A velha fábrica engavetara-me Pois fui denso e vocativo à suas etiquetas Almejei o revés do beijo fábula Quis os solteiros boêmios quase desacordados nas esquinas Repetitivo à terra barca, demarcando casas Como suas personas infinitas ínfimas Estática graça, marcada como exibição Pendurada por cabides e argolas, exibidas à visitas As paredes pardas foram remodeladas Pela construtura pavão grego Articulando traços intelectualizados Em conjugações hospitalares Condiciona-me em rezas de cloro Já que o repentista arrependido Ajeita verborragias em arrepios densos Amor ao leito florido do primeiro lenço branco Sussurrava-se em buquês As futuras núpcias que desviariam-se do caminho Noivos bonitos baniram-se em primeiro desencanto Voltem-te há mais três retornos para o escárnio Perdoa a amante que encaixa-te em outros filos Não ouças as reflexões de beija-flores Pois o verbo lácio faz-se estático no enterro Em características exportadas do mundo anil Sutura o último beijo Em algum canto da boca Se puderes, demores em metáforas Como gracejo à futuros escafandros A eterna angústia fera Levanta bela às cinco da manhã Em atraso, esquente o leite materno à cigarro Enquanto as colunas na cidade derretem em seus braços
Atlas - Pierrot Ruivo














