Os nomes renomados me causam curiosidade
Os apagados me transmitem derrota
A mente se limita ao conhecimento do afamado,
Um poço de limitação que ninguém me impôs, mas me convoca.
As vontades são adotadas pelos controles remotos
Que já não mudam só os canais
Se controla o tempo, a mudança, a ventania e as calmarias de quem só quer paz.
Se tentam me enxergar vão ver a casca, e a alegria de quem eu deveria ser
Num altar construído pela memória por ser alguém de bom coração
Foi partido por mim mesmo, na minha falta de confiança e pelo amargo empenho em crescer
E o espelho me reflete um alguém determinado a buscar anuência
De um próprio eu que tende a mudar, pra não se sujeitar ao grande padrão
Mas quem sou eu numa larga escala? Uma contradição assumida
Aquele ser que me encontra e ri, quando se vê sozinho num mar de gente, e se satisfaz por se ver evoluir
Já não é bela a companhia dos maiores, pra que não exista risco de contaminação
E vai se fechando na esperança de um dia, se ver fugir da existência em vão.