A capa soturna fosca Esconde o deus mosca Por entre amores e anéis O beijo na boca de olhos vendados, contaria segredos O narciso protótipo Não vê a si em outros contextos Ainda sim como importância singular Sem se quer fazer par de macieiras Revisão estética conceitual de idade média Teu hábito textual combina com teu clero Meu mestre, mostra-nos o caminho de menestréis cigarras Encubados no cortejo cigarro, desta nobre era O projetor fizeram-me deusa Mesmo que a carcaça tenhas entrado em desuso Costuro por entre bocas soltas o império Adjetivado como devoção poética Um busto prata, pois há de ressaltar-se Nada além dos loiros ordenados três por quatro Tamanho parto de dezesseis horas protagonizado por artesãos Jamais poderia ser deixado de lado ou sofrer queijas ao exagero A vitrine lhe corresponde com altitudes Belgas Como teu amor sonho de verão, o mesmo de outrora Que irá lhe presentear com buquês cor paetê Por esta leitura futurologista de cônjuge, parece-me que teu ano será espetacular! Personas desgastadas, esculpidas no mármore puro A primeiras delas, um pacifista agiota colecionando cabeças A segunda, uma sacerdotisa volúvel da síntese tinta fresca E as duas últimas fora repetições por falta de criatividade do cliente E o quarteto cavalaria, multiplicaria-se para uma dupla de cada Totalizando quase uma década, isso é, contando com a ausência de dois gafanhotos Quiçá, enfadonhos à uma onda balística onde a culpa recaía-se em Zorros ou Sargentos Garcia Pouco importa, já que o par preferido, não eram profetas, ou românticos, mas um sonho mundano de moinho...
Recibos: Taxa Imaterial, Exagero Comprimido - Pierrot Ruivo














