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eu de estrangeiras !!
A Corte Ocenliana tem o prazer de lhe apresentar KABIR-RAVIHARI ANSARI, vindo(a) diretamente de(a) ÍNDIAS. Com seus VINTE E OITO anos, cansou de ouvir comparações de sua semelhança com AVAN JOGIA. Seus aposentos estão prontos para sua estadia enquanto LHE ACOMPANHAMOS NA SELEÇÃO EM BUSCA DE NOVAS ALIANÇAS PARA SEU PAÍS. Que a Corte lhe trate bem.
I. HEADCANONS.
Escusado seria dizer que o que destruiu o país, também foi o que lhe reergueu. Quando a guerra eclodiu, o que sobrou do continente Asiático pareceu se isolar e então ser dividido. Onde antes existia um bloco, agora existiam quatro. Enquanto outros países lutavam para se reerguer de maneira próspera e mais segura possível, o que agora era denominado de índias não teve a mesma sorte. Um tirano tomava o poder e ia expandindo seu domínio por doze belas regiões, passando então a comandar todo o ambiente que declarava como seu. Raj Kathur tinha olhos maliciosos, uma voz poderosa e uma mente doentia.
O homem que, antes da guerra, comandou a Índia, agora tomava posse de uma quantidade maior de território. Kathur, um líder político que subjugou a população durante anos, também foi àquele que trouxe a prosperidade ao local. Sob um governo que pregava tortura e apoiava a escravidão, Kathur fez as Índias progredirem financeiramente, porém regredir no quesito humanidade, direitos, saúde e segurança. De fato, uma ditadura foi instalada e os militares apoiaram os feitos do homem sórdido… e de seu filho, que assumiu após a morte do pai.
O domínio enriqueceu o governo que restaurou o País, as Índias tornando-se oficialmente um dos que conseguiram se reerguer das cinzas. Mas a população sofria. O país saía da lama, mas seu povo ia decaindo. Após uma década nesse estado precário, movimentos de rebeldes começaram a surgir. Dentre eles, Punarjanm, que trazia como lema principal “O renascimento vem através do olhar do sol.“ O próprio nome do grupo significava renascimento, em Hindi, a língua oficial do país. O líder do grupo, Ravi, junto com a sua esposa, Nayana, não passavam de dois jovens vindo de famílias escravizadas por Kathur. Tinham em si o desejo de justiça, de vingança, mas, acima de tudo, almejavam restabelecer a paz no país.
Após perdas e rebeliões severas, Kathur foi preso e condenado à morte como tanto fez com rebeldes que seus militares capturaram ao longo dos anos de poder. Punarjanm foi o grupo responsável pela queda de Kathur e, nada mais justo, que a liberdade, que o renascimento realmente viesse através do olhar do sol. Ravi e Nayana, cujo significados dos nomes são "Sol” e “O olhar”, assumiram finalmente o poder das Índias beirando os trinta anos. O povo escolheu uma governo monárquico; tendo os líderes de Punarjanm como seu rei e sua rainha. Junto com eles, alguns líderes de outros grupos também ganharam títulos de nobreza.
O pequeno Kabir-Ravi, ou melhor, Hari, como prefere ser chamado, cresceu no meio da luta junto com sua irmã. Hari tinha cinco anos e a irmãzinha dois. Ambos cresceram aprendendo a história das lutas, aprendendo a ver a vida através dos olhos do povo. A humildade ainda era a principal característica que o rei e a rainha prezavam, afinal, eles também vieram do chão. Ainda era uma criança quando os pais assumiram o trono, mas com idade o suficiente para lembrar sobre como não queria que o povo retornasse a viver. Hari olha para trás com grande pesar mas também orgulho dos pais e daqueles que lutaram para a liberdade do país.
Foi um susto quando a notícia de tamanha violência em Ocenli chegou às Índias. Nas terras do país, a comoção foi grande. Afinal, a relação do povo com a família real do local, com os nobres, é bastante cordial e amável. Imaginar que alguém poderia ceifar a vida de dois soberanos assim, lembravam-lhe da época de Kathur, algo que ninguém da região gostava de recordar.
O momento que Ocenli vive, ou melhor, o que a Seleção promove é de extrema valia e despertou um imenso interesse na família Ansari. Não no sentido do matrimônio. A ideia não era compatível com os costumes do país que até hoje encorajam os costumes da antiga cultura: a dos casamentos arranjados. Foi aos dez anos, aliás, que Hari foi prometido em casamento a uma garotinha dois anos mais jovem que si; a filha do braço direito do rei. A garota com o passar dos anos tornou-se sua melhor amiga, algo que certamente, aos seus olhos, prejudica a relação que futuramente eles serão forçados a possuírem. O matrimônio irá acontecer, isso é inevitável. Mas é algo que não agrada nem a Hari, nem a sua noiva.
Porém, a Seleção é o momento, é o cenário ideal para que sejam estabelecidas novas alianças. As índias ainda se recuperam do golpe que foi o governo de Kathur, grande parte do dinheiro que o governo mantinha, afinal, foi usado para restaurar a qualidade de vida do povo mais pobre, para cuidar dos doentes e voltar a oferecer estudo para as crianças. Sociedades políticas, então, precisam ser feitas. Ainda é movida por um grande comércio de tecidos e algodão, são seus produtos mais exportados.
Hari vê Ocenli como um palco para novos negócios. É disso que está em busca aqui, afinal. O método escolhido para a escolha dos futuros cônjuges do príncipe e da princesa, porém, não é algo que Hari aprova ou gostaria que no seu país também se assemelhasse. Já não aprova os costumes do casamento arranjado, ainda mais uma competição?
II. PERSONALIDADE.
Hari prefere não ser chamado por tratamentos formais a não ser que seja uma situação que necessite disto. Seja por nobres ou não, o príncipe sempre irá preferir ser chamado pelo nome. É bastante sorridente em praticamente todo o momento, se um dia o ver com a face mais sombria ou irritado, saiba que algo realmente ruim aconteceu. Não costuma deixar transparecer os reais sentimentos,escondendo-os por trás da simpatia já que tem em mente que as pessoas com que fala, não possuem algo a ver com seus problemas.
É teimoso. Muito teimoso. Quando cisma com algo, vai até o fim para descobrir ou para provar o que seja. Tagarela. Adora falar, ainda mais se for sobre comida. Se tem algo que Hari adora é comida. Tentar escapar em horários onde a cozinha está vazia para fazer uso do ambiente é a sua coisa favorita. Se acharem um doce decorado com a cor rosa ou roxo na geladeira, certamente foi Hari que fez e guardou.
Mas não se deixe enganar pela personalidade borbulhante. A pior coisa a se fazer é entrar no caderninho de desprezo do príncipe. O rapaz é formado em Antropologia, tendo mestrado em Arqueologia e, recentemente, tornou-se doutor em sua primeira formação. Os estudos sempre foram algo que levou a sério; já que, como os pais costumam dizer, o conhecimento é sempre a base do sucesso. E Hari deseja trazer isso para seu país.
"(...) Nós, estrangeiros cansados de andar, esperando por algo, uma parte melhor do que essa que vemos, a glória de uma cidade da qual o artífice e construtor foi aquEle mesmo que soprou em nós, pó e cinza, o fôlego para gerar vida. A espera por algo melhor, a espera ansiosa por saber e ver aquilo que olho nenhum viu, há ver a poesia escrita em forma de artifíces pelas mãos do próprio Deus (...) Nós, estrangeiros já cansados, mas com plena convicção do que estar por vir, daquilo melhor e maior que Ele tem preparado para nós. [Estrangeiros, 30 de setembro, ano de 2017, as 23:14]"
-Jessica Nogueira
Há um tipo especial de fobia da qual todos sofremos. Chama-se xenofobia. Xenofobia é o medo (e, algumas vezes, ódio) de estranhos ou estrangeiros ou qualquer coisa que seja estranha ou estrangeira. Deus é o alvo último de nossa xenofobia. Ele é o supremo estranho. Ele é o supremo estrangeiro. Ele é santo, e nós não.
Deus é Santo - R.C. Sproul
O "Invasor" que Paga as Contas: Um Escândalo de Solvência
Pelos vistos, o apocalipse demográfico afinal não vem montado num cavalo pálido, mas sim numa motorizada de entrega de comida ou numa carrinha de transporte para a apanha da framboesa. Segundo os dados fresquinhos de 2025, a Segurança Social portuguesa está a viver um autêntico "perigo": um saldo positivo de 3,2 mil milhões de euros cortesia dos nossos amigos estrangeiros. Relatório da Segurança Social.
É um escândalo de produtividade que deveria preocupar qualquer patriota que se preze. Imagine-se a audácia: na agricultura, pescas e florestas, mais de metade das contribuições já não vêm do Manuel ou do Joaquim, mas sim de quem veio do Brasil, da Índia, do Nepal ou do Bangladesh para fazer o "sacrifício" de manter o nosso sistema de pensões a respirar.
Enquanto alguns comentadores se preocupam com a presença de estrangeiros, os números demonstram que os imigrantes estão a contribuir significativamente para o sistema, dando ao Estado 4,1 mil milhões de euros e recebendo uma quantia consideravelmente menor em prestações sociais. É uma situação onde eles trabalham em setores onde a mão de obra nacional é menos disponível e, em troca, ajudam a garantir a sustentabilidade do nosso sistema de pensões.
O top de contribuintes inclui Brasil, Angola e Cabo Verde – países com laços históricos e culturais com Portugal – mas as contribuições de países como Nepal e Bangladesh também são notáveis. São pessoas que chegam a Portugal para trabalhar e contribuir para uma Segurança Social que lhes garantirá, com sorte, acesso a serviços básicos.
Estamos perante um superávit de 11% em relação ao ano passado. Se esta tendência continuar, podemos ter um cenário de contas públicas mais equilibradas e serviços públicos mais robustos, em parte graças à contribuição de quem veio de fora e está a trabalhar nos setores onde a oferta de trabalho é maior. Isto contraria a narrativa de que os estrangeiros vêm apenas para usufruir de subsídios; na verdade, eles são contribuintes líquidos para o sistema.
A disparidade entre o que os imigrantes entregam ao Estado e o que dele recebem é tão acentuada que quase parece um erro de cálculo do Ministério das Finanças.
Aqui estão os números que sustentam o "milagre" financeiro:
Contribuições Recorde: Em 2024/2025, os trabalhadores estrangeiros contribuíram com cerca de 4,1 mil milhões de euros, um valor cinco vezes superior ao que receberam em benefícios.
Prestações Recebidas: No mesmo período, o gasto com prestações sociais para esta população situou-se em torno dos 688 milhões de euros.
Saldo Líquido: Esta diferença gerou um lucro direto de 3,2 mil milhões de euros para os cofres públicos.
Proporção de 5 para 1: Por cada euro que um imigrante recebe em apoios (como subsídios de desemprego ou doença), ele coloca 5 euros no sistema para financiar as pensões de todos.
Sustento das Reformas: Atualmente, as contribuições de estrangeiros já são responsáveis por financiar cerca de 17% das pensões e reformas pagas em Portugal.
Estes dados revelam uma contribuição financeira significativa por parte dos trabalhadores estrangeiros para a sustentabilidade do sistema de Segurança Social. Esta análise sublinha a importância da população imigrante para o equilíbrio financeiro das contas públicas e para o financiamento de prestações sociais que beneficiam a sociedade em geral.
A evolução das nacionalidades que sustentam a Segurança Social revela uma mudança de paradigma: de uma imigração puramente lusófona para um mosaico global de novos contribuintes.
Aqui estão os dados sobre quem mais contribui e como esses números cresceram em 2024/2025:
Brasil no Topo Absoluto: A comunidade brasileira continua a ser o maior motor estrangeiro do sistema. Com mais de 403 mil contribuintes (um aumento de 8,7%), os brasileiros pagam quase 1,4 mil milhões de euros anualmente para a Segurança Social.
A Ascensão do Nepal: É a nacionalidade que mais cresce em termos percentuais, com uma subida de 19,8% no último ano, ultrapassando os 49 mil trabalhadores ativos.
Índia e Bangladesh em Crescimento:
A Índia registou um aumento de 11,7%, contando com mais de 88 mil contribuintes.
O Bangladesh cresceu 10,6%, atingindo cerca de 50 mil indivíduos que descontam para o sistema.
Peso das "Cinco Maiores": As cinco principais nacionalidades (Brasil, Nepal, Índia, Bangladesh e uma crescente presença de países africanos como Angola) representam mais de 60% do total de estrangeiros com descontos.
Dependência Estrutural: A força de trabalho estrangeira impediu que a população ativa de Portugal caísse (estima-se que cairia 0,1% ao ano sem este fluxo). Atualmente, cerca de 20% de todos os trabalhadores que descontam em Portugal são estrangeiros.
Sem as contribuições dos estrangeiros, o sistema de Segurança Social português não estaria apenas "em dieta"; estaria nos cuidados intensivos, ligado a um ventilador financeiro.
Eis o cenário (pouco) hipotético de um Portugal sem estes 3,2 mil milhões de euros de saldo positivo:
O Défice Instantâneo: Sem os estrangeiros, o saldo da Segurança Social passaria de um excedente confortável para um buraco imediato. Em vez de acumularmos reservas para o futuro no Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), estaríamos a discutir onde cortar hoje.
Corte nas Pensões ou Aumento de Impostos: Para tapar um buraco de 3,2 mil milhões, o Estado teria duas opções simpáticas: ou reduzia o valor das reformas atuais (uma medida politicamente suicida) ou teria de subir a TSU ou o IRS para níveis asfixiantes para compensar a falta de quem trabalha.
Rácio de Sustentabilidade em Queda Livre: Portugal tem uma das populações mais envelhecidas do mundo. Os imigrantes são, na sua maioria, jovens em idade ativa. Sem eles, o rácio entre quem paga (trabalhadores) e quem recebe (reformados) desceria para níveis insustentáveis muito antes do previsto pelo Eurostat.
Colapso de Setores Inteiros: Na agricultura, pescas e florestas, onde mais de metade das contribuições vêm de fora, a produção pararia. Sem produção, não há salários; sem salários, não há descontos. O efeito seria uma reação em cadeia de insolvência fiscal.
Antecipação da Idade da Reforma: Sem o "balão de oxigénio" financeiro da imigração, a idade da reforma teria de saltar rapidamente para os 70 anos ou mais, apenas para manter a matemática do sistema minimamente funcional.
Em suma, sem este contributo, o debate não seria sobre "como melhorar" a Segurança Social, mas sim sobre "como declarar a sua falência".
Takaichi responde sobre preços e entrada de estrangeiros
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Japão endurece regras para estrangeiros inadimplentes
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