nervoso, virando-se agora para a esposa. — Narcissa, aquele delinquente está magoando ela!
Lucius sabia que logo teria um ataque de nervos se não conseguisse ir para a escola. Minutos atrás havia recebido uma carta de sua filha, que dizia estar extremamente triste, porque se descobriu apaixonada pelo melhor amigo, Charles, e acreditava não ser correspondida. No papel, ela pedia ao pai para ir embora para casa, visto que não sabia como lidar com a situação que se encontrava.
Narcissa havia lido logo que ele largou o pergaminho, embora não fosse novidade para ela, já que a filha havia lhe escrito sobre os mesmos sentimentos dias antes. Infelizmente, ela havia herdado de si a arte para o drama e Lucius sempre fora facilmente manipulado por ambas.
— Charles não está fazendo nada, Lucius. Acho que ele nem ao menos sabe do que Áquila sente por ele, são só crianças. — Ela respondeu, levantando-se para tentar acalma-lo. — E você não vai a lugar algum.
— Narcissa, eu tenho que ir, nossa filha quer vir embora! — Disse, embora deixasse que as mãos dela o guiassem para o sofá.
— Ela quer, mas não virá. Áquila precisa aprender a lidar com as coisas que sente, sem você indo socorrer ela a cada minuto, ela já é grande o suficiente para isso. — Cissa fez sinal para que ele se calasse, antes que começasse a protestar. — Deixe a menina aprender a viver, Lucius.
— Mas...
— Mas nada, as coisas vão se acertar em seu devido tempo. — Ela o calou com um beijo e, embora contrariado, ele se limitou a desistir de sua procura pelo pó de flu e apenas escrever uma carta a filha.
Dias depois, o natal chegou e, com ele, seus filhos voltaram para a casa. Áquila havia se trancado por horas no quarto, com a mãe. Ele sabia bem que tipo de conversa estavam tendo e não ousava atrapalhar. Quando saíram, a garota parecia mais animada e não demorou a se juntar a Lyra para arrumar algumas decorações e preparações de antigas tradições. Era seu feriado favorito.
Quando os Fimmel se juntaram a eles, para o jantar, ele não pode evitar notar os olhares que Charles e sua filha trocavam. Merlin, ele pensou, se o senhor me escuta, por favor, dê um jeito nisso.
— Áquila, você realmente gosta desse garoto? — Perguntou, já no quarto dela, após uma noite inteira de sorrisos trocados entre ela e o jovem.
— Sim, papai. — A garota suspirou, se jogando contra os travesseiros e o encarando profundamente. Estava ficando, sem dúvidas, cada dia mais parecida com a mãe, para o temor de Lucius. — Eu não falaria nada para o senhor se não gostasse de verdade.
— Bem, ele parece gostar de você também. — Respondeu, vendo os olhos dela brilharem com isso.
— Você acha? — Áquila perguntou animada, se sentando em um pulo na cama.
— Sim, filha, eu acho. — Inesperadamente, a garota se jogou em sua direção, o abraçando. Ela sempre havia sido carinhosa com toda a família, até mesmo com ele, que nunca tinha muito jeito para isso.
Mas, no fundo, Lucius esperava que aquele sentimento que a mesma nutria passasse logo...
Assim, foi com assombro que meses depois, já nas férias, ele se deparou com um Charles muito sério lhe esperando em seu escritório. O garoto tinha uma caixinha em suas mãos e parecia nervoso.
— Padrinho... Quero dizer, senhor Malfoy, preciso falar com o senhor. — Ele disse, enquanto Lucius se sentava a sua frente. — Vim pedir a mão da Áquila em namoro.
Lucius passou aquela tarde ameaçando o garoto de diversas formas possíveis e o relembrando de todas as tradições que sua família possuía, deixando claro que nada de tocar demais, beijar demais ou abraçar demais. E que se ele magoasse sua filha, desejaria nunca ter pisado naquele escritório.
Contudo, algumas horas depois, enquanto o jovem voltava com Áquila dos jardins, já tendo lhe feito o pedido de namoro, Lucius pensou que toda aquela dor de cabeça valia a pena, apenas para ver a alegria dela ao segurar a mão dele e conversar animada com Narcissa, sorrindo agradecida em sua direção algumas vezes.
Entretanto, parte de si sabia, aquele era apenas o começo de muito estresse que ainda viria....
(...)
Filhos.
Lucius Malfoy definitivamente não estava pronto para ser pai, ele soube disso apenas alguns anos depois, com dois filhos já crescidos e começando a aprender a viver suas próprias vidas.
Ele não estava preparado para todas as brigas, confusões, pedidos e perturbações que vinha no pacote da paternidade. E, definitivamente, havia errado muitas vezes em suas punições com Draco ou represálias para Áquila.
Contudo, ele não mudaria nada daquilo.
No fundo, embora poucos soubessem, por baixo de sua cama de eterna frieza e indiferença, Lucius amava sua família mais do que qualquer coisa no mundo.
Notas da autora: eu fui criada por meus avós em uma família muito parecida com os Malfoy, talvez por isso veja as coisas de forma um pouco diferente do cannon. Dessa forma, eu queria dedicar esse pequeno conto ao meu avô, que nunca irá lê-lo, mas ainda sim, me cuidou tão bem quanto Lucius cuidou de Áquila.
Obrigada.
E obrigada a todos que leram e espero que tenham gostado, logo terá mais!
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