O inferno é um outro eletrodoméstico Domesticado ao deus desuso Desencarnado do seu corpo E compensado como um acessório O perfume destilado Escorria em uma cor esverdeada Brilhando entre metais letais E novamente, decoração de minha salada Tão raso como a cobra coral Tão rasteiro como o anjo da guarda de Caim Meu nome entre as patas da viúva-negra Meus braços em longos abraços, serviam-na de xale Vens ardido como o desejo Moldando romances com argilas Concebendo rosas sabor concreto Para a multidão paulista toma-la como sua Não me prendo aos advinhos Que confundem cérberos com traças, Carrapatos com ócio de amante Enfim, o remorso como agenda populista O doutor e as garrafas Todas elas enfileiradas com bulas Que desceriam descarga abaixo Para serem capturas as margens da marginal Sou eu o mesmo advinho Mal falado por fabricantes de águas minerais A nova medida que cruza com o óleo e o ama Abarrota revoltas de papéis como quem desamarra cadarços Vai na paz como o inimigo que és Aposte regras, cafés e rezas Que a chuva que oxidara teus pés Era a providência divina aos teus pensamentos sala de espera...
A Origem Metálica Da Cozinha Estandarte de Prata, Pierrot Ruivo








