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Hinduísmo - um retrato
Este artigo foi publicado originalmente em inglês por Dr. T. K. Venkateswaran no United Religions. Como qualquer material do meu arquivo pessoal, ele está disponível para ser enviado na íntegra por e-mail.
O hinduísmo é a mais antiga e talvez a mais complexa de todas as religiões vivas e históricas do mundo. Não possui um único fundador identificável. Os nomes encontrados para a religião nas escrituras hindus são Religião Védica, ou seja, a Religião dos Vedas (Escrituras), e Sangtana Dharma, ou seja, a Sabedoria e Retidão Universal ou Perene, a "Religião Eterna". O hinduísmo não é meramente uma religião, contudo. Abrange toda uma civilização e um modo de vida, cujas raízes remontam a antes de 3000 a.C., além dos povos da cultura do Vale do Indo. No entanto, desde a época dos Vedas, observa-se uma notável continuidade, uma complexidade cultural e filosófica, bem como um padrão de unidade na diversidade que evoluiu ao longo de sua história, além de uma propensão demonstrada para a profunda integração e assimilação de todas as influências novas e externas.
Principais Fontes de Conhecimento Religioso - Escrituras:
Os quatro Vedas -- Rig Veda, Yajur Veda, Sama Veda e Atharva Veda -- são vistos como Sruti, "ouvidos", como Revelação e "não originados pelo homem", embora seres humanos, sábios, videntes e profetas tenham sido os canais humanos da sabedoria revelada. Eles "ouviram" em seus corações as mensagens eternas e "viram" e simbolizaram vários nomes e formas do Único, Sagrado, Realidade Suprema, Verdade, Deus, a partir de diferentes perspectivas e contextos. Os deuses e deusas hindus, adorados com diferentes nomes, formas e qualidades, são, na realidade, muitos aspectos, poderes, funções e símbolos do único Ser Supremo onipresente, sem um segundo. Os Upanishads, porções posteriores dos Vedas, ensinam que a salvação/libertação é alcançada de forma experiencial e que a unidade com a Realidade suprema, Brahman, é possível; o objetivo supremo, Brahman, é também o Eu Único, o Eu superior encontrado em todos. A filosofia e a prática espiritual são conhecidas como Vedanta.
Os Agamas (Escrituras Adicionais) ensinam a união com Deus como o Senhor, a Pessoa Suprema, Brahman, vista no processo de ação.
Complementos às Escrituras
Smritis (obras de Direito Hindu, etc.).
As duas epopeias: o Ramayana e o Mahabharata (juntamente com o Bhagavad Gita neste último, considerado quase como uma escritura autônoma) e os vários Puranas.
Crenças, Valores, Paradigmas e Ensinamentos Básicos
O Ser supremo onipresente é imanente e transcendente, suprapessoal e a pessoa suprema (Deus), que pode ser adorado como Pai e/ou Mãe do universo.
O universo passa por ciclos infinitos de criação, preservação e dissolução. Todas as almas estão em constante evolução e progresso rumo à união com Deus, e todas alcançarão, em última instância, a salvação/libertação.
O karma é a lei moral e física de causa e efeito pela qual cada indivíduo cria seu próprio destino futuro, aceitando a responsabilidade por seus pensamentos, palavras e ações, individuais e coletivas.
A alma individual reencarna, evoluindo através de muitos nascimentos e mortes, até que todos os resultados cármicos, bons e ruins, sejam resolvidos. Pode-se e deve-se buscar a libertação desse ciclo de nascimentos e mortes constantes nesta mesma vida, trilhando um dos quatro caminhos espirituais para a realização de Deus: os caminhos do Conhecimento, do Amor e da Devoção, da Ação Altruísta e da Meditação.
Quatro objetivos ou metas na vida são organizados hierarquicamente: o grupo da alegria (prazeres sensuais, sexuais, artísticos e estéticos, compatíveis com a ética), o grupo da realização econômica e social, o grupo da moralidade (deveres, obrigações, ações corretas, lei, retidão, virtudes em geral e valores éticos supremos, etc.) e a meta espiritual da salvação/libertação (união e unidade com Deus). Todos os elementos que geralmente são vistos como exclusivos ou antagônicos na vida são reunidos neste modelo holístico, no qual cada objetivo tem seu próprio lugar.
Cada indivíduo passa por diversos estágios em sua jornada pela vida rumo à meta espiritual. Os quatro estágios clássicos da vida são: (1) o estudante, (2) o chefe de família, (3) o retiro para a natureza para atividades espirituais e (4) a renúncia (opcional). Dentro de cada estágio, existem objetivos específicos que fornecem um modelo prático para a organização da vida.
Aspectos e elementos divinos de Deus, a "presença", são invocados por meio de simbolismo ritual e orações em imagens e ícones consagrados para fins de adoração. Deus também "desce", periodicamente, em encarnações e personalidades históricas como Rama e Krishna.
Toda vida é sagrada e deve ser amada e reverenciada, através da prática da não-violência, reconhecendo que existe unidade e interdependência entre todas as formas de vida e todos os aspectos do universo. Mestres espirituais exemplares (gurus), que são eles próprios libertos nesta vida, auxiliam os aspirantes espirituais com seu conhecimento e compaixão.
Nenhuma religião em particular (incluindo o hinduísmo) ensina o único caminho exclusivo para Deus e a salvação, acima de todos os outros. Todos os caminhos e tradições religiosas autênticas e genuínas conduzem ao Deus Único e são facetas do amor e da luz de Deus, merecendo o devido respeito, a tolerância mútua e a compreensão correta.
Subtradições Hindus (sampradayas)
O Brahman Único é concebido e simbolizado de acordo com funções divinas como Brahma (o Criador), Vishnu (o Sustentador e Preservador) e Shiva (o Destruidor do mal e o Dissolvedor do universo). Isso é conhecido como a Trindade Hindu.
Dentro da Grande Tradição do Hinduísmo, existem quatro principais subtradições vivas, chamadas sampradayas: (1) Shaivitas, (2) Vaishnavitas, (3) Shaktas e (4) Smartas. As diferenças baseiam-se nas concepções e na adoração do nome central, da forma, dos símbolos, das liturgias, das mitologias e das teologias do Deus Único, Senhor e Pessoa Suprema, como Vishnu, Shiva, Shakti (o Divino como Mãe), etc. Os Smartas adoram, igualmente, diversas manifestações pessoais da Realidade Suprema e enfatizam filosoficamente a experiência de identidade última do eu individual com o Eu Supremo, que também é Brahman.
O Hinduísmo possui uma vasta rede de símbolos sagrados. Alguns são inspirados em geografia sagrada, como o rio Ganges; outros, em plantas, pássaros e animais; outros símbolos incluem símbolos polivalentes profundos (com significados em múltiplos níveis), como a sílaba sagrada Om (também escrita como AUM), que contém toda a realidade, e o ícone de Shiva como o "Dançarino Cósmico", que cumpre todas as funções divinas.
Abordagens para o Diálogo e a Cooperação Inter-religiosa
Existem diversos hinos nos Vedas e em outras escrituras que declaram categoricamente que há diferentes abordagens e perspectivas sobre Deus, a experiência de Deus e a realidade última. Isso também surge, necessariamente, de diferentes contextos humanos. O ensinamento central, constantemente repetido, é: Deus é Um, mas os nomes e as formas são muitos; os símbolos e os caminhos são muitos. Assim, surgiu um rico pluralismo teológico e filosófico dentro do Hinduísmo, criando um "parlamento interno de subtradições e sub-religiões", mas todos fundamentados na unidade dos Vedas e no Brahman Único. Além disso, a multiplicidade é incentivada e prospera por meio da livre escolha e da identificação autodeterminada com uma manifestação especialmente amada de Deus — Shiva, Krishna, Shakti, Rama, etc. — na busca do caminho moral e espiritual para a salvação/libertação.
Como as pessoas estão em diferentes pontos de partida e estágios, as escrituras hindus afirmam e aceitam a variedade nas experiências religiosas como uma necessidade e uma realidade psicológica. Essa sabedoria se estende a outras religiões não hindus como um desdobramento espontâneo e lógico do mesmo princípio. Não há tradição histórica ou necessidade teológica no hinduísmo para o proselitismo ou a conversão de não hindus ao hinduísmo. Todas as religiões e tradições autênticas, em todo o mundo, surgindo de diferentes pontos de partida e contextos históricos e culturais, devem ser respeitadas, aceitas, apreciadas e valorizadas.
A multiplicidade traz consigo diferenças que não podem ser destruídas ou eliminadas. No entanto, as profundas semelhanças nas estruturas da experiência religiosa e nos profundos valores morais encontrados em todas as religiões devem ser constantemente investigadas e apropriadas para o desenvolvimento de uma solidariedade e comunhão espiritual e humana mais profundas, transcendendo as barreiras culturais e outras. Ao mesmo tempo, os elementos teológicos e simbólicos distintivos e os ritos centrais de todas as religiões devem ser respeitados no diálogo e nas inter-relações, com base em entendimentos corretos e precisos e na empatia mútua. Todos devem trabalhar juntos para eliminar, no futuro, os horrores que foram cometidos em nome de Deus e da religião. Os valores da verdade são tão importantes quanto os valores da satisfação religiosa.
Sutra
Un sutra (del sánscrito «hilo») es una obra escrita en los sistemas de creencias del hinduismo, el jainismo y el budismo que se entiende que preserva con precisión las enseñanzas importantes de las respectivas religiones y guía a los fieles en el camino desde la ignorancia y el aprisionamiento en el ciclo infinito de renacimiento y muerte (samsara) hacia la liberación espiritual.
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Ganges: El río hindú sagrado
El río Ganges, también conocido como Ganga, recorre 2.700 km desde la cordillera del Himalaya hasta el golfo de Bengala, en el norte de la India y Bangladesh. Considerado sagrado por los hindúes, el río se personifica como la diosa Ganga en los textos y el arte antiguos. El baño ritual en el Ganges era y sigue siendo una parte importante de la peregrinación hindú, y las cenizas de los difuntos incinerados suelen esparcirse por sus aguas.
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🏔️🌿 El Valle de los Dioses — Manali, India - Cuando la tierra se vuelve paisaje sagrado
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El extraño caso de Savitri Devi
Por Koenraad Elst
Traducción de Juan Gabriel Caro Rivera
Swami Vivekananda dijo una vez a unos misioneros cristianos que su difamación del hinduismo superaba todo el lodo del océano. Desde entonces, el río de lodo difamatorio vertido sobre el hinduismo no ha hecho más que crecer. Una nueva táctica empleada por los evangelistas, los comunistas y otros es asociar el hinduismo con el nazismo. ¿No lo dice todo la esvástica? ¿Y el término sánscrito «ario»? ¡Ajá!
Por muy artificial y malintencionada que sea esta retórica, puede encontrar uno o dos individuos como ejemplos de hindúes hitlerianos. En su nuevo libro, Hitler’s Priestess. Savitri Devi, the Hindu-Aryan Myth, and Neo-Nazism (New York University Press 1998) [edición francesa: Savitri Devi, La prêtresse d’Hitler, Akribéia 2000, NDT], Nicholas Goodrick-Clarke cuenta la historia de Savitri Devi Mukherji, una dama franco-griega que sintetizó su admiración por Hitler con su propia versión personal del hinduismo. Nació como Maximiani Portas el 30 de septiembre de 1905 en Lyon, Francia, hija de padre griego y madre inglesa. Extremadamente dotada, obtuvo una licenciatura en ciencias y un doctorado en letras. Muy pronto desarrolló fuertes simpatías y antipatías políticas, que se convertirían en los principales determinantes de su extraña trayectoria, que incluye la India.
Evolución ideológica
Cuando Maximiani alcanzó la mayoría de edad, optó por la nacionalidad griega y pasó varios años en Grecia. En 1929 visitó Palestina, donde fue testigo del incipiente conflicto entre palestinos y colonos judíos; su simpatía se decantó por los primeros. El antisemitismo era una actitud predominante en la Francia anterior a 1940, tanto en la izquierda como en la derecha, y ella lo había interiorizado desde muy temprana edad. Enamorada de la cultura griega antigua, Maximiani repudió el cristianismo, aunque conservó los prejuicios antisemitas de este. Su principal objeción al cristianismo era su antropocentrismo, la doctrina según la cual Dios había confiado al hombre el dominio sobre todas las demás criaturas. Esta crítica al antropocentrismo bíblico ha sido retomada recientemente por el movimiento ecologista, cuya facción radical niega que la humanidad tenga más valor que las demás especies. Maximiani rechazó el amor a la humanidad en favor de un vitalismo ético que encontró en el nacionalsocialismo, con «su escala de valores, centrada no en el “hombre” sino en la vida».
A partir de su ideal del «helenismo», se reorientó hacia las doctrinas «arias» propagadas por los nazis. Desde Charles Darwin, muchos consideraban la cultura como un simple efecto de la calidad biológica y, por lo tanto, la familia de lenguas indoeuropeas se identificaba con una hipotética raza aria. La «arianización» lingüística de la India por parte de los invasores arios blancos procedentes de Europa constituía un caso de estudio completo de todo lo que representaba la visión racista del mundo que se avecinaba:
en primer lugar, los blancos habían expresado su dinamismo natural viajando hacia horizontes lejanos, a diferencia de los pueblos indolentes de piel oscura que nunca abandonaban sus costas;
a continuación, los blancos demostraron su superioridad sometiendo a los indígenas de piel oscura;
luego, con su sana conciencia racial, intentaron preservar su pureza racial imponiendo el sistema de castas tanto a ellos mismos como a los nativos, impidiendo en la medida de lo posible los matrimonios mixtos entre conquistadores blancos y nativos de color.
pero, lamentablemente, se produjo cierta mezcla racial que transformó a los invasores blancos en mestizos de piel morena, sus cualidades intelectuales y militares se deterioraron y se convirtieron en presa fácil y legítima de los colonizadores europeos que habían preservado su pureza racial.
De este modo, la Teoría de la Invasión Arya (TIA) fue la piedra angular de la visión racista moderna del mundo. Como contó la propia Savitri Devi: «En el Tercer Reich, incluso los niños de las escuelas sabían por sus libros de texto que la raza aria se había extendido de norte a sur y de este a oeste, y no al revés». También creía en el anexo a la TIA, según el cual la casta es un sistema de apartheid racial, con los invasores arios como castas superiores y los «aborígenes» como castas inferiores.
La conexión hindú
Con el dinero que le dejó su difunto padre, Maximiani viajó a la India y, salvo dos breves interrupciones, permaneció allí desde 1932 hasta 1945, y de nuevo entre 1957 y 1960 y entre 1971 y 1981. Estudió hindi y bengalí en la escuela Shanti Niketan de Rabindranath Tagore y viajó por todo el país. Sintiéndose preparada para enfrentarse a un público indio, ofreció sus servicios como predicadora anticristiana en la Misión Hindú de Swami Satyananda en Calcuta. En 1937-39, bajo su nombre hindú de Savitri Devi [«diosa del sol», NDT], recorrió las aldeas tribales y organizó debates públicos entre ella y los misioneros locales. Perfectamente familiarizada con la mentalidad y los métodos de sus adversarios, pudo destruir la credibilidad de la religión importada en la mente de los aldeanos e impidió o deshizo numerosas conversiones.
Había una violenta contradicción entre sus propias convicciones racistas y anti-igualitarias y el programa reformista e igualitario de la Misión Hindú. Para la Misión Hindú, el hinduismo era un valor en sí mismo; para Savitri Devi, no era más que un instrumento de su imaginaria raza aria. Durante sus años como predicadora, mantuvo sus preocupaciones no hindúes en secreto, pero en sus memorias (Memorias y reflexiones de una aria, Delhi 1976), declaró que concebía su misión de reconversión como un ejercicio de engaño: «Desde el punto de vista racista ario, era necesario inculcar una (falsa) conciencia hindú a los aborígenes más atrasados y degenerados».
En oposición a los nacionalistas hindúes, pero en consonancia con los marxistas y los castistas indios, pensaba que el concepto de «nación» y el programa del «nacionalismo» no podían aplicarse a la India. En 1938, utilizó el lema: «Hagan de cada hindú un nacionalista indio y de cada nacionalista indio un hindú». Sin embargo, en su autobiografía rechazó este lema con el pretexto de que una «nación» solo podía estar formada por individuos racialmente similares y no por comunidades racialmente distintas, tal y como ella consideraba las castas. Para los auténticos activistas hindúes, esta postura es escandalosa. Expresa exactamente los motivos que los autores antihindúes atribuyen erróneamente al nacionalismo hindú, porque estos motivos se derivan lógicamente de la teoría racista de las castas que los castistas y marxistas indios comparten con Savitri Devi, pero que es rechazada por la vanguardia hindú.
En cualquier caso, ella dio su consentimiento a afirmaciones que se hacen habitualmente en la literatura antihindú, por ejemplo:
El islam y el cristianismo son religiones de igualdad.
Los conversos del hinduismo al islam o al cristianismo se sintieron atraídos por el igualitarismo sin castas de estas religiones.
La India no es ni ha sido nunca una nación.
Estas son exactamente las ideas propagadas por los comunistas indios y los misioneros cristianos. Con amigos como Savitri Devi, el hinduismo no necesita enemigos.
Sin embargo, las posiciones citadas solo se expresaron en los últimos escritos de Savitri Devi, no en el período anterior a la guerra, cuando estuvo en contacto con líderes hindúes como Subhash C. Bose y G. D. Savarkar, hermano de V. D. Savarkar y autor del prólogo de su folleto A Warning to the Hindus [Una advertencia a los hindúes] (Calcuta, 1939). Su encuentro más significativo fue con el Dr. Asit Krishna Mukherji, el único indio al que se podía describir honestamente como nazi. Muchos hindúes estaban entusiasmados con el desafío de Hitler al dominio mundial británico, pero Mukherji era el único que tenía un conocimiento serio de la doctrina nazi. Había estudiado historia en Londres y viajado a la Unión Soviética, pero lo que le interesaba era el nuevo discurso racial, establecido como doctrina de Estado en Alemania en 1933. Entre 1935 y 1937 publicó una revista bimensual pronazi, New Mercury. Savitri Devi se reunió con él el 9 de enero de 1938 y su conversación se centró inmediatamente en la doctrina nazi, en particular en sus supuestas raíces esotéricas. Según Goodrick-Clarke, Mukherji fue uno de los primeros adeptos a la creencia popular de que la Sociedad de Thule, uno de los muchos clubes políticos reaccionarios de Múnich hacia 1920, era una «sociedad iniciática secreta detrás del movimiento político visible del nacionalsocialismo». En una publicación anterior, The Occult Roots of Nazism (Las raíces ocultas del nazismo, Londres, 1992), el mismo Goodrick-Clarke puso en su sitio estos mitos y desmitificó los «hechos completamente falsos sobre la poderosa Sociedad Thule, los vínculos nazis con Oriente y la iniciación oculta de Hitler».
Tras el inicio de la guerra, Savitri Devi corría el riesgo de ser expulsada de la India, por lo que Mukherji le propuso matrimonio. Ella lo describió como un matrimonio casto, celebrado únicamente por motivos de pasaporte. La castidad en el matrimonio puede haber convenido a Mukherji, como adepto a los poderes yóguicos que confiere la abstinencia sexual. Su esposa, por el contrario, era muy abierta y tenía una actitud relajada hacia la sexualidad, y había tenido aventuras tanto con hombres como con mujeres.
Mukherji desempeñó un papel clave en los contactos entre Subhash C. Bose y los representantes del Eje. También espió para los japoneses durante la guerra, pero hay indicios de que fue un agente doble, lo que explicaría por qué no se le molestó ni siquiera cuando Calcuta era el centro neurálgico de las operaciones angloamericanas contra Japón. Savitri pasó los años de la guerra escribiendo libros sobre el faraón Akenatón (hacia 1383-66 a. C.), el primer profeta conocido del monoteísmo. Lo eligió como su deidad favorita en su práctica del bhakti, después de que una joya que compró en Delhi mostrara un símbolo solar conocido por las inscripciones de Akenatón; ella lo tomó como una señal divina. Había adoptado el yoga devocional cuando un maestro de yoga consideró que sus nervios no podrían soportar la disciplina de formas de meditación más directas.
La conexión nazi
Después de la guerra, Mukherji se ganó la vida como astrólogo hasta que enfermó y ayunó hasta morir en marzo de 1977. Su esposa regresó a Europa para realizar una «peregrinación» por la Alemania devastada. Comenzó a distribuir panfletos pronazis y fue detenida por ello por las autoridades británicas. Condenada a tres años de prisión [en abril de 1949, N. del T.], entabló amistad con sus compañeras de prisión: antiguas guardias de las secciones femeninas de los campos de concentración. El sufrimiento de los antiguos nazis bajo la represión aliada constituyó el material de su primer libro abiertamente nazi, Gold in the Furnace [El oro en el horno] (1949): ella veía en la derrota de 1945 una simple prueba para los verdaderos hitlerianos, que saldrían endurecidos y finalmente victoriosos.
Savitri Devi glorificó a Hitler como «el hombre contra el tiempo» que intentaba afirmar las virtudes «arias» frente a la degeneración de los tiempos modernos. En su libro más importante, The Lightning and the Sun [El rayo y el sol] (1958), lo veía como el tercer miembro de una trinidad histórica: Akenatón, el primer monoteísta, el «sol»; Gengis Kan, el mayor conquistador, el «rayo»; y Hitler, que combinaba la profundidad filosófica del faraón con las proezas marciales del kan...
En 1960, tras una década de peregrinaciones, durante la cual utilizó a menudo su apellido de soltera para entrar en países donde «Savitri Devi» estaba en la lista negra, se instaló en Francia, donde se ganaba la vida con dificultad como profesora, metiéndose ocasionalmente en problemas al expresar en clase su negación del Holocausto. Después de 1969, tuvo derecho a una pequeña pensión, suficiente para poder vivir en la India. En 1982, ya incapaz de leer o caminar sin ayuda, se preparaba para una gira de conferencias como invitada del Partido Nazi Americano. De camino a Estados Unidos, se alojó en casa de una amiga cerca de Londres, donde enfermó y murió de un paro cardíaco mientras dormía. Sus cenizas fueron trasladadas a Arlington, Virginia, donde el Partido Nazi les dio un lugar de honor en su relicario.
Opiniones sobre la religión
Una observación que se desprende de los escritos ideológicos de Savitri Devi es que tenía una visión bastante confusa de la religión. Si se oponía a la destrucción de los templos paganos por parte de los cristianos, ¿por qué veneraba a Akenatón, el primer destructor conocido de templos, el primer adepto conocido de un dios único intolerante con los demás? ¿Por qué exaltaba a Gengis Kan? ¿Por qué persistía en el odio cristiano hacia los judíos, cuando el último emperador pagano de Roma, Juliano el Apóstata (a quien dedicó A Warning to the Hindus), prefería a los judíos antes que a los cristianos y planeaba reconstruir el Templo judío de Jerusalén?
La visión de Savitri Devi sobre la dimensión religiosa del hitlerismo era igualmente fantasiosa. Escribió que el nazismo tenía «la capacidad de convertirse muy rápidamente, tan pronto como se asociara con rituales, en una verdadera religión». Pero el propio Hitler se oponía a aquellos de sus seguidores que soñaban con una nueva religión. En Mein Kampf afirmó que el movimiento nazi no era «una reforma religiosa, sino una reorganización política del pueblo alemán» y que era «criminal intentar destruir la fe aceptada de un pueblo mientras no hubiera nada con qué sustituirla».
Hitler adoptó una visión puramente instrumental de la religión. Apreciaba el cristianismo porque inculcaba los valores familiares (buenos para la tasa de natalidad), el antisemitismo y la obediencia a la autoridad; por su papel histórico en la unificación de las tribus germánicas bajo Carlomagno; y por haber ampliado Alemania hacia el este bajo los caballeros teutónicos. Por otro lado, le irritaba la oposición cristiana a su política eugenésica, es decir, la eutanasia aplicada a los discapacitados. Por estas razones, y debido al papel destructivo que la religión había desempeñado en la historia alemana (la guerra religiosa de los Treinta Años, entre 1618 y 1648, mató a un tercio de la población alemana), Hitler siguió la política de líderes alemanes como Federico II [de Prusia] y Otto von Bismarck, que sabiamente habían dejado la religión al margen de la política. Su compromiso no era con una religión, sino con el pueblo alemán. Desde el comienzo de su reinado, Hitler apaciguó, pero marginó a las iglesias cristianas con un concordato y disolvió todas las organizaciones neopaganas. Tras la extraña marcha de su adjunto Rudolf Hess, un vegetariano aficionado al budismo, hizo arrestar a todos los religiosos no convencionales porque el suceso confirmaba su sospecha de que los buscadores de espiritualidad no eran dignos de confianza. Aunque siguió siendo nominalmente católico romano hasta el final de su vida, hay que recordar una cosa sobre él: Hitler era un secularista.
La teoría aria
Teniendo en cuenta las connotaciones dudosas de la teoría de la invasión aria y su anexo racista de las castas, es notable que Nicholas Goodrick-Clarke comparta plenamente con Savitri Devi la creencia en la invasión aria y la teoría racial de las castas. La TIA ha sido el paradigma dominante durante más de un siglo y sigue siéndolo, por lo que se puede perdonar a un no especialista que la acepte sin espíritu crítico. Por el contrario, la teoría racial de las castas es hoy en día una doctrina marginal, apoyada únicamente por personas con un programa político: es adoptada por los racistas blancos en Occidente y por los separatistas étnicos en la India, fuertemente apoyados y supervisados por los misioneros cristianos.
Goodrick-Clarke nunca cuestiona la visión de Savitri Devi sobre las castas, un sistema de apartheid racial resultado de la «invasión aria», que en realidad es una proyección de la situación colonial del siglo XIX sobre el pasado. Pero ya en 1948, el intelectual marxista O. C. Cox rechazó la proyección del prejuicio racial moderno sobre las culturas antiguas: «Los primeros indoarios no podían pensar en términos modernos de prejuicio racial, del mismo modo que no podían inventar el avión». Ese mismo año, el líder dalit, el Dr. Bhimrao Ambedkar, resumió los descubrimientos de la antropología física para concluir que «los brahmanes y los intocables pertenecen a la misma raza». Parece que Goodrick-Clarke no tenía conocimiento de este trabajo de desmitificación.
Nicholas Goodrick-Clarke no ve nada históricamente falso en el elogio romántico del héroe hindú Rama por parte del poeta francés Charles Leconte de Lisle (1818-94), enamorado de Oriente: «Tú, cuya sangre es pura, tú, cuya piel es blanca, (...) resplandeciente domador de las razas profanas». Cita esto según las frecuentes referencias de Savitri Devi a este punto de anclaje de sus convicciones arias, y parece compartir su creencia de que Rama era un racista ario blanco cuya campaña contra Ravana simboliza la conquista aria del sur de la India dravidiana. Pero en el Ramayana, la ascendencia de Ravana se remonta al sabio védico Pulastya, y la de Rama, al patriarca ario prevédico Ikshvaku. Fue una lucha entre dos arios, ambos de piel oscura.
Hitler contra el nacionalismo hindú
En su descripción del movimiento nacionalista hindú de 1930 y 1940, Goodrick-Clarke se basa en fuentes secundarias y hostiles. Quizás por eso olvida mencionar la profunda separación entre Savitri Devi y los nacionalistas hindúes después de 1940. Aunque admite que «el éxito posterior del nacionalismo hindú después de la Segunda Guerra Mundial no forma parte de la historia de Savitri Devi», afirma en general que el nacionalismo hindú es la encarnación actual de la ideología de Savitri Devi, un «racismo de las castas superiores» que busca «restaurar la autoridad de las castas superiores».
Dado el reformismo del Hindutva, es comprensible que la relación de Savitri Devi con el movimiento no durara mucho tiempo. En sus memorias, lamenta que el reformista Arya Samaj no comparta su entusiasmo por la desigualdad de castas: «El Arya Samaj solo es ario de nombre, ya que rechaza la jerarquía natural de las razas». Lo que está en juego aquí es la política arrogante de los occidentales, primero al apropiarse del término cultural «arya» y distorsionar su significado en un sentido racista, y luego al protestar cuando los hindúes no respetan este nuevo uso distorsionado. Otro pasaje lamenta: «¿Cuántos hindúes había entre las castas arias que, como Sri A.K. Mukherji, comprendían plenamente el profundo significado del hitlerismo y lo apoyaban por ello? ¡Muy pocos, sin duda!».
El hecho de que muchos hindúes corrientes admiraran a Hitler merece una explicación. Un grave defecto del carácter hindú es que todo tipo de individuos sospechosos son fácilmente acogidos en el pluralismo hindú. Para ellos, la simple visión de alguien, cualquiera, adorando a un ídolo, cualquier ídolo, es suficiente para respetar al mismo ídolo. Cuando los hindúes glorifican a Jesús o a Mahoma, todos los secularistas indios y todos los observadores occidentales de la India aplauden este ejercicio de sentimentalismo estúpido como «secular», como una «derrota de las fuerzas comunitarias». Es exactamente la misma psicología, el deseo de complacer a los no hindúes y exultar con ellos en su adoración de ídolos no hindúes, la que llevó a algunos hindúes crédulos a glorificar a Hitler.
Al mismo tiempo, muchos nacionalistas hindúes se oponían a Hitler. Savitri Devi señalaba con indignación que Sri Aurobindo apoyaba el esfuerzo bélico británico contra los nazis por razones ideológicas, como cuando declaró: «El hitlerismo es la mayor amenaza que el mundo haya conocido jamás; si Hitler gana, ¿creen que la India tendrá alguna posibilidad de ser libre? Hay dos razones por las que apoyo a los británicos en esta guerra: en primer lugar, por el propio interés de la India, y, en segundo lugar, por la salvación de la humanidad. Hitler representa valores diabólicos». V. D. Savarkar, lejos de apoyar el esfuerzo bélico alemán (como afirma erróneamente Goodrick-Clarke), instó a los jóvenes hindúes a alistarse en el ejército británico y adquirir experiencia en combate en la batalla contra las potencias del Eje. En 1948, fue el único líder de la lucha por la libertad de la India que acogió calurosamente al nuevo Estado de Israel, que desde entonces ha gozado de la simpatía del movimiento Hindutva, pero que para Savitri Devi era el mal encarnado. No es de extrañar que en sus memorias de 338 páginas Savitri Devi se niegue a mencionar ni una sola vez a los líderes y organizaciones del Hindutva.
La utilidad de Savitri Devi
El libro de Goodrick-Clarke, La sacerdotisa de Hitler, se utilizará como arma para combatir el nacionalismo hindú. Con él, muchos «secularistas» alimentarán con entusiasmo la confusión encarnada en la noción del «mito hindú-ario», es decir, que el concepto racista europeo de «ario» fue tomado tal cual del hinduismo. Ahora que todas las predicciones histéricas sobre la aplicación de futuras políticas nazis por parte del gobierno del BJP han resultado ser completamente exageradas y calumniosas, este libro se utilizará en un intento de componer una realidad con las fantasías personales hitlerianas de una mujer desafortunada.
Los hindúes necesitarían fundar su propia liga contra la difamación. Dicha organización podría perseguir a los grupos neonazis por el uso fraudulento de símbolos hindúes como la esvástica y el término «arya». También podría publicar refutaciones al mensaje engañoso y difamatorio contenido en publicaciones como el último libro de Goodrick-Clarke.
Bélgica, 16 de noviembre de 1998.
El Dr. Koenraad Elst es un indólogo belga. En su libro The Saffron Swastika [La esvástica azafrán] (Voice of India, Delhi 1999), ofrece un análisis detallado del concepto de «fascismo hindú», incluyendo el caso de Savitri Devi.
Fuente: https://www.voxnr.fr/le-cas-etrange-de-savitri-devi
Creando espacios con intención ✨
En los últimos años se ha vuelto habitual que muchas personas busquen pequeños detalles que aporten calma a sus espacios con velas, figuras simbólicas, minerales o elementos que tengan un significado especial. Ese interés ha llevado a redescubrir tradiciones que, desde hace siglos, utilizan objetos cargados de intención para acompañar la meditación, el bienestar personal o simplemente la búsqueda de un entorno más sereno. 🧘♂️
Dentro de ese universo, explorar la relación entre budismo e hinduismo ayuda a comprender de dónde nacen muchos de esos símbolos y por qué siguen presentes en la decoración y la espiritualidad contemporánea. Ambas tradiciones han inspirado piezas que invitan a conectar con la quietud, la armonía y la introspección, valores que hoy se integran de forma muy natural en el día a día.
En Rasmi, puedes encontrar objetos basados en estas enseñanzas con piezas pensadas para crear espacios y que transmitan intención, equilibrio y un toque de belleza espiritual. Detalles que no solo decoran, sino que acompañan.
Las cinco capas del cuerpo, kosha, que envuelven la esencia espiritual humana: Atman.