As crianças Moon-Donovan, Moon e Moon-Donovan. Mais conhecidos como se erraram, foi tentando acertar e Connor II.

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As crianças Moon-Donovan, Moon e Moon-Donovan. Mais conhecidos como se erraram, foi tentando acertar e Connor II.
Proposal Challenge: Connor II Donovan
Eu não sabia o quanto era feliz, até me lembrar do que estava fazendo naquele dia.
Observando Nell balançando aquelas fitas enormes de um lado para o outro, morrendo de inveja que ela conseguia mesmo se encaixar em qualquer coisa, até as aulas de ginástica rítmica no ginásio da cidade, e com ódio no coração por ela ter trocado nosso duo de dança de anos para fazer acrobacias e saltos com outras meninas naquele piso emborrachado, coisas que ela nem sabia que podia fazer ou que gostava mesmo de fazer, mas tinha ido mesmo assim, feliz da vida, um verão inteiro, desistindo de todas as competições que a gente tinha planejado participar bem as menininhas de Dance Moms.
Não é possível que você seja boa em ginástica e exatas. — Comecei a pontuar, incrédulo e quase me sentindo atacado, observando ela se aproximar tão feliz quanto se tivesse achado uma galáxia primeiro que sua mãe e toda a NASA, o que já tinha acontecido duas vezes. — Balé e literatura e ainda seja a mais esperta da sua turma, sendo barrada só pela surtada da Ahreum Montgomery. E ainda consegue lembrar de beber dois litros de água todos os dias e dormir oito horas. — Continuei minhas declarações, de braços cruzados e negando levemente com a cabeça, como se dissesse "garota…" com a força do pensamento.
Não precisa dizer o quão bem eu estou na missão de ser uma multitarefa, Connor. Nada que você diga vai me fazer voltar pro estúdio. — Nell foi rápida em argumentar de volta, balançando a mão com a fita rosa pastel millenial bem na minha cara. — Eu cansei dos troféus de dança. — Os de primeiro lugar, sim, porque nós éramos incríveis e o orgulho da minha mãe, mas aquilo parecia não significar nada pra minha prima, jogando toda nossa carreira de fim de semana no lixo. — Você também faz um monte de coisas, vai achar algo pra se distrair e… Se tiver sorte, amigos novos e até uma parceira nova.
Então, nos meus últimos minutos, que consigo lembrar, de felicidade, estava sentado nas escadarias externas do Ginásio, pensando em quais argumentos sofridos e plausíveis ia usar para meus tios me ajudarem a puxar Nell de volta para o nosso negócio, enquanto alimentava o passarinho escondido no bolso do meu blazer da St.Judes, e ela apareceu. Ruidosamente e inconsolável, tropeçando em cima dos próprios pés, com um lenço arruinado em uma das mãos e um bambolê artístico na outra, e a olhava quase hipnotizado, até ela tomar o lugar ao meu lado, deitar sua cabeça no meu ombro e danar a chorar mais do que acreditava que já tinha feito antes de aparecer ali.
Pensei em me apresentar, perguntar o que tinha acontecido e avisar ela que tinha um filhote muito frágil no bolso que a bochecha dela estava começando a esmagar, mas então me perdi no cheiro muito doce e sutil do shampoo dela, e os soluços que vieram com a nova enxurrada de lágrimas, e me vi afagando seu ombro e depois suas costas, por que não sabia o que fazer em um geral, mas tinha sido educado em casa para bater em gente lixo e parecer empático com gente chorona. Ou quase isso.
Dois dias depois, descobri que seu nome era Brenda, que ela achou meu ato de cuidar do passarinho fofo, que sentia muito por ter chorado em cima de mim e que seu sorvete favorito era de cereja… Nessa ordem, um comentário atrás do outro, até ela me convidar pra tomar sorvete para compensar todo o desconforto daquele dia que, segundo ela, tinha sido desastroso, e eu tinha sido muito compreensível.
Se fosse uma das minhas amigas, me deixariam chorando como uma viúva de guerra e fariam até meme com a minha cara. — Contou, tentando escolher entre casquinha ou o copinho de papel, em pleno descontentamento. — Mas você, não, na verdade, acho que foi um verdadeiro cavalheiro por ter ficado lá por mim mesmo sem me conhecer e o seu passarinho era adorável. — Então ela se voltou a mim, uma das mãos apoiada no peito, a outra alisando o tecido da minha blusa por cima do meu braço antes de apertar meu ombro, sorrindo amplamente e como se estivesse em um conto de fadas. — Foi maravilhoso, Connor.
Naquela altura do campeonato, minha alma já tinha saído do corpo, fiquei até mesmo aliviado em vê-la subindo ao invés de descendo, antes de mandar ela voltar e começar a trabalhar.
E você sabe o que é mais maravilhoso? — A questionei, ameaçando abrir um sorriso, antes de alcançar sua mão e entrelaçar com a minha, como se já fôssemos namorados e era só o que importava. — Conhecer alguém que gosta do mesmo sorvete que você e poder ter a mesma versão na casquinha e no copinho, sem julgamentos e nem congelar a sua cabeça.
Eu nem gostava de sorvete de cereja, quanto mais cerejas, mas ganhei um beijo no rosto naquele dia e um número de celular, o que fazia o gosto de Césio 137 daquela porcaria ser suportável.
O que Brenda tinha de ruim em escolher sorvete, tinha de ótima cuidadora de animais. E descobri isso quando todos os cachorros da ONG começaram a seguir ela pela área do playground deles, como se ela fosse uma ninfa da fauna ou coisa do tipo, amando e lambendo ela sem que ela fizesse qualquer carinho ou pedisse atenção, só ali, existindo e sendo fofa com eles.
O resultado… Uma semana suspirando e dizendo ao meu pai que tinha uma voluntária e uma dupla para cuidar dos nossos pequenos agregados quase todo dia, até nos tornarmos íntimos o suficiente para conhecer meu próprio abrigo, dentro do meu quarto, em todos os cantos e fendas possíveis.
Então, você adotou uma família de morcegos. — Repetiu a minha fala depois de ficar calada por uns trinta segundos, como se analisasse minha confissão, enquanto dava amor a um patinho em seus braços, que eu realmente não sabia de onde tinha saído, mas não fazia diferença. — Tipo… Pai, mãe, filho e filha?
Descobri recentemente que a Dolores e a Ruth são companheiras e criam o Jax e Lilium como se fossem suas mães, já que eles são carnívoros e elas não. — Tentei explicar gesticulando com uma mão, por que a outra tinha oferecido pra uma das senhoras aranha subir, enquanto encarava meu armário fechado, que agora era uma casa de família. — Pelo menos foi o que o Google disse.
Eu adoraria conhecer eles e minha vacina anti-rábica está em dia!
Pra mim, se soava mais como um "vamos nos casar amanhã de manhã".
Alguns meses depois, descobri que ela era mesmo a definição de perfeição em tudo o que fazia e nas coisas que não sabia que era capaz de fazer. Estava tentando lidar com minha vida como solo, quando ela pediu pra assistir um dos meus ensaios fracassados, onde eu sempre terminava chorando de ódio e ligando pra que Nell voltasse como se a gente tivesse terminado um relacionamento de anos.
E se eu… Ajudar você? Só até encontrar uma parceira nova. — Começou a sugerir torcendo um de seus cachos entre os dedos, como quem não queria nada. — Não parece ser difícil.
Eu? Não era capaz de responder, abrindo minha boca umas vinte vezes, sem as palavras saírem de verdade, até a minha mãe intervir por mim e começar a guiar nós dois na coreografia que tinha criado em sua cabeça. Um ensaio se tornaram dois, e depois um cem número de vezes, até minha mãe dizer que estávamos prontos o aptos para competições e que ela confiava no nosso potencial como um duo.
Apesar do seu gosto duvidoso para sorvete, eu acho maravilhoso que além de gostar de todo tipo de animal, você ainda consiga dançar e não se importe de fazer isso comigo. — Proferia tudo muito pausadamente, sentindo uma ansiedade no estômago, tentando não surtar com o toque muito sutil de seus dedos em volta do meu braço enquanto caminhávamos para a porta de saída do estúdio. — Existe alguma coisa que eu ainda não saiba sobre você que possa fazer tudo ainda mais surreal do que já é?
Bom, você ainda não sabe que eu beijo bem. — Disse ao encolher os ombros, como se aquilo estivesse em pauta. — Talvez devesse adicionar isso na sua lista, mas antes…
Tinha que beijar ela, que foi exatamente o que eu acabei fazendo, para concluir que o que ela dizia e eu já não tinha mais problemas com o gosto de cereja desde que estivesse nos lábios macios dela, uma porção de vezes, por várias semanas.
Uma coisa, a mais crucial de todas, que Brenda não chegou a mencionar, era que apesar de gostar das mesmas aventuras que eu e não ligar pro que as pessoas pensavam, era que ela tinha outras inclinações, como a mentira. Ou dizer coisas não recíprocas quando alguém estava prestes a se declarar pra ela.
Estou apaixonado por você e quero que seja minha namorada.
Meu namorado quer voltar comigo.
Estava em choque, puto da cara, sentindo meu coração se quebrar em milhares de pedacinhos, antes de sentir as mãos dela deixarem as minhas e ela fechar a cara, como se fosse o suficiente. Queria que ela tivesse dito aquilo na escola, nos nossos passeios até a sorveteria, na ONG e até nos nossos ensaios, mas não antes da nossa apresentação; da apresentação que ela tinha prometido fazer parte e estar lá comigo, até começar a se afastar de mim como se eu fosse tóxico.
Eu sinto muito, Connor.
E quem disse que eu sabia se ela sentia mesmo? Assim que as cortinas se abriram, ela sumiu pelos bastidores e não recebi uma mensagem sua sequer no celular, no caminho de volta pra casa, enquanto chorava no banco de trás do carro dos meus pais com uma faixa de consolação pela coragem de performar sozinho. Exatamente três meses, duas semanas e cinco dias atrás, eu era feliz, antes dessa baboseira toda sobre amor.
Depois daquela constatação, eu tinha me tornado um caos ambulante. Não tinha roubado um banco, matado alguém ou descontado minha raiva me embebedando com suco de maçã, mas eu ainda parecia uma confusão sem fim e controle. Não conseguia dançar, não conseguia jogar bola e quando tentei quebrar uma quantidade elevada de tábuas na aula de karatê, acabei quebrando meu braço todo no processo e tinha sido afastado de todas as coisas que eu gostava de fazer.
E largado na cama, inconsolável, com a glicose lá em cima depois de engolir seis pacotes de M&M, telefonei pra ela, na força do ódio, cheio de argumentos mentais para expor.
Eu te odeio. — Disse convicto e insanável assim que ela atendeu, logo completando. — Por que você não se importa? Eu te odeio. Tipo muito mesmo, mais do que odeio… — E estava pronto para as comparações, até ela dizer que me odiava também é desligar e eu cair no choro, vomitando de tanto chorar e sofrer, sem esperança, sem futuro e sem luz no final do túnel por ser feito de trouxa.
Eu nunca mais vou me apaixonar. — Disse alto suficiente pra sair no auto falante do outro lado da linha onde Ryuji era o sorteado para me ouvir lamentar, enquanto encarava o teto do meu quarto jogado no chão, pedindo, literalmente pra vida me levar. Duas horas depois. — Não vem com essa bosta de "é mesmo, é"! Minha vida amorosa termina aqui, e se ela não aceitar ser enterrada, vou ser o próximo nessa família migrando pra lua, porque aí sim vou estar seguro e junto com meus amigos de verdade, as sacolas de bosta que Armstrong largou pra trás.
"Now smiles and sets this track on fire, oh... We got that boom boom boom"
Regina and Connor: same child demon-angel, different realities.
With: @deathvalleychars