O Mito, a Atuação e a Afirmação
Ao teu desserviço Deixe-o reencarnar A dor de recebê-lo como dádiva És maior do que tê-lo como dívida O despertar sob a pele As feridas e razões absurdas São enterradas em belezas oriundas Sua função? Distrair carrascos As sombras que formam meus algozes Tomam objetos da prateleira Como suas armas brancas E torturam-me sem pestanejar Meu nome na tua boca Mastigado com imprudência Meu corpo encontrado na sarjeta Lastimando o episódio do descaso Eu sou o deus que glorifica Os ídolos pés de barro E envio um de meus braços armados Como seu futuro altar O intervalo entre chaga e deleite Era espelhado nos versos da quaresma Pula-te um dia e uma mentira em panos quentes E terás teu álibi convergido em pronome O sagrado material exige: Beije os anéis de teus reis Comemorem a coroação espontânea Da popularidade fajuta como se fosse sua O principio de tudo é uma ferida Celebrando vida e morte E todos nós, vestidos de algozes Costuramos posturas nulas















