O dia depois de amanhã Eu já senti saudades de nós Um nó na garganta e umas noites de insônia Um nó mau feito, desajustado e uma linha solta a ponto de se desfazer Um nós cruelmente mastigado, dilacerado e usurpado Um nó E você quase desatou Afrouxei na ânsia por me desvencilhar Afogada em minha angústia nunca te esperei nunca te soltei mesmo querendo soltar a força do mar quebrou fragmentou o nó levou e embalou em suas ondas um grito de liberdade como é que eu nem lembro a tua voz meio amarga nas minhas noites tão escuras se bem que na verdade você nunca foi a pessoa que eu pensei ser.
Joy Ianka





