Longe de Ser Prático
Recentemente tenho me irritado demais, não porque algo ruim ou mórbido, importante ou chaton vem ocupando meus dias; mas sim porquê vejo, por todos os lados, atitudes repetitivas de corações lesados.
Não são poucas as vezes as quais parei e pensei, comigo mesmo, como seria simples encerrar situação X ou Y. Uma discussão, a procrastinação, uma briga, um divórcio, uma escolha, uma decisão. Sempre vi, na maioria destas situações, um peso de orgulho e arrogance — pois pensei constantemente que tudo se resolveria caso, baixadas as pedras e armas, duas pessoas verdadeiramente ouvissem uma a outra. Ah, se estivéssemos abertos a reconhecer os nossos próprios tropeços, que grande peso isso teria!
Porém.. Pensamos demais e ao mesmo tempo muito pouco. E isso chegou ao ponto onde me vi (logo eu!) sentado sem saber o que fazer diante da minha própria prepotência. Isso não é raro, pois mais comum que errar, é pensar sobre o acerto, tendo (por fim), pensamentos que estão longe de ser práticos
Que direito temos de julgar, quando nem aquilo nós vivemos? Que direito? Qual direito?
No fim, pensamos mais que agimos, ainda que pelo bem.










