Seu toque. Tão sensível e curto. Tão rápido e sutil.
Sua voz me aquecia, suas mãos me acolhiam, mas suas palavras brincavam comigo.
Sempre que ficávamos a sós meu coração acelerava e minhas mãos suavam, até você perceber e limpá-las em suas calças.
Seus olhos me confundiam – sempre negros, mas claros na luz do sol.
Assim como sua mente. Ora sombra, ora luz. Seus carinhos me deixavam sem reação, mas sempre me faziam querer mais.
Você sempre disse que eu não entendia, que eu era isso ou aquilo, que eu não tinha graça.
Por muito tempo pensei que o problema fosse comigo. Sempre dei o meu melhor para ser perfeita pra você. Mas você ia e voltava.
Você mesmo disse que sou assim. Por isso usou suas palavras contra minha confiança.
Usou desculpas e argumentos fúteis.
É cansativo discutir. Você torna minhas palavras suas armas. Vê em mim o que há somente em você mesmo. É tão confuso que chega a ser assustador.
Achei que você fosse outra pessoa. Mas ainda acredito que exista algo bom dentro de você.
Muito mais do que já acreditei em outras pessoas.
Estou sempre procurando lugares em que você não esteja, mas minha mente te persegue agora de uma maneira que você não imagina.
Ainda ouço aquela banda que você gosta.
Ainda lembro da maciez dos seus lábios.
Eu não consigo parar de procurar coisas boas em todo mundo. E isso me decepciona um pouco, porque, quando uma dessas pessoas é você, sinto que não posso voltar atrás.
Sim. Eu amo seu cabelo cacheado e o modo como você sorri. Toda a sua pessoa é tão incrível e tão estúpida ao mesmo tempo.
Desejo melhoras ao seu coração e à sua mente. Porque, por mais que doa dizer isso, ainda espero te conhecer novamente algum dia.
Mas, dessa vez, de uma maneira mais descomplicada.