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Se um dia Regina tivesse feito um desses pactos sobre nunca se envolver com os parentes de suas melhores amigas que agora ela não conseguia lembrar, com certeza tinha jogado pela janela quando vou Karim passar pelo corredor do segundo andar da casa dos Montgomery.
— Quem era aquele?
— Meu irmão mais velho, meio irmão pra ser mais exata, o Karim.
— Por que nunca me disse que tinha um irmão mais velho, meio irmão pra ser mais exata, gostoso e chamado Karim?
— Porque ele já é velho e vocês nunca iam ter um assunto.
— Pois eu discordo.
Sun já tinha se cansado daquele interrogatório e voltado pras anotações que estava olhando antes de Regina ter aquela explosão de curiosidade, quase em paz e deixando aquilo de lado, quando a sentiu se levantar de sua cama e ajeitar o vestido no corpo.
— Onde você tá indo? — A mais velha pergunta, os braços abertos pra bagunça de papéis que elas tinham que organizar pra próxima temporada de afazeres do coral, e ela tinha se oferecido pra ajudar.
— Preciso me apresentar pro seu irmão, quem liga se a gente vai cantar baladas ou não?
Claramente tinha algo mais importante e que precisava mais de sua energia, logo ali, só esperando ela o encontrar e provar um ponto pra Sun. Regina sempre tinha assunto com pessoas que interessavam a ela.
Passou por todos os corredores daquela casa enorme, e achou que ia acabar ficando perdida naquele lugar e estava mesmo se perguntando se valia a pena nunca mais ser encontrada nos mais de cinquenta cômodos daquele lugar por causa de um cara, quando, virando uma esquina, bateu contra alguém, um alguém muito duro e mais alto que ela, e que colocou os braços em volta de sua cintura a impedindo de cair no chão.
Achou inclusive que tinha caído mesmo no chão e batido com a cabeça, porque a visão em sua frente era de um verdadeiro Deus e sua calcinha ficou até pesada enquanto ele olhava pra ela.
Como se a quisesse? Não. Era mais como…
— Você tá bem? Tá procurando a Sun?
Como se ela fosse uma criança. Faltou só perguntar onde estavam os pais dela, e ela poderia até ficar decepcionada. Mas nunca, jamais, era uma pra se desistir.
— Se eu disser que estou procurando por algo incrível e gostoso, você se ofereceria? — Ela pergunta, com um sorrisinho fofo no rosto, os olhos o analisando sem a menor discrição.
E ele parecia chocado, chocado e surpreso, antes de soltar uma risada e tirar as mãos dela com muito cuidado.
— Quantos anos você tem?
— Suficiente pra saber de muitas coisas, e querer muitas também.
Ela era rápida, e ele precisava admitir, mas ainda era só uma garota, então nem por um segundo passou por sua mente, a menor possibilidade, qualquer chance que fosse.
— Você parece legal…
— Regina. — Ela diz orgulhosamente, não querendo admitir que esperava que ele gritasse aquele nome muito em breve quando ela se abaixasse e o tomasse em sua boca ali mesmo, e nem querendo admitir que ela já achava que podia gemer o nome dele lindamente também.
— Regina. Bom, você é uma menina legal, Regina. — Karim diz com toda a gentileza, as mãos apoiadas nos bolsos da calça jeans justa que Regina já amava, antes de completar. — Mas ainda é uma menina, e devia… Procurar coisas incríveis e gostosas com pessoas da sua idade.
Aquele tinha sido o fora mais suave e amigável e educado que já tinha levado na vida, tinha até um obrigada, foi mal, na ponta da língua quando ele terminou e deu a volta em sua figura congelada no meio do corredor.
Ele realmente não parecia ter assunto com ela agora, mas ela ia cuidar pra que ele tivesse um dia.
Não se orgulha de admitir, mas tinha passado quase dois anos investindo naquele homem como se fosse uma missão de vida. Bom, ela ainda se divertia com outras pessoas que eram de seu interesse e tinha tido um monte de rolos dentro e fora do colégio e da academia de dança, mas sempre que visitava a casa dos Montgomery e saía com Sun, fazia valer cada segundo.
Ela tinha olhares só pra ele, roupas só pra poder chamar sua atenção e podia jurar que até sua voz e brilho natural mudavam quando percebia a presença dele. Onde quer que Karim estivesse e o que estivesse fazendo, ela o faria notar ela lá, disponível e sorridente, num convite silencioso que ele poderia aceitar quando quisesse. Bastava querer.
Claro, ele percebia, e sempre deixava ela saber também que ele ainda achava que ela era uma menina que devia cuidar de seus próprios negócios com pessoas da idade dela, mas ele achava divertido. Gostava de fingir que não estava vendo ela e ver ela se esforçando mais, gostava de ver ela inventando desculpas pra passar muito perto dele e tocá-lo de qualquer jeito, e também gostava de olhar pra ela, no geral.
No começo pelo entretenimento, e depois porque só achava ela bonita, o que não parecia nem um pouco apropriado por causa da idade dela, mas era inevitável. Ela era bonita, e todo mundo podia ver, então não se sentia culpado em admitir pra si mesmo quando a via passar por ele e deixar seu perfume como um rastro o qual ele nunca seguiu.
Até as coisas mudarem um dia.
— Por que tem glitter no seu cabelo? Aquela menina do brilho comestível tá aqui? — Karim entra na cozinha da mansão bem quando Sun parece frustrada com uma bagunça brilhante no balcão, com um monte de balões e cartazes em volta dele, e mesmo estressada, ele ainda a provocou.
— É aniversário da Regina e eu prometi pra ela que mesmo longe, ia estar aqui nesse em especial. — Montgomery explica, as mãos nos cabelos, prestes a ter um ataque.
Karim não queria nem saber, mas ainda assim perguntou.
— E por que esse é diferente?
— Dezoito. A idade que você pode fazer tudo, cada vez mais perto de fazer tudo mesmo.
Ah, só três anos longe da liberdade total, mas não era essa parte que fez diferença e o fez se virar pra irmã do meio, alcançando as canetinhas e fitas adesivas, disposto a colaborar antes que ela começasse a chorar.
— Bom, eu tenho certeza que esse vai ser o melhor jeito de dizer a ela que você se importa.
E ele já tinha uma ideia de como ia dar boas-vindas pra mais nova quase jovem adulta favorita.
A festa foi surpresa e ela pareceu bem surpresa quando passou pela porta pesada de madeira e uma chuva de confetes se fez presente. Tinha muitas pessoas lá por ela, e sacolas de presente também, e como a boa aniversariante não abriu nem um deles e nem espiou durante toda a festa, mas era muito curiosa pra deixar passar andando distraída pelo saguão de entrada da casa dos Montgomery, uma coroa de plástico pendendo sob a cabeça enquanto seus dedos ansiosos passavam pelos laços.
Só queria ver se os amigos tinham acertado os gostos dela, mas Karim achou que ela podia deixar pra depois, quando ele já tinha um presente pronto pra ela desfrutar.
— Vai mesmo abrir eles sem seus amigos aqui pra ver suas reações? — Ele pergunta por cima do ombro dela, as mãos atrás do corpo, tão perto que conseguia sentir o perfume dela e o seu próprio juntos e parecia perfeito.
— Sou ansiosa. O que sugere pra eu não ter um surto?
E ela disse aquilo brincando, muito tonta com todos aqueles doces e luzes do evento que ainda ocorria no salão de eventos da casa, pra perceber que o rosto dele ainda estava sério.
Karim alcançou uma das mãos dela, entrelaçando seus dedos com o seu, sabendo que independente de qual fosse a pergunta, a resposta era sim conforme o brilho nos olhos dela aumentava.
No quarto dele no andar de cima, não sabe como ninguém o ouviu e foi conferir o que estava acontecendo. Mesmo que aquela casa fosse enorme, ele era alto. Alto e desesperado com a mão nos cabelos da garota ajoelhada na sua frente, empurrando cada vez mais fundo seu pau na garganta dela.
A boca dela parecia um pedaço do paraíso, e parecia cada vez mais úmida e quente quando ele entrava mais uma vez, achando que aquela garota não podia parecer mais sexy e perigosa tomando tudo o que ele tinha nos lábios macios, até ver ela tocar a si mesma com a mão que não arranhava sua perna. Regina gemia por ter ele em sua boca, e pela própria estimulação na buceta, aquelas imagens indo direto pro pau dele e o deixando mais duro.
— Eu quero foder você. — Ele diz em um tom sufocado, a afastando de seu colo e enrolando a mão em seu pescoço delicado, a ajudando a se erguer do chão.
— Mas eu estava gostando. — Ela choraminga parecendo quase decepcionada, formando um beicinho nos lábios não sabia como ela conseguia parecer tão fofa mesmo naquele momento, mas ainda a jogou com força na cama, rasgando o vestido de aniversário, e sua calcinha também, a falta do sutiã nem o incomodando.
— A aniversariante tem o que ela quer ter — Ele sussurra, pairando o corpo em cima dela, as mãos muito maiores que as dela apoiadas em cada lado de seu corpo menor. — O que ela quer ter já faz muito, muito tempo.
Regina acha que vai gozar só de olhar pra Karim rolando a camisinha em seu pau com urgência, e depois umedecendo ele mesmo no buraco molhado e ansioso dela. Não conseguia nem acreditar que ele estava finalmente ali, pronto pra foder ela, os quadris se erguendo de antecipação até ele investir pra dentro dela, de uma só vez e ela soltar um gemido tão satisfeito e erótico que sentiu até o corpo dele tremer.
— Aí meu Deus, você é tão… Tão… — Foi incapaz de completar a frase, Karim tinha a mão em volta de seu pescoço e a outra mão segurando seu quadril contra o colchão, enquanto a golpeava implacavelmente com força e pressa, focado em seu objetivo de dar um presente que ela jamais ia esquecer, e aliviar tudo o que os dois tinham acumulado naqueles dois anos.
A cabeceira da cama se chocava contra a parede com o mesmo poder e brutalidade que os quadris dele contra os dela, e jurava que qualquer um naquele andar podia ouvir cada gemido, cada suspiro, cada barulho úmido e tapa que ele desferia em seus seios conforme eles balançavam descontroladamente.
Era tão bom estar dentro dela, podia se acostumar com como ela se sentia quente e apertada e molhada em volta dele, em como as mãos dela pareciam tão menores em volta da sua que a enforcava suavemente. Podia foder aquela garota por horas, mas ela era a aniversariante, e iam procurar por em algum momento.
Com um último beijo em seus lábios inchados, agarrou a cintura dela, achando muito fácil manusear seu corpo pra se sentar no colo dele, sem mover um centímetro sequer de seu pau pra fora dela.
— E eu tenho certeza que você esperou por isso também. — Ele diz ajeitando as pernas dela em volta de seu corpo, antes de abrir um sorriso quando ela sorriu também, parecendo exausta, até apoiar as mãos em seus ombros e se erguer em cima dele.
— Você não tem a menor ideia do quanto.
E não tinha mesmo, porque ela mesma não sabia o quanto queria até finalmente sentar de uma só vez em cima do pau dele, o ângulo fazendo ele parecer ainda maior e mais fundo dentro dela, causando em gemidos desesperados vindo dos dois, enquanto ele ajudava ela a se mover.
— Você é tão gostosa — Ele diz esmagando um dos seios em uma mão, movendo os próprios quadris junto com os dela. — É tão bom.
Ele soava quase realizado, e era só um incentivo pra ela. Indo cada vez mais rápido e com mais propósito, gemendo mais e mais sem se preocupar com quem poderia ouvir ou se ia ter que se explicar depois. Não queria sair de cima daquele homem enquanto tivesse a oportunidade de ficar empalada e sentir a pele dele batendo contra a sua.
Ela saltava descontroladamente em cima dele, as mãos por cima das suas que agora agarraram seus seios com força, ele incapaz de perder a oportunidade de tocá-la enquanto lhe dava a melhor sentada de sua vida. Os dois não conseguiam pensar em mais nada, nada além de gemer o nome um do outro, e pensar que, bom. Eles tinham um assunto, finalmente.
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Regina estava jogada na cama de Vishous em seu dormitório bem ao lado dele, ainda com o uniforme da Constance, os sapatos e a mochila esquecidos na porta assim que ele a deixou entrar e ela anunciou que tinha novidades bombásticas.
— Paciência é uma virtude, e a recompensa é alcançar seus objetivos enquanto um grande gostoso alcança seu útero como presente de aniversário. — Chang relatava, olhando pro teto enquanto balançava as pernas despreocupadamente. — Eu voltei pra festa com uma roupa da Sun e tava todo mundo tão louco que nem percebeu… E nem que eu andei mancando uma semana inteira depois disso. — Completou, achando graça do fato de que ninguém, ninguém mesmo, tinha percebido a falta de quase uma hora dela.
Com um suspiro, soltou uma risadinha, muito orgulhosa de si mesma.
— Parece que eu transcendi, e que meu espírito evoluiu por finalmente conseguir o que eu queria. — O tom da voz era de pura felicidade, enquanto se esticava na cama dele e se virava levemente pra ele ver o sorriso enorme em seu rosto. — Homens mais velhos estão em um patamar diferente e agora eu posso provar.
Tinha os olhos focados na parede atrás de Vishous, os pés ainda cobertos pelas meias deram um leve chute nos dele, antes dela se apoiar em um braço e deixar seu rosto pairar sobre o dele, o cabelo comprido pendendo pro lado enquanto ela sorria, muito, muito inocentemente.
— Mas só você tem uma coisa que me faria sair direto da Constance, pra vir aqui provar — E era o poder de uma amizade verdadeira e baseada na consideração e respeito, quando uma das mãos segurou o rosto dele e a boca ansiosa foi de encontro a sua, no beijo longo e quente que trocava, com frequência com… Bem, ele, seu amigo.
E se o que ela queria provar era o pau de Vishous dentro da calça de moletom, era só um detalhe, porque no minuto seguinte estava em cima dele, tocando todas as partes de seu corpo enquanto sua língua se enrolava na dele. Se o colega de quarto dele ou qualquer outra pessoa só resolvesse entrar ali, ia ter uma bela visão da bunda nua de Regina exposta por cima da saia da escola, mas não era um problema, não quando o foco dela agora era desfazer as calças dele e o tomar em sua boca.
Ela tinha um sorrisinho insolente nos lábios, enquanto as mãos trabalhavam em deixar ele duro e pronto pra ela, não tirando os olhos dele mesmo quando se acomodou entre suas pernas espalhadas e lambeu toda a lateral do pau dele.
— E você não vai me deixar voltar pra casa com vontade, vai?
E aquela tinha sido só uma das coisas que aconteceram pra valer sua idade repentina ao dormitório da faculdade no meio da semana. Como uma amiga disposta, claro.



