Não é pelo teu corpo, mas pela tua alma e capacidade de me fazer bem que me apaixono.
Segredos da Laura.
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Não é pelo teu corpo, mas pela tua alma e capacidade de me fazer bem que me apaixono.
Segredos da Laura.
Duas pessoas. Um sentimento. Nós sabemos que há um laço, sabemos bem, mas nem um de nós se atreve a confessar. Tu porque há muito deixou de acreditar, eu por ter te feito parar de crer. Como tantos outros seres, somos um par que sabe sentir, mas cansou de insistir. Os dias passam e todo novo dia é nos dada uma nova chance, mas preferimos não usá-la: “deixa passar, deixa ir…” e vai, tem ido. Não vou me enganar, todo dia sinto vontade de pedir perdão e pra gente recomeçar. Vontade de gritar toda vez que te vejo e questionar o porquê de não apostarmos outra vez. Meu coração trepida ao imaginar isso acontecer, mas tenho o cuidado de fazê-lo calar. Assisti um filme hoje, a estória era aquela típica: um casal destinado a ser juntos independente de qualquer curva da vida, entre idas e vindas. Lembrei da gente, quis que fôssemos destinados a nos pertencer, pra que depois de tudo isso passar, as nossas bocas serem juntas novamente, nossos corpos se pertencerem para sempre, ou pelo tempo suficiente para durar… Sustentei aquele sorrisinho bobo de lado, porém, vago, por um tempo. Mas afastei a crença de qualquer nós aqui no presente ou futuramente. Excluí da pasta dos sonhos a cena de você me confessando não conseguir mais ficar sem ter a mim e me beijando bem pelos cantos de qualquer parede, pra me provar e selar o que houvesse acabado de falar. Deletei junto as outras tantas cenas ensaiadas em meu coração de nossa reconciliação. Foi tudo junto pra lixeira: a ligação de madrugada pra você dizendo não conseguir mais fingir não sentir, o nosso encontro casual que acabara sendo bem mais, você me escolhendo e eu te escolhendo no fim. Sorri.. e quis te fazer sentir meu desejo pra ti. Quero te ver sorrir, e agora eu sei que não importa se por mim, de mim, ou sem mim. Contanto que estejas feliz de verdade. Só promete não fingir se realmente não sentir, tu não é do tipo e definitivamente não combina nada com teu ser viver sem ser. Ansiei conseguir o mesmo. Sentir. De verdade. Sem fingir. Tenho o feito. Apesar de tantos defeitos, não costumo nem tenho o dom para atuar. Espero que em nossos corações haja a paz por termos escolhidos deixar tudo em seu devido lugar agora. Na vida nos são dadas chances, idiota aquele que deixa a sua passar.
São apenas fios.
Não tem jeito, não. Nem adianta tentar me evitar ou fazer teu coração me matar. Teu corpo, teu ser, teu querer conhecem as coordenadas até mim. Esquece de me errar e vem cá recordar como é bom me amar. Se entrega e para de encanar. Meu corpo te quer tanto quanto tu me deseja. Meu coração te anseia. Vem e esquece de me esquecer quando todo o amor acabar. Lembra de me lembrar, de não esconder a saudade e que fingiu não pensar em mim durante aquela tarde. Se entrega e me deixa te amar. Me deixa te mostrar que amar vau além de falar as famosas três palavrinhas. Me olha e enxerga aqui.. dentro, fundo, profundo. Segue a nossa trilha, nem precisa de GPS, é carnal, corporal, é astral, nossos caminhos se cruzam não importa se tu tá em Natal e eu em Portugal. A trilhinha de pãezinhos feito de nosso amor tá bem aí, olha ao redor. Vem, meu bem.. tô te esperando, mesmo com todas essas curvas.
São apenas fios.
Eu sei que não entende o meu jeito e minhas escolhas, imagino o quão confuso deve ser saber que eu quero você e ainda assim não querer. Sem dúvidas deve ser de emaranhar a cabeça, dar nós. E eu quero me desculpar por isso. Por confundir você dessa forma. Pra mim é fácil lidar, mas não deve ser agradável pra ti o fato de eu mudar tantas vezes e às vezes em um dia ser tantos "eu" diferentes. Do fundo do meu coração, gosto mesmo de você, sinto um carinho e respeito e queria de verdade te ter sempre em minha vida, gostaria que tu descobrisse um jeito de permanecer mesmo sem eu já não mais te pertencer. Mas, entendendo como o desalinho em sua mente e coração devem ser, eu assumo o risco e as dores. Dores escolhidas por mim, por deixar tu ir, mesmo sem querer partir. Alguns outros já disseram tantas vezes: "nunca vou entender você.", e ouvindo tu dizer percebo como o erro é aqui, na mente e coração e jeito doido de sentir que são meus, sou eu. Tu, ele e aquela outra pessoa, todos bons, todos prontos, mas eu esqueci de me aprontar. Saí muito rápido na largada e cansei no meio da caminhada, não parei no "pit stop", não me recarreguei e não permiti que o fizessem e todos nós partimos, para lados opostos, exatamente como eu e você no momento. Dissestes sentir pena de mim e sendo sincera, eu também sinto.. sou um ser perdido e o mais triste é não conseguir deixar ninguém me reconstruir.
São apenas fios.
O5:O8h. Sem horas iguais dessa vez. Mais uma madrugada sem sono. O motivo continua sendo o mesmo: tu. Deito e sempre juro que “dessa vez não vou pensar muito, logo dormirei.”, e de repente lá se vão algumas 4 horas de sono empregadas em planos e falas que usarei contigo, quando nos encontrarmos. A cabeça martela e vez em sempre o coração pula e percebo que tinha esquecido de respirar, aperta o peito. É uma mistura louca de certeza de que passamos com um desejo absurdo de tentar nos consertar. Uma confusão medonha entre nossos beijos e o medo da despedida de novo. Aí eu apago a faísca, me convenço, enfim, de que estamos melhores assim. Decidi: vou dormir. Talvez até te encontre ali. Nos meus sonhos. Tudo pronto. Cama, travesseiro e cobertor. Espera! Um barulho na janela.. Tá de brincadeira, não pode ser ela. Mas é. A chuva veio cair aqui, justamente agora, no momento que decido aceitar os teus “nãos”. Maldita! Sabe a minha reação, sabe como vou ao chão lembrando de você. Cinco e pouco. Desisti. Vou cair aqui também. Entre as paredes testemunhas, do nosso amor e da minha dor.
São apenas fios.
A saudade bateu sem medidas hoje e nem pediu licença. Só chegou e arrebentou a porta. Chutou forte e invadiu meu coração. Alguns dias são assim. Mas diferente de hoje, sempre me privo de ir olhar suas coisas, suas antigas coisas as quais eram endereçadas à mim... Há mais ou menos uma semana li um texto feito para ti, do seu novo namorado. Li cada palavra e somente quando acabei a última frase, desabei. Pensei na maldade que cometeu comigo quando transformou "tudo nosso" em "tudo de vocês". Lembrei do cuidado que sempre tive em não fazer isso com as outras pessoas que surgiram em minha vida. Mesmo achando incrivelmente linda, jamais enviei a alguém "Here Without You", porque essa canção é nossa, assim como tantas outras. E vendo como fez de vocês o livro o qual me mandou, o livro que me enviou todo rabiscado, todo lido comigo, o meu presente, o nosso presente de aniversário de namoro, chorei feito uma criança desalentada. Como pôde fazer isso? Tornar o Luan, a Ana, a flor de plástico e até As Coleguinhas parte de vocês? Parte minha, aquela da negação, ficou repetindo que tinha feito isso para de alguma forma me manter viva em ti, para nos manter vivas, mesmo estando com outra pessoa. Enquanto a parte racional me mandava largar a idiotice e aceitar: para você não faz diferença alguma todas essas coisas, todas essas antigas coisas nossas.. eu não faço diferença alguma. Agora releio seus escritos para mim, ouço a dita música que citei acima. Eu sinto tanto sua falta, do seu jeito, do nosso jeito. E quando me dou conta que estamos assim.. tu com aquele cara e eu com uma outra menina.. é estranho, sabe? Leio aqueles textos e sinto que tudo ainda tá aí, no teu coração, como está aqui no meu. E que não importa as coisas que dizes pra ele, não importa o que os outros dizem de vocês. Não importa o que dizes hoje em dia, tudo que era nosso continua sendo. Mas eu sei que mudou. Sei que não me amas mais. Ver o texto dele para ti é quase uma prova material desse fato. Conversando com uma amiga, ela soltou uma, "quando amamos muito uma pessoa, nos tornamos quase masoquistas". Quase isso.. porque mesmo doendo ler tudo isso, continuo aqui.
É mesmo verdade que não me ama mais?
Escrever me faz esquecer, desabafar e trazer o eu a tona. Escrever me faz sentir-se alegre e viva. Escrever me faz ver que o ser precisa de palavras, e elas trazem paz. Escrever me faz abraçar o agora e esquecer o passado. Escrever me faz transparente à mim mesma. Escrever me faz.
Érica Santos
De um pensamento surge uma imensa vontade de viajar, conhecer novos planetas, novas galáxias, conhecer novas raças. E com uma grande vontade e gigantesca vontade eu um só olhar, digo para ele que quero, quero muito ir, quero mais do que tudo acompanha-lo, ver tudo que há de bom e há de florescer dentro do gigantesco cosmos. Em uma só palavra dizemos “allons-y”, e vamos conhecer tudo que há de presentear nossos humildes olhos. Agradeço a esse incrível homem que carrega com si uma caixa azul e uma enorme vontade de ajudar todos os seres do universo.
- Érica Santos