Que bom que ainda existem amores que tenham as travessuras da infância, em um mundo tão desonesto, a dor dói menos e os efeitos são mais puros, sem rancor ou mágoas e ainda podem sair por aí cantando e sendo felizes, porque nada está perdido é só um novo ciclo. Novas experiências, novas borboletas no estômago. Quem sabe até uma nova paixão. Por mais que eu esteja meio desiludido com o tal do amor que tanto falam. Porque afinal as pessoas sempre acabam indo embora, e essa é pior parte de começar a conhecer alguém novo, o medo do abandono, das mensagens vistas porém não respondidas. As horas olhando para o celular se perguntando o que fez de errado. Não sei explicar porque nem eu mesma entendo como funciona meu cérebro. Mas seria o caminho mais fácil desistir de tudo e preferir a solidão? Afinal eu deveria primeiramente gostar e me sentir confortável com a minha própria companhia. Mas é tão difícil não conseguir lidar com os próprios pensamentos que isso me assusta. Me assusta a ponto de me paralisar por alguns segundos e me perguntando se vale mesmo a pena todo o esforço sendo que no fim todos acabam indo embora. Mas cada dia é uma nova descoberta tanto para quem tem um espaço mesmo que pequeno para quem sabe começar a fazer parte da minha vida.
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