E não há outro sinônimo cabível à palavra; Uma confissão de meio e longo prazo, locupletam minhas saídas. É aquele olhar dulcificado que crê em algum retorno, mas o retorno é um olhar bravio e indômito. Teu olhar indômito e altivo que racham o meu dulçor. E por trás desta troca hostil tem o sabor de "te quero de volta". Mas parece ser somente meu.
O meu problema é: Sinto a tua falta. Permanece esta lacuna indócil dentro de mim. E permito-me lembrar de todos os nossos átimos: Pois fazem-me sorrir e contemplar tão catitas memórias que você engendrou em nós.
Indômito. Pois na tua rusticidade encontro apenas amor em mim. E quando vejo tua alma, pelas pequenas frestas que deixam-se expor uma vez ou outra pelo teu olhar, posso ver quedar uma armadura, essa resistência. Mas ainda te amo. O que posso fazer, se ainda te amo?
Pois dentro de mim ecoa um grito, velho, enferrujado, congelado; Que enternece-se da saudade lisonjeira que passa pelo vento nos teus cabelos e reflete em mim, chega no meu peito e tem o teu cheiro antigo, tem o teu perfume pelos cômodos. Os meus olhos contém medo de encontrar os teus, mas sempre o fazem. Subsisto dentro do perecimento deste sonho!
E uma vez ou outra, quando a lágrima visita o olhar, alguma voz baixinha em mim sussurra, cicia: Ah, eu sinto tanto a sua falta. E os meus lábios roçam: - Será que um beijo trás de volta? E a coragem bate, e as pernas tremelicam, mas no final das contas, é a tua fúria que excita e que corrompe que faz com que eu recue.
Desnorteada. Tenho medo de perder e de te ganhar, na ruína que restou do nosso crasso e parco teatro. Concretizo uma tormenta.
Quero nós de volta. Você foi o único que soube fazer feliz esta pobre criança interior que vive em mim. O único que causou risadas inesperadas. O único abraço que pincelou meu peito, que desacelerou meu coração, e que de repente bombardeou meu sangue.
Fervo de amor por você. Mas essa febre fez-me doente, tão doente.
Amargo uma realidade descontente, decaindo por ti. Martírio de amor, padeço de amar.
Aprecio-te todos os dias, mas não o tenho. Um choro sustento e cativo todas as manhãs que carrego. Uma tristeza melancólica que só você consegue decifrar. Uma saudade mista do bom e do mau. Uma ligadura que nenhum intempérie pode aquebrantar.
Estou com laços em minhas mãos, diretamente atados as tuas.
Não consigo desfazê-los.
Não consigo obliterar-te.
Não consigo desligar-nos.
Que ócio maldito que carece este amor!
Continuo te amando. O que posso fazer?
Mas tente ler-me mais uma vez, pois em cada expressão que gero, em cada toque que dou, e a cada alusão, rola solta uma centelha, um chamado de carinho, um grito mesquinho, com esmero, afeição, a ternura de tantas décadas sem a premissa tão finda e linda de te encontrar:
(que ruge de dentro para fora)
- tenho saudades, volta para mim.
Porque eu pertenço a ti, e tu, meu bem, pertence-me.