A Instigante Noite Índigo
Meus olhos brilham em sua pele A admiração mutua em respirações densas Amassa-me em teus lençóis Que são cordas, guias e serpentes
Ela move-se através de Zéfiro Lenta como se tivesse tempo Plácida, pois sabe que és deusa Povoando meus desejos
De joelhos eu imploro Que lhe deem proteção Em labuta de anjos civis Apelando para os caídos também
E que se oponha os que não a aceitam E que me amaldiçoem os que acham superlativo E que me condenem as masmorras do teu entretenimento E que me perdure na ausência que tanto travo conflitos
Quando a terra não se dividia em dicotomias Reinava absoluta com tamanha devoção Hoje lhe fazem praga do materialismo Popularmente reconhecida como: O mistério trovejante Enche meu atribulado corpo De euforia e romantismo Me desvencilhe da imagem vazia A insegurança de braços nublados Desbota-se das tuas cores azuis Na penumbra de uma noite silenciosa Todo podem ouvir sua conversão Ao clamar sob o leito um deus cristão Me sufoca na dua dor-deleite Me marque com teu verdades Me tinja em tuas vontades Enquanto trêmulo lhe invoco devassidão...











