Absolutely in love with this performance of the Morte d’Arthur on a vielle à roue. I would 10000% pay to listen to this gentleman singing the entire epic.

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Absolutely in love with this performance of the Morte d’Arthur on a vielle à roue. I would 10000% pay to listen to this gentleman singing the entire epic.
Não é novidade que cansei. E no início tinha cansado de viver mesmo. Teve aquela semana que só levou bons escritores embora (não era justo, eu não aceitava). Depois começaram a morrer demais artistas, artistas que fundaram o Brasil, morrendo de Brasil (de covid-19, de suicídio). Foi horrível abrir isso aqui e ver o show de horrores no perfil do Sergio, e também um pouco pior vocês defendendo o Sergio indo lá xingar aquela gente absurda e orgulhosa de ser tão escrota. Depois, a Olga foi embora um dia antes do meu aniversário, da mesma forma que o Sergio. Todos os dias, quando eu tentava o mínimo contato com o mundo externo, lia notícias ruins. Hoje, por exemplo: 1.179 mortes no Brasil sem ministro da saúde, sem presidente. Uma criança morta por policiais (que se teve notícia, né).
Então decidi, aos poucos, me afastar e me alienar, já que não sou corajosa o bastante para dar fim ao meu cansaço. Queria levar 2020 ao estilo do livro Meu ano de descanso e relaxamento, só que infelizmente também não vai rolar. Condenamos Marisa Monte quando ela decidiu se recolher ao próprio jardim com o cenário político da época (risos, isso foi ano passado), mas veja só quem tem razão.
Estou adoecendo, as pessoas que amo estão adoecendo. Que legal, todo mundo no mesmo barco enquanto tento salvar alguns. Só que as pessoas se afastaram e eu me afastei delas. Tá todo mundo precisando de um pouco de tempo. Também cansei de brigar com a vizinhança, mesmo que eu esteja fazendo a quarentena esperando a quarentena começar.
Semana passada, vocês compartilharam bastante o vídeo “leveza”, do Greg News. É bonito mesmo. Começa com o circo sem graça da Regina Duarte, reclamando de “enterrar mortos”, na televisão fora da ficção e cantando hino da ditadura; mas termina com Gregório e sua família cantando Tom Zé ironizando e resistindo a ditadura. No meio disso, Gregório lista as coisas que o fazem sobreviver nessa pandemia, além do isolamento. Decidi listar as minhas também:
1. Eu tô conhecendo todos os discos da Gal (nunca é tarde). Ouço um por dia. Quando terminar, vou ouvir todos os discos do Gil. Quando terminar, escutarei todos os discos da Bethânia. E vou passar o Caetano porque já conheço os discos dele muito bem, vocês sabem que sou uma enciclopédia das canções do meu conterrâneo favorito. Vez ou outra também assisto lives dos artistas que gosto (já foram três só do Zeca Baleiro, porque “Bandeira”, afinal, é tudo que a gente precisa escutar com atenção agora) e shows antigos, sucessos que o tempo não apagou, um flashback mais sem-vergonha que o outro;
2. Gregório, também revejo as entrevistas do Jô Soares, melhor programa que já tivemos na televisão brasileira, tanta gente que admiro e conheci por causa dessas conversas, estou falando de você mesmo Rogério Skylab. Ariano Suassuna, pessoa que teve a melhor forma de expressar sabedoria, é um afago ouvir suas sínteses e críticas;
3. Meu tempo de leitura está dividido entre “livros sobre o fim do mundo” e meus romances favoritos. Estou na primeira categoria. Fiz dívida na Amazon sim, porque também cansei da ideia de “não vou comprar livros para não me firmar em São Paulo e depois ter que transportar uma biblioteca”, que ideia idiota;
4. Por falar em literatura, parte do meu trabalho em home office é bastante automática, o que também é sinônimo de “chata”, porque não sou burocrática, sou criativa. É nesse momento que ouço algum episódio do Litterae, podcast da Anita Deak e do Paulo Salvetti: para escritores, para leitores e principalmente para quem se encontra nesse meio-termo de “quero-escrever-mas-não-consigo” (oi meninas, turupom?). Não quero culpá-los pelo aumento da minha dívida com a Amazon, mas é isso aí, as sugestões literárias são tão boas que está acontecendo. Mais do que ler livros, gosto de ler, ouvir e conversar sobre livros. O Litterae conta com temas específicos e convidados especiais. Meu episódio favorito até agora foi o “Palavra: modos de usar” e recomendo esse se você começar a ouvir o Litterae. Tem um depoimento lindo da Mariana Salomão Carrara sobre a sua relação com as palavras, desde a infância; depois o Paulo cita trechos de canções que também são meus trechos favoritos em canções, tipo “os escafandristas virão”, porque a minha relação com a literatura é, antes de tudo, uma relação musical; e termina com a Anita lendo um trecho do seu novo livro;
5. Outro podcast que estou gostando, até mesmo pela naturalidade, pela não-necessidade de ter um roteiro tão “certinho”e por ter essa cara de conversa franca é o Rizzenhas, da Taize Odelli. Se você acompanha literatura pela internet, com certeza já ouviu falar da Taize, leu alguma de suas resenhas. Acompanho essa moça há anos. Não é um podcast de resenhas, mas é sobre mercado editorial, relação do leitor com o autor (e vice-versa), festas literárias, romances de entretenimento, etc. É sobre tudo (e mais um pouco) que envolve literatura. Esses dois podcasts estão disponíveis no Spotify e se você ama ler, vai se identificar muito;
6. Estou bebendo cerveja, todas as noites;
7. Tô lendo sobre sonhos e viagens no tempo. Isso inclui tudo que eu possa encontrar sobre: de textos acadêmicos a creepypastas em grupos secretos de Facebook nos quais você não pode reagir com “haha”. Deus abençoe o Alexey Dodsworth Magnavita, que é uma das melhores pessoas que leio, não apenas por ele ser absurdamente inteligente, mas também por não temer qualquer assunto obscuro ou “facilmente invalidado” por intelectuais - eu fui lá no inbox, com medo de incomodá-lo, pedir recomendações de leitura e ele foi um doce. Há questões mais urgentes no mundo pedindo comprovação científica, isso não é tão urgente assim e pode ser divertido conhecer;
8. Voltando a falar da Amazon, assinei o sistema Prime deles e consegui terminar duas séries pendentes desde 2018, começar e terminar outra, vi um filme com a Keira Knightley (que é tipo ver filmes com a Audrey Hepburn, só que em 2020) e pretendo assistir mais. Então, mais ou menos esses serão os meus temas daqui por diante, seguindo a recomendação da secretária de cultura, “sejam leves”. E sei que parece cruel e piada de péssimo gosto, mas me digam aí vocês qual a melhor forma de lidar com isso, porque não sei. Eu também não quero contar os mortos, sabe, o luto é um tanto quanto autodestrutivo e o sentimento é de impotência, estou me entregando a quem está nos matando por falta de opção, até. Eu quero falar de arte mesmo que ninguém escute.
Acho que estou me afogando em paliativos para ver o desenrolar dos meses e pensar em atitudes drásticas ou trágicas, no final. Entre uma crisezinha de pânico e outra, tenho aí esses momentos: distrações de duas horas; de meia hora debaixo do sol, de manhã, lendo um livro (recomendação da psicóloga); em dias genuinamente alegres, sou capaz de investir em restaurantes caros que entregam a domicílio, isso, claro, quando consigo comer. Apetite é vontade rara por aqui.
Estou na linha tênue entre enlouquecer e me manter sã, na corda-bamba. Não é um lugar confortável.
Spent the afternoon working on my dissertation. It’s about medieval riddles, so here’s one from Aldhelm’s Enigmata which I was working on today (transl. by A.M. Juster):
From frozen bowels of dewy Earth I’m bred, From woolen fleece with bristles I’m not made. They pull no yarn, no humming threads cascade, No Chinese silkworms weave their yellow thread, I am not plucked from wheels, no stiff combs beat, And yet I’m labelled “clothing” on the street. Long quivers’ arrows do not stir my dread.
If you haven’t gone ahead to translate the Latin solution from the MS, please comment your guesses below 💛
via Instagram
I can’t get over how biased some medieval noblemen were when it came to cheating: they really loved to read about it in romances but for some reason really didn’t like it when it happened to them. Philip of Flanders, for whom Chrétien de Troyes wrote Le Chevalier de la Charrette, clearly did not follow Arthur’s example when dealing with his Lancelot and Guinevere. (In the image is a quote from: Kay, S. 2000. "Courts, clerks and courtly love", 82) Speaking of romances and cheating, The Romance of Reynard the Fox has a wonderful episode where Reynard, having fallen into a tub of yellow paint, becomes completely unrecognisable (a reference to Tristan the Leper?) and disguises himself as a jongleur. He meets the wolf Ysengrim, whose wife was earlier caught cheating with Reynard, and the wolf desires above all to hear “the lay of the lady Iseult” – coincidence? (This branch of the romance is French, so the author could have known about Philip, but I imagine he wasn’t the only one of this kind)
Can’t stop laughing at the fact that of all the qualities Goscelin attributes to St Augustine, the annotator of this book wanted to point out that he was tall. Some things never change. (via Prof Rosalind Love on twitter)
Nota de premsa: Entrevista a la coordinadora de Litterae, Ascensión Almodóvar Naranjo
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Die Schriftenreihe
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linguae & litterae, herausgegeben von Peter Auer, Gesa von Essen und Werner Frick, dokumentiert die wissenschaftlichen Aktivitaten der
, herausgegeben von Peter Auer, Gesa von Essen und Werner Frick, dokumentiert die wissenschaftlichen Aktivitaten derSchool of Language and Literature
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"Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive." 🌙 Poesia de Ricardo Reis 🎨 Arte de Erté 🔮www.astrologiamitica.com 📚www.litterae.com.br #litterae #lua #astrologia #astrologiamitica #autoconhecimento #poesia #ricardoreis #pessoa #fernandopessoa