Capela de Sant'ana do Rio Doce, Praia de Rio Doce - Olinda Em 1920.
Photo Fidanza.

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Capela de Sant'ana do Rio Doce, Praia de Rio Doce - Olinda Em 1920.
Photo Fidanza.
Riqualificata l'accusa da "corruzione per un atto contrario ai doveri d'ufficio" a "corruzione per l'esercizio della funzione"
1 anno e 4 mesi, pena sospesa e senza interdizione dai pubblici uffici
Pene esemplari... nel senso che sono esempio a reiterare il reato.
Largo das Mercês, d . 1870 / Acervo Fidanza, Biblioteca Nacional
“A Praça das Mercês era antigamente a do Mercado, em nada inferior à da Figueira de Lisboa: nela se viam a vender carnes, peixes e todas as qualidades de frutas e bebidas feitas delas, em certas casinholas cobertas, sem paredes, a quem chamam Quitandas. E Exmo. D. Francisco de Sousa Coutinho, que sempre atendeu à boa polícia da Cidade, mudou-as para a borda do mar, na frente da rua da praia, mandou ele tirar as telhas para aliviar o peso, e sem despregar o mais pequeno pedaço de madeira, transplantou essa extensão de Quitandas para o o lugar em que hoje estão, sendo ele o primeiro que começou a levantá-las a fim de animar o Povo com o seu exemplo a pôr em execução uma empresa que parecia dificultosa. Conservam-se hoje no mesmo estado e as Quitandeiras (todas pretas) pagam certo rendimento mensal ao Senado, segundo a quantidade das Quitandas que ocupam”.
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Fillippe Alberto Patroni ~ Carta a Salvador Rodrigues do Couto (1817)
Cool #GC8 #SubaruImpreza at the @fidanza_performance booth! #MOTORMAVENS #seibon #sparco #fidanza #pirelli (at The SEMA Show)
Acquired Souttbend Z31 stage 3 clutch and Z31 Fidanza lightweight flywheel both never used for a crackhead price.
Trecho Entre a Rua Sigismundo Gonçalves com a Rua Nova, Esquina com a Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio - Centro do Recife Em 1920.
Photographia Fidanza, d. 1890
A foto acima foi publicada no Álbum Descritivo do Pará de 1898, encomendado pelo Governador Paes de Carvalho. O estúdio de Felipe Fidanza aparece em destaque com três letreiros na fachada, além das inscrições nas janelas. A tabuleta central indica a entrada, possivelmente seguida por uma escadaria conduzindo ao segundo pavimento. Essa é até o momento a única foto do estúdio.
Ao se estabelecer em Belém na década de 1860 tirava retratos desde o mais pequeno ponto até o tamanho natural. O atelier era em um dos casarões da Praça das Mercês. Segundo Rosa Pereira teria funcionado ali até 1873. Talvez a foto panorâmica do Largo das Mercês tenha sido tomada do próprio estúdio.
No Diário de Belém de 1º de Julho de 1874 há um indicativo de que o estúdio teria se mudado para os altos da r. Santo Antonio nº 8, acima do comércio de Smith, Castro e Cia. Onze anos depois, o atelier já se encontrava próximo ao número 20 da rua Santo Antonio, ao lado ao Atelier de vestidos e chapéus de Antonio Oliveira (na primeira foto o nº 20 já era ocupado pela Livraria Contemporânea).
Pelos anúncios sabe-se que o estúdio também funcionava como galeria, expondo os trabalhos de Fidanza e oferecendo uma variada “collecção de vistas dos pontos principaes das capitaes e do interior das províncias do Pará e Amazonas que vende por preços modicos”. O fotógrafo dava preferência por trabalhar em dias chuvosos. Ofertava também cartas de visita, cartões imperiais, cartões promenade, cartões boudoir, cartões salão, como esse vendido pelo site E-Bay:
Em 25 de abril de 1886 o Diário de Belém noticiou a morte da esposa de Fidanza:
“Após longos e dolorosos soffrimentso, exhalou ante-hontem o seu ultimo suspiro de vida a exma. sra. d. Lydia Fidanza, carinhosa esposa do sr. Felippe A. Fidanza, habilissimo photographo estabelecido n’esta capital.
O sahimento funebre teve logar hontem, às 5 horas da tarde, da Photographia Fidanza, à rua de Santo Antonio
Nossos pezames ao seu esposo”.
Pouco mais de um ano após essa nota Fidanza colocou à venda o atelier:
Não há notícias se o negócio se consumou ou não, mas Fidanza permaneceu na cidade, chegando a fotografar o cadáver de Carlos Gomes em 1896, colocando à venda posteriormente imagens do maestro ainda em vida.
No seu derradeiro ano, 1903, Fidanza regressava da Europa para Belém; vinha pelo vapor alemão Christiania. Quatros dias após uma escala na Ilha da Madeira, o fotógrafo atirou-se ao mar e se afogou.
O atelier foi leiloado pela sua segunda esposa e passou por quatro proprietários diferentes: Hubner & Amaral, Schönhemberg, Max Maucks e Carlos Dauer, este último encerrou o estabelecimento em 1969. Todos mantiveram o nome Photographia Fidanza.
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*Cf.: Photografia Fidanza: um foco sobre Belém (XIX/XX)”. Revista Estudos Amazônicos. Belém: PPGHSA, UFPA, v. VI, no. 2., p. 01-31, 2011
Estúdio Fidanza, d. 1880
À esquerda Joseph Marie Roche (botânico), ao centro Anantole Henry Coudreau (professor), à direita Clément Demont (navegador). Três exploradores franceses posando no estúdio Felipe Augusto Fidanza, possivelmente situado à r. Santo Antônio na época dessa foto, entre 1883 e 1885.
Como membro da Sociedade de Geografia Francesa, Coudreau viajou sucessivamente à região amazônica do Brasil e das Guianas entre 1881 e 1885. Nomeado professor de História e Geografia no Collège de Caiena, recebe em 1883 a primeira missão oficial para explorar e descrever as guianas, o que incluía também o norte do Brasil.
Coudreau milita pela exploração econômica da Amazônia, mas não recebe a atenção esperada da parte do governo francês, o qual acaba por não financiar mais suas viagens, por suas viagens terem ganhado um contorno político. Mais tarde, será o governo do Estado do Pará que bancará suas expedições de reconhecimento aos principais rios paraenses: Tapajós, Trombetas, Xingu, Iriri. Um dos palanques de Coudreau para o convencimento da exploração amazônica era a Sociedade Geográfica francesa.
Dois chalés, d. 1880
A palestra pronunciada por Coudreau em 22 de maio de 1885 foi resumida dessa maneira no Comptes rendus des séances de la Société de géographie et de la Commission centrale: "as quatro últimas [viagens] (maio de 1883 a abril de 1885) foram financiadas por iniciativa do Sr. Chessé, governador da Guiana Francesa. O Sr. Coudreau estudou primeiro o Counani, depois o Mapa, na região costeira contestada entre a França e o Brasil. Em seguida, dirigiu-se a Manaus para atravessar toda a Guiana central entre o Rio Negro e Caiena". A mesma palestra foi reapresentada no 19 de junho de 1885. Posteriormente, em novembro, fará uma apresentação sobre a contestação dos limites entre Brasil e Guiana Francesa.
Há um extenso texto sobre o tema da palestra, publicado no Bulletin de la Société de Géographie Commerciale de Paris sob o título "L'Amazonie". Ali se nota que o explorador vinha com o objetivo de levantar não somente informações a respeito da geografia física, mas sobre o potencial econômico do território:
"A Amazônia realiza hoje mais de duzentos milhões em comércio, e pode-se prever, dada a sua progressão, que antes do final do século ela poderá muito bem chegar ao bilhão (...) Não quero falar mal do Hoang-Ho nem do Yang-Tsé-Kiang, mas tenho mais confiança no São Lourenço, no Mississipi, no Rio da Prata e no Amazonas".
Porto em Manaus, d. 1880
As preleções na Sociedade de Geografia são acompanhadas por projeções das fotos dos locais visitados pelos exploradores. As primeiras conferências ilustradas são feitas em 1875, usando-se um aparelho óptico para projetar as fotografias em vidro. O equipamento era operado por Jules Molteni e após sua morte por seu sobrinho Alfred Molteni, agora o projecionista da Sociedade de Geografia.
As conferências de Coudreau são ilustradas por diversas fotos (contam-se 91) da região das Guianas, incluindo Belém e Manaus. Há ao menos 30 fotos que retratam Belém. Essas imagens foram doadas por Coudreau à Sociedade de Geografia em diferentes datas durante o ano de 1885, como está manuscrito em todas elas.
"doado pelo Sr. A.H. Coudreau"
O acervo está acessível na Bibliothèque Nacionale de France e no site Wikimedia Commons. Não há uma indicação clara da autoria das fotos. No site da Biblioteca Francesa atribui-se, sem certeza, à Molteni, mas como visto se tratava apenas do projecionista da Sociedade Geográfica, sendo improvável que tenho participado das excursões pela Amazônia, sendo mais possível que tenha feito somente os arranjos necessários para as projeções. Tampouco há atribuição das fotos a Coudreau, Roche ou Demont.
Suspeita-se que as fotos, ao menos as tomadas em Belém, possam ser de Felipe Augusto Fidanza. Há dois indícios: as imagens feitas em estúdio e as paisagens (coincidentes) que são atribuídas a Fidanza.
Perfil feito no estúdio Fidanza
Existem duas fotos atribuídas a Fidanza que estão na coleção da biblioteca francesa: uma do próprio Coudreau sozinho e a imagem dos três exploradores. As fotos possuem o timbre do fotógrafo português na parte inferior do papel cartonado que emoldura as fotografias (FIDANZA - PARA). Assim, os franceses tomaram contato com o trabalho de Fidanza - que já fotografava no Pará há no mínimo quinze anos. Fidanza é o autor das imagens de vários álbuns fotográficos patrocinados pelo governo do Pará no final do século XIX.
Outro indicativo de que as fotos poderiam ter sido feitas por Fidanza são as imagens idênticas que há tempos circulam na internet e são atribuídas ao fotografo português. Algumas fotos são semelhantes, outras tomam o mesmo ponto de vista, mas foram feitas em momentos diferentes.
Arquivo Público
À esquerda está a imagem obtida pelo perfil Belém de Outrora e disponibilizada pelo Laboratório Virtual da FAU-UFPA. À direita está a imagem disponível na Biblioteca Nacional Francesa. A foto foi feita na esquina da tv. Campos Sales com a r. 13 de maio. O Arquivo Público é chamado de Banque Commerciale no acervo francês. As fotos são absolutamente coincidentes ao se comparar a sombra do poste na esquina.
Ainda no bairro da Campina há as fotos feitas na confluência da r. João Alfredo com a av. Portugal. O ponto de vista é exatamente o mesmo, mas notam-se diferenças na pintura da empena do prédio à direita em primeiro plano (CENTRO COMMERCIAL). Na foto de baixo, com a empena totalmente tomada por um letreiro, ao fundo da cena, percebe-se que foi construído um sobrado, evidenciando que há um espaço temporal de meses ou anos entre essas fotos.
Vistas da r. João Alfredo tomadas em períodos diferentes
É preciso mais pesquisas para se comprovar que as fotos de Belém são de autoria de Fidanza, aqui estão apenas indícios. Teriam os franceses comprado fotos do acervo do fotógrafo? A data de 1885 que consta no material talvez não seja a data de todas as fotos, somente quando foram doadas para a Sociedade de Geografia. Assim, as fotos no interior do Estado do Pará e Amazonas que fazem parte do acervo podem ter sido tomadas por outro fotógrafos e em outros anos.
Essas fotos foram vistas primeiramente no perfil de Amadeus Hermes, sem muitas informações. Após uma intensa busca em acervos digitais foi encontrada a fonte das imagens. Das 91 fotos do acervo separamos 4 conjuntos que retratam Belém:
1º Conjunto de fotos: Campina Cidade Velha
2º Conjunto de fotos: São Bráz-Utinga
3º Conjunto de fotos: Umarizal-Nazaré-Batista Campos
4º Conjunto de fotos: Sacramenta-Una