POLÍCIA CIVIL ENCERRA INVESTIGAÇÃO E NÃO INDICIA MAGNO MALTA POR SUPOSATA AGRESSÃO
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu nesta terça-feira (19) o inquérito que apurava a denúncia de que o senador Magno Malta (PL-ES) teria agredido uma técnica de enfermagem durante um atendimento no hospital DF Star, em Brasília, no dia 30 de abril. A decisão foi por encerrar o caso sem apresentar acusações, por entender que não há provas suficientes para sustentar a versão da vítima.
A profissional afirmou que, durante um exame de angiotomografia, o senador teria se levantado da maca, dado um tapa em seu rosto e a chamado de nomes ofensivos como “imunda” e “incompetente”, após o equipamento interromper o procedimento. Ela relatou ter sofrido agressão física e moral, e registrou ocorrência na delegacia.
Por que não houve indiciamento?
Segundo os autos, a principal testemunha ouvida pela polícia negou ter visto qualquer agressão. Além disso, os investigadores verificaram que há inconsistências nos relatos, falta de provas materiais que comprovem os fatos e um contexto médico complexo, já que o senador estava sob efeito de medicamentos fortes durante o exame. Para a polícia, não havia base legal para acusação.
Magno Malta já havia se pronunciado nas redes, negando tudo: “nunca encostei em ninguém”, disse, classificando a acusação como “falsa comunicação de crime”. Sua defesa também alegou que qualquer reação poderia ter sido involuntária, por causa da medicação, e que não houve intenção de agredir.
A técnica de enfermagem segue afastada do trabalho desde o episódio. O caso não deve mais avançar na Justiça, a menos que surjam novas provas ou recursos, e o episódio continua sendo debatido no meio médico e político.