01: Mia Wallace no auge de toda a preguiça possível.
02: Um vestido vermelho, justo, com detalhes dourados, cabelo volumoso em uma peruca loira que a fez sentir saudades da cor anterior de seu cabelo. Luvas e piteira. Seu conjunto já existia em seu armário, por se tratar de um Christian Dior usado no tema de seu aniversário de 25 anos, na temática de Anos Dourados.
03: Beatrix Kiddo. Absolutamente a melhor personagem de Tarantino, na opinião de Chariot.
04: Morticia Addams e uma máscara igualmente gótica, um de seus ícones favoritos. Fantasia de par com @zucconeli, arrumaram-se juntos e ele é obviamente seu amado Gomez.
05: Vanellope. Doce como ela, só que não.
06: Uma sininho sem a versão do vestido sem graça, novamente com algumas peças que já tinha à disposição, como a parte de cima. As asas foram os itens mais baratos até então. Outra fantasia de par com @zucconeli, seu Peter Pan.
07: Amy Winehouse, uma de suas cantoras favoritas. Diva britânica absoluta.
O corpo de Zaya estava absurdamente quente ainda que aquela fosse uma noite fria. Sua face estava mais ruborizada do que o habitual e havia suor escorrendo pela curva de seu pescoço e um pouco por sua cintura, de modo que ela até havia se livrado da máscara por alguns instantes numa tentativa de se livrar daquela sensação que a consumia e fazia com que o óleo em seu corpo começasse a escorrer um pouco, tornando-o ainda mais brilhante. As mãos em movimentos singulares, acompanhando as ondulações dos quadris ao som da música de fundo, por menos egípcia que ela pudesse soar.
O ritmo ditado pelos tambores e resultando na forma como a Haernzah mantinha os olhos fixos na figura de @kaivonbraun sentado à sua frente, incapaz de usar suas habilidades naquele momento para saber o que se passava pela cabeça do filho de Ares, apesar de realmente querer saber se ele gostava do que via, se estava interessado na forma como os adereços no corpo da filha de Sekhmet balançavam, faziam barulho e cintilavam sob as luzes baixas da festa.
Ela realmente queria que ela o olhasse como ela o estivera olhando desde que havia aparecido em público no acampamento.
A cidade em peso acabou se mobilizando nas buscas por Jason quando as notícias se espalhou; existiam buscas em todos os horários e lugares nos primeiros três dias, com ajuda de qualquer voluntário com ordens para sempre se manterem em grupos ou duplas, no mínimo, para evitar outro desaparecimento.
Todas as buscas se provaram em vão pois nada foi encontrado, nem mesmo uma pista sobre o paradeiro do jovem durante aquelas buscas enquanto a polícia, durante o dia, conduzia interrogatórios com todos os alunos que afirmavam terem visto o menino em algum momento do primeiro dia de aula mas, como esperado, aquilo também não deu em basicamente nada.
A situação parecia apenas piorar, os pais começaram a ficar preocupados cada vez mis com seus filhos e poucos eram os que deixavam seus filhos passearam livremente pela cidade - ainda mais depois de certo horário - e todos os habitantes estavam com medo do que viria a seguir pois parecia que, por mais que desejassem o contrário, todos sabiam qual seria o resultado e ele chegou.
Era uma noite de sexta-feira quando alguns adolescente, fugindo de seus pais e sua superproteção dos últimos dias, acabaram visitando o lago da cidade onde beberiam escondido e poderiam .. bem, serem adolescentes, não é mesmo? Ou era o plano deles pois quando Jessie olhou para as águas iluminadas pela luz da lua notou uma sombra a beira dele e forçou Colin a verificar e, para o azar dos jovens, a sombra era o que todos temiam: o corpo de Jason.
A polícia rapidamente chegou no lugar mas não foram capazes de impedir a sra. Kelly que chegou logo em seguida de alcançar o corpo do filho, chorando culposamente enquanto balançava o corpo do menino em seus braços como se fosse uma criança dormindo apenas mas ele não estava dormindo, infelizmente.
O choque da notícia atingiu a cidade com tudo, alguns diziam que ele também havia se matado devido a pressão dentro de casa mas a mãe negava aquilo com todas as forças e afirmava para todos que encontrava que os olhos do seu filho estavam estranhos, que ela havia notado sinais de agulhas nos braços dele que não estavam ali antes porém o prefeito Perry, tão querido como sempre, a convidou para um almoço e ofereceu aos Kelly para pagar todo o enterro e a história rapidamente focou-se no quanto o homem estava sendo gentil com aquela família. Será que estava mesmo ou será que ele estava apenas mudando o foco? De todo modo, é impossível ignorar que, daquela vez, a história estava quase tão estranha quanto a morte de Evan.
E veio ai, menos um adolescente em Myrefall! (brincadeira)
Vocês podem continuar outras interações mas na sexta a notícia rapidamente se espalhou pela cidade, com pais ligando uns para os outros e, os mais curiosos, indo até o lago para ver o trabalho da polícia.
Se você é um dos curiosos, definitivamente os gritos da mãe de Jason chamaram sua atenção assim como o convite do prefeito e o silencio da família logo depois. Se não, então você pode apenas ignorar tudo e fingir que é só mais uma morte na cidade (vai de cada um né).
Apesar da sensação de certa insegurança, é possível notar que não existe uma real mudança no policiamento na cidade ou aumento da segurança.
Como foi falado ali, aconteceram investigações e alguns prestaram depoimentos então, para aqueles que estavam na escola e viram Jason, podem postar seus depoimentos apesar de nenhum aluno ter sido um suspeito em momento algum.
Havia um grupo de curiosos que observava a apresentação de Zaya no palco que, naquele momento, se encontrava livre. Ela mesma já havia passado pelos efeitos das bebidas ingeridas, e agora estava se recuperando quase que completamente, por isso dava conta de executar os movimentos que fazia, como os quadris ondulando, simulando batidas no ritmo de tambores e das flautas que soavam ao fundo. Os pingentes tremulando e agitando o tinir metálico, movimentando-se conforme os ombros, a barriga e as pernas da Haernzah brincavam com o espaço que lhe era conferido: sentimentos tão delicados, mas igualmente assertivos, milimetricamente executados com o intuito de manter a plateia hipnotizada.
A máscara repousando, por ora, ao lado, atraindo a visão da filha de Sekhmet somente para as pessoas ali presentes, até ter seu olhar recaindo sobre uma figura conhecida: o filho de Rá, bem ali na primeira fileira, contemplando-a. Sendo até ele que Zaya marchou, naqueles saltos curtos e delicados, quase dignos de uma planagem enquanto se movia com aqueles movimentos sensuais, pelo palco, até ficar completamente à frente do semelhante de panteão.
Ali, alguns níveis acima, ela projetou então uma das pernas para frente, jogando parte do corpo para trás, o que demonstrava seu equilíbrio e parte de sua flexibilidade; um último segundo antes de um novo apoio e impulso em uma de suas pernas, fazendo-a se mover tão rápido quanto havia se aproximado dele, apenas para endireitar a postura outra vez, propositalmente jogando, levemente, os cabelos cacheados e perfumados na direção alheia. Entretida em realmente dançar para ele enquanto notava também outros olhares sobre si e sobre a apresentação praticamente exclusiva que Maddox ganhava agora.
Eu me pergunto se virarei uma daquelas almas rancorosas que vagam pela terra sem ter por onde ir... Porque não consigo encontrar a entrada para o outro lado?
A primeira sensação que sentiu foi uma coceira nas suas orelhas, ela coçou um pouco, mas quando continuaram, começou a ignorar. Enquanto juntava umas barrinhas de chocolate branco, foi ai que teve sua segunda mudança, primeiro foi só uma sensação, algo que lembrava sua mágica, mas mais intenso. Depois transferiu também para a sua visão, não foi uma grande diferença, mas era como se tivesse ganhado uma percepção maior, pequenos nuances de magia pura e seu caminho e razão e destino.
Era um pouco hipnotizante pra dizer a verdade e por um momento ela ficou apenas a encarar aquilo, parecia que dançavam uma dança que já faziam a muito mais tempo do que a vida da norueguesa. Em perfeita sincronia.
Mesmo com tal beleza, ela não deixou de perceber que isso tudo era estranho e com certeza era alguém brincando com magia, de novo. Mas dessa vez, a conclusão não faz deixar a irritada, ainda que um pouco resignada. Aproveitando suas novas habilidades, ela andava sem notar o caminho, sua atenção voltada ao dançar da mágica do mundo.
A dor de cabeça começou de repente e se espalhou rápido, por todo seu corpo, mas se concentrando principalmente no crânio, como se algo estivesse perfurando-o e em suas costas, com a mesma sensação. Depois a agonia também se fez sentir em seu peito, algo quente e subiu até sua garganta, querendo sair de sua boca com selvagem determinação. Mas a vontade de Natallia foi maior e sua boca permaneceu fechada…
Mas Natallia? Quem era essa? A quem pertencia esse nome? A loira sem ter noção, começa a perder a noção de si e do espaço a sua volta. Sua entendimento de ser se diluia e a dor agravava.
Em algum ponto, deve ter pedido a consciência, pois a noção de acordar foi como se tivesse tido a primeira golfada de ar após quase ter se afogado seguinte pela confusão de não saber onde estava junto com a sensação de insegurança.
Natallia - esse ainda sendo seu nome, mesmo sem a noção de o possuir - soltou um rosnado ensurdecedor, com algumas labaredas de fogo junto, e saltou do sofá, sua asas agora reais se expandiram e fizeram o pulo ser mais longo até tocar no piso, em uma posição curvada. Em mais uma adição de movimentos não humanos, ela correu até encontrar a porta dos fundos, apenas entendo que aquilo era uma saída e sem o discernimento de que estava dentro de uma casa.
No ar livre, ela expandiu mais uma vez suas asas, pousando com sutileza na grama. Seus olhos de fenda e que cintilavam naturalmente com um brilho lilás observavam minuciosamente o espaço ao seu redor.