Desencarno em desencantos Sou o reflexo preso ás córneas Os três sabores dissolvidos Em atraso do sal Eu como um fantasma da moeda Posando às bocas turvas que me testam Meu corpo que quase se enverga Em teus dentes fome de cólera Arrancei pedaços do teu batom E minha língua era um pincel Pintei minha morte em outra paredes de gesso O quadro seria meu transtorno ao pé de guilhotinas Ninguém sobreviveu aos meus monólogos Entre deuses e destemidos inquilinos E nem toda a ninfa que me quis, olhou-me nos olhos E nem toda a vitória deveria ser celebrada Eu estive diante de um espelho Tudo que vira era como Pollyana me recitara A violência temida e celebrada Como êxito, como paternalismo, como terror O ano da colheita, me comera O ano da colheita, me assustara O ano da colheito, me usurpara O ano da colheita, abrira a feria em minha pele Saudoso amor que não voltara Não sei se um dia virá Lembro-me de seu nome e data de nascimento Mas seu rosto, o tenho como desbotado... Yo soy su venganza Colorido de violetas Yo sufro en tus ojos Y me puse en la punta de tus labios
Dorian Grey Míope Encara Quadros, Pierrot Ruivo














