Camaleão conforto conformado Paladar pueril pede por chicletes Eterno retorno, eterno movimento Doce seco, aparência luto sabor borracha Telemática telepata Inventando desejos em minhas veias Através do possessivo cortejo cultivo Dissecando os segredos que não contei A minha presença desagradável Afasta a fala, coalha perante a nata Fede como um fúnebre cortejo deveria Eu, apenas um Gregor Samsa bailando através dos dias O eu matéria presa a outra lástima Lamentando a matéria a qual pertenço O verbo não verbalizado era A era da verborragia precificada Descamando da escama Adultério romântico Pouco importa-me o febril querer A fórmula do amante amanteigado não me possui Fantasia farda fetichista O herói vidraça de arca Carrega a vingança nos ombros Com uma adaga empunhada, mata o amor niilista A mente de deus é um satélite em orbita Ditando coordenadas e grades televisivas O pecado original era a miragem conceito do próprio deus O próspero milagre está em converter fios e numerais em compreensão Saúdo o mundo com meu espelho cromado Narciso, eu preciso de outro modelo O preto fosco comum é tão belo e rotineiro Odeio rotinas! Traga-me agora a paz impávida
Karma-Computer, Pierrot Ruivo



















