Teu nome assim dito Tão solto no mundo Faz-me querer dançar Descalço em palcos improvisados O verbo regia vitórias-régias Coordenando alguma vitória Sob o império ursa menor Dê-nos a fertilização de tuas estrofes Vire, reverta, revide Verbaliza, ironiza, valse Sangria, sacro, víscera Vista, imigra, imagina! Traga o teu 'c' mudo Visita a comitiva romântica Adeus, ao teu leão papelão Distribuindo coelhos férteis aos muros O aperto no peito Profetizava a tua chegada A língua receosa Sonhava-te antes do amor Mata-te a sede Após o gengibre e o mel Limão, teu irmão fugiu nesta madrugada Antes que o própolis proíba outra vocação... O fato consumado Não era outra promessa Mas um falo consumido Na espera dos olhos de tarântula Iria soar de antes, Vindo do sol Antevendo eclipses Viajando por teus imunes úteros... O tudo tateava fábulas Lázaros e azarões Na esquina de alguma receita Esperando a lamúria de um enfermo...
Reverberar, Pierrot Ruivo

















