EPISÓDIO O2: SOZINHA EM CHINATOWN
Nota de conteúdo sensível: prostituição e seus impactos sociais, emocionais e psicológicos nas vidas de várias mulheres, incluindo as protagonistas desse episódio, além de terceiras. Descrições gráficas de sexo, relacionamento abusivo e nudez. Uma das personagens narra pequenas rotinas em um bairro marginalizado, também, e suas vivências como uma pessoa que foi abandonada na infância pelos pais. Luto por terceiros e tópicos sobre racismo e misoginia no mundo corporativo.
Queria deixar claro que este post não tem, de forma alguma, o intuito de incentivar ou demonizar pessoas que trabalham nessa indústria em específico, assim como esse texto também não é uma crítica. Todo o conteúdo aqui descrito é apenas CENÁRIO DE FUNDO de uma história FANTASIOSA E FICTÍCIA.
LAUREL HU
Todo mundo naquele prédio tem alguma lembrança da noite que a mãe de Penny Hu foi embora com uma mala e deixou a única filha pra trás.
Mrs. Xeng, do apartamento do lado, é a pessoa que tem mais memórias não só dessa noite, mas de todas as semanas que antecederam o dia que Laurel Hu desceu as escadas e decidiu que se quisesse ser feliz com um marido novo e dona de alguma dignidade para além da pobreza daquele lado de Chinatown, não ia conseguir fazer isso com uma filha de quase doze anos debaixo do braço.
“Não que ela fosse uma boa mãe, sabe.” Relatava pras outras mães do bloco, sempre aos sussurros, sem coragem de deixar a pequena Penny Hu saber que sua mãe era mesmo uma cachorra filha da puta. “Mas ela sempre foi uma cachorra filha da puta.”
E talvez tenha sido por isso que aquela comunidade se recusou a jogar aquela garota nas mãos do estado e correr risco de serem responsáveis de mandar ela pra apodrecer em um orfanato, e talvez tenha sido por isso, também, que todos os meses depois, aquelas famílias se revezavam pra pagar as contas da casa, corrigir deveres de casa e cuidar daquela menina que era só bochechas e um olhar tristonho e ansioso de dar pena.
A mãe dela foi mesmo uma cachorra filha da puta e a abandonou antes dela ter a primeira menstruação, mas talvez tenha sido melhor assim. Já tinham passado uns onze anos e ela sobreviveu.
Mas depende muito do ponto de vista.
HOJE É SÓ OUTRO DIA
Tipo, ela até podia acordar as oito e se atrasar com calma pras primeiras aulas do dia como a maioria de seus colegas que não moram no campus, igual a ela, mas então não ia ter tempo pra se esfregar e enxaguar debaixo do chuveiro pelo menos três vezes, até a pele começar a enrugar debaixo da água e o calor no banheiro ficar tão insuportável a ponto dela começar a se sentir oprimida com todo aquele vapor.
Porque mesmo que ela tenha feito isso ontem de madrugada, e mesmo que ela tenha chorado muito junto com a água escorrendo pelo ralo junto com a maquiagem e o perfume e tudo o que ela usou naquele programa, parece que nada nunca vai deixar ela limpa o suficiente. Nem os banhos metódicos tarde da noite, nem os banhos metódicos às seis da manhã. Ela sempre se sente como se tivesse acabado de sair daquele quarto de hotel, usada e devidamente paga, todas as vezes que se submete a ir na direção dele, pra começo de conversa.
No agora, ela sabe que vai ter um arrependimento de dias, mas também sabe que aquela transferência de dinheiro generosa é o que vai pagar as contas do mês e deixar ela bem tranquila por um tempo.
Podia ser pior, ela podia ser igual a Cerise, que está dormindo em um colchão na sala porque ficou sem coragem de voltar pra casa ontem cheia de brilho e cabelo duro de laquê e ainda ter que assumir pra sua avó russa-americana — e muito religiosa e devota a virgem Maria! —, que a neta teve que tirar as roupas e se esfregar em um poste de metal pra pagar umas despesas médicas. Penny não sente vergonha de Cerise, assim como sabe que a avó dela só se preocupa e nunca julgou sua melhor amiga de verdade, mas fica com medo de pisar nos adereços de borboleta que ficaram pela sala e que faziam parte do show da loira, ao tentar alcançar a porta de emergência do outro lado, convidando o gato parado na escada de incêndio pra entrar e se abrigar até ela ter que sair e ser adulta lá fora.
— Bom dia, gracinha. Me diz que não me trouxe outro ratinho de presente hoje… — Ela chega a analisar aquele gato laranja com os olhos por cinco longos segundos, até ter certeza que não tem um cidadão de Nova York na boca dele, o colocando no colo logo em seguida. — Cerise está aqui hoje, quem sabe ela não te adota?
“Cerise só ganha pra pagar a insulina de uma velha teimosa, gracinha, mas vou ver o que faço.”
Penny sorri pra voz sonolenta de Cerise, então pro gato de rua nos braços, que parece maior e mais limpo desde que começaram aquelas visitas de puro interesse, onde ele fica pra fugir da chuva e come ração e água limpinha duas vezes ao dia, antes de voltar a vagabundear lá fora. Muito parecido com Cerise, às vezes.
— Os shows dessa semana são borboletas com tesão?
Penny quer saber assim que a loira entra na cozinha, pedindo permissão pra pegar um copo do escorredor, então permissão pra abrir a geladeira de Hu, então permissão pra beber um pouco de achocolatado, porque não importa se elas se conhecem a vida toda. Cerise é muito educada. Sempre foi.
— Eu gosto de ter o mínimo de veia artística e criativa se tiver que mostrar minha bunda e meus peitos naquele palco, e Frank, o segurança, achou que ninguém ia me dar bola… Mas a verdade é que os maços de dinheiro triplicaram, e eu voltei a sorrir. — Keller conta tudo gesticulando muito com a mão que não segura o copo já na metade, antes de coçar um dos olhos e perceber que ainda tem muita purpurina pra se livrar. — Acho que homens gostam mesmo é de uma esquisitinha gostosa.
— Deve ser mesmo.
— Eu posso provar!
Realmente, as notas jogadas dentro da bolsa de lona de Cerise parecem ter saído de um desses filmes de crimes e recompensas, de um jeito que faz gracinha olhar para Penny, horrorizado, como quem diz “isso é mesmo muito dinheiro!”, principalmente quando a loira deixa um maço em cima da mesinha de centro vintage da sala de Penny.
— Isso é por ter ido me buscar de novo, pelo colchão e o achocolatado. — Cerise pontua, se inclinando pra beijar o topo da cabeça do gato nos braços da amiga. — E pra comprar mais comida pro gracinha.
E se aquilo não era apoio feminino eficiente, o que mais seria?
— Se um dia me casar, você vai ser madrinha e prometo que vou escolher o vestido mais legal pra você. — Penny agradece do jeito dela, que funciona, porque os olhos de Cerise estão brilhando com as palavras madrinha+casamento+vestido na mesma frase.
— Eu não posso dizer o mesmo pra você, mas quem sabe se eu me casar um dia… Tipo no roblox?
Antes que Penny possa questionar se Cerise fala sério, ela se liga na mensagem nas entrelinhas daquela resposta atravessada e tudo volta a fazer sentido, de algum jeito.
— Ele terminou com você por que voltou pra boate? — Penny pergunta com cuidado, se sentando no sofá enquanto Cerise dobra os cobertores que usou, sem que ela precise pedir, porque é, ela é mesmo muito educada. — Cerise, sinto muito…
— Eu sei que você sente, não por ele ter terminado comigo, mas sim, foi o que aconteceu e foi por causa da boate também. — A loira responde com um beicinho, alinhando travesseiros e lençóis ao lado da garota chinesa e seu gato concentrado na conversa. — Aparentemente, ele acha que é mais digno ficar naquele escritório cheio de velhos misóginos e não receber suficiente pra pagar o plano da minha avó, mas não tem nada de direito ser namorado de uma menina que faz mais que ele em uma semana, mas sendo stripper.
— É sempre difícil quando eles não entendem que a gente não faz por que quer, né? — Penny suspira, acariciando a cabeça de gracinha, ao que Cerise contempla, encerrando a manhã das duas.
— Tão difícil que parece que não somos nós as garotas desesperadas.
A LIGAÇÃO
Mas por mais que ela pense que não está tão desesperada, fica meio óbvio quando todas as contas do mês saem tirando o dinheiro de sua conta no débito automático, no caminho que ela faz de Chinatown pro prédio da NYU, no carro antigo que o mecânico fez questão de lhe lembrar, também por meio das notificações do banco, que tinha sido consertado com muito custo no mês passado. A companhia de energia, a fornecedora de água e gás, então a faculdade com aquele crédito estudantil maldito e que ainda ia perseguir ela por uns anos mesmo depois de se formar, todos avisando que ela tinha muita coisa dependendo daquele tipo de trabalho, já que arranjar um estágio em um lugar decente parecia uma luta.
Mesmo se ela estudasse mais, mesmo se ela fosse ainda melhor que a primeira aluna da turma — que já era ela — e mesmo se ela conseguisse um portfólio melhor que todos os letreiros e panfletos que ela fazia sem cobrar pras lojinhas lá da rua, parecia que nada era bom suficiente pras empresas que sempre precisavam de pessoas novas e com ideias atuais, mas só até ela passar pela porta e se apresentar como imigrante de primeira geração.
Os meninos brancos nunca pareciam precisar de indicação, escolher a melhor roupa dias antes, cuidar da dicção e chegar sempre adiantados pra mostrar compromisso e interesse logo de cara. Eles nunca precisavam sorrir o tempo todo, fingir que não se importavam com os benefícios e nem implorar por mais dias em home office porque era muito caro e perigoso, pra ela, atravessar a cidade todos os dias em um carro que existia antes mesmo dela nascer lá em Jiaju em Sichuan. Eles não precisavam dizer mais de uma vez que queriam se firmar e crescer em empresas sérias e grandes, mesmo que isso fosse aviso de burnout e depressão e ansiedade severa antes dos trinta, porque eles já sabiam que iam herdar cadeiras e cargos nas empresas das próprias famílias, e que ela, Penny Hu, nunca foi uma ameaça de verdade.
Porque se ela não terminasse servindo café como desvio de função, com certeza ia terminar a noite dando pro pai desesperado de um deles.
Porra, não eram nem dez da manhã e ela já não sentia vontade alguma de assistir outra aula de softwares gráficos com aquela ansiedade toda dilacerando ela bem no estômago, mas quando o celular vibra em cima da mesa mostrando a chamada de um número desconhecido, ela atende porque pode ser trabalho — de verdade, do tipo que tem entrevista e ela precisa usar salto scarpin — e seu professor está atrasado também.
“Ei, esse ainda é o telefone da Penny?”
— Sim, eu sou a Penny Hu, você…
“Eu sou a Eden, sabe, fui sua veterana por um tempo e até te ajudei a entrar nos clubes que não tinha ninguém sendo procurado por tráfico de droga. Irmã do Caleb.”
— Ah, essa Eden. Oi, Eden, você tá na prisão e precisa que eu seja testemunha que você não vende drogas?
“Bom saber que posso te ter como contato de emergência, já que meus amigos provavelmente vão ser as pessoas que me levaram pra cadeia, mas não, eu queria saber se você ainda faz freelancer de design.”
— Sim e eu atualizei a tabela de serviços, até. Tô usando programas melhores agora, só preciso saber qual dos processos você precisa.
“Bom… As edições.”
— Entendo.
“E as fotos…”
— Tudo bem…?
“E seja lá quem for tirar as fotos, porque é pra uma campanha pra um gloss, mas nem uma das pessoas envolvidas quer tirar fotos ou gravar conteúdo usando ele.”
— Então você quer um pacote Premium?
“Nossa, você tem um? Que incri-”
— Claro que não, porra! Que tipo de empresa você tá trabalhando? É um quiosque de shopping?
“Tá mais pra um porão.”
Penny suspira, muito fundo, ao ajeitar os óculos de grau médio no rosto e que deixavam ela com cara de nerd nem um pouco atraente, que dirá prostituta, antes de voltar a falar com Eden sua ex veterana e irmã do falecido Caleb, que fica impaciente e parece prestes a chorar na outra linha.
— Não vai ser barato.
“Nossa investidora está disposta a pagar e confia no seu trabalho.”
— E minha modelo cobra por hora, porque ela é bonita pra caramba e gosta de inventar moda, então ela sempre entrega surpresas surpreendentes e criativas.
“Modelo bonita, criativa e cheia de surpresas. Parece perfeito!”
— E eu quero todo o material também, meio a meio, pro meu portfólio.
“Isso não vai ser problema, porque o produto é pro meu portfólio também.”
A última coisa que ela precisava saber hoje, era que universitários formados também podiam ser fodidos e lascados sem emprego.
— Então nós temos um acordo e vou entrar em contato pra falar da nossa agenda, então alinhar com a sua e… Eden?
“Eu sou toda ouvidos, Penny, pode falar.”
— Sinto muito pelo seu irmão. Caleb era um cara legal.
Penny escuta Eden suspirar do outro lado da linha e por um tempo, acha até que ela encerrou a ligação sem avisar, só pra ouvir a voz dela de novo depois de um par de segundos.
“Obrigada pelas condolências. A gente se fala depois.”
LAUREL HU OU QUASE ISSO
Quando Penny diz a Minnie que está esperando uma videocall de trabalho a noite e por isso não pode levar as duas até a lojinha na divisa de Chinatown com Astoria, ela espera mesmo que aquela adolescente entenda e se recolha pro apartamento do lado sem perguntar uma segunda vez.
Então não sabe como elas terminam dentro do carro antigo de Hu, com gracinha no colo de Minnie enquanto a adulta habilitada ali leva os três pra passear no bairro árabe com tranquilidade, até a playlist de Minnie Xeng entrar no aleatório e tocar a música mais putifera que Penny já ouviu na vida. Ah, uma playlist de sexo.
— Esqueci de te contar mais cedo, mas se alguém bater na sua porta procurando droga, eu não vendo mais. — Minnie avisa Penny com um sorrisinho, saindo do carro assim que a outra estaciona na frente de uma mercearia. — Eu tô trabalhando de assistente administrativo na agência do Roscoe…
— Claro, imagina se você tivesse parado porque seu irmão é policial e tem uma arma em casa. — O jeito que aquela conversa das duas parece tranquila e totalmente comum, é o que pega Penny de verdade, ao abrir a porta da conveniência para Minnie, entrando logo atrás dela. — E por que Roscoe não podia te trazer pra comprar o chocolate mais hypado da Internet?
— Porque ele tá trabalhando, oras. Você vai saber quando namorar um cara CLT, também. — Minnie deixa Penny para trás, mantendo gracinha dentro do moletom enquanto os dois exploram as prateleiras de doces nos fundos da loja. — Talvez a gente devesse te apresentar um lá de Koreatown.
Penny pensa com carinho, antes de responder:
— Prostitutas não namoram, Minnie. É um privilégio de outro tipo de garota.
E ela meio que já tinha aceitado, muito tempo atrás, mesmo que no geral realmente nunca tivesse sido namorada de alguém. Era só olhar em volta pra todos os casais que ela conhecia e começar a fazer um levantamento de quantos deles eram formados por pessoas tão diferentes, a ponto do passado de uma das partes significar exames de DST mensais porque nunca se sabe, então isso se tornar um elefante branco em uma sala pelo resto das vidas dos dois. E o pessoal do bairro pode até ter tentado poupar ela sobre o que tinha acontecido com sua mãe, mas ela sabia que aquilo vinha de casa.
Ela se lembrava daquele homem super rico estacionando o carro na porta do prédio e levando a mulher mais velha pra vários encontros onde ela sabia que nunca era citada, assim como ela se lembrava das vezes que eles faziam sexo ruidoso no quarto do lado e ela sempre ficava preocupada achando que algo sério tinha acontecido, e assim como ela se lembra do dia que sua mãe foi embora e nunca mais voltou, nem pro café da manhã e nem pro jantar, não importava quantos desenhos Penny deixasse do lado de fora como um caminho pra mais velha voltar pra casa.
Se Penny tinha passado a vida consciente que ela era uma pessoa muito difícil de amar e que abandono já fazia parte do que ela era, porque ia ser diferente agora?
— Letreiro excelente, Penny. Agora todo mundo sabe que nossa loja existe e as vendas aumentaram muito. — O cara no caixa, Mahmoud, a deixa saber assim que ela coloca sua cestinha no balcão, com ração para gracinha, o chocolate de Minnie, outra garrafa de achocolatado e um canivete para Cerise agora que ela estava solteira de novo e o capeta estava a solta. — Por isso suas compras vão ficar de graça.
— Mas isso não é justo, porque no dia que eu trouxe, sua avó me deu um lenço lindo. — Penny insiste em pagar, empurrando as notas em cima do balcão, mas Mahmoud não parece disposto a aceitar. — Promete que aceita na próxima?
— Eu vou a-do-rar ter chocolate de graça se você não quiser! — Minnie encerra a discussão agarrando a sacola de papel, se despedindo de Mahmoud com uma frase em árabe que ela aprendeu de tanto bater perna em Astoria depois da aula, puxando Penny com a outra mão. — A gente tem que se permitir às vezes, você não acha? Tipo-
Por mais que Minnie esteja lá, tagarelando e tagarelando enquanto entra no carro, Penny fica congelada no meio fio por um tempo, os olhos seguindo a figura de uma mulher esguia do outro lado da rua, andando abraçada com um casaco gasto como se só tivesse aquilo pra se proteger do frio e do mundo todo, mesmo que estivesse usando saltos e muita maquiagem naquele rosto que ela tinha certeza que já tinha visto antes, porque se parecia exatamente com o dela, e o de sua mãe também.
Ela devia dizer oi? Ela devia perguntar se ela ainda era casada com aquele homem? Ia ser indelicado se ela perguntasse se sua mãe agora morava na rua? E se ela questionasse o que ela faz entrando em um prostíbulo assumido no final daquela rua, elas iam se sentar no meio fio e chorar e contar as experiências uma da outra sobre vender o próprio corpo pra ter o que comer? Foi pra isso que ela abandonou a própria filha e nunca mais olhou pra trás?
Penny ia terminar assim também?
— Penny, você tá me ouvindo? — Minnie coloca a cabeça do lado de fora da janela, abrindo um sorriso doce e quase infantil, com gracinha agora agarrando em seu tronco. — Minha mãe mandou mensagem pra gente não se atrasar pro jantar, ela fez seu favorito.
Ela não ia terminar assim. Ninguém ia deixar, muito menos ela mesma.
— Sabia que vou fazer uma campanha de cosméticos essa semana? — Ela engole o choro, entra no carro e começa a falar com Minnie, piscando os olhos várias vezes pra tentar disfarçar o quanto ela quer desmoronar agora.
— Mas você odeia design de campanha de cosméticos. — A adolescente pontua, erguendo uma sobrancelha acusatória.
— Mas eu tô sentindo que dessa vez vai ser bom. Na verdade, eu tenho certeza que dessa vez vai mudar tudo.











