Em 2012 falei sobre o filme, em 2017 sobre o livro: O Lado Bom da Vida é uma leitura pequena e interessante, a qual gostei bastante (sério) tanto pela forma como o autor retrata o Pat Peoples - ele está se recuperando de um problema mental (talvez seja PTSD misturado com alguma coisa) -, protagonista e narrador da história, quanto pela "leveza" do texto. No formato "diário", Pat nos conta como fez para conseguir superar seu antigo relacionamento (que não terminou bem, diga-se de passagem, o que levou ele ao "lugar ruim" por alguns anos) e se apaixonou por Tiffany, uma viúva que está tendo dificuldades em lidar com o falecimento do marido. É uma sinopse bem chulé, mas acho que deu pra vocês entenderem como a coisa funciona, mais ou menos. Pat e Tiffany são dois birutas em sua própria maneira e vivem umas situações super interessantes e divertidas nessa "jornada". A parte da dança com Total Eclipse of the Heart e a do café na lanchonete são impagáveis! Uma das coisas que acho interessante, e que me relacionei bastante, é a forma como Pat compara sua vida o tempo inteiro a um filme: para ele, é como se todo esse tempo ele passasse preso nos quarenta minutos, aguardando o longa se desenrolar no final feliz. Tinha muito o costume de pensar assim, bem como usar alguns termos que ele usa quando estive com alguns problemas pessoais. Tiffany é uma personagem incrível: gosto de como ela é direta e não tem papas na língua quando é necessário. Também achei bacana a forma como a personagem foi construída e o momento em que ela encara todo o lance da morte do marido é um dos trechos mais impactantes. Personagens secundários também brilham nesse livro: os pais de Pat e o terapeuta dele são bem legais. Gosto da dinâmica do casal e da forma como as consultas psicológicas são retratadas. O Lado Bom da Vida usa o relacionamento dos protagonistas como metáfora para falar um clichê bem necessário: as vezes nós focamos tanto nossos dias e lutas em conseguir metas que sabemos que são inalcançáveis, que esquecemos de olhar ao redor e ver o quanto de coisas boas há por ali. E me fez tão fã do Matthew Quick que estou louco pra ler Quase uma Rockstar!!!