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“Memoria polaroid” – un blog alla radio S24E08
“Always be nice to one and all”, cantano i canadesi La Securité nel loro nuovo singolo qui in apertura di scaletta, ed è senza dubbio un consiglio condivisbile. Subito dopo, però, si premurano di aggiungere: “Never know what they are thinking”, e in effetti a volte questo potrebbe riverlarsi anche più saggio. Cercando allora di restare tutti molto nice, ecco qui una selezione di belle novità…
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2005 / 2025 - As Escolhas de: Filipe Garcia
Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas, aqui e na nossa página de instagram. Um álbum – Amy Winehouse – Back to Black (2006) Soava a soul clássico sem soar a velho, a voz era de negra…
2005 / 2025 - As Escolhas de: Ana Baptista
Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas, aqui e na nossa página de instagram. Um álbum: The Black Angels – Passover (2006) Este foi o disco que me introduziu àquela que viria a ser uma das…
2005 / 2025 - As Escolhas de: Frederico Batista
Desafiámos os nossos escribas a fazer a difícil escolha de selecionar um álbum, uma banda/artista, uma música, um concerto e um artigo escrito no altamont que os tenha marcado, nestes últimos 20 anos. Poderão vê-las no decorrer das próximas semanas, aqui e na nossa página de instagram. Uma banda / artista: Arcade Fire A mais completa e duradoura banda do Indie. Desde o seu primeiro disco,…
LCD Soundsystem’s music video for Oh Baby, directed by Rian Johnson
Os LCD Soundsystem são uma banda de sonho: juntam a história do rock, do punk e da música de dança, embrulham tudo, pegam numa bola de espelhos e só nos resta, no fim de tudo, celebrar. E dançar.
O regresso ao ativo, depois de um afamado e mediático final, foi para muitos uma facada: a banda da verdade, da honestidade, teria afinal entrado no circo do rock’n’roll mais banal? James Murphy, o homem do leme, pediu desculpas, mas garantiu que o regresso teria de valer a pena. Em disco, já o tínhamos comprovado o ano passado com o magnífico American Dream, compêndio pop meritório até mais não, tocando perto do nível de Sound of Silver, ainda (e para sempre?) o melhor álbum dos LCD.
As três datas que por estes dias lotam o Coliseu dos Recreios serviriam, por seu turno, para fazer o teste do algodão no que a concertos diz respeito. Na verdade, difícil seria um chumbo no exame: quem já viu o grupo no passado, quem domina o repertório, quem conhece a sede de festa do público português, já tinha uma ideia ao que ia. As suspeitas confirmaram-se.
Só ao quinto tema, com “Call The Police”, há uma passagem por American Dream, o que indiciaria um espetáculo mais num registo de compilar de malhas do que de apresentação de novidades. Mas vamos por partes: “Get Innocuous!”, a bola de espelhos, e a máquina de ‘groove’ dos LCD Soundsystem, aterraram em palco pouco passava das 22:00 e provocaram desde logo um semi-motim que se iria repetir nas duas horas seguintes. Mas se o público se deixou agarrar de início, foi com “Tribulations” que se deu a primeira explosão de energia, fazendo-nos regressar a 2005, quando era música obrigatória em qualquer pista de dança que se prezasse.
No som dos LCD Soundsystem – empreitada coletiva de um produtor e compositor de exceção, James Murphy – há ecos de Kraftwerk, de OMD, de algum punk, de muita soul. Não há muitos refrões pop nem propriamente êxitos de rádio (“You Wanted a Hit” é pura sátira a essa necessidade), mas quase toda a gente conhece quase todas as palavras que saem da boca de Murphy – e todas as ancas, sem exceção, se abanam de forma constante.
“Movement”, música de deitar abaixo uma casa, mostrou ser pouco conhecida pelo público, para logo a seguir “Daft Punk Is Playing At My House” ser servida num tempero menos punk e pautado por mais groove. Houve de seguida tempo para Nancy Whang se chegar à frente e cantar “I Want Your Love”, original dos Chic, e a fechar o primeiro segmento do concerto – antes da banda ir à casa de banho porque, diz Murphy, são já “velhinhos” – uma intempestiva “How Do You Sleep?”, do disco do ano passado.
O encore traz a delicadeza de “Oh Baby”, o furacão “Dance Yrself Clean” e saltos, abraços, beijos e amor, tudo isto e mais que “All My Friends” representa no repertório dos LCD e, já agora, nas nossas vidas. Ainda há dois dias – lotados ou perto disso – para contrariar a tese – que não sei se existe – de que epifanias não se repetem.
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Fotografias: Inês Silva
Setlist:
Get Innocuous! You Wanted a Hit Tribulations I Can Change Call the Police Yr City’s a Sucker Movement Daft Punk Is Playing at My House Someone Great Tonite Home I Want Your Love (Chic cover) How Do You Sleep?
Encore: Oh Baby Dance Yrself Clean All My Friends
Uma enorme pista de dança onde couberam todos os nossos amigos, sonhos e desilusões.