Olá! Como você perceberam, este blog estava com um hiatus muito grande. Então agora que decidi voltar pro mundo dos blogs, preferi criar um completamente novo. Ele é o DELEITURA! Aqui também a página do facebook. Lá eu vou postar resenhas, matérias, listas etc... tudo que tenha relação com livros e histórias! Espero que vocês gostem.
Minha experiência aqui, desde o conselhosdescritos, foi incrível. Agradeço a todos os que me acompanharam e me apoiaram e espero que vocês possam estar comigo nessa nova fase. A todos meus parceiros, um outro especial, mais apertado ainda. Obrigada! E até logo!
Muitas garotas têm dificuldade em descrever uma cena no ponto de vista de um cara, principalmente quando a narrativa é na primeira pessoa. Isso não é diferente quando se trata do público masculino com a narrativa feminina. Esta matéria não tem como objetivo criar uma personalidade fixa para um homem, pelo contrário, quero que vocês, leitoras, abram suas mentes para as diversas possibilidades que há por aí e quebrar os estereótipos mais comuns em fanfics e originais postados na internet. Afinal, ninguém é igual a ninguém, e isso vale tanto para as mulheres quanto para os homens.
Um homem não precisa ser rude para ser um homem.
Eu simplesmente estou cansada de encontrar uma história pela internet e me deparar com narrativas masculinas totalmente rudes, cheias de palavrões e conatação sexual. Esse tipo de cara não pode ver um rabo de saia na rua que, em suas mentes rústicas, essas mulheres não passam de um prato em seu cardápio diversificado (outra coisa bem comum nos caras da ficção, ele ser mulherengo, claro) e tratá-las como um objeto. Já vi caras mulherengos que com alguma amiga mais próxima ou até com a irmã eram pessoas totalmente diferentes. Leia uma narrativa masculina por aí e com certeza você vai encontrar um “cara”, “brother”, “irmão”, ou uma frase que a cada dez palavras, onze são xingamentos. Calma lá, colegas. O vocabulário deles pode ser mais extenso que isso a depender do tipo de cara, e eles também podem ser educados e não serem possessivos nem ciumentos, como muitas narrativas o descrevem. Eles não precisam ser um grande idiota das cavernas para serem considerados um homem.
Nem todos os homens pensam em mulheres 25 horas por dia.
Você até pode achar isso, mas conheço mulheres que pensam 26 horas por dia em homens, o que, mais uma vez, nos leva a proposta da matéria: não generalizar a visão masculina que temos deles. Eles também estudam, trabalham, saem com os amigos, têm problemas... sim, os homens têm uma vida, independente ou não de haver uma mulher nela. Então, quero salientar que na hora de entrar na cabeça de um homem, pense duas vezes nisso e dê mais conteúdo ao pobre rapaz. Ninguém é uma coisa só ou duas... Somos a união de várias em apenas uma mente!
Alguns homens podem ser sensíveis... e românticos!
Não há só uma espécie de homens no mundo, os mulherengos. Há os tímidos, os extrovertidos, os engraçados, os cafajestes e também os românticos. Estão em extinção? Talvez, mas ainda habitam a Terra. Eles podem abrir a porta do carro para você, te abraçar sem segundas intenções, beijar sua mão de forma carinhosa, perguntar como você está se sentindo, te mandar flores, propor passeios românticos... tudo isso sem você ter que pôr uma arma na cabeça deles, acredite, e não se esqueçam do instinto protetor deles por nós. Enfim, um homem pode ser amigo de uma mulher. Ele pode pensar no quanto você é linda, gostar de suas ações, sentir a urgência de um contato íntimo... e também ser malicioso em diferentes níveis, dependendo do tipo de cara, da mesma forma que acontece com nós mulheres.
Homens também choram.
Sim, o canal lacrimal deles funciona tão bem quanto o nosso, leitoras. Eles também ficam tristes e gostam de desabafar com seus amigos, não de forma tão dramática como alguma de nós e não o tempo todo e a qualquer lugar, até porque, os caras costumam ser diretos em suas falas e muito mais reservados quando se tratam de sentimentos que nós. Eles também não se desesperam tanto e compram um pote de sorvete para superar as mágoas. A maioria simplesmente pega uma cerveja, toca algum instrumento, vai jogar seu jogo favorito e sim, alguns até escrevem sobre, caso gostem disso. Eles são mais reservados porque não querem passar uma imagem frágil e “não-máscula” para as pessoas, são condicionados a não se expor sentimentalmente desde a infância (mais um desses paradigmas idiotas da sociedade).
Eles também amam.
Quando encontram a tal garota que será seu par, segundo as histórias que leio por aí, eles não param de pensar no quão viciados estão nela, que a mulher virou sua vida de cabeça para baixo, ele não lembra mais de nenhuma outra, agora será apenas ela, e sua cabecinha oca se foca apenas nisso. Eles podem até ser assim, mas repito novamente, não o tempo todo e nem todos. Cuidado também na hora de demonstrar seus sentimentos e, principalmente, na hora de narrar um beijo. Esqueça os fogos de artifício, que o mundo parou de girar ou que há uma música de fundo em sua mente apaixonada (e se algo assim acontecer, eles estão de zoação ou fazendo um comentário divertido). Eles podem até dizer o quanto seus olhos são bonitos e que você fica charmosa corada, mas na cabecinha deles, as narrativas masculinas nesse quesito tendem a serem mais físicas, eles focam mais no ato em si que na poesia da coisa. Mais uma vez, seja mais direta e objetiva na narração. Deixe as comparações românticas para a protagonista, e caso queira romantismo no seu personagem, vá com calma.
Homens não falam “Oh my God”.
Sim, já li uma fanfic que usavam essa expressão para descrever a emoção de um homem. A menos que seu personagem seja homossexual, tome bastante cuidado com as gírias “femininas”. Esse na verdade é o ponto onde as narrativas masculinas escritas por mulheres erram. A forma de obter em palavras o pensamento de um homem sem que soe feminino, e creio que seja a partir disso que surgem os vocabulários tabelados do primeiro tópico dessa matéria (brother, cara, palavrões, mulheres-prato-de-refeição...). É mais fácil usar palavras seguras que sinalizem a “masculinidade” na frase a se aventurar com uma fala sem esses marcadores, mas vamos acabar com isso já. Faça o seguinte: quando você tiver dúvida ao criar uma frase dita/pensada por um homem, imagine seu irmão, primo, pai, amigo, namorado... enfim, alguém do gênero masculino, e pense se algum deles diria algo assim. Se um enorme “não” vier à sua mente, apague e reescreva com base nesse alguém que você pensou. Com o tempo isso se tornará mais fácil e você nem irá precisar de exemplos.
A camaradagem masculina.
A amizade deles pode soar um pouco estranha para algumas meninas, principalmente quando você vê uma rodinha de amigos que só se xingam e fazem um amigo passar vergonha só para ter do que rir depois. A lealdade masculina é uma coisa legal de ver e um dos pontos fortes em uma narrativa no ponto de vista deles. Quando estão juntos, eles conversam sobre jogos, filmes (praticamente qualquer um que não romance, comédia romântica ou drama), mangás (para os que assistem), futebol ou outro esporte (sim, nem todos curtem futebol), bebem com os amigos... Podem debater política, algum fato da atualidade, conversar sobre algum problema, enfim, não muito diferente de nós, né? Então não o resuma apenas “as mulheres que ele pegou”, embora eventualmente o tópico mulher venha à tona em algum momento.
Antes de criar a personalidade do seu personagem, tanto homem quanto mulher, defina qual será seu papel na história. Não há um abismo entre os dois gêneros como muitos pensam, somos mais próximos do que imaginamos. Ler narrativas no ponto de vista masculino também ajuda muito, ainda mais se ele for escrito realmente por um homem. Os livros do Dan Brown, George R. R. Martin, Markus Zusak e do John Green podem ajudar nesse processo, como o de muitos outros autores por aí, basta pesquisar. Pedir a ajuda de caras próximos a você pode ser uma boa também, fazer com que eles leiam o que você escreveu e dizer se está verídico ou não. No mais, deixe um pouco a visão generalista de lado e tenha em mente que nem todos os homens são iguais, por mais que tentem te convencer disso, e que um homem machucado, assim como uma mulher, pode mudar totalmente sua forma de pensar e agir, justificando ou não suas ações.