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Queria uma Porta
Travado
Trabalho
Acatar o ato
Não faço
Não amo
Não quero
Ocupa
A culpa, me deixa
A ânsia
Vírus dessa doença dela,
Pega.
Coisa Minha
Essa coisa em meu espelho, me cerca de uma naturalidade ilusória
Sentimentalmente evasiva
Socialmente acolhedora, mas de abraço frio e sincero
Ela me nutre, e faz nutrir. Me faz nutrir
E brinco saber de todas as coisas
Mas à falta daquilo que desprezei, me sinto só
Pérfido
Pérfido eu, me amarro
Me atrelo as cadeiras da sala
Sinto o toque áspero
Sinto a sujeira das mãos
Me ajude!
Estão me tocando
Estão me tragando!
Meu furioso desalento
Notifique a opinião própria
Retifique o senso terceiro
Te faça dependente
Se estripe à minha frente
Certifique-se da minha corte
Note-me atento
Não se aproxime
Ou beba da água
De meu furioso desalento
Sonâmbula
Sou sombra que passa impune.
Sou sonâmbula à lua cheia
Pela noite: passos de meia
Vigiado pelos sonhos
Dos que dormem à minha ceia
- Conto 63
Contemporaneidade Medieval?
“(...) reprimem com tanta veemência a praga herética a ponto de impelir muitos a se tornarem partícipes, por ódio a eles.”
- Adso de Melk (Il Nome della Rosa)
Mas amou
Veio como chuva de verão
E ficou
Como tinha que ficar
Não calmou, não acabou
Se deixou apaixonar...
Mas amou
- Conto 63