Annabeth Chase, Distrito 5. Desafio 4
Vou para meu quarto tomo banho, troco de roupa me deito. Dormindo tranquilamente.
Acordo está manhã, teremos o dia livre, apenas saberemos nossas notas do treinamento individual, não tinha parado para pensar, mas eu destruí o chão da capital, não acho que isso possa ser algo bom para minha nota. Mas meu plano é ser ignorada certo? Se eu tirar uma nota baixa eles vão estar tão ocupados pensando em matar quem tiver uma nota alta, e se esquecerão de mim. Mas com nota baixa ninguém vai querer patrocinar a mim. Eu poderia tirar um 6, é exatamente na metade, mas duvido muito. Levanto-me e só um par de Avox está de pé, arrumando uma mesa de café da manhã. Sento no meu sofá, daqui poucas horas vou ter que me sentar novamente aqui, e nesse momento vai mudar bastante coisa na minha vida. Eu olho para mesa e vejo que já está tudo servido, me sento à mesa e começo a comer, quando Thalia aparece junto a Vanis e Cersei. Enquanto elas conversam sobre uma tal surpresa, pelo qual não dou a mínima importância, continuo comendo.
- Amanhã é o dia da entrevista com o Caesar, vocês terão que se preparar. – Diz Thalia para mim e para Bianca. - Como vocês já deixaram claro que não serão aliadas, vamos treinar separadamente vocês, enquanto uma está com Vanis a outra está comigo.
Dou um sorriso amigável para Thalia enquanto continuo comendo, quando Thalia saí da mesa, vou atrás dela.
- Thalia, qual foi sua nota no seu treinamento individual?
- Eu tinha tirado 6, enquanto os carreiristas tiraram 10. – Ela ri.
- Mesmo que eu tire um 0, eu posso ganhar? – Pergunto com interesse.
- Você não vai tirar 0, eu confio em você, me conte o que você fez lá? – Eu reviro os olhos, e começo a falar, conto tudo para ela.
- Isso pode ser muito bom como pode ser ruim, elas podem achar que pode ajudar tendo uma pessoa com atitude na arena ou elas podem te descontar pontos, por não ter seguido todas as regras. – Ela diz séria.
- E se eu tirar uma nota muito baixa? Como vou conseguir patrocinadores? – Eu digo com medo agora.
- A capital se importa mais com um tributo simpático, que eles gostem do que uma nota boba. Eu sou o exemplo vivo disso. – Ela dá um meio sorriso para me encorajar. Automaticamente eu dou um sorriso para ela. É tão fácil ser eu mesma com a Thalia.
- Vou tomar um banho para poder estar pronta psicologicamente para minha nota.
Tomo um banho calmo e demorado, fico testando os mais diversos botões, isso poderia servir como desculpa pela minha ansiedade por minha nota. O que será que Ruby tinha feito? E Giovanna? Espero que minha aliança tenha tirado notas melhores que a minha. Sim, eu não gosto da pequenininha, e realmente queria que ela se desse mal, só para eu ter o prazer de rir da cara dela, mas como seremos aliadas, por enquanto, que pelo menos ela tenha patrocinadores, diferente de mim. Saio da banheira, e pego a primeira roupa que eu vejo na comoda. Volto para o banheiro e faço um coque, e começo a escovar os dentes.
- Annabeth, está quase começando a dar as notas, venha logo, todos estão te esperando. Isso é tão emocionante. – Diz Vanis. Claro que é emocionante querida, não é a sua vida que depende dessa nota. Pessoas da capital me tiram do sério.
- Já estou indo, Vanis, já estou indo. – Respondo sem nenhum entusiasmo.
Levanto-me e ando vagarosamente para a sala. Quantas vezes na vida você gostaria de parar e apenas voltar tudo? Quando você sabe que está indo para um lugar que pode acabar com sua vida, mas você não tem opção a não ser continuar andando. Tenho um péssimo pressentimento sobre essa nota. Sento-me no chão, e fico apenas encarando um grande tapete, vinho. Então ouço a voz de Caesar, dando as notas, eu olho automaticamente, meu coração está muito acelerado, será que eu posso ter um ataque cardíaco e morrer antes da hora? Isso soa como uma morte melhor que uma flecha no meio da testa. As notas começam a aparecer na tela como sempre os carreiristas tiraram uma nota alta, menos um garoto do 4, que tem os olhos da cor de um mar profundo, ele tirou 2. Pelo menos minha nota não será a menor, a menina loira do 3, Nicolle, tirou 6, o que é ruim, ela vai tirar mais que eu, então falam o nome de Bianca, ela tirou 4, não tenho nem tempo para ver a reação dela, falam meu nome, e eu tirei 7. EU TIREI 7? MAIS DA METADE? MAIS QUE A GAROTA QUE BRIGOU COM A RUBY? Então todos me abraçam.
- Vamos ver as notas do restante. – Digo pensando em Ruby e Giovanna.
O parceiro de distrito de Ruby tirou 10, não deve ter sido difícil para ele, ele é grande e forte, Ruby tirou 5. Sinto pena dela, ela é da minha aliança, não quero que nada de ruim aconteça com ela. E as notas vão passando, eu fiquei no meio, teve notas muitos melhores que a minha e tiveram bem menores. A Giovanna tirou 8, o que me entristece, não poderei rir dela, droga. Pelo menos a pequenininha vai ser útil. Fico vendo as notas, até que a última nota aparece, é da menina do 12, Kate Brandon, eu a vi nos treinamentos, mas não falei com ela, ela é bem bonita. Então algo me surpreende, ela tirou 1. O que será que ela fez? Talvez sentou no chão e ficou esperando ser liberada. Fico com pena dela, queria poder ter falado com ela, e agora ir falar para ela que uma nota boba não vai mudar nada. Eu iria querer que falassem isso para mim se eu tirasse uma nota dessas. Então todos me parabenizam. Olho para Bianca e digo.
- Quem vai morrer mesmo? – Saí tão irônico quanto o planejado.
Ela simplesmente vira as costas e saí. O resto do dia passa bem, nos almoçamos, ficamos a tarde livre, pelo qual Thalia e eu ficamos conversando o tempo todo.
- Thalia, você disse sobre sua irmã ter morrido, o que aconteceu com ela? – Pergunto com curiosidade.
- Sabe Annabeth, às vezes o pior não acontece na arena, e sim depois. Quando você faz algo que a capital não gosta, eles não levam na brincadeira, eles com certeza irão fazer algo contra você, eu não sabia disso quando estava fazendo minha turnê da vitória. Eu cometi um erro, minha irmã pagou por ele. Ela tinha 11 anos na época não teve tempo nem de se inscrever para a arena. – Ela me explica calmamente, e tentando parecer com quem não se importasse, mas eu vejo uma lágrima se formando no canto de seus olhos. Então eu a abraço. – Promete tentar voltar?
- Claro. Não quero dar ao luxo de um desses tributos me matarem. – Falo descontraindo o ar.
Então novamente ela fica me dando dicas, de sobrevivência na arena, o que é útil, porque a arena dela foi dividida tinha desde um deserto até uma área totalmente congelada, ela disse que se deu bem pelo clima, e me deu dicas de como arrumar alimento independente do local. O que vai ser de grande ajuda, apesar de eu saber bastante, ela me ensinou algo a mais. Depois comemos e eu vou dormir, amanhã terei muita coisa para fazer.
Acordo cedo e como de costume sento no sofá e espero. Alguém acordar também e dessa vez é Vanis que o faz.
- Ah meus olhinhos azuis já estão de pé? Está tão cedo. Mas isso é bom porque teremos um dia enorme enorme pela frente, vamos vamos, a comida nos espera.
Thalia e Cersei aparecem, e depois Bianca, assim que Bianca se senta para comer. Thalia fala.
- Vamos ter que treinar para a entrevista, primeiro eu vou ficar com a Bianca, enquanto isso Annabeth está com Vanis, depois trocamos e no final vocês irão com a equipe de preparação se arrumar e com seus devidos estilistas arrumar a roupa. Quando acabarem irão para a entrevista.
UAU, sim o dia realmente ia ser longo, e eu teria que começar ouvindo a Vanis sendo insuportavelmente chata, com aquele sotaque ridículo dela. Enrolo ao máximo na mesa, quando todos se retiram sou obrigada a ir para a preparação.
“Sente direito, postura, não incline tanto, olhe nos olhos, cruze as pernas, não fique estalando os dedos, olha seu linguajar.” Não tem com a Vanis ser mais insuportável não? Tudo que eu faço está errado.
- Não Annabeth, tente colocar um pé na frente do outro. Não fique olhando pro chão, encontre um ponto fixo e fique olhando para ele.
- Tanto faz.
- Não é tanto faz, você falou tantos “tanto faz” hoje que se eu ouvir novamente um “tanto faz” saindo de sua boca, eu mando cortarem sua língua e você vai virar uma avox. – Ela diz furiosa.
- Tanto faz. – Juro que não foi de propósito, mas recebi um olhar mortal de Vanis, acho que nessa hora ela pensou o que poderia acontecer a ela, se enfiasse meu salto dentro da minha boca. Ela respira fundo, e continua tentando me ensinar.
- Vamos Annabeth, continue andando. Só falta você andar de salto direito, já aprendeu a sentar, sorrir, falar e até sua postura está boa. – Ela fala tentando me incentivar, decido não falar que ela falhou na mesma.
- Vanis, não seria mais fácil me colocar usando um sapato? Eu não vou usar salto na arena mesmo!
- Mas você vai precisar de patrocinadores na arena e andando de salto assim ninguém vai te patrocinar, vamos se esforce mais um pouco. – Sotaque ridículo.
Quando finalmente eu sei andar bem o suficiente, ela volta a me ensinar tudo de novo! Quando estou olhando nos olhos dela, eu percebo que a Vanis não usa maquiagem, na verdade a maquiagem é tatuagem. O QUE LEVA UM INDIVDUO TATUAR A SUA MAQUIAGEM EM SEU PRÓPRIO ROSTO? Sou despertada de meus pensamentos quando ouço a voz de Thalia. Thalia minha salvadora, não aguentava mais um minuto com a tatuada da capital.
- Vanis acabou tudo com a Annabeth? A Bianca já está te esperando. – Ela diz simpática para Vanis.
- Claro claro, agora ela saberá se portar na entrevista, boa sorte com essa menininha, você vai precisar, ela é bem teimosa. – Então ela sai, eu fico sentada tirando aqueles saltos enormes dos meus pés. Sinto um alívio imediato. Como aqueles sapatos incomodam.
- Como você aguenta ela esse tempo todo? – Pergunto para Thalia, então ela começa a rir.
- Ela só quer fazer o melhor, ela só tem um jeito… – Ela para e pensa em uma palavra que possa se encaixar com aquela pessoa – diferente.
- Ela tatuou a maquiagem no rosto. Eu realmente não quero ser “diferente”. – Então ela ri novamente.
- É dessa maneira que as pessoas da capital, vêem a beleza. Mas vamos parar de falar da Vanis, temos um trabalho grande pela frente. – Reviro os olhos, terei que realmente treinar para impressionar a capital? – Todos estão falando da garota brilhante do distrito 5, a Cersei conseguiu fazer todos olharem para você, ninguém esquece que a menininha do 5 é simpática. Vamos manter essa imagem de você.
- Se eles não me patrocinarem vou sair da arena e arrancarei a cabeça de cada um, meu pé está doendo! – Reclamo, fazendo bico.
- Você pode utilizar seu senso de humor também, é algo que eles gostam. – Ela diz enquanto ri.
Passamos o resto do tempo juntas, treinando perguntas e respostas, maneiras de falar algo, e fazer com que todos se apaixonem pela garota brilhante do distrito 5. Eu não sou a garota brilhante do distrito 5, mas parece ser apenas assim que eles nos vêem como a garota que usou uma roupa. Eu sou Annabeth Chase, uma garota que lê livros proibidos, que frequenta lugares proibidos e que nunca é pega, eu sou muito mais que apenas uma pessoa que usou uma roupa e veio de um distrito, sou mais que uma garota que vai para um matadouro e será obrigada a matar outros jovens que também são mais que um tributo, que tem histórias e famílias, que tem vidas. Mas parece que a capital não nos enxerga assim. Eles estão muito preocupados em tatuar suas faces para tentar chegar ao limite da perfeição, pelo qual não existe. A maneira que nos enxergamos uma coisa, não é necessariamente a mesma maneira que outras pessoas enxergam a mesma coisa, por isso temos jogos vorazes ainda, se eu acho um absurdo colocar crianças para se matarem, a capital acha legal e só quer saber do vencedor e não da história de todos os outros, eles não querem saber como famílias de 23 crianças ficam todo ano, eles estão ocupados demais torcendo e vibrando a cada morte e chegada da vitória de seu preferido.
O meu treinamento com a Thalia foi muito melhor que o com a Vanis, e quando me dei conta, já tinha acabado.
- Venha Annabeth, acabamos aqui, você tem que comer para poder ir se arrumar com sua equipe de preparação e Cersei. – Reviro os olhos ao saber que terei que ser torturada novamente. Thalia ri da minha reação. – Cada dia você me surpreende mais, você é totalmente igual a minha irmã. - Então vamos rindo para mesa.
Eu como, e antes que possa pensar em sair da mesa e fazer minha higiene pessoal sou levada por 3 pessoas sorridentes e animadas da capital, mais conhecidos como minha equipe de preparação. E todo aquele sofrimento do dia do desfile volta, agora muito mais fraco, não tenho pelos, mas eles insistem em depilar cada parte de meu corpo, para na arena não crescer nada, porque é óbvio, se você vai morrer você vai querer morrer sem pelo algum em seu corpo. Isso não faz sentido capital, não faz sentido. Quando eles terminam, de ajeitar cada fio de meu cabelo, fazer cada unha ficar perfeita, e minha pele mais lisa que nunca, eles me dispensam, por um momento, eu pensei em pedir para minha equipe de preparação, pelo qual eu não sei o nome de nenhum deles, continuar aqui me arrumando e depilando tudo que for possível, só para não ter que encontrar Cersei, quando vou começar meu apelo, todos já se foram. Droga. Não vou poder fugir da minha estilista maluca. Droga. Droga. Então aparece o ser que chamo de estilista.
- Finalmente você vai poder usar essa roupa. – Ela diz com um sorriso de orelha a orelha.
- Nossa você não sabe quão animada eu estava para isso. – Digo totalmente sarcástica.
- Claro que você estava. Quem não queria usar um vestido feito por Cersei, a melhor estilista de toda capital? – Acho que alguém precisa de aulas sobre o que é sarcasmo. Reviro os olhos e continuo a ouvir Cersei. – Todos ainda estão comentando sobre a garota brilhante dona dos olhos mais lindos de toda Panem. Então vamos continuar pensando assim, criei uma roupa pensando exatamente assim. Essa é sua roupa.
Um vestido lindo, rosa e comprido aparece em minha frente, e nesse momento eu percebo que a Cersei é totalmente louca, isso não tem absolutamente nada a ver com a garota que ficou parecendo um vaga-lume no desfile, é um vestido normal, não vou reclamar, ficar andando igual um pisca-pisca por aí, não me agradou na primeira vez e nem agradaria na segunda vez. Cersei me ajuda com a roupa, eu coloco e caí perfeitamente no meu corpo, destacando cada parte de meu corpo, cada curva ficou perfeita naquele vestido.
- Está lindo Cersei! – Eu digo.
- Você não viu nada. Ainda! – Ela diz com um sorriso de quem está aprontando. Estremeço com aquilo, o que será que ela vai fazer? Jogar glitter na minha cabeça?
- Vou chamar a sua equipe de preparação, para te maquiar e para arrumar seus cabelos.
Em 10 minutos, estou pronta, minha maquiagem está linda, e meu cabelo está perfeito, deu vontade de jogar o salto que Vanis me obrigou a aprender a andar, na cabeça dela, o que eu estou usando é mil vezes mais confortável e com um salto bem menor. Aulas bem inúteis a sua Vanis. Sou levada para o local da entrevista. Ficamos sentadas esperando chegar nossa vez, ir lá falar algumas coisas bonitinhas deixamos a Capital gostando da gente e vamos embora, assim que acontece. Então fico sentada esperando, vejo as primeiras entrevistas. Eu serei a 10° porque Bianca irá primeiro. Só me lembro de ir falar com a Ruby, quando Bianca entra no palco. Estou nervosa, sei que ensaiei tudo, mas não sei, acho que posso estragar tudo e acabar não voltando para casa. PARA COM ISSO ANNABETH. É claro que você vai voltar para casa, você tem as mesmas chances que qualquer um, nessa entrevista. Quando está faltando um minuto para eu entrar, Cersei vai até mim, (sim, eu sou a única tributa que está com a estilista esperando por sua entrevista, ridículo) e me abraça como quem não quer nada, porém ouço um “click” ela com certeza mexeu em algo no meu vestido. Reviro os olhos, sabia que ela ia fazer algo especial nesse vestido, agora me resta esperar e ver o que ela fez. Vejo a Bianca sair do palco com um sorriso de vencedora no rosto. Sinto meu corpo ficar pesado, como se cada perna pesasse 1 tonelada, não acho que sei falar mais.
“Senhora e senhores, vamos conhecer melhor, o brilho dos olhos azuis da Annabeth Chase do distrito 5”
É agora, respiro fundo, e começo a caminhar em direção do Caesar, eu olho para baixo e meu vestido rosa e simples, agora está brilhando, sensor de movimentos, era isso que a Cersei fez, eu sabia que ela iria fazer algo, tento não parecer surpresa, mas é difícil. Legal, agora eu estou parecendo um vaga-lume pela segunda vez. Será que o Snow não deixaria levar Cersei para a arena não?
- Nossa então você continua brilhando. – Uma risada histérica saí da boca de Caesar, pelo qual está com o cabelo verde flourescente, chega doer ficar olhando para seu cabelo. Todo ano ele pinta seu cabelo com uma cor diferente. Parece que ele andou fazendo algumas plásticas a mais também, mas ele não tem maquiagens tatuadas no rosto. Em resposta de seu comentário dou apenas um sorriso simpático em concordância. – Vamos começar. O que você sentiu quando foi escolhida para os Jogos Vorazes?
- Eu fiquei com medo, medo de nunca mais poder voltar para casa e não ver meus pais e irmãs. – Na verdade eu fiquei com uma puta vontade de fugir e nunca mais aparecer, ou mandar a capital se ferrar, mas não é isso que alguém que quer patrocinadores possa falar.
- Imagino. – Pelo menos o Caesar, fingi que tem compaixão pela nossa morte, mas como eu disse, ele fingi. – Você tem algum plano para despertar o interesse dos patrocinadores para você? – Seja engraçada, seja engraçada, seja engraçada, seja engraçada!
- Vou brilhar. – Então faço um movimento com o corpo e meu vestido acende. Isso não foi engraçado. Merda. Preciso melhorar meu senso de humor. Surpreendentemente Caesar ri disso, e a Capital o acompanha.
- Você deixou alguém no seu distrito?
- Só minha família. – Parece que eu o desaponto, acho que ele queria que eu falasse que deixei namorado e amigos; Capital deixa eu lhe explicar uma coisa, eu estou indo morrer e tentar matar 23 pessoas, vocês acham mesmo que eu teria um romance? Claro que não. É idiotice.
- Como você acha que será sua vida, caso você vença? Aliás, para você vale de tudo para tentar vencer?
- Eu serei rica, e não terei que comparecer a colheita mais. – Falo sem pensar, e todos riem de novo? Eu estou brilhando ou vestida de palhaça? Gente esquisita. Lembro-me de Ruby, eu com certeza não mataria ela. E contrariando totalmente o que prometi para minha irmã respondo. – E não vale de tudo para vencer. Tenho meus princípios ainda. – Não saí irônico para minha salvação, e todos fazem uma cara de compreensão, mas não, eles não compreendem.
- Como você já deve ter assistido a muitos jogos até agora, você por acaso irá se inspirar em alguma estratégia já vista dentro da arena?
- Thalia, minha mentora, eu me inspirarei nela, não que eu tenha visto os jogos dela. Mas não é algo que não se comentem no meu distrito. – Falo sorrindo o mais simpática que posso.
- Algum tributo se tornou seu alvo? Quem? – Isso foi como um soco bem no meio da minha barriga, eu briguei com muitas pessoas até agora, não sei se devo dizer que os carreiristas são meus alvos, nem sei o que dizer. Não é justo eu não tinha treinado essa pergunta, injustiça.
- Mikaela Belikov, do distrito 9. – Só a mencionarei porque ela quis atirar uma flecha na minha cabeça. – Apenas ela. Ela é uma tributo, pelo qual eu tenho que me preocupar.
- Entendo. Falando sobre matar, sentirá remorso se matar alguém? – Outro soco. Ruby. Lembro-me novamente dela, ela foi simpática comigo desde sempre, não a mataria de jeito algum, e não sei se realmente teria coragem de matar a pequenina do 10. Na teoria é bem mais fácil que a prática deve ser.
- Com certeza, mas não falarei quem.
- O que acha das idealizadoras desta edição? Acredita que elas podem facilitar um pouco na arena? – Lembro-me de uma história dos anjos caídos, que li em um livro antigo. Contava sobre uma história sobre anjos, mesmo as criaturas que deveriam ser as mais puras e boas um dia rebelaram e viraram do mal, caindo assim do céu.
- Até os anjos, ficaram ruins e foram expulsos do paraíso. Temos sempre que manter um olho aberto. – Falo tentando fazer isso ser o mais simpático quanto possível.
- Diga o nome de apenas uma pessoa que te motiva a continuar viva dentro da arena. – Lembro-me, do estado que ficaram minhas irmãs, não tenho com escolher uma delas apenas.
- Sansa e Denna, minhas irmãs. – Digo fazendo o rosto de uma menina assustada que quer voltar para sua família. E que não deseja falar sobre isso mais. Olho para o chão. Meu Deus esses 3 minutos não acabam nunca não?
- Mande o recado para os tributos e os habitantes de Panem. – Parece que o Caesar entendeu o recado. Um recado? Um recado?
- Eu sempre venço. – Sei que minha mãe deve estar assistindo a essa hora, assistindo os últimos minutos de sua filha, decido mandar um recado para ela. - Oi mãe. – Uma seção de risos, começou, estava quase mandando todos calarem a boca quando Caesar fala.
- Senhoras e senhoras, Annabeth Chase, do distrito 5. – ACABOU. Acabou. Eu não engasguei, nem cai, nem morri. Eu me levanto automaticamente meu vestido acende. Mando um beijo, e dou um tchauzinho para a Capital. Sempre sorrindo sendo o mais simpática o possível. Se não dependesse dessas criaturas na arena, com certeza já teria mandado todos se ferrarem. Eu odeio a capital com toda a minha força.
Saio da entrevista e me levam ao meu andar. Quando chego nele, sento com a roupa brilhante mesmo, assisto o final da entrevista do garoto do 6. Então começa a entrevista da garota do 7, que tentou matar a Ruby; Em uma das conversas da mesa do jantar, ouvi dizer que ela é uma avox, não sabem se ela não fala mesmo, se foi um castigo da capital, ou se ela não quer falar. Se for a terceira opção eu realmente não entenderia o porquê, mas cada um tem sua estratégia; Caesar faz sua primeira pergunta, e recebe um sorriso irônico em resposta, não aprece que ela deseje realmente falar alguma coisa. Caesar, faz outra pergunta e a menina do 7 responde. O que me surpreende, e parece que toda capital está surpresa também. Não vejo nada de ruim com a voz dela, então ela era uma avox forçada, só resta todos ficarem tentando descobrir o por que. Os restos das entrevistas são normais, presto atenção na de Giovanna também. Quando a última entrevista acaba, Caesar aparece e fala que vai ter mais uma festa, dessa vez a fantasia, não é obrigatório ir. Com certeza eu não irei.
Do nada aparece uma Cersei sorridente com um vestido preto nos braços, reviro os olhos, então aquele dia que ela não compareceu o jantar foi para isso? E eu achando que era um minuto de paz na minha vida.
- Olha a sua fantasia. Ela é linda! – Um brilho nos olhos da Cersei, me faz pensar que não é coisa boa.
- Eu não vou ir. – Digo firmemente.
- Claro que vai. Você vai ficar perfeita nessa roupa. – Cersei diz, tão feliz, que fico pensando se ela já parou para pensar que a manequim dela vai virar adubo para terra. Parece que não.
- Annabeth, você sabe que eu só quero o melhor para você. Já que você faz parte de uma aliança não faria mal, vocês decidirem tudo que tem para decidir. E desfazer alguns inimigos te ajudaria também. – Thalia entra na conversa. Agora vou ter que ir a festa porque todos estão contra a mim.
- Tá bom eu vou. – Falo num tom cansado e vencido.
- Ebá Ebá. – Capital e seu sotaque estúpido, por que eles têm essa mania de festas? Amanhã iremos nos matar. Esqueceram disso? Eu não. – Quando soube da festa, fui direto fazer sua fantasia, ela vai ter um significado, você atualmente é uma das queridinhas da capital, isso faz você parecer inofensiva, tanto quanto sua aparência, pensei que como você vai para os jogos, talvez, não seja tão inofensiva. – Ah Cersei, você tem um cérebro nessa sua cabeça tingida de azul. – Então me lembrei de uma história antiga sobre o Cisne Negro. – Eu já sabia essa história. Eu amo minha biblioteca. Mesmo conhecendo, ouço atentamente, não é toda hora que podemos falar que frequentamos bibliotecas proibidas. – Ah história conta sobre como o cisne, mesmo sendo puro e bom, tem seu lado ruim, na história conta sendo dois cisnes diferentes, porém, decidi fazer com que seja o mesmo cisne, sendo você mesma já mostro seu lado cisne branco, seu lado negro, está aqui. – Então uma fantasia cheia de penas, linda, preta, aparece diante de meus olhos, estou boquiaberta, - Parece que você gostou. - Ela diz com os olhos brilhando.
Estou pronta e radiante, sempre que me mexo vejo penas, e têm asas, minha maquiagem está linda, parecendo ter penas em meus olhos, estou simplesmente perfeita. Fico na frente do espelho, apreciando meu vestido, e ouço a voz de Thalia.
- Vamos? – Ela aparece com a fantasia de escoteira, uma escoteira diferente, me lembra biscoito. Toda minha auto-estima vai embora com a visão da beleza impressionante da Thalia.
- Vamos. Mas e o resto? Ninguém vai não?
- A Bianca irá depois com a Cersei. – Ela diz mostrando todos seus lindos dentes brancos.
Descemos, e vamos até um andar ainda mais baixo que o centro de treinamento. Qual deve ser altura desse prédio? Não acaba nunca não? Sou desperta de meus pensamentos com uma música alta, e olho pessoas dançando e gente comendo. Tento voltar para o elevador, mas sinto o braço de Thalia me segurando.
- Nada disso mocinha. Aproveite bem a festa. A sua próxima é só quando ganhar. – Então ela pisca para mim, e saí. Acho que ela não acredite que eu vá desobedecer ela, e ela está certa. Vou caminhando direto para a pista de dança, tentando achar Ruby. Não consigo a ver. Então fico procurando por minha aliada.
Olho em volta, e vejo a avox que não é avox, do distrito 7. Como não consigo enxergar Ruby, decido ir falar com ela.
- Olá. – Digo sorrindo. Recebo um olhar de quem é você e o que você quer? Em troca. Não vou desistir facilmente. – Annabeth Chase, distrito 5, você deve ser a Carter do 7. Certo? – Ela concorda com a cabeça. - Então você não fala mesmo? – E ela balança a cabeça em concordância. – Mas por quê? – Ela abre a boca para falar algo, mas logo fecha e fica olhando para mim, eu sorrio quase que ela falou. – Eu vi sua entrevista hoje, não consigo entender porque você não fala. Sua voz é linda. – Falo sincera, ela me dá um sorriso simpático em troca. – Parece que você não vai falar mesmo, vai? – Ela nega com a cabeça. – Então nos vemos por aí. – Na arena penso. - Dou uma piscadela para ela e saio andando, deixando a bela menina do 7 lá.
Vou andando na multidão, mas fica difícil quando tem tanta gente no caminho, de repente eu trombo com alguém, quando vou ver quem é, é uma tributa, a do 12.
- Desculpa. - Eu murmuro baixo, não quero fazer mais uma inimiga aqui.
-Ah, imagina. – Ela diz rindo - eu que estava distraída… Estou procurando uma… Conhecida. Carter Jones conhece?- Ela me pergunta calmamente.
- A Avox? - Deve ter sido bem ridículo a minha pergunta, ela não é avox. Ela apenas não quer falar, ou algo parecido.
-Essa mesma - Ela diz rápido com interesse agora.
- Estava conversando com ela agora mesmo, conversando não, falando e ela me ouvindo. - Digo sendo o mais simpática o possível. - Ela está logo ali. - Então aponto para a Avox do distrito 7.
-Ah, tudo bem. Muito obrigada… A propósito, Kate Brandon.- Ela diz estendendo a mão.
- Annabeth Chase. Você é bem bonita. – Falo, ela realmente é muito bonita, parece uma fada. Aperto sua mão.
-Oh… Ahm… Obrigada. – Ela diz tímida e vermelha - Você também é muito bonita – Ela diz olhando em meus olhos, então olho para o chão, desviando seu olhar.
- Ah, obrigada. - Tenho quase certeza de que a Kate está sendo simpática, ninguém me achava bonita, nem vai achar, ou talvez seja a capital, qualquer um fica bonito perto dessas criaturas. - Então você é amiga da avox ne?
-É… Acho que sim. – Ela diz hesitando - Carter foi o mais próximo de amiga que encontrei aqui… A Capital é o lugar mais vazio que conheci em toda minha vida. – Ela parece estar com vergonha de ter falado isso, não entendo o porque, mas ela é bem legal, e parece confiável.
- Estou interrompendo algo? – A loira do 3, aparece abraçando eu e a Kate, me lembro de ver ela destruindo tudo que conseguia na Luta Corporal, e ela também brigou com a Ruby, elas realmente se odeiam. Seu nome é Nicolle.
- Oh… Acho que não. - Kate diz rindo - Aproveitando muito a provável, ultima festa de nossas vidas?- Kate pergunta para Nicolle. Parece que ela está bem interessada nos diversos drinks que não param de passar.
- Claro! E eu estou com uns planos para mais tarde, se é que me entende… E você vai me ajudar neles. – Nicolle responde para a Kate, sempre olhando para as bebidas - Está muito nervosa, Anna? - Ela pega uma bebida.
- Nervosa para que? - Pergunto inocentemente. - No momento que ela tira os braços de mim procuro por Ruby, ela não deve ficar feliz me vendo conversando com a outra inimiga dela. Só hoje já foram duas. Com sorte não acho ela, acho que ela também não pode me ver. - Não acho que seja uma boa idéia ficar bebendo Nicolle. - Falo sendo simpática, não deve ser bom entrar na arena de ressaca.
- Nervosa para a arena. Eu pelo menos acho que minha curiosidade para saber como vai ser a mesma é maior do que meu nervosismo. – Ela coloca a taça numa bandeja de um garçom - Traga mais, e dessa vez algo mais pesado… Acredite, será muito bem recompensando depois. – Ela começa a rir, talvez seja o efeito do álcool das bebidas - Vamos pensar, se eu morrer amanhã mesmo pelo menos tenha a certeza que vou morrer feliz, vou aproveitar a vida, se não morrer amanhã vou ficar conhecida como a tributo de ressaca que não bate bem da cabeça. Então prefiro beber logo e ser feliz, pelo menos pela última vez. – Ela dá um sorriso, e por mais que parece louco não quero que ela beba e se de mal amanhã.
-Bom pelo menos alguém aqui é otimista. – Kate diz e também pega uma bebida. - Então Nicolle, o que espera da arena?
- Não sei o que esperar da arena, as GMakers podem nos surpreender muito. E você Anna, o que espera?
- Não morrer. - Digo rapidamente, olhando para aquelas meninas. Como se isso tivesse possibilidade. Nicolle pega mais uma bebida, isso não vai ser bom para ela. - Kate você não estava procurando a Carter? - Digo lembrando a.
-Ah… Verdade. Acho que acabei me distraindo aqui. – Ela fala sendo simpática - Bom, acho que vou falar com ela. Vemos-nos… – Penso logo, no banho de sangue, acertando uma flecha na sua cabeça, ela deve ter pensado o mesmo. - Nos vemos por aí. Gostaria de “conhecer” a Carter, Nic? – Elas já se conhecem, quando brigaram com a Ruby, elas estavam juntas. Mas prefiro não comentar nada. - Tenho impressão que vocês irão se dar bem. – Ela diz sorrindo, então elas se vão. E novamente volto à procura de minha aliada.
Desisto depois de 10 minutos, isso está muito cheio, e tem várias pessoas bêbadas ou drogadas. Então parei em um canto da festa e fiquei lá vendo, tinha tributo beijando pessoas, tem que ser muito idiota para achar uma distração, antes da arena. Então ouço uma voz familiar perto de mim.
- Então parece que você não está brilhando tanto na festa. – Liz diz.
- É agora em vez de árvore de natal, sou um cisne. Acho que vocês já sabem a história do Cisne Negro. – Digo para as duas meninas lindas, e aparentemente inofensivas, é, as aparências enganam, e a delas também nos deixam sem ar, elas são lindas.
- Sabemos sim, e é assim que queremos você na arena, depois de ter sido a cisne branco aqui na capital, na arena vai ser sendo a negra que vai lhe salvar. – Gabs diz, dando uma piscadinha no final.
- Queremos os jogos mais marcantes que a capital já teve. – Liz completa, a mensagem que a Gabs deixou.
- Se depender de mim vocês terão. – Digo dando um sorrisinho irônico. Elas começam a rir e saem, eu queria poder saber o que passa na cabeça delas, elas parecem ser tão fáceis de entender, mas se você parar para pensar, você nunca sabe o que elas pensam.
Vejo umas bebidas marrons, em caixinhas, escritos toddynho, as caixinhas estão bem longe das outras bebidas, vejo que ninguém a está tomando, decido tomar um gole para ver se tem álcool, e por mais incrível que pareça não contém álcool, e sim tem gosto de chocolate quente, a diferença é que estão gelados. Tomo uma caixinha e saio em busca de Ruby. No meio das pessoas vejo o garoto do 6, junto com uma menina do 2, e Giovanna. O menino do 6, parece estar discutindo com a Gi, isso me deixa incrivelmente estressada; Ele parece ser um gigante perto da minha pequena aliada; Então ela saí correndo para o banheiro, parece estar chorando. Num impulso vou correndo até ele.
- O QUE VOCÊ FEZ COM A GIOVANNA? – Eu grito com ele, ele parece estar preocupado com algo, não me importo.
- Eu não fiz nada. – Ele diz calmamente.
- CLARO QUE VOCÊ FEZ, PORQUE ELA SAIU CORRENDO DAQUI? O QUE VOCÊ FEZ? – Digo muito irritada, com se alguém tivesse me batido, mesmo que não tenham feito nada. Digo a última frase pausadamente.
- Já disse que não fiz nada. Calma. – Ele diz tentando me acalmar. Num impulso, idiota e ridículo, eu soco sua barriga, e parece que não é só os distritos 1,2 e 4 que andam treinando, a barriga dele machuca minha mão, em vez de ao contrário. Ele segura minha mão, tentando não rir e diz.
- Eu, não fiz nada, a menina do 2 que estava aqui, tentou dar álcool para ela beber, eu apenas impedi. – Ele me solta. – Se acalmou? – Ele diz ignorante, se não fosse minha mão continua doendo eu dava um chute nele. Afirmo com a cabeça. Então ele me solta, minha mão está doendo mas não está quebrada.
- Vou atrás da Giovanna. – Olho para o lado e vejo Ruby. Quando ela chegou? Eu não sei.
- Eu também vou. – Então viro as costas, e saio para o banheiro logo atrás de Ruby.
Batemos na porta e ouvimos uma voz chorosa do outro lado.
- Está ocupado! – Giovanna diz
- Gi somos nós! – Ruby diz.
- Abre essa porta! – Eu digo, eu machuquei minha mão por ela, o mínimo que ela poderia fazer era abrir a merda da porta. Ela nada responde, não é a toa que ela veio do distrito das vacas. Ruby continua batendo, até que finalmente ela cede e abre.
- Fechem a porta. – Ela diz fungando sentada no chão. Então vou fechar a porta enquanto Ruby pega uma toalha, Ruby senta ao lado de Giovanna, então sento também.
- Vimos você vindo para cá. – Diz Ruby enquanto entrega a toalha. – E Bright nos contou o que houve. – Depois de machucar minha mão, completo mentalmente. Então Bright é o nome do garoto do 6? Informação inútil.
- Bright? Vocês o conhecem? – Ela pergunta, ainda com voz de choro.
- Na verdade – Diz Ruby. – Ele é nosso aliado. – NOSSO ALIADO? ELE É NOSSO ALIADO? SÓ PODEM ESTAR BRINCANDO COMIGO, ISSO ERA PARA SER BOM PARA A GENTE, E NÃO COLOCAR ELE COMO NOSSO ALIADO. Olho para Giovanna e ela está tão surpresa quanto eu. A diferença que parece que ela vê isso como algo bom, eu vejo com minha morte instantânea.
- Nosso aliado? Por que não me contaram? – Ela não parece ruim, mas parece estar se sentindo excluída, na verdade ela deveria estar sendo, eu ainda continuo não gostando dela, muito menos confiando.
- Foi meio de última hora. – Diz Ruby meio sem graça. – Isso não importa. Você bebeu alguma coisa? – Ruby pergunta preocupada. Reviro os olhos.
- Bebi ponche. – Legal, agora além de ter que ter dois aliados em quem não confio, terei que ter uma aliada de 12 anos de ressaca. Viva. Não teria nada que eu desejasse mais. Eu ainda tenho o sarcasmo na minha vida, mesmo indo morrer, que coisa bela Annabeth, que coisa bela. – Por conta própria. – Ela completa, o que é bom, pelo menos ela não encheu a cara, igual a Nicolle deve estar fazendo nesse exato momento. – Eu mesma peguei. Não bebi mais nada. Bright chegou antes… De eu beber aquilo.
- Ainda bem. – Ruby está aliviada. – Eu te avisaria, mas não te encontrei durante a festa. – Ela não me avisou, mas é claro que eu não sou besta de entrar numa arena de ressaca.
- Você não vai falar nada não é? – Ela fala comigo. – Você não se importa. – Isso foi como uma facada, eu me importo, eu acho. Eu não teria feito aquilo tudo se não me importasse. Dou de ombros, então uma lágrima caí de seus olhos, e doeu, uma dor que não posso explicar, preferiria nunca ter a feito chorar, num impulso doentio, sento mais próximo à ela, e limpo a sua lágrima, e a abraço. Não sei o que deu em mim. Eu tenho que odiar ela, não me importar com ela. Tenho que parar de ter esses impulsos. Mas o abraço está tão bom, com cheiro da minha casa, que me nego a sair dele.
Ficamos abraçadas, até a Ruby pigarrear bem alto, eu a solto e pigarreio também, como se nada tivesse acontecido, Giovanna me imita.
- Não podemos ficar aqui até o final da festa, não é mesmo? – Ruby diz, me dando a mão para me ajudar a levantar, aceito, mas Giovanna se nega a levantar.– Não vamos te deixar aqui. Levante-se.
Ela levanta, e limpa seu rosto, quando saímos Ruby diz para Giovanna não beber nada.
- Estou com sede. O que faço? – A loirinha diz.
- Bebe algo em seu andar, mas não pegue nada daqui. – Ruby responde.
- Não vou subir agora. E estou com muita sede! – Giovanna parece uma criança mimada. Reviro os olhos, e me lembro dos toddynhos.
- Toma, beba isto. – Entrego um Toddynho à ela. Então tudo fica silêncio. Fico esperando Giovanna terminar sua bebida.
- Venham. – Diz Ruby. Parece que Giovanna não ouviu, ela deve estar perdida no mundo da cabeça dela.
- Giovanna, venha. – Eu a chamo
- Aonde? – É, ela realmente estava perdida nos seus pensamentos.
- Ruby está nos chamando.
Seguimos Ruby, no caminho aparece Bright, sinto uma vontade louca de socar sua cara, mas decidi que ignoraria esses impulsos idiotas. Ele pergunta se a Giovanna está bem, ela o ignora, dou um sorriso de lado, com a reação da pequena Gi, boa menininha boa, estou começando a gostar um pouco mais de você. O casal do 6 vai nos guiando, para um lugar que eu não sei ainda.
- Aonde vamos? – Giovanna pergunta.
- Conversar. – Responde Ruby. – Fora daqui.
Somos obrigadas a passar perto dos Carreiristas, incluindo a menina do 2 que ofereceu álcool para Giovanna, ela implica um pouco com coisa como “está com sede?” “quer beber algo?” “essa bebida é boa” Eu ignoro, Bright também, Giovanna fige que não se importa, mas Ruby parece não fazer o mesmo.
- Vão na frente. – Diz Ruby. – Encontro vocês lá.
- Tem certeza? – Pergunto segurando o braço de Ruby. Não é preciso mais brigas antes da arena.
- Tenho. – Ruby se solta e vai em direção de Lola. Penso em ficar com ela, mas ela me mandou ir, e ela não gosta muito de ser contrariada. Olho para o lado e vejo Gabs beijando um garoto bem bonito. Então volto a prestar atenção na minha aliança.
Bright continua a nos guiar, entramos no elevador e vamos para o 6° andar. Olha que situação maravilhosa para mim. Quando chegamos está tudo escuro, Bright acende as luzes, e fala para nos sentarmos no sofá enquanto esperamos por Ruby. Depois de silêncio interminável a Ruby saí do elevador, ela está descabelada, mas não parece machucada, pergunto se está tudo bem e recebo um sim em resposta. Decido não insistir. Ruby explica como Bright entrou na aliança, mas parece que ela está escondendo algo, tampouco Bright disfarça. Não gosto dele, não que não confie ou algo assim, apenas não sei se é o certo.
- Vocês concordam? Concordam em ter Bright como aliado?
- Não. – Respondo sem pensar. E começa uma briga, e parece que todos estão contra a mim. Percebo que não conseguirei ganhar, desisto de discutir. – Está bem! Eu aceito esse garoto na aliança! – Giovanna que até agora não tinha se manifestado, apenas concorda com a cabeça. Bright dá um sorriso para mim, eu em troca faço uma careta, isso é muito infantil eu sei. Então faço um discurso sobre estratégias, e confiança na aliança, todos concordam e fazemos um juramento de confiança total, parece que Bright está surpreso com o que eu fui capaz de falar, em troca dou sorrisinho irônico e vencedor.
- Alguém tem algum plano? – Pergunto. Então começamos a falar sobre estratégias, e arrumamos um belo plano para o banho de sangue, e para arena, cada um fala sobre seus pontos alto, e percebemos que temos uma aliança muito bem equilibrada. Está bem tarde então falo para irmos dormir, afinal ninguém quer ir para a arena com sono, então eu e a Giovanna vamos para o elevador, olho para ela e vejo sua expressão apavorada, quando chegamos ao 10° andar eu sussurro na esperança dela não ouvir um “Está tudo bem anjo, ficaremos bem.” Ela dá um sorriso em resposta. Droga, ela ouviu. Ela fica dando tchau até a porta se fechar completamente. Então percebo, eu estou começando a gostar da menina do 10, não, eu não posso gostar dela.
Sou a primeira a chegar ao meu andar, vou andando em meio á escuridão, até chegar ao meu quarto, que acende automaticamente quando entro. Vou ao banheiro e tomo banho, faço minha higiene, e vou dormir. Não estou conseguindo dormir, e tudo que aconteceu hoje fica passando em minha cabeça. Amanhã na arena, terei que pedir desculpas para Bright, ele não fez nada de errado, apenas ajudou e eu, em troca agi como uma criança mimada. Em meio aos meus pensamentos eu caio no sono.
* Roupa Entrevista (x)(x)(x)(x)(x) Cabelo (x)
Festa (x)(x)(x)(x)