E não é que a Menina das Matas estava inspirada hoje? Ela resolveu me ditar mais um poema, contando como costuma ser o fim do dia na casinha dela. Ao longo do poema, ela introduziu referências a vários Orixás, que eu marquei nas hashtags. Obs.: na imagem, os numerais romanos indicam a ordem de leitura das estrofes. #lucavalheiro #meninadasmatas #fimdodia #noitenamata #ciganafeiticeira #pombagira #laroyêpombagira #caboclos #orixás #nanã #iansã #oxum #xangô #oxóssi #logunedé #oxalufã Crédito pela imagem: US Government, "Aurora Borealis", https://www.rawpixel.com/image/3392253/free-photo-image-neon-light-night-borealis, Domínio público --- Fim do Dia Lu Cavalheiro (@lu.cicerone.cavalheiro) Licença CC-BY-SA 4.0 Internacional O poente tinge com as cores de Nanã o céu Sinal inequívoco do findar de mais um dia As borboletas do jardim dormem em alegria Fartas depois de sorverem das flores o mel A cachoeira ainda canta singela na pedreira Baixam a bandeira, os caboclos vão pra casa Mas minha mata nem de noite fica silenciosa Pois eis a hora do meu cantar de feiticeira Acende a fogueira, pega as ervas de Ossanha Prepara o caldeirão, ferro fundido de eras Chás e emplastros eu faço para as mil curas Não tem malefício que resista à minha sanha Os caboclos trazem a pesca e a caça para mim E eu cuido deles com essas artes que domino Ajudo a todos, do mais velho ao jovem menino Como pagamento, os caboclos sustentam a mim Sou filha de um guerreiro de uma flecha só Nas matas, todos nós temos o mesmo protetor Faço com tais artes o trabalho do meu senhor Pois na mata nós somos atados pelo mesmo nó Só vou dormir quando ao último deles atendo Quando Oxalufã já está a ver a lua de pé Antes de fechar a porta incenso com guiné Para o fim de mais um dia poder ir limpando (em Olavo Bilac, Rio De Janeiro, Brazil) https://www.instagram.com/p/Cm4_qpartZQ/?igshid=NGJjMDIxMWI=












