All ready for tomorrow’s workshop! 3 pm eastern on zoom recording available and sign up open. Link in bio. This class is quintessentially me. We will be exploring the history of poison and it’s continued connection to the occult. We will explore famous poisoners accused of being witches and necromancers, and look at some of the fantastic anti-poison charms of the Middle Ages. To understand how to incorporate poison as a magical component we must understand the different ways that poison has been conceptualized throughout history. By learning about different spirits and practices with connection to poison we come to understand it as an occult for that can be applied to spell work. I will be giving different examples of how to incorporate baneful ingredients into spell craft and the many different applications as a magical force. *safety first and no poisoning people just magic* #poisonmagic #poisonlore #poisonhistory #poisoninhistory #poisoner #famouspoisoners #lucreziaborgia #lavoisin #catherinedimedici #locusta #affairofthepoisons #occultparis #pharmakeia #toxicology #poisonpath #thepoisonpath https://www.instagram.com/p/CQjvkkALVbY/?utm_medium=tumblr
🇫🇷 Visite hier de l'expo temporaire Venenum : Un Monde Empoisonné du Musée des Confluences de Lyon avec ma sœur @marionchatoons. Pour quelqu'un comme moi qui éprouve une fascination extrême pour les poisons et leurs subtilités, c'est un passage incontournable ! 🇬🇧 Yesterday I went to the museum of confluences in Lyon to see an exhibit dedicated to poisons with my sister. Amazing visit if you are as fascinated by poisons as I am ! La mort de Cléopatre, par Gustave Lassale-Borde, portraits de La Voisin et de la marquise de Brinvilliers, squelette et spécimens de serpents conservés dans du formol, sphinx du laurier rose, ornithorynque naturalisé et cabinet d'apothicaire. #musee #museum #museedesconfluences #lyon #lamortdecleopatre #gustavelassaleborde #lavoisin #brinvilliers #snake #moth #apothecary #poison #venenum #poisonous #venemous #ornithorynque #platypus #sphinxdulaurierrose #apothicaire #pharmacist #pharmacie #poisonpassion (à Musée des Confluences)
Este principio trata de mais um caso de feitiçaria pelas veredas de Paris da época do Rei Sol(Luís XIV), num assombro de envenenamentos de toda a espécie e até da alta realeza, bem mal-contado quando o assunto envolve abortos e o uso de bebês prematuros em missas negras. Catherine Deshayes começou com seu suposto poder ligado ao sexto sentido; se tornando mais tarde La Voisin ou “A Venenosa”. Quem foi a feiticeira condenada na França em 1680 a fogueira?
Se não fosse pela Câmara Ardente(Chambre Ardente), é possível que La Voisin não fosse descoberta. O fator tochas elaborou seu nome, em suas reuniões, um local de janelas fechadas e cobertas por cortinas negras, a luz do ambiente provinha de tochas ardentes. Fundada em meio a diversas mortes durante o fim da década de 1660 e início de 1670, todas julgadas a um teor de envenenamento, muitas incluíam vários membros da nobreza, mortes em sucessão. Foi uma comissão criminal especial que investigou durante três anos processos criminais, com 442 julgamentos terminados em 36 condenações à morte, 23 banimentos e 5 condenações.
“A nova comissão contratou um escrivão que ficou responsável por registrar os encontros dos juízes, bem como os interrogatórios dos prisioneiros; alguns médicos e farmacêuticos para corroborar evidências e fornecer laudos; um promotor geral, que ficou responsável por oferecer as denúncias, buscando a condenação, e requerendo a pena; e, finalmente, alguns relatores, incluindo La Reynie, que ficaram encarregados de liderar as investigações e enviar relatórios relevantes aos magistrados do tribunal.” (DURAMY, 2017, III. A Chambre Ardente)
Como começa a estranha história da envenenadora de Paris?
Desde pequena Catherine se mostrou “especial” na curiosidade sobrenatural. Seus pais relatam que ela ouvia sussurros de espíritos, algo como o sexto sentido que era muito popular na França como também a profissão de cartomante, logo depois em idade adulta ela disputaria com mais de 300 cartomantes; ainda conforme o dito de seus pais: ria e conversava sozinha, possuía os “amigos invisíveis”. Em coincidência ou não, uma das provas de suas previsões ocorreu aos sete anos de idade, quando proferiu que seu tio não demoraria mais que um mês a ter uma morte violenta, o que ocorreu de fato em certeiros 30 dias, num estranho acidente de carruagem.
Em adiantamento, começo a referência pelo alastramento de seu poder e influência. Quando se casou com um joalheiro parou de praticar adivinhações, astrologia, tarologia, leitura de mãos e fisionomia. Seu marido acabou falindo e então ela pôde retornar as suas antigas práticas para ajudar o financeiro da casa. Sobretudo seus clientes passaram a buscá-la por sua outra oferta, abortos clandestinos. Estas atividades eram altamente lucrativas, já que os atraídos a prática vinham da elite rica e aristocrática de Paris. Catherine lhes prometia sigilo e descrição absoluta, fim a gravidez indesejadas e indiscrições cometidas. Deste seu negócio guardava — sangue, órgãos, placenta entre outras substâncias dos fetos arrancados. Sua influência e encobertamento também partia de seus vários amantes de todos os tipos: alquimista, arquiteto, mágico e diversos condes e Viscondes.
Ementando o estado de negócio de cartomantes na Paris da época, La Voisin não foi a única figura em destaque. Acontece que havia muito da competição pela influência na corte do Rei Luís XIV. O favor do rei poderia elevar o status e tornar a pessoa rica. Ela conhecia bem disto e pela comunicação com seus clientes poderia ligá-los a pessoas que pudessem conceder favores lucrativos.
E estes bebês? Ninguém viu?
La Reynie em meio a suas investigações descobriu que ela levava os bebês numa caixa para o coveiro, que ganhava uma moeda de trinta centavos para sepultar num canto do cemitério, em sigilo ao padre ou qualquer outra pessoa.
Ainda, nas congregações cristãs de Paris, Catherine era reconhecida como uma alta sacerdotisa, vista como uma adoradora devota, ela mesma acreditava que seus poderes vinham de um dom divino. É provável que alguns de seu clientes, principalmente os da alta sociedade, usassem de sua afirmação para se tranquilizarem no uso de seus serviços. Estamos também sobre as crenças do século XVII, que mesmo compelidas a ilustração de brandura cristã criam também na bruxaria.
A princípio em 1678, quando um padre de Notre-Dame perturbado em consciência se aproxima de Nicolas Gabriel de La Reynie, chefe da polícia de Paris, e lhe conta as repetidas confissões que está ouvindo de seus paroquianos, de terem envenenado alguém. Nada foi detalhado pelo padre, o despertamento ao caso se desenvolveu através de outro relato, o de um jovem advogado e por acaso, que escutou Marie Bosse bêbada falar sobre envenenamento e como o comércio lhe traria fortuna.
La Reynie optou em pesquisas silenciosas e Bosse, quando apreendida, contribuiu com suas declarações; Marie mencionou poder haver mais de 4.000 pessoas praticantes que tinham fácil acesso a corte e ao rei Luís XIV.
Marie Bosse era rival de La Voisin quando os assuntos incluíam envenenamento e os negócios de cartomante, no tempo em que Marie passava pelo processo de condenação delatou Catherine. Quando Voisin foi apreendida, saindo de uma das missas cristãs, em sua bolsa foram encontrados como prova:
“Grimoires ou livros negros (manuais para satanistas e necromantes, o ABC do Abracadabra), vestimentas e parafernália sacerdotal, uma cruz, incenso, velas negras" (DURAMY, 2017, II. Catherine Deshayes, senhora Montvoisin, conhecida como La Voisin)
Em sua casa encontram:
“um misterioso forno no pavilhão de um jardim, recendendo a maus e perniciosos fumos; fragmentos de ossos de bebês humanos entre as cinzas” (DURAMY, 2017, II. Catherine Deshayes, senhora Montvoisin, conhecida como La Voisin)
A repercussão espantou Paris por todos os lados, o interrogatório de La Voisin gerou a La Reynie a descrença na natureza humana, já que era destoante mortes de pessoas como se acontecesse uma compra, uma mercadoria, disse assim: “Vidas humanas estão à venda e negociadas com eles diariamente como em qualquer artigo; assassinato é considerado o único remédio quando uma família está em dificuldade; atos abomináveis são praticados em todos os lugares: em Paris, nos subúrbios e nas províncias.” (GONZÁLEZ, 2009)
Depois de sua morte a filha de Voisin completou o resto do relatório a La Reynie com a disposição de que não teria mais nada a perder tendo já passado os julgamentos. Havia participado de muitos negócios da mãe, condecorada como secretária. Suas descrições não muito detalhadas sobre os bebês, clientes que comprovam venenos e poções, missas negras junto a participação de padres, fez o horror atingir o imaginário do povo e das autoridades da época. Antes da queima de arquivos alguns dos ligados a rede de La Voisin foram presos, dentre os participantes teriam, sequestradores de crianças, traficantes de veneno dentre outras figuras sinistras.
E ela estaria mesmo segura com suas práticas?
É nisto que entraria a missa negra, ligada a padres falsos e magia negra; estas missas simulavam a da liturgia cristã, eram de teor ao satanismo em seu ritual cerimonial. A vizinhança? A temia pelos malefícios que ouviam, sua feitiçaria poderia causar danos, ferir, aleijar ou até matar. A igreja? Se interferisse arrastaria o bom nome das nobres famílias para a condenação, já que madame La Voisin registrava detalhadamente o nome de seus clientes em uma lista.
Em sua carreira pôde ter acumulado 2.500 mortes com a prática do envenenamento, outro negócio que oferecia aos seus clientes que quisessem resolver seus problemas de outra forma. E até estas informações devem ser colocadas em análise, os registros de morte saíram do livro de Eleanor Herman, Sex With Kings, que afirmam o número de mortos encontrados no jardim. Anne Somerset em seu livro The Affair of the Poisons, contesta o registro, dizendo não haver menção de procura de restos humanos no jardim.
O que não é spoiler para ninguém! La Voisin foi sim condenada, mas não junto a monarquia francesa, e nem pensem que eles de alguma maneira seriam condenados. O rei também delegou com o Chambre Ardente, um tribunal especial para lidar com os casos da comitiva real, e lhes encobrir as atividades ilícitas. Então os documentos usados no julgamento são um tanto questionáveis, já que em alguns casos foram propositalmente destruídos por ordem do rei. O catolicismo em seu declínio e mesmo o Chambre Ardente, utilizou de classe e posição social para tratar com os crimes.
FONTES:
Caso dos Venenos: a série de envenenamentos na França de 1600 (https://www.mundosombrio.com.br/curiosidades-sombrias/caso-dos-venenos/)
DURAMY, Benedetta Faedi. Mulheres e venenos na França do século XVII. Tradução OAVCrime, [S. l.], 17 jan. 2017. II. Catherine Deshayes, senhora Montvoisin, conhecida como La Voisin e III. A Chambre Ardente, Disponível em: https://oavcrime.com.br/2017/01/17/mulheres-e-venenos-na-franca-do-seculo-xvii/. Acesso em: 23 ago. 2022.
GONZÁLEZ, Jaime Barrientos. La Voisin, una envenenadora de altos vuelos. [S. l.]: Departamento de asuntos absurdos, 1 out. 2009. Disponível em: http://jaimebarrientosasuntosabsurdos.blogspot.com/2009/10/la-voisin-una-envenenadora-de-altos_01.html. Acesso em: 1 set. 2022.
La_Voisin (https://pt.frwiki.wiki/wiki/La_Voisin)
La Voisin, una envenenadora de altos vuelos (http://jaimebarrientosasuntosabsurdos.blogspot.com/2009/10/la-voisin-una-envenenadora-de-altos_01.html)
Los horripilantes hechos de la calle Beauregard (https://jcvergara.com/2019/01/23/los-horripilantes-hechos/)
Magia negra e a estranha história de La Voisin, a envenenadora de Paris (https://www.resumo.blog.br/2021/06/magia-negra-e-estranha-historia-de-la.html)
Mundo Tentacular: La Voisin - A história real da feiticeira e envenenadora de Paris (https://mundotentacular.blogspot.com/2022/07/la-voisin-historia-real-da-feiticeira-e.html)
Opera Mundi: Hoje na História: 1680 – Acusada de feitiçaria, 'La Voisin' é queimada viva na França (https://operamundi.uol.com.br/hoje-na-historia/34073/hoje-na-historia-1680-acusada-de-feiticaria-la-voisin-e-queimada-viva-na-franca)
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