Puxando os escrúpulos Para a cabeça de vitrola Vitalidade boi bandido, sem cornos Nada que ateste contra a masculinidade dois por um O gosto do vidro não combinaria com as cores Contudo, suas nuances e as ondulações Faria-nos sonhar com o primeiro amor O beijo frio era requentado por teu próprio reflexo Cidadão de todas as terras Passa por sotaques ímpares Todos canonizados na língua A aparência à rigor de alguma Britânia Eis a viúva do tempo Que ainda veste as camisas largas E clama pelo marido frente à espelhos Vestindo enfim um véu negro Germinara um fim e o começo O meio viestes de outro contexto Costurado entre uma vírgula e outra Interpretes não foram consultados, mas obrigados a saborear a colcha de retalhos Tamanho mundo cego de tal ego Envolve entre pratarias e discursos amenos Sorrirá consentido com qualquer fala direcionada Os olhares prediletos responderiam somente à infâmia As antíteses das tuas soluções margarinas de cana de açúcar Era o mesmo deboche realizado por vós em uma quinzena de dias atrás Favor, peça-me em outros pecados, pois os investimentos de nomes Foram dissipados ao tocar-me a pele, sinto por teu placebo O passado, futuro encondem no impasse hermético Em normas ocultas habituais, temos o idioma elétrico Fulano faz planos, camufla-se os anos Salve a famosa autorregulagem da idade paulista...
Animal-vitral-rotacional, Pierrot Ruivo







