Le plaisir de deux
Canto em teus lábios meu mantra Engulo teus gemidos direto da boca Mastiga-me os lábios ainda crus Enquanto fomento alguma palavra Eu teço o calor na tua nudez Que muda de forma E entranha-se em minhas entranhas Antevendo todas as quimeras Meu sexo controverso Exaurido diante de ti Solvido em teu sangue Somos a fera pagã dos desejos Empunho meu triunfo como uma espada A queda ao inferno adocicado Está na véspera do encontro O que me ditará desta vez? A carne vazia, desencarnada Os amantes enlouquecidos Na substancia da saliva Como em um crime sem álibi Amantes das horas mais escuras Lhe busco feito entrave Escreva teu verso derradeiro Nas feridas que me abres No carnaval de nossos corpos Eu espalho coelhos atrasados Em ritos da pele pálida Antevendo, verborragias baratas Eu sou a besta, que primeiro lhe devora Ao enigma todo que se propõe Frente e verso, rangendo os dentes Em deleite e tortura que nos propomos











