Caro amigo,
hoje eu estou aqui, sentado nessa mesma cama nesse quarto escuro que por muito tempo foi o meu refugio, que por muito tempo me abrigou e as minhas lagrimas guardou segredo para que as outras paredes da casa nao escutassem, mas as paredes do meu peito nunca deixam de escutar. em algumas noites parece que eu as ouço chamar, discretamente, como que para nao acordar os outros corpos sonolentos que buscam descanço nos outros cantos da casa, nesses outros comodos que guardam segredos que desconheço, segredos que nem mesmo esses corpos querem revelar a si mesmos.
hoje estou aqui, largado no escuro, planejando o futuro; minha mente sonha alto no escuro enquanto que este corpo levanta cedo pela manhã, levanta afim de acordar, afim de realizar o que a sua companheira de quarto sussurra ao se deitar.
com amor, seu mais sincero amigo











