Annabeth Chase, distrito 5. Desafio 10 (Final)
Acordo com dores no meu corpo. Onde eu estou? A última coisa de que me lembro é Carter se sacrificando por mim na chuva de meteoros.
"A chuva de meteoros tinha começado, e nosso único plano era correr. Afinal o que poderíamos fazer? Pegar uma das facas de Bright e enfrentar uma centena de meteoros caindo em cima da gente? Era estúpida essa ideia de ter meteoros justamente quando saímos do abrigo. Foram maravilhosos dias calmos; era óbvio que as GMakers fariam algo.
Desviávamos agilmente dos meteoros até que um veio em minha direção, e quando eu desviei, caí. Logo outro vinha em minha direção. Era isso, é assim que acabaria, depois de tanto tempo na arena morreria numa chuva de meteoros. De repente uma força me joga para o lado, me salva. Era Carter, a avox do 7, minha nova aliada. Não tive tempo para agradecer Carter, o canhão já tinha soado, marcando a morte da minha salvadora, e com esse pensamento tudo escureceu."
Carter havia se sacrificado por mim, ela morrera por mim. Eu não merecia isso, ela tinha que ter ganhado. Até agora eu não tinha matado ninguém com minhas próprias mãos, mas tinha matado duas pessoas indiretamente. Se não tivesse a ideia de montar armadilhas, Ruby nunca teria enfrentado os bestantes e morrido; se não tivesse caído, Carter nunca teria tentado me salvar e nem morrido também. Eu sou uma assassina.
Tomei coragem e abri meus olhos. Bright rapidamente se virou, como se estivesse escondendo algo de mim. Eu acabei de acordar, cara, para com isso. Bright era assim, parecia fazer o possível para me irritar, ele parecia gostar do fato de conseguir me tirar do sério, mas uma coisa que eu nunca admitira em voz alta era que eu tinha aprendido a gostar de Bright.
Levanto-me e tento ajeitar o meu cabelo, como se fosse possível. Não tenho água nem para beber, quanto mais para um luxo próprio, que é a beleza. Enquanto Bright estava se arrumando, eu encarei o céu artificial da Capital, as nuvens tão brancas, o azul tão perfeito, tudo perfeito demais, mas nada real. Eu sinto falta do meu céu, o meu céu do distrito 5.
-Vamos? – Bright me tira de meus pensamentos.
- Vamos. Bright, alguém morreu enquanto eu estivera apagada? – Bright parece assustado, e isso não me parece boa coisa, ele nunca apresentava medo. Algum de ruim estava para vir. - 3 pessoas morreram, tirando Carter. – Isso nós deixava entre os 5 últimos. Era maravilhoso. Fazia um tempo desde que alguém do distrito 5 estivera tão perto de ganhar. - Quem morreu? - A menina do 9 e a outra do 8. - E? Está faltando uma. Bright eu sei que você é burro, mas nem tanto. - Giovanna.
Vazia… era assim que eu estava me sentindo. Não sentia nada, era como se uma parte de mim tivesse sumido, como se uma parte de mim tivesse morrido. Involuntariamente lágrimas desciam pelo meu rosto, e eu soluçava. Não conseguia sentir minhas pernas, então eu simplesmente desabei no chão. Sinto Bright em puxando e me abraçando.
Giovanna tinha morrido. Eu vou me vingar, não importa em quem for. Eu vou vencer isso, não por mim, mas por Gi. Se eu descobrir que fora um tributo quem a matou, vou fazê-lo ter a pior morte que alguém pode pensar. Agora sim os jogos vão começar. Limpo minhas lágrimas e me a forço parar de chorar.
- Vamos Bright, vamos vencer isso pela Gi.
Antes que Bright possa responder algo, sinto o chão tremer, e logo outro tremor. Ótimo, agora um terremoto, na arena, o que mais falta? Um apocalipse zumbi? Um tremor mais forte e Bright me abraça na esperança de me proteger. Um sorriso involuntário se abre no meu rosto com esse pensamento, quando sairmos daqui eu vou para o distrito 6 viver com Bright, ele agora é minha família, minha esperança, nada vai poder me separar dele, absolutamente nada. Nem mesmo a Capital. Por cima do ombro de Bright, vi algo ridícula e estupidamente absurda acontecendo, muros saindo no chão e fechando a arena. Imagine você, depois de passar tudo que passei na arena, ainda surgem muros enormes, enormes mesmo, e te levando para algum lugar desconhecido. Como qualquer pessoa sensata, eu tomei a decisão mais correta: corri desesperadamente. Não havia tempo para Bright argumentar com algo estúpido que ele falaria, ele apenas corria próximo a mim.
O cenário aos pouco se transformava, primeiro virou uma floresta gigante e com aparência de assustadora, e depois apareceu o mesmo rio que tinha na cornucópia. Quando chegamos no rio, as muralhas pararam de se mover, mas algo tão aterrorizante apareceu. Os outros 3 tributos restantes também estavam lá. O menino do 1, que não faço a mínima ideia do nome, e as duas meninas do 11, que me recordo serem Collen e Helena, apenas me lembro pela entrevista ridícula delas. Inventar de serem irmãs, apenas as criaturas estúpidas da Capital para acreditarem nesse showzinho ridículo. Aparentemente eles estavam juntos como uma aliança, ou seja, era a final. E eu estava com Bright na final.
Bright se posicionou a minha frente e pegou duas de suas facas. Ele era a força, eu era cérebro. Preciso pensar num plano. Vamos analisar os inimigos.
Collen: Menina pequena e fraca, deve ter uns 12 anos. Ela parece estar com medo. Alvo fácil. Tem um par de adagas na mão. Helena: Alta e magra, não parece muito forte, mas é maior que eu. Tomar cuidado. Ela parece estar ansiosa para matar, mas está esperando a iniciativa de alguém. Ela tem um tridente e uma mochila. Menino do 1: Forte, alto e amedrontador . Ele foi criado para matar, se ele não ganhar isso é por pura estupidez. Ele tem algumas facas, um tridente e uma mochila. Não vai ser nem um pouco fácil mata-lo. Bright terá que fazer isso para mim. Lembro-me de Thalia falando: Eles são muito orgulhosos e se acham os melhores, isso sempre vai ser um ponto fraco deles, use ao seu favor.
- No treinamento, eles ensinaram sobre pontos fracos, Anna. Se lembra? Pense nos seus, e não deixe eles perceberem quais são. Use a faca que eu te dei, fique o mais longe que puder, não se aproxime… Foi uma honra. – Bright sussurra para mim. Tenho vontade de gritar “não seu estúpido, eu estava planejando nosso plano”. Mas era tarde, ele já tinha atacado o trio à frente.
Helena e Leo automaticamente correm para enfrentar Bright entrando realmente num campo de batalha. Collen parecia estúpida e assustada demais para fazer algo. Corro para atacá-la.
Eu me jogo em cima dela e a derrubo. Fico em cima da garota, segurando suas mãos com as adagas. Collen fica se debatendo, tentando me tirar de cima dela, mas é fraca demais. Seus olhos parecem um poço de medo. Por um segundo penso em deixá-la sair, mas me lembro que não tiveram pena de Giovanna. Então, por que deveria ter de alguém? Solto uma das mãos da menina e pego uma de suas adagas, mas ela consegue virar e ficar por cima de mim. Collen dá um sorriso vencedor, mas como aconteceu anteriormente comigo, ela teria que soltar uma de minhas mãos para me atacar. Era óbvio que ela não percebeu o erro que fez e soltou minha mão. Não perdi tempo e rolei com a menina do 11 pelo chão da arena, até a cabeça de Collen bater numa pedra; o impacto não fora forte para faze-la desmaiar, mas ela ficara tonta, rapidamente peguei sua outra adaga. Imobilizo a menina e me preparo para dar um golpe nela. Não Annabeth, ela é tão pequena e indefesa. Você seria um monstro Annabeth, você teria matado alguém.Eu não posso matá-la, meu subconsciente está certo, é o que vou fazer. Olho para o lado e vejo o corpo de Giovanna ensanguentado e morto. Eu sei que não é ela, mas isso só me lembra que todos somos monstros aqui. Sem pensar mais acerto a adaga de 12 cm na região do fígado de Collen; por motivos óbvios: o fígado é o órgão que passa 1,5 litros de sangue por minuto, pelo tamanho de Collen ela deve ter 4,5 litros, em aproximadamente 3 minutos ela estará morta. Um lado meu quer correr e sumir daqui, mas outro me obriga a continuar a ‘esfaquear’ a menina com sua pobre adaga. Faço um corte com a letra G, em homenagem à Gi. A última coisa que Collen faz é soltar um grito abafado. Depois, seus olhos perdem a vida. Levanto-me e chuto a cabeça da menina fazendo bater na pedra novamente. E ouço o canhão soando, a primeira morte da grande final tinha acontecido.
Viro-me e sou surpreendida por Helena, que pula em mim para me derrubar. Sou imobilizada por ela, seus pés prendem minhas mãos, e suas mãos estão me enforcando. Tento pedir socorro para Bright, mas ele está muito ocupado lutando com Leo. Debato-me e faço tudo que posso para tentar tirar essa vadia de cima de mim, mas ela é muito pesada. “Bright, por favor”. Não consigo mais respirar. Estou sem ar, minha visão está escurecendo; junto minhas últimas forças numa tentativa de livrar minha mão, mas falho. Não tem mais jeito, eu vou morrer. “Bright, vença isso por mim”. Como uma resposta ao meu pensamento, sinto o peso de Helena saindo de mim. Duas opções: ou eu morri, ou alguém me salvou. Abro os olhos torcendo para não ver a tão famosa luz, mas o que vejo é Bright segurando Helena e esfaqueando a menina por trás. Helena passa a cuspir sangue. Depois de recuperar as forças e voltar a respirar, levanto-me a procura do menino do 1, então o vejo: pronto para acertar seu tridente nas costas de Bright.
- Bright, atrás de você! – Gritei o mais alto o possível.
Meu aliado se virou e rolou para longe do ataque. O tridente acertou em cheio a barriga de Helena. A última coisa que se pôde escutar da menina foi um grito como “Seu estúpido!”. O canhão soou marcando mais uma morte.
Era isso, eu e Bright contra um carreirista. Talvez, na melhor das hipóteses, poderíamos ter alguma chance. Bright tinha algumas de suas facas, eu tinha as duas adagas de Collen. O tridente de Helena tinha se perdido sabe-se lá onde, e o menino do 1 estava com todas suas armas ainda.
Dessa vez quem tomou iniciativa foi o carreirista. Com seus olhos de gelo, veio correndo em nossa direção. Bright mirou uma faca e atirou, acertou o braço do menino e saiu correndo para enfrentá-lo. Antes de eu poder tomar iniciativa para atacar e ajudar Bright, vi um paraquedas chegando com algo grande. Sem pensar duas vezes, corri na direção do objeto.
Enquanto eu ‘fugia’ da briga, podia ouvir gritos de dor e sons de uma verdadeira batalha. Eu só esperava que Bright estivesse vencendo. Quando cheguei na dádiva, tomei um grande susto. Na final você não espera receber uma dádiva, e se receber, imagina algo pequeno, mas na verdade era uma espada. A minha tão desejada e esperada espada. Larguei as adagas e peguei meu novo presente, mas não tive tempo de ficar admirando aquela preciosidade. Corri para a luta a tempo de ver Bright levando um último golpe do tridente do menino do 1.
-Bright!
As palavras escapam da minha boca em forma de grito. De repente, tudo fica embaçado de tal maneira que não sei dizer se são meus olhos ou apenas uma mutação da arena. Bright estava morto. Meu aliado, que esteve ao meu lado todo esse tempo, dentro e fora da arena, está morto. Ele que quando eu brigava com ele, ele apenas dava seu sorriso torto e me fazia esquecer que estava irritada com ele; Ele que quando eu chorava me abraçava e dizia que iria me proteger; Ele, que quando eu achava que estava tudo perdido, que não tinha mais espaço para mim nos jogos, me fazia achar esperanças. Ele que foi meu herói na Terra, e agora vai ser meu anjo no céu. Ele está morto. Assim como Giovanna. Assim como Ruby. Assim como Carter. Todos mortos.
De relance, vejo o carreirista se aproximando de mim, mas não me movo de imediato. Fico perdida demais pensando em como tudo ficou tão ruim de repente.
Primeiro, perdi Ruby para a Capital. Depois, tiraram Giovanna de mim. Logo, Carter fora tirada de mim novamente pela Capital. E agora, ele levou Bright. Eu perdi tudo: perdi o conforto da minha casa, perdi meus aliados, perdi para a Capital. Mas tenho pelo menos uma vantagem: quando lhe tiram tudo, você não tem mais nada a perder.
A única coisa que sobrou para ser levado também é minha vida. A questão é: eu vou permitir?
Abro os olhos e limpo as últimas lágrimas do meu rosto, agora a menina fraca do distrito 5 vai matar um carreirista. Como uma resposta irônica para meu pensamento, Leo joga uma de suas facas e acerta minha perna. Caio no chão com a dor, e minha única esperança de sobreviver a essa luta voa para dentro do rio. Ótimo, estou sem minha espada, machucada, as adagas de Collen estão longe e o tridente da Helena sumiu; para melhorar a minha luta, que era para supostamente eu vencer, o carreirista tem todas as suas armas. Viva.
“Annabeth, lembre dos pontos fracos, qual é o ponto fraco dos carreiristas mesmo?” A voz de Bright ecoa pela minha cabeça, como se ele ainda estivesse ali comigo. “Eles são arrogantes, e se acham melhores que todos.”Era isso. Levanto-me rápido apesar da dor e falo para o menino ouvir.
- Sabe, eu ouvi dizer que você tem uma péssima mira. – Um olhar de ódio vem em minha direção. E ele joga mais uma faca, e erra. – Parece que estavam certos. – Rio dele e em troca uma faca vem em minha direção, com um movimento rápido, e doloroso, desvio facilmente da lâmina.
O carreirista parece que ficou com o ego tão machucado, que em vez dele tentar me atacar fisicamente fica errando todas as suas facas. Ótimo, ele está perdendo suas facas, porém tem ainda um tridente e eu nada, a não ser a faca que ele me acertou. Ele joga a última faca e erra, me abaixo e pego a mesma, me levanto e vejo um vulto correndo em minha direção. Sem pensar vou em direção dele. Ele faz o primeiro ataque, eu desvio da investida e tento segurar sua mão. Sem pensar duas vezes acerto no maior ponto fraco masculino, o seu órgão genital, com uma forte joelhada, e logo acerto uma facada em sua mão, ele solta o tridente, mas minha faca cai junto e eu chuto para longe as duas armas. Menos uma arma, agora estamos de igual para igual.
“Você é pequena e não tem força, você tem que usar o cotovelo e joelho.” Parece que o treinamento não foi tão inútil. Dou uma cotovelada na costela dele e uma joelhada em sua barriga.
Não adianta ficar só batendo, para vencer ele precisa morrer. Eu preciso pegar minha espada, ela não deve estar tão longe do rio. Sem pensar no que pode acontecer, tento atravessar o rio para pegar minha espada, ela caiu por aqui, tenho certeza, eu vi. Leo está se recuperando da boa surra que dei nele, eu acho pelo menos.
Se você está pensando que encontrar algo no rio é fácil, está enganado, você nunca encontra nada, apenas pedras e terra. De repente sinto o carreirista empurrando minha cabeça para debaixo d’água.
Estou sendo afogada, tento chutar e bater no menino do 1, mas não tenho força nem para respirar. Tento controlar meus batimentos cardíacos mas eles estão acelerados demais e não sinto mais meu corpo.
É isso, eu vou morrer agora. E de que terá adiantado minha vida? Eu não tive amigos no distrito 5, minha família nunca foi realmente unida, minhas únicas amigas morreram, Ruby por bestantes, Carter por uma chuva de meteoros idiota e Gi eu nem sei realmente a razão que ela morreu. Bright, eu realmente nem sei o que sentia por Bright, vi ele morrer na minha frente e não pude fazer nada, eu não queria que Bright me deixasse, eu queria que ele estivesse aqui e me salvasse como ele sempre faz. E todas as meias palavras que eu disse? E ainda existem as palavras que eu não disse. E tudo que eu queria fazer e não fiz?
Eu vejo tudo escurecendo e quando a visão volta, vejo Giovanna deitada no meu colo enquanto afago o cabelo dela. Bright está do meu lado me abraçando, Carter está provavelmente discutindo com Ruby. Eu estou cantando alguma música para Gigs. Do nada a cena para, Carter vira para mim e diz: “Vá lá pequeno gênio, ganhe isso por nós, honre-nos.”.
Tudo escurece e a cena desaparece, o que vejo é novamente estou dentro do rio. Eu estava morta? Estava querendo voltar, ou estava só delirando? Um brilho prateado me chama atenção, eu estico bem a mão e quase alcanço, junto as últimas forças e vou um pouco para frente e descubro que o brilho, era minha salvação. Era minha espada.
Pego a espada e num golpe rápido acerto o braço do carreirista. Ele me solta e eu posso finalmente respirar, sinto o ar queimando meus pulmões. Quanto tempo se passou? Não deve ter sido muito, eu ainda estou viva.
- Você vai morrer. Assim como eu matei Bright, e sua amiguinha cachorrinha, aquela loira estúpida. - FOI VOCÊ QUEM MATOU GIGS? SEU ESTÚPIDO. COMO VOCÊ CONSEGUIU? - Do mesmo jeito que você matou Collen. - ele olha para o corpo caído de Collen. - Você vai pagar pelo que fez à minha Gi, e pelo meu Bright.
Então corro para atacá-lo, e ele não desvia, na verdade ele tira um facão que estava escondido e eu não vi. Ele tenta dar o primeiro ataque, mas o facão não é uma arma muito boa para atacar assim, então ele só rasga meu casaco. Eu retribuo com um golpe em seu braço e ele me acerta na perna, perto do antigo corte e toda dor volta. Eu preciso desarmá-lo. Com esse pensamento, faço um golpe para tentar desarma-lo: finjo que vou acertar sua barriga, e quando ele vai se defender, eu acerto sua mão fazendo um belo corte. Então, ele deixa seu facão cair. Ele tenta abaixar para pegar o facão, mas sou rápida e com um golpe ligeiro acerto seu ombro, fazendo-o cair. Com o pé, jogo o facão para o rio. Para ele pegar seu facão terá que passar por mim, e dessa vez acho que ele está sem arma. Eu acerto sua perna esquerda, e ele berra de dor. Enfio minha espada em seu pé, que atravessa com certa dificuldade. Eu tiro minha espada, e vejo-o desesperado de dor, se fosse antes acho que nunca me perdoaria, mas ele é um sanguinário estúpido. - Isso é pela Gi. – Um golpe certeiro em seu rosto, ficando um grande corte em sua bochecha. – Isso é pelo Bright. – Um golpe eu arranco sua orelha esquerda. Um grito de dor, e logo depois eu chuto seu órgão genital novamente.
Um berro de dor sai da boca do menino, e nessa hora eu decido parar com o joguinho, minha perna dói demais para ficar nisso. Com um golpe rápido e forte em seu pescoço e sua cabeça rola. O canhão soa marcando sua morte. A voz de Liz ecoa pela arena.
- Senhoras e senhores, conheçam a vencedora da 64º edição dos Jogos Vorazes. Annabeth Chase, do distrito 5.
Um grande aerodeslizador aparece, para eu subir e sumir desse inferno chamado arena, mas em vez disso corro na direção de Bright. Me apoio sobre ele, e deixo todas as minhas lágrimas descerem pelo meu rosto.
- Bright, volta para mim, por favor. Não se vá, não me abandone.
Em resposta uma leve brisa vai pela arena, como se fosse Bright ainda me abraçando e me prometendo que estaria aqui comigo.
- Eu não vou te esquecer nunca, meu herói. – Desço meus lábios em sua testa e um beijo se forma.
Era isso, Bright sempre estaria vivo em meu coração, finalmente eu descobri o que sentia por ele. Tento segurar minhas lágrimas e falo num sussurro quase inaudível.
- Eu te amo.










