Eu sou a tira solta no ar Que pedira divórcio do blusão Eu sou a pausa da vírgula Eu sou o estepe da casa sem botão Nada casei, sempre me canso A nada pertenço, eu quase alcanço Diluído ao febril cálcio Vi minha manhã ruir Estou a deriva Como lixo eletrônico Expurgando fios e teias de aranha Sendo viúvo da viúva negra Esgarço minha voz Dou tom ao esgoto Mas nem se quer Gregor faz-me visitas periódicas Viva o pulso que embaraça Em outra América Instruída a dar boas-vindas Em enfermarias com bandagens de borboleta Foste a ira que varre-me Para debaixo da batina Já que ensaístas tinham medo de revelarem suas fontes Consenti-me com a invenção de pecados novos Eu sou o amido do teu suco O coloral do teu ruivo natural O corante do teu sangue Eurásia A estima da estatística... E fora eu o imprevisto Velho existencialismo Ininterrupto de doutores Cirandando como lobistas
O Abismo Deveria Ser, Pierrot Ruivo













