A voz masculina era a última que esperava ouvir no momento, tocando sua espinha na forma de calafrios. Ao menos a surpresa fora efetiva em arrancá-la do torpor que a deixava plantada no chão com membros plantados pela angústia. Em uma resposta lenta, ergueu a cabeça para encarar o homem ao seu lado com olhos inchados pelas lágrimas. Aquele era seu cunhado, mas Selimiye ainda se lembrava de tudo que Kaaj contara-lhe sobre ele; ainda ouvia sua voz em sua mente. Lembrava-se também de tudo que ela vira com seus próprios olhos. Das palavras ácidas de sua filha, do desprezo com que os homens leais a ele tratavam seu povo. Perguntava-se, Andrev não se sentiria minimamente satisfeito com a posição vantajosa em que fora deixado? Não se sentiria minimamente satisfeito em ver aqueles que tanto odiava contra a parede?
Ora, Andrev também perdera um irmão, lembrou a si mesma. Também sentia aquela dor. Ainda assim, pedia-lhe que confiasse nele? Como se pudesse ser seu novo protetor? Pressionou os lábios na tentativa de conter a força de sentimentos tão negativos. “Thank you, Your Highness,” uma breve vênia. “And I must offer my condolences to you as well. But... for now, solitude is all that I desire. If you’ll excuse me.”