Muitos citam "O Capital" sem compreendê-lo plenamente, buscando sofisticação intelectual ou cedendo à pressão social.
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Muitos citam "O Capital" sem compreendê-lo plenamente, buscando sofisticação intelectual ou cedendo à pressão social.
A gente não levou de primeiro turno, mas a luta não acabou.
Gosto que o livro diz que Sismondi tem uma explicaçãozinha e aí vem uma parede de texto em francês, do nada. E eu não estou lendo em francês.
“Ao produzir, o homem pode apenas proceder como a própria natureza, isto é, pode apenas alterar a forma das matérias. Mais ainda: nesse próprio trabalho de formação ele é constantemente amparado pelas forças da natureza. Portanto, o trabalho não é a única fonte dos valores de uso que ele produz, a única fonte da riqueza material. O trabalho é o pai da riqueza material, como diz William Petty, e a terra é a mãe.”
Objetividade fantasmagórica
Consideremos agora o resíduo dos produtos do trabalho. Deles não restou mais do que uma mesma objetividade fantasmagórica, uma simples geleia [Gallerte] de trabalho humano indiferenciado, i.e., de dispêndio de força de trabalho humana, sem consideração pela forma de seu dispêndio. Essas coisas representam apenas o fato de que em sua produção foi despendida força de trabalho humana, foi acumulado trabalho humano. Como cristais dessa substância social que lhes é comum, elas são valores – valores de mercadorias.
Trecho do início d’O Capital, Karl Marx