Tech: So, the one thing we cannot do against Elite Squad is the False Nine.
Hunter: 'Cause that's Crosshair’s shit.
Tech: Exactly. So, we decided to go with our classic 4-4-2.
Hunter: Which is exactly what that prick expects us to do.
Tech: So, we do the opposite. Five up front. Full-on attack. But Crosshair knows we're gonna do that, because Crosshair knows that we're trying to outthink him by thinking like him.
Hunter: Well, f*ck Crosshair, f*ck thinking and f*ck f*cking Socrates.
Tech: So, we gotta stop thinking like Crosshair and start thinking like Crosshair would think we would think if Crosshair were thinking like us, and then do the last thing that Crosshair thinking like us thinking like Crosshair thinking like us would ever expect us to do... Have Maul drop back and play Crosshair's False Nine.
Ngm fala do quão ruim eh escrever algo e revisar revisar revisar e nunca parecer canon o suficiente 💔💔
minha maior agonia é ler alguma fic/qualquer coisa desse sentido e as falas do personagem n terem NADA A VER c ele eu passo mall
Mesmo eu tendo visto o filme mil vezes, sabendo ate a personalidade do próprio ator e oq o ator fala do personagem NUNCA TA BOM P MIM
meu objetivo eh escrever pras pessoas conseguirem realmente verem aquilo e se imaginarem naquela cena no próprio filme (ja q nao tem um 3 a gente escreve e cria💔
N tem jeito vou ter q conversar com o José padilha em pessoa e ver se ele aprova pq ja descartei uns 3 headcanon pq achei q tava mt distante do filme
Batalhão de Operações Policiais Especiais
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Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) (English: Battalion of Special Police Operations") is the tactical police unit and gendarmerie of the Military Police of Rio de Janeiro State (PMERJ) in Brazil. Due to the nature of crime in favelas, BOPE units utilize equipment deemed more powerful than traditional civilian law enforcement, and have extensive experience in urban warfare as well as progression in confined and restricted environments.
💀"CAVEIRA" 💀
The Fan Favorite. Taina Caveira Pereira is a Brazilian operator in Tom Clancy's Rainbow Six Siege, introduced in the Operation Skull Rain expansion. Born on October 15, 1989, in Rinópolis, São Paulo, she grew up in a large family and faced significant challenges, including a troubled youth that led to her arrest for robbery at age 16. Instead of serving time, she opted to work as an informant for the BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), where she honed her skills in interrogation and surveillance, becoming known for her brutal tactics during the 2010 Rio de Janeiro Security Crisis
TECH SPECS:
Coverted from Rainbow six Siege Original Mesh By Diegoforfun
Custom Thumbnails
Female Only
Age Range:Teen-Elder
Category: Full body (Costume)
HQ compatible
👮🏻"CAPITÃO"👮🏻
Vicente Capitão Souza is a Brazilian operator in the Tom Clancy's Rainbow Six franchise, introduced in Rainbow Six Siege during the Operation Skull Rain expansion. Born in Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, he became an operator after a traumatic experience as a hostage during a police raid, which resulted in the loss of his left eye. His dedication to fighting drug crime led him to join BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), where he became a renowned expert in urban warfare and tactics
TECH SPECS:
Not Exactly Real R6S Uniform, Custom Work using some Turkish Shooter "Phantomers" Mesh With Little Edit on Texture. Perfect for Stand-in uniform
Sinopse: Isabela Ferreira, estudante de medicina veterinária de dia e garçonete em um clube de luxo em Copacabana de noite, leva uma vida difícil após a morte de sua mãe e o desaparecimento de seu irmão. Quando o temido Capitão Nascimento começa a frequentar o bar, ele se torna uma presença dominante e possessiva em sua vida. A relação entre eles se torna um jogo perigoso e enquanto ela luta para manter seus sonhos vivos, Isabela é puxada para o mundo sombrio dele.
Avisos: dark romance, relações toxicas, diferença de idade, capitão nascimento sendo capitão nascimento, crime, violencia, essa historia vai conter temas pesados. Estejam avisados!!!!!
Language: Português (Brasil)
Word Count: 4084 words
O ônibus balançava pelas ruas quentes do Rio de Janeiro, sua estrutura desgastada rangendo a cada curva. Isabela ocupava um dos bancos próximos à janela, o corpo encostado no metal quente. A mochila repousava em seu colo, e ela segurava as alças com as duas mãos, tentando manter o equilíbrio enquanto o veículo ziguezagueava no trânsito caótico.
O calor daquele dia parecia insuportável, uma onda sufocante que fazia com que até mesmo o ar que entrava pela janela aberta parecesse pesado. Isabela suspirou, era só mais uma manhã normal para a cidade, mas na mente de Isa, nada parecia comum.
Ela fitava as ruas embaçadas pela luz do sol, mas seus pensamentos estavam longe dali.
Roberto Nascimento.
Sempre ele. Um cliente fixo, importantíssimo para o bar onde trabalhava. Desde que ele apareceu em sua vida, parecia ocupar mais espaço do que deveria. Um homem sério, de olhar firme, mas que a observava de uma forma que Isa não conseguia decifrar. Seus olhos castanhos escuros pareciam enxergar mais do que ela queria mostrar.
Isa mordeu o lábio inferior, incomodada com a memória da última noite. Roberto sempre tocava sua cintura quando ela entrava no carro dele no fim da noite. Um gesto casual para qualquer um que visse, mas que para ela carregava algo mais. Algo que a fazia corar e desviar o olhar, incapaz de confrontar diretamente aquele toque. Ele agora a levava para casa todos os dias após o trabalho.
Ela nunca concordou de verdade, mas também nunca protestou. "Se eu disser não, o que ele faria?"
Mais do que isso, Isa ponderava sobre o que ele queria dela. No bar, ele requisitava sua companhia todas as noites, ignorando qualquer desculpa que Clara, sua chefe, tentava oferecer para poupá-la. "Eu pedi a Angel," ele dizia com firmeza, e Isa sabia que não havia espaço para recusar, e Isa assim fazia: conversava casualmente com ele, cruzava suas pernas, sorrindo de forma de doce e corava quando o olhar dele parecia lhe despir. No final da noite ele sempre lhe deixava uma gorjeta generosa, depois de retirar pro seu carro preto, e aguardava por ela até seu turno terminar.
O ônibus parou bruscamente, e Isa agarrou a alça da mochila para não se desequilibrar. Olhou para as pessoas entrando e saindo, mas logo voltou a mergulhar nos próprios pensamentos. Ela sabia que Roberto tinha poder, mais do que ela poderia imaginar. Ouviu rumores no bar, conversas sussurradas sobre como ele estava envolvido com as operações da Tropa de Elite. Era um homem com influência, capaz de conseguir o que queria.
Foi aí que a ideia surgiu novamente, uma ideia tão tentadora quanto perigosa: "E se eu usar o interesse dele pra achar meu irmão?" Isa sabia que era arriscado. Roberto não parecia o tipo de homem que ajudava alguém sem cobrar algo em troca. Mas seu irmão estava desaparecido há quase um ano. Isabela estava ficando desesperada.
Nem que fosse um corpo pra enterrar.
Ela fechou os olhos por um instante, tentando afastar o turbilhão de pensamentos. Quando os abriu novamente, o ônibus já estava se aproximando da faculdade. Era ali, entre as paredes daquela sala de aula, que Isa conseguia esquecer por algumas horas a confusão de sua vida. Mas naquele dia, algo dizia que a sombra de Roberto Nascimento a seguiria onde quer que fosse.
{...}
Depois de horas de aulas e anotações intermináveis, o calor do dia parecia ter dado lugar a uma brisa mais amena, mas Isabela sentia-se exausta. A mochila parecia pesar o dobro enquanto ela caminhava pelo corredor em direção à saída do campus. Era sexta-feira, e a maioria dos alunos estava mais animada do que o normal, se organizando para sair e aproveitar a noite.
Isa não era muito de festas. Nunca foi. Além de suas responsabilidades no bar, sempre achou que tinha coisas mais importantes para fazer do que beber e socializar. Isso era uma das muitas coisas que Roberto comentava sobre ela. "Você é uma boa menina, Angel," ele dissera uma vez, com aquele sorriso que parecia tão natural, mas ao mesmo tempo tão premeditado. "Se comporta, não é como essas garotas da sua idade."
A lembrança ainda a fazia ferver por dentro. Quem ele pensava que era para julgá-la? Para decidir o que ela era ou não era? Roberto não sabia nada sobre ela. Nada sobre sua vida, suas lutas, o irmão desaparecido. Mas ele sempre falava como se soubesse tudo. Como se tivesse o direito de saber tudo sobre ela.
Isabela às vezes se sentia como uma criança perto de Roberto, como se estivesse em um constante teste para agradar uma figura de autoridade implacável. Ele nunca precisava levantar a voz ou fazer grandes gestos para demonstrar seu domínio; bastava um olhar intenso ou uma palavra escolhida com precisão para que ela sentisse o peso do controle que ele exercia.
Era como se ele estivesse sempre por perto, observando-a de algum canto invisível, esperando pelo menor deslize. Cada movimento, cada palavra, parecia ser avaliado. Ela tinha a desconfortável sensação de que, caso cometesse um erro, ele estaria pronto para puni-la de alguma forma, com uma calma que a deixava ainda mais inquieta.
Essa pressão constante era sufocante, e Isabela odiava o efeito que Roberto tinha sobre ela. Odiava como, às vezes, encontrava-se tentando parecer perfeita, evitando qualquer comportamento que pudesse desapontá-lo, Isa queria agradá-lo.
— Isa! — Uma voz a tirou de seus pensamentos.
Era Rafaela, uma colega de classe que às vezes trocava algumas palavras com ela nos intervalos. Rafaela tinha um jeito expansivo, o oposto de Isa, e estava sempre rodeada de amigos. Ela se aproximou com um sorriso largo, acompanhada de outras duas garotas e um rapaz, todos rindo de algo.
— A gente tá indo em uma festinha ali perto mais tarde. Você vem com a gente? — perguntou Rafaela, casualmente.
Isabela hesitou. Não era o tipo de convite que recebia com frequência. Normalmente, mantinha-se o mais invisível possível na faculdade, interagindo o mínimo necessário. Mas naquele momento, algo dentro dela queria aceitar. Talvez fosse cansaço, talvez fosse revolta. Talvez fosse só uma maneira de se sentir, por uma vez, no controle.
"Boa menina, hein?" A voz de Roberto ecoou em sua mente, e um impulso a fez tomar a decisão.
— Eu vou, sim.
As palavras saíram rápidas, antes que pudesse se arrepender. Rafaela sorriu ainda mais, como se não estivesse esperando por isso.
— Que bom! Vamos, vai ser divertido, eu vou passar pra te buscar as nove!
Enquanto caminhava em direção ao ponto de ônibus, Isabela sentiu uma mistura de emoções. Não era só a ideia de sair da rotina que a fazia sentir algo diferente; era a sensação de estar, mesmo que por um momento, contrariando aquela imagem que Roberto tinha dela.
Ele não vai saber. E, mesmo se souber, não é da conta dele." Ela pensou, tentando ignorar a pontada de ansiedade que vinha com a ideia. Por uma noite, Isabela queria esquecer que Roberto existia, esquecer o peso que ele colocava sobre seus ombros e sentir que tinha controle sobre a própria vida.
{...}
Isabela se encarava no espelho pequeno do banheiro. A luz amarelada iluminava seu rosto enquanto ela passava o gloss vermelho nos lábios com cuidado. Os shorts curtos e o cropped brilhante justo destacavam sua silhueta esguia, e o cabelo preto, solto, caía como uma moldura sobre os ombros. Ela quase não reconhecia a própria imagem. Havia algo diferente nela naquela noite, algo que não sentia havia muito tempo: uma leveza, uma faísca de felicidade por sair da rotina que a sufocava desde que sua vida havia virado de cabeça para baixo.
Ela sorriu, algo raro nos últimos tempos, mas a alegria foi rapidamente tingida de melancolia. Seu coração apertou ao pensar no irmão mais novo, Matheus. A última lembrança que tinha dele era marcada por gritos e lágrimas. Estavam na rua, embaixo de uma chuva torrencial, discutindo por causa do dinheiro que ele havia roubado dela. Ele levara tudo — as economias que Isabela guardava debaixo do colchão e o pouco que tinha na carteira.
Matheus estava diferente naquela época, mais calado, mais distante, envolvido com pessoas que Isa sabia serem perigosas. A mãe deles havia falecido há poucos meses, e o vazio que ela deixara pareceu transformar Matheus em alguém que Isa mal reconhecia.
A lembrança da última troca de palavras entre eles ainda ecoava em sua mente.
— Você não entende nada, Isa! Eu vou resolver isso sozinho! — ele gritou, antes de desaparecer na chuva, sem olhar para trás.
Desde aquele dia, Isa ficou completamente sozinha. Tinha 19 anos e nenhum apoio, apenas as próprias pernas para se sustentar. Ela engoliu em seco, os olhos marejando levemente ao pensar em como sua vida havia mudado desde então.
A buzina de um carro a tirou de seus pensamentos. Isa piscou algumas vezes, tentando afastar as memórias que insistiam em assombrá-la. Pegou a bolsa que deixara sobre a cama e saiu para a rua, onde o carro luxuoso de Rafaela a esperava.
Rafaela abaixou o vidro da janela e sorriu animada. — Entra aí, Isa!
O interior do carro era impecável, com bancos de couro que exalavam o cheiro de novo. Rafaela, que tinha pais ricos e vivia uma realidade completamente diferente da de Isa, dirigia com facilidade e despreocupação, como se o mundo fosse um lugar seguro e simples.
Isabela hesitou por um momento antes de abrir a porta e entrar. Enquanto colocava o cinto de segurança, um pensamento inesperado atravessou sua mente: O que Roberto diria se me visse assim?
Ela quase podia ouvir a voz dele em sua cabeça, com aquele tom grave que parecia sempre julgar e controlar. "Então, a 'boa menina' resolveu se soltar?" Talvez ele lançasse um daqueles olhares intensos que a faziam desviar o rosto, ou talvez fizesse um comentário sarcástico que a deixasse constrangida.
Isa balançou a cabeça, tentando afastar a ideia. Roberto já ocupava muito espaço em seus pensamentos, mais do que ela gostaria. Aquela noite era dela, e ela não queria se preocupar com o que ele pensaria ou diria.
— Tá pronta pra se divertir? — Rafaela perguntou, ligando o som alto do carro.
Isa forçou um sorriso, tentando se convencer de que sim. Talvez, por algumas horas, ela pudesse fingir que sua vida não estava cheia de incertezas, e que o peso que carregava não era tão insuportável assim.
Isabela não fazia ideia de que o convite de Rafaela a levaria para algo que poderia ser descrito como uma festinha. O local era afastado da cidade, uma casa grande e mal iluminada, cercada por árvores e com uma música pulsante que parecia vibrar até no chão. Durante o trajeto, já havia notado algo estranho no grupo. Rafaela e seus amigos estavam mais soltos do que o habitual, rindo alto e agindo como se já tivessem bebido demais — mesmo Rafaela, que estava dirigindo.
Quando chegaram, Isabela desceu do carro e olhou ao redor, reconhecendo alguns rostos da faculdade, mas nenhum com quem tivesse qualquer proximidade. A sensação de deslocamento cresceu rapidamente. As luzes dentro da casa eram fracas, piscando de vez em quando, e a música alta tornava difícil qualquer tipo de conversa.
Ela tentou se misturar, mas cada movimento parecia errado, como se não pertencesse àquele ambiente. Sentia-se fora de lugar, sua postura rígida contrastando com a descontração quase exagerada das outras pessoas. Um arrependimento começou a crescer em seu peito. Por que aceitei vir?
Depois de alguns minutos circulando, Isabela saiu para o lado de fora da casa, buscando um pouco de ar fresco. O som abafado da música ainda ecoava, mas ali estava menos sufocante. Encostou-se na parede, cruzando os braços enquanto olhava o céu. Sentia-se boba, como se tivesse cometido um erro óbvio ao aceitar o convite de Rafaela.
Não demorou muito para que o grupo de Rafaela a encontrasse. A amiga estava mais animada do que nunca, com as bochechas coradas e os olhos brilhando, claramente alterada.
— Isa! Tá curtindo? — Rafaela perguntou, se aproximando com uma bebida em um copo de plástico nas mãos.
A bebida tinha uma cor vibrante, um rosa choque quase artificial, e parecia nebulosa, como se tivesse sido misturada com algo. Rafaela estendeu o copo para Isabela com um sorriso travesso.
— Toma, isso aqui é a salvação da noite! — Rafaela disse, rindo.
Isabela balançou a cabeça, desconfortável. — Eu não costumo beber, Rafa. Não sou muito de álcool.
Um dos rapazes do grupo, que estava apoiado contra a parede ao lado de Rafaela, riu e disse com um tom persuasivo: — Relaxe, Isa. É só pra se soltar um pouco. Prometo que vai fazer todas as suas preocupações desaparecerem por uma noite.
Isabela hesitou, olhando para o copo. Suas preocupações eram tantas que a ideia de se livrar delas, mesmo que temporariamente, parecia tentadora. A pressão dos olhares ao redor e o tom leve e insistente dos colegas pesavam sobre ela.
— Só um gole, vai! — Rafaela incentivou, balançando o copo na frente dela.
Com um suspiro, Isabela pegou o copo das mãos da amiga e deu um pequeno gole. O gosto era doce e forte, uma mistura de frutas e álcool que queimava suavemente na garganta. A tensão em seus ombros não desapareceu imediatamente, mas ela tentou relaxar, forçando um sorriso enquanto Rafaela e o grupo comemoravam como se ela tivesse feito algo grandioso.
"Talvez só por uma noite," pensou Isabela, tentando acreditar que aquilo poderia, de fato, ajudar a esquecer um pouco da sua realidade.
{...}
Isabela nem percebeu como chegou ao terceiro copo daquela bebida vibrante e duvidosa. O gosto doce e artificial parecia deslizar mais fácil a cada gole, e o calor do álcool subia, fazendo sua cabeça leve e os pensamentos distantes. Sob as luzes neon que piscavam em tons de azul e rosa, ela dançava ao lado de Rafaela e seus amigos, sentindo o suor formar uma fina camada sobre sua pele dourada, que brilhava sob o efeito da iluminação. Suas pupilas dilatadas refletiam a confusão e a euforia do momento, como se, pela primeira vez em muito tempo, Isabela tivesse se permitido esquecer de tudo.
Mas então, a música parou abruptamente, cortando o ambiente de forma brutal. O burburinho de vozes cresceu, enquanto sons de comandos autoritários vinham de fora. Uma sensação de desconforto rapidamente se espalhou pela multidão.
— Que porra tá acontecendo? — Rafaela perguntou, os olhos arregalados enquanto segurava o braço de Isabela.
A resposta veio como uma onda de pânico que tomou conta do lugar. Lá fora, luzes de sirenes piscavam em vermelho e azul, e vozes firmes ecoavam.
— Isa, corre! — Rafaela gritou, puxando-a pela mão.
Elas correram juntas pela multidão confusa, tentando chegar até o carro de Rafaela. O som de passos apressados, vozes exaltadas e ordens gritadas tomava conta do espaço. Algumas pessoas já estavam sendo enquadradas no chão, os rostos virados contra a terra enquanto os soldados armados mantinham a ordem com precisão assustadora.
Quando finalmente conseguiram chegar à saída, Isabela congelou. Ali, no meio do caos, estava ele: Capitão Roberto Nascimento.
Ele se destacava na cena, vestindo o uniforme negro que parecia feito sob medida, seu rosto duro e inexpressivo enquanto supervisionava o desenrolar da operação. Seu olhar intenso cruzou o dela, e naquele instante, a euforia de Isabela evaporou como fumaça.
O tempo pareceu parar enquanto os olhos de Roberto deslizavam sobre sua figura. Ele notou tudo: o cabelo desgrenhado, o brilho da pele úmida de suor, os lábios ainda manchados pelo gloss vermelho e os traços inconfundíveis de quem havia bebido mais do que deveria.
{...}
Isabela sentiu um alívio silencioso quando percebeu que Roberto não parecia reconhecer quem ela era. Talvez fosse uma pequena benção, pois o BOPE, com sua fama de métodos brutais, não era exatamente uma presença bem-vinda por estuantes de uma faculdade federal.
Ainda assim, não havia tempo para pensar em como ela foi ou não reconhecida. Sem aviso, uma das figuras autoritárias do BOPE se aproximou e, sem dizer uma palavra a mais, algemou Isabela. A frieza do metal em seus pulsos fez seu estômago revirar.
— Fica quieta e senta ali — o policial disse de maneira ríspida, apontando para um canto afastado, onde uma luz tênue e pouco acolhedora iluminava o espaço.
Isabela foi empurrada até o local designado, ao lado de Rafaela, que murmurava para si mesma, visivelmente nervosa. A garota tentava disfarçar o pânico, mas não conseguiu esconder a expressão de choque e indignação.
— Isso é violência demais! Tratando estudantes assim... — Rafaela resmungou.
Isabela se encolheu no canto, com a cabeça baixa, tentando esconder o quanto estava assustada. Seus dedos ainda estavam tremendo levemente nas algemas, e o peso de sua respiração apertava seu peito. Ela não sabia o que Roberto pensava sobre ela naquele momento. Ele estava ali, a poucos metros de distância, observando o desenrolar de tudo como um espectador impassível.
O que realmente a desconcertava, no entanto, era o fato de que Roberto não parecia nem um pouco furioso ou desapontado com ela, como ela imaginaria. Pelo contrário, seu olhar sempre recaía sobre ela, mas não havia raiva, nem julgamento visível. Apenas uma calma fria que a fazia sentir um medo ainda mais profundo.
Ela não sabia o que ele queria, nem o que ele pensava, mas o que mais a consumia naquele momento era o quanto ele parecia controlar tudo. Mesmo ali, enquanto o BOPE fazia sua ronda pela festa, seu poder parecia pairar sobre a cena, sobre ela. E esse pensamento, essa sensação de ser observada, fazia seu estômago revirar.
Depois daquele momento tenso, o caos da festa continuou ao redor de Isabela e Rafaela e logo policiais começaram a levar algumas pessoas para fora do local e lhe empurrando para dentro de viaturas, tratando as ocorrências com brutalidade e frieza. Rafaela foi arrastada pra dentro de uma das viaturas momentos depois e Isabela for deixada pra tras. Ela manteve a cabeça baixa, tentando desaparecer no meio daquilo tudo.
Enquanto isso, Roberto Nascimento observava a cena de longe, como se fosse o comandante de toda aquela operação, seu olhar ainda fixo em Isabela. Ele não estava mais perto dela, mas seu peso parecia pesar ainda mais sobre a jovem. Quando ele finalmente se aproximou, o tempo parecia se arrastar.
Era a primeira vez que Isabela via Roberto Nascimento com o uniforme de policial. Até aquele momento, ele sempre havia sido o homem de terno, o cliente do bar, aquele que flertava com ela com seu olhar penetrante e que dava caronas sem ser realmente questionado. Mas agora, com a farda preta do BOPE, ele parecia diferente. A postura, a autoridade que emanava de cada movimento, a forma como ele observava o ambiente com uma frieza calculada… tudo o tornava ainda mais imponente, mais inacessível.
Isabela não sabia explicar exatamente o que sentia, mas ele estava ainda mais distante dela do que nunca. O uniforme policial, com a arma na cintura e a insígnia da faca na caveira brilhando, fazia com que ele parecesse intocável, como se ele fosse uma figura que pertencia a um mundo completamente separado do dela, um mundo onde ela não tinha espaço para entrar.
A tensão que sempre sentiu ao estar perto dele aumentava. Ele não estava mais apenas sendo o homem que a observava em silêncio nos encontros ocasionais, ou o "Roberto" que a elogiava, que flertava com ela em sua carona, que fazia com que ela se sentisse desconfortavelmente atraída por sua atenção. Agora ele era o Capitão, e ela era apenas mais uma estudante algemada, à mercê do seu julgamento. Não havia mais sorrisos sedutores ou conversas sobre seu comportamento exemplar. A presença dele ali, com o poder estampado na farda, fazia com que Isabela se sentisse ainda mais pequena.
Ela se pegou pensando no quão frágil ela parecia ao lado dele agora. Antes, ela tentava controlar o que sentia quando ele se aproximava, mas com a postura rígida do uniforme, Roberto parecia não ser mais um homem comum. Ele era um representante do sistema que a oprimia, uma figura de autoridade que observava com olhos avaliadores.
Isabela sentiu seu estômago apertar. Como ele poderia ser o mesmo homem que fazia piadas e brincava com ela, tocando sua cintura com uma leveza que agora parecia completamente distante? Agora ele era uma força imponente, quase intransponível, e ela estava diante dele, algemada e sem saber qual seria o próximo passo.
— Levanta — ele disse, com uma autoridade calma, mas inquestionável. Sua voz não parecia irritada ou enfurecida, o que confundia ainda mais Isabela. Ela olhou para ele, seus olhos tentando entender a mistura de sentimentos que ele estava tentando esconder.
O silêncio se arrastou por alguns segundos. Isabela tentou engolir a seco, mas as palavras pareciam embaçadas em sua mente. Ela sabia que estava perdida, mas também não sabia se ele a puniria. Seu peito apertava enquanto ela se levantava, ainda com as mãos algemadas.
— O que você está fazendo aqui? — Roberto questionou de novo, mais uma vez sem expressar raiva, apenas uma curiosidade gelada.
Isabela não sabia se poderia responder. Ela estava entre o medo e a as substâncias que bagunçavam seus pensamentos.
— Eu... Eu não sabia que seria assim — ela tentou, sua voz fraca e trêmula.
Roberto apenas a observou, os olhos fixos nela, sem responder. Durante um momento, o silêncio pairou entre eles.
Então, um dos policiais se aproximou, interrompendo o momento. Ele trouxe consigo a necessidade de seguir adiante com a operação, mas antes de se afastar.
Ele tinha pele negra, usava óculos e parecia mais sério do que o ambiente ao redor sugeria, mas ainda sim jovial. Isabela notou o olhar dele, carregado de julgamento. Ele a observava como se ela fosse a maior criminosa ali, como se a presença dela naquele local fosse uma infração gravíssima. Sua expressão era fria, desinteressada na situação, como se já tivesse uma sentença pronta em sua mente.
— Capitão — o policial falou, quebrando o silêncio tenso entre eles. Sua voz era dura e direta, sem rodeios. — Quer que eu coloque ela em uma viatura e a leve pra delegacia com os outros?
Isabela sentiu seu corpo endurecer com as palavras. O medo tomou conta dela, o frio gelado na espinha, a garganta apertada. Ela não queria ser levada, não queria ser vista como mais uma detida em uma operação que não era sua. O que mais a aterrorizava era o impacto disso em seu futuro, principalmente com relação à sua bolsa de estudos. Sem ela, ela não tinha como seguir na faculdade, como conseguir o que queria para mudar sua vida. Seu irmão tinha sumido, sua mãe já não estava mais ali… O que restava para ela?
Ela lançou um olhar desesperado para Roberto, seu corpo tremendo imperceptivelmente. Os olhos dela imploravam, mesmo sem palavras, para que ele usasse o poder que tinha sobre a situação. Ela sabia que ele podia, de algum modo, interceder por ela.
Se ele realmente se importasse com ela.
Se havia alguém que poderia evitar que ela fosse levada para a delegacia, era ele. Mas ela não sabia como ele reagiria. Ele nunca havia demonstrado nenhum tipo de misericórdia ou clemência até aquele momento.
Roberto parecia ponderar por um breve momento. Ele olhou para o policial jovem, que aguardava sua resposta com expectativa, e depois se voltou para Isabela. Seus olhos, agora escondidos sob a dureza do seu cargo, pareciam avaliar a situação. O silêncio entre eles se estendeu, tornando-se ainda mais sufocante.
Finalmente, Roberto quebrou o silêncio com sua voz grave e impessoal.
— Deixa, essa aqui eu mesmo levo.— ele disse, sem hesitar.
Aquelas palavras caíram como um peso sobre Isabela. Era uma ordem direta, uma decisão tomada com a mesma frieza que ele usava para lidar com qualquer outro assunto. O policial jovem olhou para Roberto, aparentemente sem questionar, e se afastou, retornando ao seu posto.
Isabela ficou ali, parada, em um estado de choque silencioso. Ela não sabia o que isso significava, mas sentia que sua vida estava nas mãos de Roberto agora. Ele a encarava, sua expressão impassível, mas havia algo na maneira como ele se aproximava dela que fazia seu coração bater mais rápido. Ela não sabia se aquilo era uma chance, um favor, ou algo ainda mais perigoso. Mas sabia que não poderia mais fugir da situação. Ela tinha apenas que esperar para ver o que ele faria com ela agora.
[...]
ps. Matias esta vivo nessa timeline :) eu adoro ele!
The Loaded Political Legacy of ‘Elite Squad’: How a Brazilian Blockbuster Became a Symbol of the Right-Wing Attitudes it Aimed to Critique
José Padilha's "Elite Squad" is one of the most iconic Brazilian films of the 21st century, but the badass police epic was far too cool for its own good.
On the surface, George Lucas’ “Star Wars” has little to do with José Padilha’s “Elite Squad.” One is a fantastical space opera about princesses and droids, the other is a ‘90s-set thriller about police brutality and institutional corruption. And yet — in Brazil — the two films are bound together by an almost identical cultural footprint. “Elite Squad” is as close to a bonafide Brazilian blockbuster as it gets. Not only is Wagner Moura’s Capitão Nascimento perhaps the country’s most well-known fictional character, but his lines are still quoted to this day, often by people who don’t even know their origin.
The launch of “Elite Squad” in 2007 was an event unto itself. Before the movie could be released in theaters, it was leaked through bootleg DVDs that cost — at today’s exchange rate — approximately $1 USD. Ironically, the leak helped to expand the film’s reach, with people who had seen it multiple times eventually flocking to theaters when it finally opened, thereby cementing the success of Padilha’s epic.
But where something like “Star Wars” filters its political themes through a fantastical lens, “Elite Squad” is nothing if not nakedly political. From the filmmaker’s premise to the audiences’ response, Padilha’s film is built entirely around the social, economical and criminal realities of a country whose consumer population has little patience for provocative art, and is frequently antagonistic to it. Mainstream Brazilians, let me tell you, do not often like to see our country’s worst qualities reflected on the biggest possible canvas. Brazilian directors are often criticized by non-cinephiles, and particularly those on the right, as activists who are too focused on social issues. Long, hard looks in the mirror, especially as local theaters become more and more dominated by Hollywood blockbusters, are quickly discarded as “woke.”
And yet, here is a commercial mega-hit that does just that in no uncertain terms. Revisiting the film from the perspective of today’s fractured landscape, such a thing feels almost unfathomable — and worthy of recognition, even if the success of “Elite Squad” can be owed as much to its flaws as it is to its strengths.