ONWARD
Sinopse e elenco:
No enredo de Onward ou Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, em um local onde as coisas fantásticas parecem ficar cada vez mais distantes de tudo, dois irmãos elfos adolescentes embarcam em uma extraordinária jornada para tentar redescobrir a magia do mundo ao seu redor. (adorocinema.com)
Chris Pratt como Barley Light Octavia Spencer como The Manticore Julia Louis Dreyfus como Laurel Light Ali Wong como Officer Gore Tom Hollang como Ian Lightfoot
A premissa de Onward é muito boa, com certeza o filme não desaponta, mas também, não surpreende tanto quanto poderia, a Pixar é conhecida por trazer alguns dos maiores clássicos das animações nas duas últimas décadas, em vez de se aprofundar nos aspectos de sua premissa, o filme apenas apresenta um mundo superfícial, o que faz com que ele funcione muito melhor como um drama familiar do que como uma aventura de fantasia. Quem esperava ver um filme focado na relação de dois irmãos que precisam pôr de lado suas adversidades vai sair bem feliz muito mais de quem esperava ver criaturas mágicas e feitiços.
O filme deixa uma sensação de "quero mais" , mas não de uma forma satisfatória mas sim como se tivesse faltado ver muita coisa desse universo, isso por que Onward poderia se passar em um universo normal com personagens humanos sem problema nenhum, já que a ambientação que é apresentada não tem profundidade na narrativa.
Mas isso não quer dizer que a animação seja ruim, ainda é um filme da Pixar, o que significa que técnicamente e estéticamente é um longa melhor do que 90% das animações de grandes estúdios da atualidade. Porém, o filme passa pelo mesmo problema que os filmes e séries estão passando na atualidade, o roteiro escrito por Dan Scanlon, Keith Bunin e Jason Headley é que não parece ter muito interesse em ir além do óbvio, por mais que haja potencial para isso.
Já o elenco de vozes, faz um excelente trabalho, Tom Holland continua interpretando um protagonista cheio de tiques e que é, por natureza, tímido. Ainda que quebre o gelo com algumas piadas, mas é Chris Pratt que se destaca, dando um "exagero" muito necessário para transformar Barley em um personagem muito divertido, esperançoso e deslumbrado com o passado do seu mundo.
O resto do elenco também se esforça bastante, com Julia Louis Dreyfus vivendo a mãe dos garotos, uma mulher durona e muito decidida, mas que ama incondicionalmente seus filhos, Octavia Spencer tem um papel divertido e bem humorado, mas sua personagem é pouco utilizada, já que infelizmente o filme acaba não sabendo aproveitar bem seus personagens coadjuvantes.
O clímax também é um pouco anticlimático, considerando o histórico do estúdio, o drama acaba enfraquecendo ao longo do filme por conta da urgência de uma "batalha final", o que acaba sendo bem ruim já que a batalha final não é nada interessante, mas pelo menos, é uma jornada com consequências bem definidas e um arco muito excepcional para Ian e Barley.
Para quem quer ver um drama familiar da Pixar, como toques de magia, é o filmes certo, mas, para quem quer se deslumbrar em um mundo novo e rico, é melhor esperar pelo próximo lançamento do estúdio. O filme acaba sendo mais um "passeio divertido", quem sabe poderia ser melhor trabalhada em uma continuação que desse mais destaque para esse universo.
Curiosidades:
- Um dos dois elfos (Ian) lembra o pequeno Alfredo Linguini, de Ratatouille, isso por que o design dele é baseado no Joven Chef.
- Dan Scanlon, diretor e também um dos roteirstas do filme, perdeu seu pai quando era criança, por isso seu filmes é inspirado na pergunta que muitas vezes se repete no filme "Quem era meu pai?"
- A trilha sonora é composta por Mychael Danna e Jeff Danna, criadores da música do filme "The Journey of Arlo"
- É o quinto filme da Pixar que não tem humanos em sua história
" Há muito tempo o mudo era cheio de maravilhas, tinha aventuras, tinha magia. Mas não era fácil de dominar essa magia, então o mundo achou um jeito mais simples de se virar, mas eu quero muito que a magia ainda viva em vocês".













