What you waiting for: Daisy Oh
Não tem DATA, não tem CONTEXTO e a próxima atualização desse tumblr vai ser a morte de Jun Jung.
Como uma mulher adulta e consciente da própria vida e atos, a última coisa que Daisy esperava que fosse lhe acontecer em plena sexta-feira a noite, quando ela deveria estar se preparando pra dormir e pensar no descanso do final de semana, era ainda estar de pé e preocupada no meio da sala de casa. Um milhão de pensamentos passando por sua cabeça em um segundo, e nem um deles despreocupado suficiente pra fazer seu olho direito parar de tremer sozinho e a dor de cabeça ir embora.
— A senhora está bem? — Ela se lembrava bem do momento que Babe tinha à abordado no final do dia, com uma voz pequena e cheia de olhares fofos e preocupados, antes de completar. — Vocês estão bem?
Mas foi o ênfase no vocês que fez Daisy dar toda sua atenção pra adolescente e olhar pra ela meio confusa, até se lembrar que não tinha nada em sua vida, atualmente, que não passasse pelo radar daquela garota por muitos motivos.
— Se o seu vocês, a senhorita quer dizer eu e Mr. Yoon, então acho que sim. — Foi mais rápida pra responder, tocando o ombro da garota mais jovem com carinho como se dissesse que aquilo não deveria ser algo com que ela devesse se preocupar, e tudo podia ter acabado ali, bem e feliz, até aquela menina abrir a boca de novo.
— Engraçado, porque o Leo me disse…
E de repente não existiu mais paz.
Era algo que ela tinha falado? Algo que ela tinha feito? Um plano que eles tinham e ela se esqueceu? Uma carta que ela não respondeu? Um presente que ele não gostou? Um adeus que ela se esqueceu de dar ou um olá que ela nunca chegou a dizer? Quantas vezes eles tinham se beijado e se abraçado essa semana? Será que ela tinha sido afetuosa e atenciosa o suficiente? Será que ele precisava de alguma coisa?
Ela sabia do que ele precisava?
Com todas essas perguntas simples e ao mesmo tempo difíceis, ela percebe que não entende e nem tem certeza de nada. Nem sobre ela mesma, nem sobre ele e que dirá sobre os dois como um casal.
Se é que eles fossem mesmo um, afinal, quando foi que ela disse que estava pronta pra ter um relacionamento de verdade com ele, com rótulo e tudo, e não só viver todas as experiências a dois sem oficializar nada? Ah, Daisy. Você é tão burra. Tão, tão burra.
Ela podia dormir na cama que era lugar quente, se permitir chorar um pouco também e ficar deprimida até a manhã seguinte pra tentar resolver esse problema, mas sabia que não ia ter paz e se levantar no dia seguinte ainda pior do que se deitou naquela noite, então foi fazer a coisa mais desesperada de todas, que consistia em deixar sua casa em Maejig Senteo de pijama e nem uma maquiagem, apressada e sem nem olhar para trás enquanto andava por aquela rua de pedrinhas idiota até o porto atrás do primeiro barco enfeitiçado que ia ter as caras de levá-la até onde ela precisava.
E nem uma das conversas imaginárias e retóricas que ela teve naquela pequena viagem, a preparou pro momento que aquele homem abriu a porta e olhou no fundo de sua alma depois dela quase quebrar o pulso de tanto bater na madeira. Ele era tão bonito, mas parecia tão chateado também. Tinha um beicinho fofo nos lábios dele e ela precisou se segurar muito pra não beijá-lo ali e agora, porque sabia que ter uma conversa era o mais racional a se fazer, e que toque físico e amassos não iam nunca substituir tudo que ela precisava tirar do peito. Então era agora que ela abria a boca e falava… Mas como quando ela mal conseguia se concentrar com os olhos dele na altura dos seus? Olhando pra ela daquele jeito?
— Eu vim sozinha, mas não precisa se preocupar com isso, porque eu sou grandinha e sei me virar, antes que você surte e comece a ficar preocupado e me pergunte se era mesmo seguro eu andar de barco por aí a noite sem luz nem uma. — Começa seu monólogo já deixando aquela parte clara, ao abanar a mão no ar despreocupadamente, procurando na própria mente um jeito de não entregar o irmão caçula no meio das coisas que ela precisava dizer. — Eu senti que precisava te dizer umas coisas hoje, não amanhã, e nem segunda-feira, mas hoje, porque já adiei tudo isso faz bastante tempo e não acho que consigo adiar mais tempo. Não é justo com você, e nem comigo, e o que mais me preocupa é te machucar de um jeito que eu nunca vou conseguir consertar. — E ela diz aquilo com um peso nos ombros como se o erro já estivesse feito e ela não pudesse mesmo consertar, antes de continuar. — Eu sinto muito por não conseguir ser sincera e aberta com você do jeito que eu deveria, mas é difícil me relacionar com alguém tão presente depois do meu último relacionamento, onde nem um dos meus sentimentos era validado e eu me sentia constantemente oprimida por me preocupar ou querer o melhor pra alguém que claramente não tinha o mesmo cuidado comigo. Isso não é culpa sua e eu também devia deixar você saber dessas coisas, mas fiquei com medo de você assumir uma responsabilidade que não era sua… De você se sentir responsável por um casamento que não deu certo, e que terminou antes de eu conhecer você. — Será que ela estava falando demais? Não era pra essa porra ser uma confissão? Então por que ela se sente triste e prestes a começar a chorar? Porra, Daisy, você é mesmo muito ruim nessa merda toda. Mas felizmente ela percebe tudo isso rápido, e no instante seguinte se lembra do que foi fazer ali. — O ponto é que… Eu tô pronta pra fazer isso agora, sabe, e é por isso que eu vim aqui, no meio da noite, te dizer isso.
E não, não foi porque seu irmãozinho disse pra minha aluna que você estava chorando.
Alexander, eu amo você. Eu amo o fato de que não nos demos bem no começo mas ainda assim, você foi respeitoso e me aturou em todos aqueles momentos ruins até se tornar um bom amigo. Eu amo como você comprou minhas lutas antes mesmo de me beijar pela primeira vez e que sempre está disposto a estar do meu lado, me protegendo e ouvindo e dizendo que pode e vai me apoiar no que eu precisar. Eu amo quando você me avisa que está indo embora pela manhã e me assegura que vai estar a uma coruja de distância, que eu não preciso ficar preocupada com você sumindo sem me dizer pra onde vai, e que faz isso porque quer e não porque eu pedi pra você fazer. Eu amo quando seu rosto é a última coisa que eu vejo antes de dormir e a primeira coisa que eu vejo quando eu acordo, e amo como isso é suficiente pra definir se eu vou ter um dia bom… Porque desde que você entrou na minha vida, todos os dias têm sido mais do que bons. Maravilhosos, perfeitos. Completos.
Gosto do jeito que você me trata, gosto do tom que você usa pra falar comigo, gosto do jeito que você trabalha e como nunca tem tempo ruim pra ser um bom profissional e um professor dedicado e competente todos os dias. Você toma decisões como uma pessoa madura e responsável e isso faz de você um homem bom de verdade, e alguém que eu admiro muito. Você se preocupa com a sua família e isso enche meu coração de amor, porque família pra mim também sempre vem em primeiro lugar. Você é um bom filho, e um bom irmão, e um bom par e tudo o que eu preciso e quero na minha vida.
Ela se sente zonza, zonza de tanto falar e acha que vai desmaiar se não segurar as mãos dele a partir dali, então é exatamente o que ela faz, ao se aproximar da figura dele e lhe oferecer um sorriso doce, ignorando as lágrimas que rolam por seu rosto.
— Eu gosto das suas piadas de nerd, gosto quando você cozinha pra mim e gosto quando você recebe meus presentes e fica preocupado com o valor deles como se eu me importasse de te mimar com o melhor que eu posso comprar. As vezes eu acho que você é tão bom que não existe, mas aí você me prova que sou digna de receber amor de verdade, doce e gentil, e que essa vida me pertence tanto quanto eu pertenço a você. — Daisy sela os lábios dele devagar e de maneira inocente, quase derretendo no quão quente e macio aquilo é, porque tem gosto de amor e cuidado. — E eu queria que você fosse meu, mas dessa vez, de verdade e com alianças de compromisso e peças de roupas iguais e tudo mais que deixar seu coração quente e de um jeito que você se sinta amado por mim. Tudo o que você quiser, do jeito que quiser, quando você quiser.
Ela escolhe não citar a parte que é, ela também ama quando ele mama nos peitos dela, a enforca enquanto afunda o caralho fundo nela e sempre choraminga querendo comer sua buceta como um sub, porque não parece romântico e nem adequado e vai ter que ficar pra depois, mas sente que já venceu só de conseguir fazer tudo aquilo.
Torcendo muito pra não ter uma alma viva na janela vigiando sua declaração e pronta pra mandar cartas pra quem não deve.









