He wanted to be someone who “tried to lift the ordinary into the eternal realm of art.” That he did in spades.

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He wanted to be someone who “tried to lift the ordinary into the eternal realm of art.” That he did in spades.
~ John Updike #lovequotes #love #lovequotespost #quotes #relationshipquotes #relationship #lifequotes #life #johnupdike https://www.instagram.com/p/BomfO8aANjG/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=ezyoxlzmt3au
Updike ensina-nos a entender que a auto-ajuda é uma feitiçaria
Comecei a requisitar livros na biblioteca de Oeiras há dois meses. O meu primeiro instinto foi ir aos clássicos e por isso trouxe o "Hard Times" do Charles Dickens numa edição recente que inclui o prefácio do Chesterton. Depois, para espairecer, atirei-me a um do Malcolm Gladwell, chamado "O que o Cão Viu". O Gladwell tem rasgos a espaços mas, como o Henrique Raposo diz com razão, é demasiado esparramado por tanta coisa ao mesmo tempo que, a longo prazo, se torna pouco satisfatório.
Mas naquelas prateleiras da Biblioteca de Oeiras a minha sede conduzia-me inevitavelmente ao U de John Updike. A minha relação com o Updike é intensa, só pecando pelo facto de não me fazer bem ser exposto ao talento gráfico que tem na descrição de cenas sexuais. Updike tem uma compreensão sólida do cristianismo e, por isso, entende como a carne é o território mais seguro para observar os nossos males da alma. Há muito sexo nos livros do Updike porque ele continua (continuava) impressionado pelos efeitos do pecado na nossa vida.
Como não havias muitos updikes na biblioteca, escolhi "As Viúvas de Eastwick" julgando que escolhia "As Bruxas de Eastwick". Quando cheguei a casa percebi que era uma continuação da primeira história. Mas como confio tanto no Updike, não me importei de me lançar a um segundo volume mesmo não tendo lido o primeiro. Claro que no fim fiquei com muita vontade de ir ler "As Bruxas de Eastwick", mas nem por isso me arrependi de ter começado pelo fim.
N'"As Viúvas de Eastwick" voltamos ao trio de bruxas d'"As Bruxas de Eastwick". O que John Updike também faz nestas histórias é recuperar a tradição anglo-saxónica dos contos fantásticos para efeitos morais. Nesse sentido, e talvez pela sua paradoxal juventude, pertence aos Estados Unidos o papel de não deixar morrer a fábula enfeitiçada. Na América os escritores ainda arriscam pensar que é numa numa história de factos fantásticos que melhor se traduz o que realmente somos. E Updike serve para provar que ainda resulta.
Neste caso, John Updike sabe que ser bruxa é preferir a criação em vez do Criador. Nesse sentido, a feitiçaria é uma idolatria consciente e esclarecida. Logo, não admira que o trio de bruxas de Eastwick esteja animado de uma leitura pertinente da realidade, que rapidamente nos conquista. Por que gostamos de boas histórias com bruxas? Porque, quando sabemos o que as bruxas pensam, vemos o mundo descrito com precisão por quem escolheu dominá-lo em vez de aceitá-lo. A sabedoria das bruxas é mais realista que a dos sábios contemporâneos. Os sábios contemporâneos tendem a ser choninhas que se escondem por trás de humildade epistemológica. Já a bruxa não está para tretas: ela não escolhe saber, ela sabe porque escolheu dominar.
Hoje tendemos a ser arrogantes com o universo do ocultismo (um nome medricas para bruxaria), considerando-o campo de superstição e ignorância. Mas o poder do ocultismo reside não em ser um refúgio para a ignorância, mas em ser uma procura de dominar a natureza. Se pensarmos que as bruxas são essencialmente burras, tê-las-emos como inofensivas. Acontece que as bruxas são efectivamente perigosas porque não desistem de lutar contra a natureza. As bruxas são seres religiosos que, em vez de aceitar a natureza com o consolo da fé, tentam dominá-la sacando-lhe novas circunstâncias. Onde a fé se resigna, o feitiço revolta-se. Naturalmente, a bruxaria oferece soluções onde o cristianismo aceita o problema.
A determinada altura, Alexandra, uma das bruxas, encontra-se com a sua filha Marcy e lamenta: "«Esta geração», pensou Alexandra. «Eles cresceram a ver-nos revoltarmo-nos contra as nossas educações piedosas e, como reacção, regressaram a todos os sentimentalismos, à família e ao lar e a outras tiranias do género (...) O nosso trabalho era fazer bebés e comprar produtos americanos. Se caíamos do comboio do casamento, não havia muito mais para nós do que montarmo-nos numa vassoura e criar feitiços. Não fiques escandalizada, isto era poder." (pág. 156 e 157). Claro que, agora mais velha, Alexandra também reconhece o peso dos anos: "Eu costumava achar que adorava a natureza, mas agora que me está a corroer de morte, apercebo-me de que a detesto e de que a receio". Uma bruxa nova não é a mesma coisa de uma bruxa velha.
Permitam-me aqui uma breve divagação. Uma boa parte do discurso político de género de hoje opera na mesma base da feitiçaria antiga, nesta tal tentativa de domínio da natureza. Por isso, não é raro que as bruxas modernas sejam das mais estridentes defensoras dos direitos LGBTEtc (há muita wiccaria na região). Volta e meia, lê-se um homem homossexual chorando o facto de os homens serem demasiados tímidos na causa. Só quem não entende a luta eterna da mulher contra a natureza se espanta com o facto de serem elas o pelotão da frente nesta luta. Para isto nem é preciso ler John Updike (ou a grande Camilla Paglia). Basta ler o terceiro capítulo do Génesis.
O maior êxito da feitiçaria é sempre o de sugerir que o conceito de pecado é absurdo. O bom bruxo (para também não dar a ideia de que a bruxaria é exclusivo feminino) não precisa de Deus porque aprendeu a perdoar-se a si próprio. Não é à toa que a bruxa Jane diz a certo ponto: "As pessoas andam por aí a chorar a morte de Deus; é a morte do pecado que me incomoda. Sem o pecado as pessoas já não são pessoas, são apenas ovelhas sem alma" (pág. 137). E, mais tarde, perto da conclusão da história, Updike escreve sobre o trio de feiticeiras: "Perdoando a si mesmas o imperdoável, livrando-se da culpa tão casualmente como, quando eram mais novas, se livravam das roupas" (pág. 296). Perdoar-se a si mesmo é o feitiço dos feitiços.
A razão porque o cristianismo deve ser impiedoso com qualquer discurso de auto-ajuda é porque, com a melhor das aparências (como geralmente têm as melhores bruxas), ele se limita a ser um feitiço. A pessoa que se aceita a si mesma como é, é uma pessoa auto-enfeitiçada. Se entendermos isto descobriremos que vivemos numa época eficazmente repaganizada no Ocidente - nesse sentido, nunca antes fomos tão ocultistas como somos hoje. Precisamos de antídotos que nos libertem da maldição da auto-estima porque a auto-estima mantém-nos sem necessidade de Deus. Deus só se torna necessário para quem ainda não aprendeu a arte dos feitiços. Como bom protestante que tento ser, deixem-me terminar com o exemplo de Maria.
A religião dos bruxos vem sempre das entranhas, das vísceras, dos elementos. Os bruxos tentam a sua própria versão da maternidade que, neste caso, não é aceitar a vida mas criar uma nova. Maria, mãe de Jesus, é a verdadeira anti-bruxa. Maria aceita uma vida da qual não chegou a participar no processo de a gerar. Maria é, toda ela, aceitação passiva, o que irrita de morte qualquer bruxa. Graças à intervenção directa do Espírito Santo, a passividade de Maria produz o que a melhor fertilidade feiticeira não consegue (daí ser especialmente triste o culto romano mariano, uma horrorosa descaracterização da fértil passividade da mãe de Jesus, em que Maria é invocada numa lógica não muito distante das invocações mágicas). Quanto mais biblicamente marianos somos, menos tentamos trocar negócios com Deus. Aceitar o que Deus nos dá é repugnante a um mundo que tenta dominar a natureza. Quem quer arriscar?
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From National Public Radio.
Wonderful excepts from two interviews by Terry Gross. What a mind.
17:37 He describes the task of a writer as giving people back their lives.
'Nature kills constantly, and we call her beautiful' - John Updike, The Witches of Eastwick
Verkaufe das Buch: John Updike - Bessere Verhältnisse-Glanz und Elend der späten siebziger Jahre und des Anfangs der achtziger Jahre, als den reichen Ländern der Welt das Benzin auszugehen droht und man plötzlich befürchten muß, "daß die große amerikanische Autofahrt zu Ende geht." 1981, erschienen im Rowohlt Verlag. Den Link zu meinen Verkaufsangeboten findet Ihr im Profil. #johnupdike #verhältnisse #bessereverhältnisse #glanz #elend #siebzigerjahre #welt #amerika #autofahrt #buch #bücherliebe #ebay #schorschidk #zuverkaufen #sofortkauf https://www.instagram.com/p/CaK3GSOq1nO/?igshid=NGJjMDIxMWI=
#conejoenpaz de #johnupdike Muchos conocen ya a Harry «Conejo» Angstrom, entrañable personaje dividido entre la libertad y la responsabilidad, el deseo de independencia y un anticuado sentido del deber, entre apremios sexuales y vagas especulaciones espirituales a sus 55 años muy avejentado, Conejo ya no hace más que jugar al golf y ver la televisión. Desde el infarto, le embarga un irremediable sentido de fatiga. Janice, la esposa desvalida, es ahora toda una mujer de negocios. Nelson, el hijo estafa y roba a sus padres para mantener su adicción a la cocaína. Conejo vive en el temor constante, obsesivo, de la muerte que, en efecto, parece rodearle por todas partes : muere su amante de un cáncer, muere de SIDA un empleado de la empresa, sus amigos caen presa de enfermedades o depresiones, y hasta la tele le acosa diariamente con noticias de desastres y guerras. A Conejo sólo le quedan ya un pasado nostálgico, sombrías especulaciones sobre el futuro y ser testigo pasivo y risible de hechos que él ya no controla.🐈⬛🍄🕷️ Consiguelo aquí ⬇️ 🪴🪴🪴🪴🌾🌾🌾🌾🌱🌱🌱🌱🍃🍃🍃🍃 Envíos y entregas 📦🚚📪📤 Te invitamos a visitar nuestra tienda en línea https://linktr.ee/Loslibrosdepolifema Entregas personales todos los sábados en Parque San Fernando ( entre revolución e hidalgo, línea 2 del STCM) #libros #bookstagram #books #librosrecomendados #literatura #leer #frases #lectura #book #libro #booklover #lectores #escritos #poesia #instabook #amoleer #bookstagrammer (en Mexico City, Mexico) https://www.instagram.com/p/Co8GXrXvz-3/?igshid=NGJjMDIxMWI=