
seen from Serbia

seen from Vietnam
seen from China

seen from Spain
seen from United Kingdom
seen from China
seen from United States
seen from China

seen from United Kingdom
seen from China
seen from United States
seen from Spain
seen from China
seen from China

seen from Spain
seen from China

seen from United States

seen from Serbia
seen from Italy

seen from United Kingdom
Quando eu soube que deixei de te amar
Foi numa tarde após a faculdade. Você entrou no ônibus que eu estava. Estávamos brigados, e você me chamou de fria. Não me deixou voltar pra casa sozinha. Quando passei pelo meu portão, você disse que me esperaria pra conversar.
Eu não fui.
Você sabia que eu não iria.
Mas você esperou.
Nem ao menos lembro o porque estávamos brigados. Eu nem ao menos lembro porque já estava sem esperanças pra nossa relação.
Eu lembro de você gritando.
Eu lembro do vizinho saindo de sua própria casa, achando que você iria vir pra cima de mim. Eu lembro do carro vermelho que parou do outro lado da rua pra ver seu show. Lembro de você jogando a aliança na rua, e de sentir que nossa relação rolou pra longe junto dela. Eu lembro de minha mãe correndo pro portão. Lembro que, quando me assustei com seu grito, me escondi atrás da abertura desse mesmo portão.
Tentei me proteger.
De você.
Eu lembro também do vizinho procurando a aliança pela rua, pra me devolver. Lembro do meu irmão me pedindo pra ter cuidado. Lembro do meu pai dizendo que se estivesse em casa, não deixaria nada disso acontecer. Lembro de minha irmã nunca mais confiar em você.
Eu nunca mais confiei.
Mulata dos Quartos Largos
“Nunca me canso de caminhar por essa praça, ainda mais nesta estação tão graciosa. Lembro-me de muitas aventuras que vivi aqui quando criança, e até de alguns namoros por entres essas árvores. Este lugar carrega algo mágico, que se fundiu em minha alma e me enche de nostalgia.
Em passos curtos e sem pressa, atravesso a metade do corredor de árvores e sento em meu tão querido e íntimo banco. O melhor lugar da praça, que nunca perdera sua beleza.Olho para as flores acima, em um entrelaçar de galhos,que parecem formar ensombro sobre o extenso corredor de árvores,onde se misturam inúmeros tons de rosa. Rosa. Solto um suspiro e coço minha nuca, arrepiando meus cabelos grisalhos. Não posso negar, o tempo não perdoa ninguém. Lembro-me disso sempre que acordo e vejo o mundo embaçado até achar meus óculos e lembro sempre que vou me levantar e minha coluna reclama. Eu não devia esperar que a perdoasse também. Coisa da peste, esse tempo.
Dói-me o peito lembrar-me de Rosa, a mulata de quartos largos que m levou à perdição. Catita desde moça, passeava por essa praça, na época em que os jovens ainda viam a luz do dia sem precisar de uma telinha nas mãos, e foi aqui que a soalheira me dominou por inteiro. Nossos anos juntos foram bons, mas o danado do tempo adora brincar. Com aquela teteia em meus braços o tempo parava. Mas, se quer uma dica, ele só brinca de parar. Rugas marcaram nossas peles, mais a minha do que a dela. Maldita maquiagem em pele de mulata, mas não tão maldita quanto a morte, que abraçou a minha amada e a levou daqui. O que sobrou-me dessa estopada? A praça.
Passo horas sentado neste banco, apenas me perguntando por quê a maldita não me abraçou também. Para que sirvo nesta terra, com a coluna atrofiada e uma bengala nas mãos? Quando jovem, imaginava a primavera como um recomeço. Uma época para recomeçar, assim como toda a minha adorada praça fazia. Agora, é época de nostalgia, onde lembro os melhores momentos da minha vida e meu peito aperta. É detestável, mas não é um infarto. Apenas saudade.”
- Roberta Ramon
"Eu sei que saímos poucas vezes, e que minha timidez é tão absurda ao ponto de mal conseguir te tocar sem parecer desajeitada. Mas eu fico aqui, olhando o celular várias vezes ao dia e esperando alguma notificação sua. Algum post, um storie ou, quem sabe, uma mensagem. Te vejo on-line, fazendo coisas pelas redes e me frustra não receber uma palavra sua.
Quando você está longe, apenas manda uma mensagem genérica ou outra - isso quando manda -, comenta ou curti uma postagem aleatória. E eu fico aqui, torcendo para ter mais de ti. Torcendo pra isso ser apenas uma "dificuldade de conversar on-line", como você diz.
Quando você está por perto, me manda mensagem, pergunta quando estou livre e se topo algum passeio. E eu sou tão idiota que, apesar dos vácuos após tentar interagir contigo e de dias em agonia só pensando em você, eu aceito.
E saimos.
E você dá a entender que gosta de mim e que pretende ser mais próximo.
E aí o dia acaba.
Você volta pra longe, volta a viver no seu mundinho totalmente sem mim. E eu fico aqui de novo, esperando você decidir voltar.
Eu sou tão idiota assim, para manter esse ciclo vicioso onde a única que sofre sou eu?
Sou tão iludida ao ponto de relevar seus sinais confusos, na esperança de realmente te ter mais perto um dia?"
- Right Now