Me interessa essa vaidade costurada Entre outras peles, sobpondo dores Até que nada sobre se não uma inútil paz Confortável, pois todo ruído será exagerado Me culpam entre seus totens de beleza Clamando uma apoteose higienista Ontem muito mais rústicos E hoje, em breve mágoa doce Me contive entre tuas paredes carrascos Que encarceram e intimidam Suas cores são um transparecer denso e melancólico Evocado o desvio de carácter das autoridades Do pó aos confins do tapete persa Afogado em sua cultura cosmopolita Que idolatra as divindades Eurásias E seus sotaques caricatos matutinos O conflito-deus alimentando o debate Cabeça: As tem em conjunto de cem viúvas O coração: Possui mil soldados de fé café como limão Caralho: O desejo de controlar cus, ancas e líbidos coletivas O abandono das trapaças do ego A pomba branca que docemente cantava Era o tal urubu misterioso Voz cordialmente alterado por autotune A surpresa que não surpreende: Desavença superfaturada Elefantes brancos na sala Argumentando sob romances Os olhos de vidro olham vidrados Ao teu corpo, charme e cópula Por acaso, este é o mais específico Modelo de gestão-espiritual autoerótica?
Procaína/Faria Lima - Pierrot Ruivo














