Please stay ( ai mas isso vai doer nos feels )
-- Ele correu apressadamente para a porta do quarto que o haviam dito na recepção, alguns poderiam discutir que não se há forma alguma de correr desapressadamente, no entanto todos estes concordariam que se 'correr apressadamente' tivesse uma definição, esta seria a forma como Diaval correu naquele momento.
Ele havia recebido o telefonema no escritório, após o começo do dia ter sido especialmente normal, ele havia começado preparar os papéis para a adoção, saído para buscar o ingredientes para o chá de sua senhora, dado dois ou três telefonemas para a imprensa para negar os boatos sobre o uso de testes em animais na empresa, revisado os papéis da doação anonima de dinheiro para as "3 Boas Fadas", tudo isto 3 horas antes do tempo que sua chefe levaria para chegar ao escritório.
Tudo estava caminhando impressionantemente bem, ele até se arriscaria a dizer. Até o telefonema. Ele havia percebido que ela estava alguns minutos atrasada, é lógico. Ele havia memorizado os horários dela vários anos atrás, mas ele empurrou o pensamento de que algo ruim havia acontecido para algum canto escuro de sua mente, enquanto pegava seu smartphone para mandar uma mensagem rápida, inquirindo a outra sobre o motivo do atraso.
Neste exato momento foi quando ocorreu o telefonema. Apartir desde momento o dia se embaralhou em um redemoinho caótico, enquanto os flashes das imagens passavam na frente dos olhos de Diaval, em sua desorientação ele tomou as escadas ao invés do elevador, descendo da cobertura ao subsolo onde se encontravam os carros. Ele tinha certeza que havia avançado ao menos 3 sinais, e se havia avançado ainda mais isto, ele não tinha certeza.
Ao finalmente entrar no quarto, o seu desespero foi substituido por uma súbita surpresa, ao ver a sua senhora, normalmente uma presença forte e pontual e um estado daqueles em uma cama de hospital, os olhos dela estavam fechados, ao ponto em que ele temeu desperta-la em sua afobação. No entanto, as palpebras não tardaram a abrir, de maneira, que ele se ajoelhou ao lado da cama, ignorando a cadeira que estava ali próxima, para ouvir melhor o susurro que se fez das palavras proferidas pela outra.
De alguma forma as palavras o fizeram querer rir, mesmo naquela situação a única coisa que ela havia a dizer era uma ordem, cordial, mas uma ordem de qualquer forma. Ele não se enganaria, a personalidade especial de sua chefe era sem dúvida o motivo que o havia feito correr todo o caminho até lá. E mesmo assim, ele sabia que esperar qualquer outra coisa seria uma ilusão tremenda.
Um sorriso de leve contornou os lábios dele, ao ponto em que ele segurou uma das mãos da mulher a sua frente com duas de suas próprias.
❝Oh, você não se lembra? Eu disse "e em troca eu te ajudarei a realizar todos os seus desejos". Não, "e eu farei a sua papelada e o seu chá da tarde."❞
Ele brincou, antes de deitar a cabeça no lado da cama. Pois ambos sabiam que ele não deixaria o lado dela. Jamais.